5 de julho de 2011

PORQUE DEMORA JESUS A VOLTAR?

Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se" (II Pedro 3:8-9)

Quando o cristão passa por sofrimentos intensos, às vezes questiona-se: “Por que Jesus ainda não veio?” Uma das respostas é: por causa da misericórdia e paciência do Senhor com aqueles que ainda vão aceitar a salvação, conforme lemos acima.

Há algum tempo o jornal suíço Tages Anzeiger publicou a manchete: “Quando Jesus se Atrasa Demais”. O texto dizia:

“...milhares de pessoas continuam amedrontados pelas visões da Chamada da Meia-Noite sobre os tempos finais. Norbert Lieth, sucessor de Wim Malgo, expressa a sua fixação pelo futuro de uma maneira mais branda que o seu antecessor, mas reafirma a proximidade do fim do mundo e ganha os crédulos pregando o medo do Juízo Final iminente...”

Conforme essas afirmações, estaríamos incutindo medo nas pessoas e ganhando adeptos com a ameaça de
que o Juízo Final está próximo. Porém, uma rápida olhada no cenário mundial convence-nos do contrário: não somos nós que incutimos medo às pessoas. As pessoas já têm medo: medo de guerras, de contaminação biológica, química e atómica. Medo de ataques terroristas. Medo de viajar de avião. Medo de perder o emprego. Medo de ficar doente – medo de muitas coisas.

Pessoas como o jornalista que nos criticou estão distantes de ter razão e lembram-nos a passagem bíblica de 2 Pedro 3.3-6: “tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Porque, deliberadamente, esquecem que, de longo tempo, houve céus bem como terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra de Deus, pela qual veio a perecer o mundo daquele tempo, afogado em água.” Hoje isso cumpre-se literalmente diante dos nossos olhos, pois é comum ouvirmos afirmações de que nada mudou e que tudo continua e continuará como sempre foi.

Para onde se dirige o mundo?
Medo da contaminação biológica... medo de contaminação radioactiva... medo de viajar de avião.
O que é real neste contexto? Não se torna cada vez mais óbvio que alguma coisa está errada com o nosso velho planeta Terra? Os acontecimentos não se atropelam? Quem consegue esquecer-se do que se passou nos atentados ao World Trade Center em Nova Yorque em 11 de Setembro de 2001? Já foi esquecido? Hoje em dia a memória é muito curta! As manchetes daquela época eram sobre a febre aftosa que se espalhava na Europa. Na Inglaterra, Alemanha e Holanda foram sacrificadas e incineradas mais de 400.000 cabeças de gado. A revista Die Zeit escrevia: “Epidemias, animais sacrificados em massa, o céu se tinge de vermelho acima das montanhas de cadáveres em chamas. Esse é cenário de um grande drama...” Mas depois de 11 de Setembro essas tragédias para muitos foi rapidamente esquecidas – ou será que elas deixaram de ser interessantes diante da dimensão do que aconteceu nos Estados Unidos? Os acontecimentos atropelam-se. Uma catástrofe segue a outra. Além dos directamente atingidos, quem ainda se lembra de fatos que foram manchete há dois ou três anos atrás? O tom adoptado pelos meios de comunicação é sempre o mesmo: “Nada de pânico! Tudo vai continuar igual. A situação está controlada. Temos o domínio da situação!”

O que acontece hoje lembra-nos o naufrágio do Titanic. Ele estava avariado, a água entrava e o barco inclinava-se perigosamente, mas o povo continuava a dançar ao som da orquestra. Isso não parece um retrato do que acontece hoje em dia? Quase nada consegue tirar o nosso sossego. “O quê? Uma crise? Mas não aqui! Não connosco! Não vale a pena fazer uma tempestade num copo de água?” Quando nós cristãos tentamos analisar os acontecimentos actuais no contexto bíblico, somos chamados de malucos e pessimistas e acusados de espalhar o pânico entre o povo.

Mas existem pessoas que sabem que nem tudo vai continuar como sempre foi. Um exemplo: logo depois das grandes enchentes na Alemanha em 2002, não era mais possível fazer seguro contra inundações. As seguradoras se negavam a assinar novos contratos alegando que a situação, como um todo, precisava ser reavaliada. Em outras palavras, elas estavam dizendo que nunca tinham ocorrido inundações tão graves, mas elas poderiam se repetir!

“Creia firmemente em si mesmo, pense positivo!”
Quando as águas rolaram sobre a Alemanha e a Áustria, eu e a minha família nos encontrávamos na casa de amigos em Viena. Os nossos amigos foram poupados pela catástrofe, mas vimos bem de perto o que é uma grande inundação desenvolvendo todo o seu potencial de destruição. Vimos casas debaixo da água até ao telhado, pessoas que perderam tudo o que tinham e famílias inteiras diante da ruína económica.

Nessa época, ouvi um programa de rádio em que psicólogos, conselheiros e pastores procuravam dar “apoio” aos atingidos pelas cheias. Eles consolavam e animavam as pessoas com chavões do tipo: “Agora o importante é acreditar muito em si mesmo!” “Vocês devem ter pensamento positivo! Só com uma postura positiva vocês conseguirão superar essa catástrofe!”

Parece que eles estavam brincando, não é verdade? De que adianta ouvir, apesar de ser dito por pessoas consideradas competentes: “Creia em si mesmo!”, tendo diante dos olhos a completa destruição daquilo que se demorou uma vida inteira para construir ou diante da perda de um ente querido? É essa a ajuda que muitos pastores, psicólogos e conselheiros têm a oferecer? Se isso é tudo, não precisamos nos admirar que os bancos de certas igrejas e os corações dos poucos ouvintes continuem vazios.

Os descrentes ou os cristãos nominais não oferecem ajuda real, e nós cristãos somos tratados grosseiramente pelos meios de comunicação, que espalha meias-verdades e deturpa o que dizemos. Por que razão os meios de comunicação fazem isso? Porque os cristãos renascidos têm a coragem de oferecer ajuda real e consolo verdadeiro ao ser humano. Não um consolo barato do tipo: “Pense positivo!”, “Levante a cabeça! Creia em si mesmo! Tudo vai ficar bem”. Nós, cristãos, temos respostas para as questões que mexem com a cabeça das pessoas de nossa época. Não espalhamos o medo, não somos pessimistas e muito menos estamos tentando criar um clima de fim de mundo. Nossa mensagem é a oferta do perdão, do Evangelho da consolação e da esperança. Nossas pregações falam de um futuro maravilhoso. Por isso, se Deus nos ajudar, ficaremos firmes no Evangelho de Cristo mesmo que a mídia nos ataque, difame a nossa mensagem ou nos acuse de dizer coisas que não dissemos.

Cristãos silenciosos e sinos que se calam.
Infelizmente, cada vez mais cristãos se calam e igrejas silenciam. Não existem respostas para as grandes dúvidas e questões de nossa época. Um pastor aposentado declarou: “No meio de tudo o que se disse a respeito das inundações que varreram a Europa, senti a falta do som dos sinos das igrejas”. Com isso ele estava a expressar o que um outro artigo citou: “Os tempos em que os sinos se calavam eram sempre tempos difíceis para as pessoas, independentemente da região do mundo ou do século em que eles deixaram de se fazer ouvir. Ditadores e revolucionários não apenas fizeram calar os sinos... com o seu silenciar calavam-se também as vozes das pessoas... Quando os sinos deixam de se fazer ouvir, a vida, a liberdade, a tolerância e a humanidade estão directamente ameaçadas”. Alexander Soljenitzyn, o famoso dissidente soviético, expressou essa ideia num poema:

“Sinos Vespertinos”.
"Desde sempre as pessoas foram egocêntricas e nem sempre bondosas. Mas os sinos tocavam e o som pairava sobre os campos, sobre os bosques. Avisava, exortava a deixar de lado as coisas terrenas, as coisas pequenas que nada valem, lembrando os valores eternos. Fazendo pensar naquilo que não passa. O toque dos sinos impedia que as pessoas se transformassem em criaturas de quatro patas".

Hoje a maior das inundações poderia assolar a Europa – e mesmo assim os sinos das igrejas continuariam mudos. Perdeu-se a voz dos sinos. Parece que as igrejas, e, com elas os cristãos, não têm mais nada a dizer. Quando alguém tem a coragem de conclamar as pessoas a tomarem consciência, a voltarem para Deus e arrependerem-se, corre o risco de ser chamado de pessimista e acusado de espalhar o pânico.

Depois das inundações visitei uma pequena igreja evangélica na Saxónia, a região da Alemanha mais duramente atingida pela catástrofe. Quando perguntei como os cristãos estavam a lidar com a situação, o pastor respondeu: “Ajudamos no que for possível e transmitimos uma mensagem bíblica às pessoas”. Os irmãos dessa igreja não diziam: “Pense positivo!” A mensagem era sobre o amor de Jesus Cristo, do Seu perdão, da esperança e do consolo de um futuro com Jesus. Até nas piores situações e no meio das maiores catástrofes, os cristãos sabem que não estão sozinhos. Eles sabem que o Senhor Jesus está ao lado, em qualquer lugar, pois disse: “Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mat. 28.20). No meio das maiores aflições, os filhos de Deus podem dizer: “Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão” (Sal. 139.5). No meio dos desastres, os cristãos estão abrigados e protegidos no Deus vivo. Esta é a nossa mensagem, o nosso consolo e a nossa esperança!

Um cristão adoece porque não tem fé?
Há igrejas que afirmam: “Quem tem fé não fica doente!” Elas ensinam que Deus quer que tudo vá bem na nossa vida, que tenhamos sucesso nos negócios, um casamento feliz e filhos dos quais possamos nos orgulhar. Se essa é a sua situação, agradeça sempre a Deus, pois esse é um presente da graça d´Ele!

Pastores e igrejas que defendem esse tipo de ensino baseiam-se no versículo de Malaquias 3.10: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.” Quem pensa que os crentes são poupados sempre de todo e qualquer sofrimento quando cumprem o que diz essa passagem, parece desconhecer que a Bíblia também fala que todos nós, uns mais, outros menos, temos de entrar no reino de Deus através de muitas tribulações (Act. 14.22).

A esposa de um missionário ficou paraplégica devido a um trágico acidente. Alguém lhe disse: “Deus não quer que você fique aleijada. Se você crer de todo o coração, Deus vai curá-la...”! Esse tipo de declaração testemunha que a pessoa tem uma concepção distorcida do que as Escrituras dizem, além de uma grande falta de tacto e completa ausência de piedade com quem está a sofrer.

Hebreus 11 menciona homens e mulheres que passaram por experiências maravilhosas com Deus. Eles, “...por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros. Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos” (Heb. 11.32-35a). Mas o texto continua dizendo que alguns heróis da fé “foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados, (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra” (vv. 35b-38). Estes verdadeiros heróis da fé vivenciaram grandes milagres, obtiveram maravilhosas respostas às suas orações e por meio da fé “subjugaram reinos”. Tal foi a experiência de John Knox, o reformador da Escócia. A rainha da Escócia temia mais as orações desse homem do que todos os exércitos da Inglaterra. Entretanto, o texto de Hebreus 11 continua citando, sem interrupção, também os heróis da fé que passaram pelas mais profundas angústias, e nem por isso deixaram de ser considerados heróis espirituais. Nos dias de hoje esses heróis e heroínas da fé são encontrados no Sudão, na Indonésia, na Coréia do Norte, na China. Cristãos que sofrem dores durante toda a sua vida, que passam por lutas e sofrimentos, que perdem o emprego e muitas vezes padecem de profunda depressão são hoje nossos heróis da fé quando, ao passar por tudo isso, continuam firmes no Senhor. Pode até acontecer que casas de cristãos sejam arrastadas pela correnteza de uma grande enchente. Cristãos podem passar por todos esses sofrimentos, mas mesmo assim são e continuarão sendo gigantes da fé! Deveríamos de nos consciencializar de que o sofrimento, o perigo, os problemas, “os revezes do destino”, não dizem nada acerca do carácter genuíno e da seriedade da vida cristã de uma pessoa. Porém, a sua maneira de lidar com essas situações, a sua postura diante dos problemas e dificuldades é que vai indicar a qualidade da sua vida espiritual.

Nossa tarefa não é pregar felicidade, sucesso e prosperidade. Muito menos queremos vender consolo barato. O que desejamos é falar de uma vida em Cristo que é possível mesmo no meio dos problemas, tentações e provações. Muitas vezes Deus permite coisas que superam a nossa capacidade de entendimento e vão até ao limite do que podemos suportar emocionalmente. Então justifica-se a pergunta: “Por que tudo isso?”

Pensamentos de paz.
As coisas negativas na vida de um crente podem ter diversas origens, que vou mencionar aqui, mesmo sabendo que não conseguirei listar todas elas. Não sabemos tudo e não podemos explicar todas as coisas.

Na minha opinião, muitas vezes Deus permite que coisas ruins nos aconteçam para provar o quanto a nossa fé é autêntica. Enquanto tudo vai bem na nossa vida, quando temos saúde e os nossos filhos são obedientes, então não achamos difícil ser cristãos. Mas quando a nossa vida é sacudida e começamos a passar por grandes problemas, físicos ou emocionais, quando sofremos derrotas, quando os nossos filhos seguem os seus próprios caminhos, então, penso eu, Deus está a perguntar-nos: “Ainda me amas? Amas-Me mesmo que tudo esteja ruim?”

Quando eu e a minha esposa vimos pessoalmente a extensão dos danos causados pela enchente e como, em questão de horas, as águas destruíram o que as pessoas tinham trabalhado uma vida inteira para construir, dissemos um ao outro: “Sem a Bíblia e sem a fé, numa hora dessas o desespero poderia tomar conta de qualquer um”. Como cristãos, deveríamos pensar sempre que Deus vê muito além das circunstâncias momentâneas e que Ele tem pensamentos de amor a nosso respeito: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jer. 29.11). A tradução literal do final do versículo seria “para que eu vos conceda esperança e futuro”.

Coisas ruins podem acontecer, sim, também na vida de crentes, pois como todas as outras pessoas, eles passam por muitos sofrimentos e estão sujeitos às dificuldades financeiras. Mas um cristão sabe: Deus está acima de tudo! Ele, o Eterno, segura a minha vida nas Suas mãos. Este Deus, que chama todas as estrelas pelo nome (Sal. 147.4), diz que “...até os cabelos todos da cabeça estão contados” (Mt 10.30-31). Além disso, temos um Ajudador, um Advogado e Consolador, que está connosco mesmo nas horas mais negras da nossa vida (Job 14.16-17). Depois de um culto, uma irmã em Cristo veio falar comigo e disse: “Há três meses perdi o meu marido. Todas as noites, quando chego a casa, não há ninguém para me receber, ninguém que me dê um abraço. Ninguém que fale comigo, que me diga uma palavra de carinho. Sinto-me tão sozinha. Mesmo assim tenho um consolo muito grande no meu coração, o consolo do Espírito Santo. E esse consolo ninguém consegue tirar-me”. Essa irmã expressou o que Jesus prometeu: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14.27).

Não permitamos a ninguém que nos roube essa mensagem...

– mesmo que o mundo desabe.
– mesmo que exista muito sofrimento em nossa vida.
– mesmo que não possamos mais sair da cama ou de casa devido às dores ou enfermidades.
– mesmo que o mundo nos chame de malucos.

Temos uma mensagem de esperança e consolo. Mas temos ainda mais, pois outro aspecto importante de nossa mensagem é dizer que:

Jesus está voltando!
Não permitamos que nada, nem ninguém, nos demova desse elemento maravilhoso da mensagem do Evangelho! Pois quando proclamamos a volta do Filho de Deus estamos em óptima companhia. Há dois mil anos essa já era a mensagem da Igreja primitiva. Igualmente o apóstolo Paulo, Martim Lutero, John Nelson Darby, Charles H. Spurgeon e muitos outros proclamaram o que a Escritura ensina: Jesus está voltando.

Sempre que o Evangelho era pregado em sua plenitude, incluindo a volta de Cristo, a Igreja era ardente e se preparava para encontrar-se com seu Senhor. Por esperar o Senhor Jesus a qualquer momento, ela vivia de acordo com essa expectativa. “Jesus está a voltar!” foi, durante toda a vida da Igreja, um grito de alerta e, ao mesmo tempo, um brado de esperança. Mas quando se começava a negligenciar essa parte do Evangelho, a deixá-la de lado e a esquecê-la, cedo ou tarde a Igreja começava a adormecer. Ela perdia a sua substância, a sua força e sua autoridade espiritual.

A igreja de Tessalónica estava a enfrentar problemas, e Paulo escreveu, significativamente: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1 Tes. 4.16-18). A Bíblia, e o apóstolo Paulo, não oferecem consolo maior para a Igreja do que o brado: “Jesus vai voltar!” Essa mensagem exprime a esperança por uma pátria melhor. A Escritura diz que nós, como Abraão, buscamos um lar, “a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o Arquitecto e edificador” (Heb. 11.10).

Os cristãos não têm uma mensagem de medo, nem de pessimismo, e muito menos espalham pânico e pavor sobre o futuro. Nós cristãos temos uma mensagem autêntica e uma resposta real às perguntas e questionamentos, às angústias e tristezas do nosso mundo e da nossa época. Temos muito mais a oferecer do que a dizer: “Pense positivo!” Concordamos com Lutero quando ele disse: “Se eu soubesse que Jesus viria amanhã, hoje mesmo ainda plantaria uma macieira”. Essas palavras expressavam a sua esperança de que Jesus poderia voltar a qualquer momento. A sua vida e o seu ministério estavam adequados a essa expectativa.

Mais uma vez declaro: temos a mesma mensagem que Paulo e Lutero tinham. Não deixemos que nos encurralem num canto nem permitamos que calem a nossa pregação. O que mais queremos é animar as pessoas, proclamar o perdão em nome de Jesus e despertar em muitos corações a esperança pelo futuro glorioso junto d´Ele. Essa é a nossa mensagem à humanidade que vive imersa em medo e insegurança. Essa é nossa resposta às perguntas e aos anseios do mundo em que vivemos.

REFLEXÃO: “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem” (Mateus 24:27)