Estas palavras de
Jesus não levadas em conta por muitos hoje. Afirmam categoricamente, com “base”
em alguns textos que a lei de Deus, inclusive a guarda do sábado, foi abolida.
A seguir, analisaremos com você algumas das passagens
bíblicas mal entendidas na atualidade:
Êxodo 35:3 e Números
15:32-36.
“Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do
sábado”. (Êxodo 35:3).
“Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um
homem apanhando lenha no dia de sábado. Os que o acharam apanhando lenha o
trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação. Meteram-no em guarda,
porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então, disse o
SENHOR a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial.
Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele
morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés”. (Números 15:32-36).
Estas Leis acerca do Sábado, aparentemente excessivas, eram
dadas deste modo, sabem porquê? “As Leis são dadas de acordo com a consciência
moral das pessoas”. Naquela época, eles tinham uma mentalidade diferente.
Acender fogo ao Sábado, maldizer os pais era punido com a morte. Em Êxodo 21:17
era ordenado: “quem maldizer o seu pai ou sua mãe será morto”. Será que o fato
de ser ordenado matar quem maldissesse os
seus pais seria uma desculpa para não
guardarmos o mandamento que diz Honra teu pai e tua mãe? Claro que não, pois
eles merecem todo o nosso amor e respeito.
Vemos então que não é porque a profanação do Sábado era
punida com a morte que iremos abolir o mandamento de Deus, que é eterno (Salmo
119:152), assim como não podemos tirar do decálogo o mandamento “honra teu pai
e tua mãe”(Êxodo 20:12) pelo fato deste também ser punido na época com a morte.
Estas punições estabelecidas por Moisés eram para “mostrar a importância” da
Lei.
Acender fogo no dia
de sábado.
“Acender fogo exigia considerável esforço. No clima relativamente cálido da região do
Sinai não se fazia necessário o aquecimento, e o fogo só houvera servido para
cozinhar. Posto que não era indispensável
para a saúde comer alimentos quentes em tal clima, não se devia preparar comida
quente no sábado ... Este mandato é observado estritamente nos lugares de clima
frio, pelos os judeus caraítas, que não permitem ascender nem luz nem fogo nas
suas casas durante o dia de sábado. Sem dúvida, muitos judeus consideram que
esta ordem era de caráter transitório, e acendem luzes e fogo, inclusive em
Israel. Porém os judeus ortodoxos
estritos não cozinham (hoje) nenhum alimento no dia sábado” .
Porque razão o homem
que apanhou lenha no sábado foi morto?
“O pecado deste homem era claramente insolente, e o mesmo
era uma ilustração da classe de pecado de que se fala em Números 15: 30...”.
33.
“Foi sua atitude desafiadora que provocou o severo castigo.
Deliberadamente quebrantou o sábado”.
Isaías 1:13.
“Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim
abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das
congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene”.
(Isaías 1:13).
Existe uma ciência responsável pela interpretação do
versículo Bíblico chamada de “Hermenêutica”, que estabeleceu alguns princípios
para a interpretação dos textos, e um deles é examinar o “Contexto Externo” e o
“Contexto Interno”.
Analisar o “contexto externo” seria analisar o que o autor
queria dizer, quando escreveu a quem escreveu e o porque escreveu. “Contexto
interno” seria ler os versos que vem antes e depois do texto que queremos
estudar.
Portanto, não devemos tirar conclusões precipitadas sem
analisar o contexto do verso, pois estaríamos forçando a Bíblia a dizer o que
“não disse”.
Em Isaías diz: “Não continueis a trazer ofertas vãs; o
incenso para mim é abominação, e também as ofertas de lua nova, os sábados, e a
convocação das congregações; não posso suportar a iniquidade “associada” ao
ajuntamento solene”. Aqui, Deus não está dizendo que iria abolir este
mandamento ou que o povo de Israel não tinha mais espírito religioso por
observar o Sábado. O Senhor está dizendo apenas que não suportava mais ver eles
“MISTURAREM” a guarda do Sábado (neste texto mais especificamente os dias
sagrados) com a iniquidade, assim como ele não toleraria a guarda de qualquer
outro mandamento, se estivesse associado ao pecado. Para Deus, não basta
obedecer apenas “exteriormente”, mas sim de “coração” como é ordenado no Novo
Concerto. (Jeremias 31:33; Hebreus 8:10). Nossa vida deve ser repleta de boas
obras demonstrando, assim, uma verdadeira conversão. A reclamação de Deus não
era jamais por eles guardarem o Sábado, pois o próprio criador lhes deu esta
ordem! (Êxodo 31:13), mas sim por misturarem os mandamentos de Deus com a iniquidade
que praticavam! (examinando o contexto, você poderá ver que a iniquidade pelo
povo praticada era a idolatria, bebedices e muita maldade- Ver capítulo 2, 5,
8, etc.)
Mateus 5:17 e 18.
Em Mat. 5:18 diz que, “nem um i ou til jamais passará da
lei, até que tudo se cumpra”.
a) Esse tudo se
cumpra, de acordo com o texto, não é a lei? Até que se cumprisse nada seria
tirado dela?... E Cristo já não cumpriu?
b) Aqui não está
falando de toda a lei e não somente dos Dez Mandamentos?
Os versos, 17, 19 e 20 nos ajudam e entender o significado
da expressão “cumprir” em Mt 5:18 (e inclusive no próprio v. 17):
“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim
para revogar, vim para cumprir”. (Mateus 5:17).
“Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que
dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos
céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no
reino dos céus. Porque vos digo que, se
a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais
entrareis no reino dos céus”. (Mateus 5:19-20).
Estes textos nos ensinam 2 coisas:
1) Que Jesus não veio revogar a lei;
2) Que aquele que violar um dos mandamentos, mesmo que seja
dos menores, é desaprovado pelo céu,ou seja: ninguém está autorizado a mudar a
Palavra de Deus, incluindo os 10 Mandamentos.
Isto nos leva a conclusão de que, se Jesus não veio revogar
a lei e os profetas e nenhum ser humano está autorizado a violar qualquer
mandamento que esteja nos mesmos (lei e profetas), a expressão “cumpriu” não
pode insinuar que Jesus cumpriu a lei no sentido de anula-la. Isto seria uma
contradição no próprio texto no qual Jesus diz: “não vim revogar a lei e os
profetas”.
“Que quer dizer ‘ab-rogar’ ? (ou revogar) De acordo com a
clássica definição jurídica significa revogação total de uma lei. ‘Abrogatur
cum prorsus tollitur”. É nada menos que extinguir uma lei. E Jesus disse que
não viera AB-ROGAR (revogar) nada do que continham a lei ou os profetas.”
Este tudo se cumpra não é a lei, mas a Palavra de Deus. Isto
é claro no contexto do verso. A Palavra de Deus será cumprida em todos os
sentidos: as profecias referentes a Cristo, Sua segunda vida a esta terra , o
estabelecimento da Nova Terra e tudo o mais.
O Contexto diz claramente que, “até que o céu e a terra
passem...” não era para ser tirado o mínimo acento da lei (Neste caso todo o
Antigo Testamento, onde está incluso o Decálogo). Se a lei tivesse sido
abolida, o céu e a terra também já teriam passado e nós não estaríamos aqui
hoje.
Este texto (Mateus 5:17-19) é um dos mais claros em dizer
que Jesus não veio mudar a lei; mesmo assim, é usado o argumento: “Se Jesus
Cumpriu a Lei, eu não preciso mais guardar. Está cumprido”!
Como interpretar corretamente este verso? O modo mais seguro
é “ permitir que a Bíblia seja sua própria intérprete.” Vejamos Mateus 3:13-16.
o qual nos ajudará no esclarecimento:
“Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim,
nos convém cumprir toda a justiça...” (Verso 15-Grifo nosso)
Analisemos: O texto diz que Jesus cumpriu o Batismo e a
justiça. Será que pelo fato de Cristo ter cumprido o Batismo, ninguém, mais
precisa se batizar para se salvar? Nenhum evangélico concordaria com isso.
E a justiça? Não precisaria mais cumprir os justos reclamos
de Deus por que Jesus os cumpriu? De maneira nenhuma, pois temos de obedecer a
Deus e sermos justos por toda a vida!
“Diz o grande lexicógrafo Webster: ‘cumprir é obedecer’. É
um atendimento exigência legal, uma satisfação ao preceito. Um cidadão cumpre o
dever de votar, por exemplo. Extingue-se a instituição do voto, por ele tê-lo
cumprido? Não! A exigência é permanente; o cumprimento é transigente. O cumprimento
afeta a pessoa, não a exigência; liga a pessoa à exigência, mas não remove a exigência.
Esta só é removível por força da lei superior que expressamente o declare...”
Digamos que você seja multado. Depois do susto, começas a
cumprir corretamente as leis de trânsito. Por ter cumprido a lei, quer dizer
que agora você pode andar na velocidade que quiser, bater em quem quiser, ou
seja, não precisa mais obedecer? É muito ilógico supor uma coisa destas.
Assim como o CUMPRIR o batismo não significa que nenhuma
pessoa mais precisa ser batizada para provar que crê em Jesus, o CUMPRIR a lei
não significa que não precisamos obedecer. De acordo com qualquer dicionário,
cumprir significa “obedecer”.
Em Gálatas 6:2 diz: “Levai as cargas uns dos outros e,
assim, cumprireis a lei de Cristo”. (Gálatas 6:2).
Imagine se isto significa abolir!
“J. Broadus, credenciado comentador batista, também faz
empenho em alinhar-se na opinião de que “cumprir” significa obedecer. Ele
escreve sobre Mateus 5:17: “Cumprir é a tradução de uma palavra grega
significando “tornar cheio”, “encher”...Significa “executar plenamente”,
“realizar”, aplicado a qualquer obra e dever. Em vão se tem procurado colocar
este dito de Jesus em conflito com o que Paulo ensinou em referência á lei... A
ideia que ainda ás vezes surge, de que Jesus foi um reformador radical que pôs
de lado a lei de Moisés por imperfeita e gasta, é contrária a todo os espírito
desta passagem” .
“Cumprindo a lei, Cristo simplesmente “preencheu-a” no seu
completo sentido, dando ao homem um exemplo de perfeita obediência à vontade de
Deus, a fim de que a mesma lei ‘possa ser cumprida (pleros) em nós’. Rom.
8:4”.
Marcos 2:23-28 e
Mateus 12:3-8.
“Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as
searas, e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas. Advertiram-no os fariseus: Vê! Por que fazem
o que não é lícito aos sábados? Mas ele
lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e
teve fome, ele e os seus companheiros?
Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu
os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu
também aos que estavam com ele? E
acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por
causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado”.
(Marcos 2:23-28).
“Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele
e seus companheiros tiveram fome? Como entrou na Casa de Deus, e comeram os
pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que
com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? Ou não lestes na Lei que,
aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu
vos digo: aqui está quem é maior que o
templo. Mas, se vós soubésseis o que
significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes.
Porque o Filho do Homem é senhor do sábado”. (Mateus 12:3-8).
O sábado Bíblico remonta da criação do mundo. Ao Deus
terminar sua obra criadora, Ele estabeleceu o sábado, o qual abençoou e
santificou (Génesis 2:1-3). Isto mostra-nos o quando Deus tornou o sábado um
dia santo, ou seja, “separado” para uso santo.
O Eterno Deus estabeleceu o sábado como memorial da criação,
como o objetivo de conservar na mente de seus filhos o verdadeiro motivo pelo
qual Ele deve ser adorado – Porque Ele é o Criador, e nós as suas criaturas. O
estabelecimento do sábado foi para manter na mente humana a lembrança de que há
um Deus Criador e que não estamos no mundo por acaso. É uma proteção contra o
ateísmo e idolatria.
O sábado (hebraico Shabbath) foi criado por Deus para que
pudéssemos desfrutar um dia inteiro de comunhão com o Ele e nossa família; Deus
viu que iríamos precisar santificar um dia, pois durante a semana não temos
tempo integral (só poucas horas) para adorar a Deus e estar com a família. O sábado
é meio divino de nos colocar em maior comunhão com Deus e com a família e um
remédio contra o estresse, devido á possibilidade de descanso total das obras
rotineiras.
Sendo que a guarda do sábado é tão importante, como
harmonizar isto com alguns textos Bíblicos que falam que Jesus curou no sábado
e permitiu que os discípulos colhessem espigas neste dia?
Vejamos:
Porque Jesus curou nos sábados e permitiu que os discípulos
colhessem espigas?
Os fariseus tinham fanatizado a guarda do Sábado. Nas leis deles,
era proibido caminhar mais que um quilómetro aos sábados; se uma pessoa
deixasse cair um lenço, não o podia apanhar por que era Sábado; tinha-se
aproximadamente trezentas regras em relação ao dia de guarda.
Ao permitir que os discípulos colhessem espigas no Sábado,
ao curar as pessoas neste dia, Cristo não estava abolindo o mandamento. Ele
estava ensinando-os a guardarem o sábado do modo correto. O próprio Jesus disse
que “é lícito fazer o bem aos sábados” (Mateus 12:12). O Sábado é um dia próprio
para fazermos obras de caridade, auxiliar os enfermos, visitar orfanatos e
asilos, dar estudos Bíblicos.
Notemos que o Senhor disse “é lícito fazer o bem”, e não
trabalhar, pois desviaria nossa atenção de Deus. Deus nos deu seis dias da
semana para fazermos o que quisermos; Ele exige apenas um dos dias integrais da
semana para dedicarmos em comunhão contínua com Ele.
Jesus guardou a lei: “Se guardardes os meus mandamentos,
permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos
de meu Pai e no seu amor permaneço”. (João 15:10).
Durante a semana trabalhava na carpintaria, mas no sábado ia
á igreja, “segundo seu costume”: “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou,
num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler”. (Lucas
4:16).
“Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar
assim como ele andou”. (1 João 2:6). Precisamos ter o desejo de seguir a Jesus
e andar como Ele andou.
Portanto, o simples ato de colher espigas no sábado não foi
um pecado, pois eles não estavam fazendo uma “colheita” (o que as escrituras
não aprovam – ver Êxodo 34:21), mas apenas colhendo para “comer”, assim como se
faz ao comer uma “fruta”. Não é pecado apanhar uma fruta para comer no Sábado.
Jesus com esta lição queria ensinar isto ao povo da época.
“Os
sacerdotes...violam o sábado”. – O raciocínio do Senhor neste passo é muito
claro: se seus discípulos estavam profanando o sábado por colherem espigas para
come-las a seguir (o que era perfeitamente legal), então os atos dos sacerdotes
ao cumprirem sua função religiosa no templo (e faziam sacrifícios em dobro
nesse dia, cf. Números 28:9) seriam também transgressão.
Caso, por suas palavras, Cristo estivesse afirmando que os
sacerdotes desrespeitavam o mandamento, então realmente se poderá concluir que
Deus deu ao povo uma lei santa ordenando a santificação do sábado, para depois
transmitir a Moisés outra lei eclesiástica que resultaria em violação semanal
do sábado da primeira...
É evidente, que o isso da palavra “violam” deve aqui ser
compreendido no contexto daquela controvérsia, e a referência de Cristo aos
sacerdotes foi simplesmente como ilustração da declaração que pouco depois
faria: “Logo, é lícito fazer bem, aos sábados”. (v.12).
Marcos 2:27.
“E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do
homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27).
Um verso que nos ajudará a entender esta declaração de Jesus
é o seguinte:
“Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e
sim a mulher, por causa do homem”. (1 Coríntios 11:9).
Se a afirmação de Jesus que “o sábado foi estabelecido por
causa do homem e não o homem por causa do sábado” abole o mandamento, temos de
supor que a afirmação de Paulo de que “o homem não foi criado por causa da
mulher, e sim a mulher, por causa do homem” quer dizer que Deus “aboliu a
mulher e sua importância”, o que seria absurdo.
Um dos ensinos de Paulo neste verso é que a mulher foi
criada para beneficiar o homem (pois este estava só); o mesmo se dá com o
sábado.
Ao dizer que “o Sábado foi estabelecido por causa do homem e
não o homem por causa do Sábado”, Jesus está afirmando que o dia de guarda foi
santificado para “beneficiar” o homem, e não o homem beneficiar o Sábado. O
Sábado foi estabelecido para que o homem pudesse descansar de suas obras
diárias e dedicar este tempo somente ao criador, para refletir em seu amor e no
seu poder criativo. Os judeus achavam o contrário.
Raciocinemos: Se
o sábado foi feito para o benefício do homem, quando que o ser humano se
beneficiará dele? Guardando-o! Não podemos nos beneficiar com suas bênçãos sem
observá-lo.
Vejamos um estudo extraído do livro “Sutilezas do Erro”
acera deste assunto:
“Vejamos o que o Mestre quis dizer com estas palavras. Há aí
duas proposições: uma do sábado servir ao homem; outra, do homem sujeitar-se ao
sábado. Consideremos a primeira. É de clareza meridiana. O sábado foi
instituído e oferecido ao homem como algo muito precioso, como um bem, um favor
divino. Figueiredo traduz: “O sábado foi feito em contemplação do homem”. O
sentido evidente é que o sábado foi instituído para o bem estar físico, moral e
espiritual das criaturas humanas. O sábado é assim uma instituição a favor do
homem, em seu benefício, uma bênção grandiosa. Só uma perversa distorção do
texto poderia levar à conclusão de que o sábado deva ser considerado contrário
ao homem...
“A segunda proposição contida no texto diz: ‘e não o homem
por causa do sábado’. Simples demais para ser entendida. Deus não criou o homem
porque Ele tivesse um sábado necessitando ser guardado por alguém. Ao
contrário, criara primeiro homem , e depois o sábado para atender-lhe às
necessidades de repouso e recreação espiritual. Assim o sábado lhe seria uma
bênção e não uma carga. O farisaísmo dos dias de Cristo obscurecera o
verdadeiro caráter do sábado. Os rabinos o acumularam de exigências esdrúxulas
que o tornaram um fardo quase insuportável. A atitude de Cristo para com o sábado
foi a de escoima-lo desses acréscimos, devolvendo-o à prístina pureza. A
atitude de Cristo para com Seu santo dia foi de reverência e não de desprezo.
“E de passagem cabe aqui uma observação: o sábado foi feito
por causa do homem, e isto não pode ser verdade em relação ao domingo, porque
no primeiro dia da semana o homem ainda não fora criado!
“...sendo o sábado um mandamento da lei de Deus, se Cristo o
transgredisse de qualquer maneira Se tornaria um pecador, e nessa condição não
poderia ser nosso Salvador!
“...Jesus declarou-Se Senhor do sábado! Solene e
importantíssima declaração! Frise-se bem que Ele é o Senhor do sábado e não do
domingo, embora a cristandade... averbe este dia este dia como o “dia do
Senhor”. Cristo, porém, reafirmou Sua soberania sobre o sábado. É o autor do
sétimo dia, consagrado ao repouso e, nessa qualidade, sabe o que é lícito ou
não fazer nele. Os fariseus que censuraram os discípulos por apanharem espigas,
foram além dos reclamos divinos, “além do que está escrito”. Punham restrições
descabidas à guarda do sábado. E Jesus, para mostrar-lhes Sua autoridade,
apresenta-Se como Autor do sábado. Nada há de derrogatório na declaração do
Mestre. Ao contrário, reafirma o valor e a vigência do sábado, escoimado, no
entanto, das exigências talmúdicas
“Broadus, renomado comentarista Batista, tratando desse
texto, assim conclui:
“Mas o sábado permanece ainda, pois que existia antes de
Israel, e era desde a criação um dia designado por Deus para ser santificado”
(Gên. 2:3)...” (John A. Broadus, Comentário de Mateus, Vol. 1, pág. 345).
“Cristo jamais combateu o sábado, mas apenas a maneira de
guarda-lo, a estreiteza dos fariseus.
“Diz Strong, grande teólogo batista:
‘Nem nosso Senhor ou os apóstolos ab-rogaram o sábado do
decálogo. A nova dispensação abole as prescrições mosaicas quanto à forma de
guardar o sábado mas ao mesmo tempo declara sua observância de origem divina e
como sendo uma necessidade da natureza humana... Cristo não cravou na cruz
qualquer mandamento do decálogo...Jesus não Se defende da acusação de quebrar o
sábado, declarando que este fora abolido, mas estabelece o verdadeiro caráter
do sábado em atender uma necessidade humana fundamental’ (A.H. Strong,
Systhematic Theology, p. 409).
“Ryle, erudito comentarista evangélico, tratando do texto
diz:
‘Não devemos deixar-nos arrastar pela opinião comum de que o
sábado é mera instituição judaica, que foi abolido ou anulado por Cristo. Não
há uma só passagem das Escrituras que isso prove. Todos os casos em que nosso
Senhor Ser refere ao sábado, fala contra as opiniões erróneas que os fariseus
propagaram a respeito de sua observância. Cristo depurou do quarto mandamento
da superfluidade profana dos judeus... O Salvador que despojou o sábado das
tradições judaicas e que tantas vezes esclareceu o seu sentido, não pode ser
inimigo do 4o mandamento. Pelo contrário, Ele o engrandeceu e o exaltou’ (J. C.
Ryle, Comentário Expositivo do Evangelho Segundo Lucas, pág. 79) .
Mateus 12:8.
“Porque o Filho do Homem é senhor do sábado”. (Mateus 12:8).
Neste verso Jesus diz que é o “Senhor do Sábado”,
referindo-se ao fato de que ele é o dono. Ele faz o que quiser, ou seja, ele
diz como se deve guardá-lo ou não.
Como visto anteriormente, Jesus guardou o sábado e em sua
vida testemunhou acerca da maneira correta de faze-lo, como um memorial do
Criador e da criação e sem o fanatismo ensinado pelos fariseus.
Romanos 14:4-5.
“Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio
senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o
suster. Um faz diferença entre dia e
dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em
sua própria mente”. (Romanos 14:4-5).
Para entendermos estes versos, temos de fazer uso de uma
importantíssima ciência responsável pela interpretação do versículo Bíblico
chamada de “Hermenêutica”.
A Hermenêutica estabeleceu alguns princípios para a
interpretação dos textos, e um deles é examinar o “Contexto Externo” e o
“Contexto Interno”. Analisar o “contexto externo” seria analisar o que o autor
queria dizer, quando escreveu a quem escreveu e o porque escreveu.
“Contexto interno” seria ler os versos que vem antes e
depois do texto que queremos estudar.
Portanto, não devemos tirar conclusões precipitadas sem
analisar o contexto do verso, pois estaríamos forçando a Bíblia a dizer o que
“não disse”.
Esta passagem deve ser estudada e entendida “á luz de seu
contexto”, pois esta é a maneira de entendermos as doutrinas das Escrituras.
Vou fazer um estudo com você acerca de Romanos 14:5 e também sobre ouros versos
do mesmo capítulo, para que sua compreensão seja melhor. Vejamos:
“Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes”.
(Romanos 14:2).
“Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos
os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem
distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come,
porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a
Deus”. (Romanos 14:5-6 RA).
“Débil na fé – Isto é, aquele que não tem senão uma limitada
compreensão dos princípios da justiça. Nele está o desejo de ser salvo e
ansioso para cumprir o que quer que dele seja exigido.
Porém, na imaturidade da sua experiência cristã (ver Hebreus
5:11 a 6:2), e provavelmente também como resultado da primitiva educação e
crença tenta obter a sua salvação mais seguramente pela observância de certas
regras e regulamentos que na realidade não são obrigatórios. Para ele, estes
regulamentos revestem-se de grande importância. Ele os considera como
absolutamente obrigatórios para a sua salvação, e torna-se agoniado e
confundido quando vê outros cristãos ao seu redor, especialmente os que parecem
mais experientes, não participarem de seus escrúpulos.
A declaração de Paulo em Romanos 14 tem sido interpretada de
várias formas, e tem sido usada por alguns: (1) para depreciar uma dieta
vegetariana, (2) abolir a distinção entre alimentos puros e impuros, e (3)
remover toda distinção entre dias, abolindo dessa forma, o sábado do 7o dia.
Que Paulo não está fazendo nenhuma desta coisa torna-se evidente quanto este
capítulo é estudado á luz de certos problemas religiosos referidos que
perturbaram alguns cristãos do primeiro século.
Paulo menciona vários problemas que são uma ocasião de mal-entendido
entre os irmãos: (1) problemas relativos á dieta (verso 2), e (2) problemas
concernentes á observância de certos dias (versos 5, 6). Em I Coríntios 8 o
problema do irmão forte versus irmão débil, considerando a dieta, também é
tratado. A carta aos Coríntios foi escrita menos de um ano antes da enviada aos
Romanos. Parece razoável concluir que em I Coríntios 8 e Romanos 14 Paulo está
tratando em essência do mesmo problema. Em Coríntios o problema é identificado
quanto a ser próprio o comer de alimentos sacrificados aos ídolos. Segundo a
antiga prática pagã, os sacerdotes praticavam um intenso mercado de animais
oferecidos aos ídolos. Paulo dissera aos crentes de Corinto conversos do
judaísmo e do paganismo que desde que era um ídolo, nada havia de errado em si,
no comer alimentos dedicados a ele. Contundo, explica, por causa da herança em
instrução primitiva e diversidade no discernimento espiritual, nem todos
possuíam este “conhecimento” e não podiam com a consciência livre, comer de
tais alimentos... Daí, Paulo insta com aqueles sem escrúpulos quanto á
consideração desses alimentos, a não colocarem pedra de tropeço no caminho dos
irmãos pelo consumo destes alimentos (Romanos 14:3). Sua admoestação
encontra-se dessa forma em harmonia com a decisão do Concílio de Jerusalém, e
sem dúvida lança luz, sobre pelo menos uma razão por que o concílio tomou
posição sobre este assunto...Provavelmente por temor de ofender neste assunto,
alguns cristãos abestiam-se inteiramente de alimentos cárneos, o que significa
que o seu alimento era restrito a “ervas”, isto é, vegetais (Romanos 14:2).
Paulo não está falando de alimentos higienicamente
prejudiciais. Não está sugerindo que os cristãos de fé vigorosa possam comer
qualquer coisa, desconsiderando os seus efeitos sobre o bem-estar físico. Paulo
já tem deixado claro no capítulo 12:1 que o verdadeiro crente compreenderá que
o seu corpo dever ser preservado santo e aceitável a Deus como sacrifico vivo.
O Homem de fé robusta considerará como ato de adoração espiritual, manter boa
saúde (Romanos 12:1 e I Coríntios 10:31).
Um fato adicional lança luz sobre os problemas que Paulo
está discutindo. Apenas muito palidamente, a princípio, os judeus cristãos
compreenderam que a lei cerimonial encontra os seus cumprimentos em Cristo... e
que esta daí por diante não mais era válida.
Em verdade, os primeiros Cristãos não foram chamados abruptamente a
cessar o serviço das festas anuais judaicas ou repudiar os ritos cerimoniais de
uma vez por todas. Sob a lei cerimonial os judeus deviam guardar 7 sábados
anuais. Paulo mesmo observou várias festas após a sua conversão (Atos 18:21,
etc). Embora pensasse que a circuncisão nada era (I Coríntios 7:19), tinha
consigo o circuncidado Timóteo (Atos 16:3) e concordara em cumprir um voto
segundo as estipulações do código antigo (Atos 21:20-27). Sob tais
circunstâncias parecia melhor permitir que os vários elementos da lei
cerimonial da lei judaica gradualmente viessem a desaparecer a medida que a
mente e a consciência se iam iluminando. Dessa maneira, era inevitável que
entre os judeus cristãos surgisse a questão quanto á conveniência de observar
certos “dias” – dias santos judaicos, em conexão com as suas festas anuais (Ver
Levíticos 23:1-44).
Em vista destes fatos, torna-se evidente que Paulo, em
Romanos 14, não está: (1) depreciando a dieta de “ervas” (vegetais), ou (2)
indo de encontro á antiga distinção bíblica entre – alimentos puros e impuros,
ou (3) abolindo o sétimo dia, o sábado da lei moral... O que pretenda afirmar
que assim foi, deve estar vendo no argumento de Paulo algo o que aí não existe.
Que Paulo não ensina ou mesmo de a entender a abolição do
sábado do sétimo dia tem sido reconhecido por comentaristas tais como:
Janieson, Fausset e Brown em seus comentários sobre o cap. 14:5 e 6:
"Dessa passagem sobre a observância de dias, Alford infelizmente infere
que tal linguagem não podia ter sido usada se a sábado-lei não estivesse
forçando o evangelho de qualquer maneira. Certamente não podia, se o sábado fosse
meramente um dos dias de festas judaicas; porém, tal não acontecerá pois não
foi outorgado meramente porque fora observado sob, a economia judaica. E
certamente se o sábado era mais antigo que o judaísmo; se mesmo sobre o
judaísmo foi guardado como relíquia entre a terna santidade do decálogo,
proferido, com nenhumas outras porções do judaísmo o foram, em meio, aos
terrores do Sinai; e se o próprio Legislador disse quando na terra “O Filho do
homem ´se Senhor até do sábado” (Marcos 2:28). Será difícil mostrar que o
apóstolo significasse que o mesmo devia ser colocado pelos seus leitores entre
aqueles desaparecidos dias de festa judaicas, e que só um “débil” poderia
imaginar estarem ainda em vigor, uma debilidade que os que tinham mais luz
deviam, apenas por amor, suportar”.
Em Romanos 14: a 15:14 Paulo insta com os cristãos mais
fortes para dar simpática consideração aos problemas de seus irmãos mais
fracos. Como nos capítulos 12 e 13, ele mostra que a fonte da unidade e paz na
igreja é o amor cristão genuíno. Este mesmo amor e respeito mútuo assegurará
harmonia contínua entre o corpo de crentes, a despeito das opiniões e
escrúpulos diferentes em assuntos de religião” .
“Paulo não diz que todos os dias são iguais. A palavra
iguais está em itálico (Versão Almeida Revista e Corrigida), porque não se
encontra no original grego e foi acrescentada por Almeida.
O dia aí mencionado não é o dia de repouso semanal, porque o
mesmo apóstolo, em sua epístola aos Colossenses (2:16), tratando do mesmo
assunto (pois o mesmo problema surgira naquela igreja) nos esclarece que são
“dias de festa”. E em Gál. 3:10, abordando o mesmo problema, Paulo menciona
“dias, e meses, e tempos e anos” (grifo nosso). Quer dizer que eram dias de
festa, os feriados anuais e mensais, como:
Páscoa – Pentecostes – Dia da Expiação – Luas Novas –
Tabernáculos – Jubileu regulados pela lei cerimonial. Por quê? Porque embora
abolidos na cruz, esses dias, os judeus neófitos na fé, recém-convertidos
(judaizantes) não se desvencilharam deles de pronto; queriam observa-los e
ainda julgavam os cristãos vindos do gentilismo por não os observarem. Diz o
comentarista Adão Clark: “A referência aí feita [à palavra dia] se prende a
instituições judaicas, e especialmente a seus festivais, tais como a páscoa, pentecostes,
festa dos tabernáculos, lua nova, jubileu, etc... Os gentios convertidos...
consideravam... que todos esses festivais não obrigam o cristão. Nós os
tradutores acrescentamos a palavra iguais, e fazemos texto dizer o que, estou
certo, jamais foi pretendido, isto é, que não há distinção de dias, nem mesmo
do sábado.” (Clark’s Commentary, Rom. 14:5)
Também os fundamentalistas Jamieson, Fausset e Brown
comentam: “… será difícil mostrar que o apóstolo tenha rebaixado o sábado de
maneira a ser classificado por seus leitores entre as transitórias festas
judaicas...”.
Em parte algumas dos ensinos de Paulo, o sétimo dia do
decálogo é assunto de controvérsia.”
“Não destruas a obra de Deus por causa da comida. Todas as
coisas, na verdade, são limpas, mas é mau para o homem o comer com escândalo. É
bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa com que
teu irmão venha a tropeçar ou se ofender ou se enfraquecer”. (Romanos
14:20-21).
Após as considerações anteriores, podemos tr mais luz para
entender este verso. Paulo está dizendo para os Corintos não destruírem a obra
de Deus por causa do comer ou não carnes sacrificadas aos ídolos. O ídolo nada
é.
Ao dizer que “todas as coisas são limpas”, Paulo está se
referindo ás “carnes sacrificadas a ídolos”; não está usando o termo
genericamente, pois se o fizesse, teríamos de supor que até cobras, lagartos,
cachorro, são limpos para alimentação.
Paulo falou que “é bom não comer carne e nem beber vinho”
porque estes eram evidentemente os objetos principais dos escrúpulos religiosos
do irmão mais fraco, provavelmente porque eram costumeiramente usados nos
sacrifícios aos ídolos pagãos .
Conclusão:
Romanos 14 trata em essência do mesmo assunto de I Coríntios
8: Carnes sacrificadas a ídolos. Podemos facilmente perceber isto através da
comparação dos dois livros:
“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas
justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”. (Romanos 14:17).
“Não é a comida que nos recomendará a Deus, pois nada
perderemos, se não comermos, e nada ganharemos, se comermos”. (1 Coríntios
8:8).
Podemos ver que em Romanos 14 está sendo tratado sobre o
mesmo assunto, que diz respeito ás carnes sacrificadas a ídolos. O versos 17
não está dando autorização para usarmos alimentos imundos, pois neste é este o
objetivo do livro.
Outro fator que leva-nos a concluir que o assunto é o mesmo
nos dois livros, é o fato da epístola aos Coríntios ter sido escrita menos de
um ano antes da de Romanos. Chega-se á inevitável conclusão de que falam do
mesmo assunto.
Lembremos de que o próprio Paulo disse: “Portanto, quer
comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de
Deus”. (I Coríntios 10:31 RA).
Os versos 4 e 5 referem-se aos dias de festividades
judaicos, que eram chamados de ‘sábados cerimoniais’, sábados estes que eram
diferentes do sábado do Senhor, abençoado e santificado na criação do mundo.
(Leia Levíticos 23:38; Levíticos 23:3 e 24-25).
Romanos 10:4.
“Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele
que crê”. (Romanos 10:4).
Devido á falta de estudo da Bíblia, muitos acham que este
verso refere-se á abolição da Lei.
A palavra “fim” neste texto vem do grego “Telos” e significa
“alvo, objetivo”. Esta é a mesma que aparece em I Pedro 1:9:
“Obtendo o fim (Telos) da vossa fé: a salvação da vossa
alma”.
Será que a Bíblia está dizendo aqui que a fé teve um fim; ou
que não precisamos mais ter fé para sermos salvos? Claro que não! Seria absurdo
supormos isso! De acordo com o original grego, a tradução correta deste texto
é:
“Obtendo o alvo (ou objetivo) da vossa fé: a salvação da
vossa alma”.
Portanto, a tradução correta de Romanos 10:4 é : “Porque o
alvo (objetivo) da Lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”. Isto nos
ensina que, o objetivo da Lei não é nos salvar, mas nos aproximar de Cristo,
através da obediência por amor (João 14:15)