25 de março de 2013

CONFORTO NA ALFIÇÃO

      1-    Está o povo de Deus isento de aflição?
Rª: “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas.” Salmo 34:19.
2-    Como trata Deus os afligidos?
Rª: “…e que ouvisse o clamor dos aflitos.” Job 34:28.
3-    O que prometeu Deus aos que estão angustiados?
Rª: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.” Salmo 46:1.
4-    Com que sentimentos contempla o Senhor os Seus filhos?
Rª: “Como um pai se compadece dos seus filhos, assim o Senhor Se compadece daqueles que O temem.” Salmo 103:13.
5-    Que sabe e de que Se lembra?
Rª: “Pois Ele conhece a nossa estrutura; lembra-Se de que somos pó.” Salmo 103:114.
6-    Que prometeu o Senhor ser para os oprimidos?
Rª: “O Senhor será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia.” Salmo 9:9.
7-    Que prometeu o Senhor aos Seus filhos quando passassem por provações e aflições?
Rª: “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.” Isaías 43:2.
8-    Que disse Deus a David com referência à aflição pela qual passava?
Rª: “Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os Teus estatutos.” Salmo 119:71.
9-    Em aflição, porque orou David?
Rª: “Olha para a minha aflição e para a minha dor, e perdoa todos os meus pecados.” Salmo 25:18.
10- Antes de ser afligido, que fez ele?
Rª: “Antes de ser afligido andava errado, mas agora guardo a Tua Palavra.” Salmo 119:97
11- Que aprendeu Cristo por meio do sofrimento?
Rª: “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.” Hebreus 5:8.
12- No aperfeiçoamento do carácter, qual é uma das ferramentas permitidas por Deus?
Rª: “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correcção do Senhor, e não desmaies quando por Ele fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.” Hebreus 12:5,6.
13- É essa correcção algo agradável no momento em que se sofre?
Rª: “Na verdade, toda a correcção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.” Hebreus 12:11.
14- Que ânimo e fortaleza, portanto, deveremos ter mesmo na hora da aflição?
Rª: “Portanto tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados.” Hebreus 12:12 – ver Job 4:3,4; Isaías 35:3.
15- Que disse Job em meio às suas aflições?
Rª: “Ainda que Ele me mate, n´Ele esperarei.” Job 13:15.
16- Como é Deus chamado nas Escrituras?
Rª: “O Deus de toda a consolação.” 2ª Coríntios 1:3.
17- A quem conforta Deus?
Rª: “Deus, que consola os abatidos.” 2ª Coríntios 7:6
18- Que promessa é feitas aos que choram?
Rª: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.” Mateus 5:4.
19- Porque nos conforta Deus na tribulação?
Rª: “Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus.” 2ª Coríntios 1:4.
Nota: Quem tenha passado, ele próprio, pela tribulação e aflição, e recebido de Deus conforto, está mais habilitado para ministrar conforto a outros.
20- De que maneira nos deveremos relacionar com as tristezas alheias?
Rª: “Chorai com os que choram.” Romanos 12:15.
“Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão.” Job 6:14.
21- Condói-Se Deus das nossas aflições?
“Porque não temos um sumo-sacerdote que não possa compader-Se das nossas fraquezas; porém Um que, como nós, em tudo foi tentado.” Hebreus 4:15.
22- Como manifestou Deus a Sua comiseração no caso de Maria e os seus amigos que choravam pela morte de Lazaro?
Rª: “Jesus, pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-Se em espírito, e perturbou-Se, e disse: Onde o puseste? Disseram-Lhe: Senhor, vem e vê. Jesus chorou.” João 11:33-35.
Nota: não somente por Maria e seus amigos chorou Jesus. Olhando através dos séculos, viu as lágrimas e os sofrimentos que a morte produziria na humanidade neste mundo combalido pelo pecado. O Seu coração foi tocado pelo sofrimento humano, e chorou com os que choravam.
23- Independentemente do que aconteça, que bendita certeza possui toda a pessoa que ama a Deus?
Rª: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus.” Romanos 8:28.
Nota: Quando alguém ama a Deus, pode ter a certeza de que algum bem resultará de toda a provação e aflição.
24- Quando os nossos amigos são depostos no repouso da morte, com que palavras nos é dito que nos confortemos um aos outros?
Rª: “Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com Ele. …Porque o mesmo Senhor descerá do C+eu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com ele nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto consolai-vos uns aos outros com estas palavras.” 1ª Tessalonicenses 4:24-18.
25- Qual, disse o Senhor Jesus, seria a experiência do Seu povo neste mundo?
Rª: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo.” “Vós chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes; mas a vossa tristeza se converterá em alegria.” João 16:33 e 20.
26- Em que sentido será a colheita do povo de Deus diferente da sua sementeira?
Rª: “Os que semeiam em lágrimas ceifarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria, trazendo consigo os seus molhos.” Salmo 126:5,6.
 
Apelo: Dedicai algum tempo cada dia para estar a sós com Deus e conversar; agrader-Lhe a luz do sol e a chuva, as flores e o perfume. Algum tempo para falar e sorrir a alguém; um copo de água dado com alegria. Não permita que os mil cuidados sufoquem a planta do amor. Então, a presença de Deus torna-se tão perceptível que se estendesse a mão n´Ele se pode tocar.
José Carlos Costa, pastor

Jesus - Nossa Esperança Viva



Quaisquer que sejam os reveses, podemos olhar para eles além de nós mesmo.“E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:14-16).


Quando os filhos de Israel estavam atravessando o deserto, rumo a Canaã, trouxeram sobre si os juízos de Deus ao murmurarem e reclamarem. Eles foram mordidos por serpentes ardentes e venenosas do deserto e foram atingidos pela morte. Um mensageiro passou pelo acampamento com a notícia de que um remédio fora provido. Pela orientação de Cristo, foi erguida uma serpente de bronze e aqueles que olhassem para ela seriam curados.


Quando essa mensagem foi anunciada, alguns dos enfermos e moribundos não a aceitaram Aqui e ali no acampamento se ouviam as palavras: “É impossível para mim ser curado porque estou em terrível condição. Aqueles que estão em melhor estado que o meu, talvez, podem olhar e viver. Outros criam ter seu próprio remédio para curá-los da picada venenosa da serpente; mas apenas aqueles que aceitaram a mensagem e olharam para a serpente de bronze foram curados. Essa serpente representava Cristo.


O homem está envenenado pelo pecado; mas foi provido um remédio para a raça caída no Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Toda esperança que temos da salvação fora de Cristo é esperança vã. Não podemos desonrar mais nosso Salvador do que duvidando de que Ele nos salvará. Qualquer que tenha sido nossa vida de transgressão, o quanto fomos manchados por nosso pecado, há Um que é capaz de salvar o pior pecador que vêm a Deus por meio dEle.


Jesus é o remédio para o pecado. Podemos ter intelecto, mas a inteligência humana não consegue divisar um meio para a salvação; podemos ter posses na terra, mas isso não proverá o resgate de nossa alma pecaminosa. A salvação é a dádiva de Deus por meio de Cristo e a promessa é: “Quem nEle crer não perecerá, mas terá a vida eterna”.


Não Basta a Fé Nominal
Não é suficiente ter uma fé nominal. Devemos ter fé que se aproprie do poder doador da vida para nossa alma. Sofremos grande perda porque não exercitamos a fé simples e viva em Cristo. Deveríamos poder dizer: “Ele é meu Salvador. Ele morreu por mim. NEle tenho meu Salvador e vida”. Devemos olhar para Cristo, a cada dia. Devemos considerá-Lo como exemplo em tudo. Isso é fé.


Honramos nosso Senhor e Mestre quando depositamos implícita confiança nEle. Se duvidarmos da mensagem que nos enviou, estaremos em posição semelhante à dos israelitas que foram picados pelas serpentes ardentes, e que não olharam e morreram. Se aceitamos a mensagem de amor vinda a nós por convites, exortações e reprovações provaremos a vida e a cura para nossa alma.


Não nos deveríamos satisfazer com nada menos que a íntima ligação com Cristo. A liberdade e a salvação nos são oferecidas e deveríamos nos apegar às preciosas promessas de Deus de vivermos pela fé. Porém, se cremos apenas parcialmente, se não mostramos em nossa experiência o poder de viver pela fé que opera pelo amor e purifica a alma, não cumpriremos a expectativa de nosso Senhor e Mestre. Jesus diz: “Sem mim nada podeis fazer”, mas se Ele habita em nós e nós nEle, podemos fazer todas as coisas mediante Seu poder. Devemos confiar nEle como a criança confia nos pais terreais. Deveríamos sentir tanto amor para com Ele que nos seria impossível trair Sua confiança em nós, ou entristecê-Lo sob quaisquer circunstâncias. Devemos ter o conhecimento da verdade como se encontra em Jesus.


Deveríamos ser como a mulher aflita que forçou sua passagem pela multidão para tocar a

24 de março de 2013

Foi Jesus Uma Pessoa Real?

Jesus Cristo realmente existiu ou o cristianismo foi criado em torno de uma lenda? Poucos estudiosos questionam a existência de Jesus, mas alguns inimigos do cristianismo tentam provar o contrário.

Desenho de Jesus encontrado nas
catacumbas em Roma.

Num processo contra o Vaticano, a Igreja foi acusada de inventar a história da existência de Jesus. Apesar do caso ter sido retirado da corte em fevereiro de 2006, o querelante, Luigi Cascioli, apelou, mas o caso foi finalmente fechado. Os argumentos contra a existência de Jesus vieram a público na rede CNN de TV quando Ellen Johnson, presidente dos American Atheists, declarou:
“A realidade é que não existe nem uma vírgula de evidência secular de que Jesus Cristo existiu. Jesus Cristo e o cristianismo se referem uma religião moderna. E Jesus Cristo é uma compilação de outros deuses: Osíris, Mitras, e outros tiveram as mesmas origens e a mesma morte como o mitológico Jesus Cristo”. – Ellen Johnson, ateia
Johnson e um grupo especial de líderes religiosos discutiram a questão, “O que acontece depois que morremos?” num programa Larry King Live da CNN. O normalmente imperturbável King pausou e refletiu, respondendo depois: “Então você não acredita que Jesus Cristo existiu?” Com um ar de confiança Johnson respondeu: “Não, não existiu. Não é no que eu acredito, simplesmente não existe evidência secular de que JC, Jesus Cristo, de fato tenha existido”. King ficou sem resposta e foi para uma pausa para os comerciais. Ellen Johnson and Larry King, “What Happens After We Die?” Larry King Live, CNN, April 14, 2005.
 
Cinquenta anos antes, Bertrand Russell chocou a sua geração com o livro Porque não sou cristão em que pôs em causa a existência de Jesus. Ele escreveu: “Historicamente é bastante duvidoso se Cristo existiu de fato, e se Ele existiu não sabemos nada sobre Ele, tanto que não estou preocupado com a questão histórica, que é por si uma questão bastante difícil”. Bertrand Russell, Why I Am Not a Christian (New York: Simon & Schuster, 1957), 16.
 
É possível que o Jesus que muitos acreditam ser real nunca tenha existido? Na História da Civilização, o historiador secular Will Durant colocou a seguinte questão: “Terá Cristo realmente existido? Será que a história do fundador do cristianismo é o produto da dor, imaginação e esperança humanos - um mito comparável às lendas de Krishina, Osíris, Átis, Adónis, Dionísio e Mitras?” Will Durant, Caesar and Christ, vol. 3 of The Story of Civilization (New York: Simon & Schuster, 1972), 553. Durant indicou como a história do cristianismo possui “muitas semelhanças suspeitas com lendas dos deuses pagãos”.[ Ibid., 557.] Mais tarde neste artigo veremos como este grande historiador respondeu às suas próprias questões sobre a existência de Jesus. Então, como podemos saber com certeza que este homem, que muitos idolatram e outros amaldiçoam, foi de fato real? Será que Johnson está correta quando afirma que Jesus Cristo é uma “compilação de outros deuses”? E Russell estará certo quando diz que a existência de Jesus é “bastante duvidosa”?
Considerações sobre Jesus Histórico.
Flávio Josefo é considerado como um dos maiores historiadores judeus da sua época, e além de escrever sobre a História dos Judeus e das suas guerras, também escreveu a sua autobiografia, na qual se descreve como filho de Matias o sacerdote judaico, nascido em Jerusalém, instruído pela torá e adepto do farisaísmo (JOSEFO, Flávio, História dos Judeus – CPAD, 2000, pp.476-495). O seu testemunho é importante, pois é provavelmente o único relato sobrevivente de uma testemunha ocular da destruição de Jerusalém.
 
Josefo é considerado como um revolucionário judeu que se rendeu à supremacia romana trocando o suicídio pela lealdade a Roma. Por sua demonstração de lealdade, Vespasiano não apenas o recebeu como cidadão romano, mas patrocinou-o como historiador.
No seu livro Antiguidade dos Judaicas, que é normalmente datado na década de 90dC tem duas citações interessantes. A primeira faz clara referência a Tiago “irmão de Jesus chamado Cristo” (GEISLER, Norman, Não tenho fé suficiente para ser ateu – Vida, 2006, pp.227), veja:
“Anano, um dos que nós falamos agora, era homem ousado e empreender, da seita dos saduceus, que, como dissemos, são os mais severos de todos os judeus e os mais rigorosos no julgamento. Ele aproveitou o tempo da morte de Festo, e Albino ainda não havia chegado, para reunir um conselho diante do qual fez comparecer Tiago, irmão de Jesus chamado Cristo, e alguns outros; acusou-os de terem desobedecido às leis e os condenou ao apedrejamento. Esse ato desagradou muito a todos os habitantes de Jerusalém, que eram piedosos e tinham verdadeiro amor pela observância das nossas leis” – (JOSEFO, Flávio, História Judaicas – CPAD, 2000, pp.465)
Dois fatos são interessantes nessa citação: (1) Confirma uma clara declaração das escrituras: Jesus tinha um irmão chamado Tiago (Gl.1:19); (2) Ele era reconhecido como Cristo, outra afirmação clara das escrituras (Mt.16:16).
A segunda declaração de Josefo a respeito de Jesus é ainda mais explícita e por isso, muito controversa. Pouco antes da declaração supracitada, ele também afirma:
“Nesse mesmo tempo apareceu Jesus, que era um homem sábio, se todavia devemos considera-lo simplesmente como um homem, tanto as suas obras eram admiráveis. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade e foi seguido não somente por muitos judeus, mas mesmo por muitos gentios. Ele era o Cristo. Os mais ilustres da nossa nação acusaram-no perante Pilatos e ele fê-lo crucificar. Os que o haviam amado durante a vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas o tinham predito e que ele faria muitos outros milagres. É dele que os cristãos, que vemos ainda hoje, tiraram seu nome” – (JOSEFO, Flávio, História dos Judeus – CPAD, 2000, pp.418)
Esta citação tem sido criticada como sendo impossível de ter sido proferida por um judeu-romano

22 de março de 2013

Crescer pelo Espírito Santo

A conversão cristã é apenas o início de uma vida nova. Deus tem um plano perfeito para cada um dos que chama, aqui na Terra. "Nascer de novo" é como sair de dentro de um ovo. Muito antes do nascimento, ainda antes de ser concebido, já Deus tinha um propósito especial, um papel para cada ser humano desempenhar (o livre arbítrio é a liberdade de o exercer ou não) aqui na Terra e para a Eternidade. No entanto, nunca encontraremos nem cumpriremos esse propósito se não crescermos na vida cristã.
Não basta simplesmente sair do ovo, temos que voar.
O crescimento cristão, ser moldado à imagem (isto é, ao carácter) De Jesus, exige cooperação com Deus através do Seu Espírito Santo, fazendo com que o progresso realmente aconteça.
“... faço um coisa: esqueço-me do que ficou para trás e esforço-me por atingir o que está diante de mim. Deste modo, caminho em direcção a meta para obter o prémio que Deus nos prometeu dar no céu por meio de Cristo Jesus." (Filipenses 3: 13,14).
O Apostolo Paulo advertia constantemente os seus amigos sobre o perigo de não crescerem. Na verdade, ele chegou ao ponto de temer "um naufrágio espiritual" se parassem de crescer. "Não sabem que, no estádio, todos os corredores tomam parte na corrida, mas só um é que recebe o prémio? Corram, portanto, de maneira a poderem recebê-lo. E desta maneira que eu corro e não como quem corre sem saber para onde. É assim que eu luto e não como quem dá socos a toa. Mas eu luto contra o meu corpo, para o dominar, a fim de não acontecer que, andando a pregar aos outros, seja rejeitado por Deus." (I Coríntios 9:24,26,27).
Paulo levava a sua vida cristã mesmo a sério. Ele sabia que se não crescesse como cristão, se não progredisse, poderia facilmente voltar ao seu antigo estilo de vida. Se esta preocupação era tão séria para um homem como o apóstolo Paulo, parece que pessoas como nós deveriam levá-la igualmente a sério.
As pessoas mais tristes deste mundo são os cristãos que não querem evoluir para a completa maturidade, que nunca saem da "creche" espiritual, que nunca trocam as fraldas e as botinhas pelo equipamento do alpinista, a fim de alcançarem as alturas com a ajuda do Espírito Santo.
CRESCER:
1- Comunicar diariamente com Deus por meio da oração (João 15:7).
2- Revigorar-se pela leitura da Palavra de Deus, diariamente (Actos 17:11).
3- Esforçar-se por obedecer a Deus em cada situação (João 14:21).
4- Ser uma pessoa que dá testemunho de pertencer a Cristo, nos seus actos e nas suas palavras (Mateus 4: 19).
5- Consagrar a Deus tempo, os talentos e bens (I Pedro 5:7).
6- Esperar em Deus e deixar que o Espírito Santo exerça controlo e dê força para viver a vida, diariamente (Gálatas 5:16,17; Actos 13).
7- Reunir-se regularmente com outros cristãos (Hebreus 10:25).

1-      Comunicar com Deus Diariamente por meio da Oração.
Orar é falar com Deus – e escutar enquanto Deus fala. É a expressão mais básica da nossa fé. É a "respiração" da nossa vida espiritual. É a nossa linha vital de comunicação com Deus. A oração não tem que ser formal, pode ter a simplicidade da conversa de um filho com o seu Pai.
A oração pode ser:
- Um clamor por ajuda numa hora de necessidade.
- Uma exclamação de alegria ao receber um presente.
- Um pedido a favor de outra pessoa.
- Um momento silencioso de adoração.
- Um tempo de ouvir o que Deus diz.
- Uma hora serena de receber o amor de Deus.
Como é que Deus Responde às nossas orações?
A vontade de Deus de atender os nossos pedidos é ainda maior que o desejo do mais amoroso dos pais terrenos tem de dar o melhor aos seus filhos. Como todo o bom Pai, Ele sabe dar bons presentes – e na altura certa.
Isto significa que Deus, por vezes, diz "não" aos nossos pedidos. No entanto nunca diz "não" sem ter uma resposta melhor á nossa espera na próxima curva do caminho.
É importante lembrar o seguinte: quando Deus diz "não" aos nossos pedidos, não é porque Ele não seja capaz de os atender ou por não se importar connosco. Deus é dono de tudo – riquezas, conhecimento, sabedoria, poder, saúde, alegria e amor. Além disso, importa-se connosco, ama-nos mais do que qualquer pai aqui na terra nos poderia amar. Seja qual for a resposta dada, é porque é o melhor para nós. Podemos até anotar os pedidos de oração, quando e como Deus respondeu a elas. A oração não tem que ser prolongada ou repetitiva para ser eficaz, Deus vê sempre o nosso coração. A oração deve ser feita em nome de Jesus, isto é, deve basear-se num relacionamento pessoal que se tem com Jesus. Registar as respostas de Deus é um estímulo para nós e contribui para aumentar a nossa fé. Podemos medir os nossos progressos nesse campo.
 
2 – Revigorar-se diariamente pela leitura da Palavra de Deus.
Se a oração é a sua linha vital de comunicação com Deus, então a Bíblia é o cesto do pão. Tal como na nossa vida física é importante desenvolver bons hábitos alimentares – fazer refeições regulares utilizando alimentos nutritivos também é vital que nos alimentemos diariamente à mesa de Deus, a Bíblia.
A leitura da Bíblia, tal como a oração, deve transformar-se num hábito. Um bom hábito.
 
A Bíblia é essencial para a nossa vida:  
- A Bíblia, pelo poder de Deus, gera fé nos nossos corações.
- Uma das maneiras pela quais podemos atingir todo o nosso potencial de crescimento é pela leitura diária da Bíblia. Se não nos alimentamos, o nosso corpo não cresce nem se desenvolve. Da mesma forma, se não lemos a Bíblia, nunca sairemos da infância espiritual.
- A Bíblia é o nosso padrão para a tomada de decisões e formação de opiniões em todas as áreas da nossa vida.
Alguém disse que a definição de um cristão é "uma pessoa cuja vida foi totalmente dominada e controlada pelo Senhor Jesus Cristo". Como é que podemos ficar a saber o que Cristo pretende de nós? Lendo a Sua Palavra. Nas páginas da Bíblia encontramos expressa a vontade de Deus para a nossa vida.
Uma leitura diária da Palavra dar-nos-á acesso à sabedoria e ao conhecimento de Deus, livrando-nos de decisões erradas, e fornecer-nos-á a dose diária de força para viver.
"Toda a Sagrada Escritura é inspirada por Deus e serve para ensinar, convencer, corrigir e educar, segundo a vontade de Deus, a fim de que quem serve a Deus seja perfeito e esteja pronto para fazer o bem." (II Timóteo 3:16,17).
"Santifica-os na verdade. A tua palavra é a verdade.'' (João17:17).
3 – Esforçar-se por obedecer a Deus em cada situação.
Como é que podemos saber se realmente amamos a Jesus – se o nosso amor não é apenas uma farsa ou um amor artificial? Deus deu um padrão para medir o nosso amor:
“Aquele que conhece a minha doutrina e a segue, esse é que me tem verdadeiro amor. E aquele que me ama é também amado por meu Pai; eu amá-lo-ei também e dar-me-ei a conhecer inteiramente?” (João 14:21).
Como saber se amamos Jesus? Se obedecermos aos Seus mandamentos.
“E o amor consiste nisto: em vivermos segundo os mandamentos de Deus..." (II João 6).
Quem amar Deus, diz a Bíblia, também amará as outras pessoas. "O mandamento que Jesus nos deixou é este: “aquele que ama a Deus deve também amar o seu irmão” (I João 4:21). Isto é bem claro e simples.
“E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.” 1ª João 2:3-4.
 
O Espírito Santo ajuda-nos a obedecer a Deus e aos seus mandamentos. É aquela voz mansa e íntima que fala muitas vezes em tom de correcção.
Às vezes chamam a esta voz "consciência", mas para o cristão, é a voz do Espírito Santo. Deus não abençoa a desobediência. Pode até proteger-nos quando somos desobedientes, mas as Suas bênçãos estão reservadas para os que Lhe obedecem.
Viver uma vida de obediência a Deus – a cada instante – assegura o nosso crescimento como cristãos. Da mesma forma, temos o mandamento de amar os nossos irmãos. Paulo descreveu a família cristã como um "corpo” que tem muitos membros: mãos, pés, joelhos, cotovelos, ouvidos e um sem número de partes não visíveis como o fígado, a vesícula e o coração. Todos são importantes, embora tenham funções diferentes a desempenhar. O bom funcionamento de uma parte está dependente das outras.
Quando nos amamos uns aos outros, vivemos realmente como um corpo. A este corpo chama-se Igreja. Não se trata do edifício, nem mesmo de uma organização. Trata-se de um grupo de pessoas – todas diferentes – que amam o Senhor e se amam umas as outras. Temos que nos filiar numa parte dessa família de Deus.
"Se vocês me têm amor, cumpram a minha doutrina." (João 14: 15).
4 – Dar testemunho de pertencer a Cristo por atos e nas palavras.
Ser testemunha de Cristo é, simplesmente, ser na prática o que já somos na teoria. Não significa que vamos ter que aprender a pregar, não significa necessariamente bater de porta em porta falando de Jesus a pessoas desconhecidas. Significa, simplesmente, viver para Jesus Cristo em cada dia, de maneira que não sejam só as suas palavras a falar de Jesus, mas que a sua própria vida seja um reflexo da vida de Cristo.
Como é que a nossa vida pode ser um testemunho? Fazendo exactamente aquilo que já foi abordado: obedecendo à Palavra de Deus, sendo conduzidos e controlados pelo
Espírito Santo, demonstrando as evidências do Espírito através das nossas acções e conduta.
Isto não significa que nos tenhamos que nos transformar num fundamentalista, vestir roupas esquisitas e deixar de nos divertir. Também não significa andar sempre com a Bíblia debaixo do braço. Significa simplesmente sermos um bom testemunho de Jesus através das nossas atitudes, acções, palavras, etc. Deus dará as palavras certas – e também trará as pessoas certas a quem falar. Tudo o que temos a fazer é estarmos á disposição de Deus.
"Vocês são a luz do mundo", disse Jesus aos Seus seguidores. "Uma cidade situada no alto de um monte não se pode esconder. Também não se acende um candeeiro para o pôr debaixo duma caixa. Pelo contrário, põe-se mas é num lugar em que alumie bem a todos os que estiverem em casa. Do mesmo modo, façam brilhar a vossa luz diante de toda a gente para que vejam as boas acções que vocês praticam e dêem louvores a vosso Pai que está nos céus." (Mateus 5: 14-16).
5 – Consagrar a Deus o nosso tempo, talentos e bens.
Quando passamos a pertencer á Sua família, Deus assume a responsabilidade pela nossa vida e pelos nossos problemas. David, o rei-poeta de Israel, exprimiu essa verdade melhor que ninguém: "O Senhor é meu pastor; nada me falta." (Salmo 23:1).
Deus é um Ser de recursos ilimitados. Quando confiamos Nele, dependemos Dele e avançamos para além do nosso próprio entendimento, para além da nossa compreensão, para uma dimensão da fé com a qual podemos estar descansados em relação á nossa vida. Sabemos que há um Deus grande, amoroso e todo-poderoso que cuida de nós. O que haverá, então, a recear?
Quando chegamos ao ponto em que tudo o que temos pertence a Deus, então tudo o que pertence a Deus nos pertence a nós também.
Há pessoas que querem saber, antecipadamente, qual a vontade de Deus para poderem decidir se vão ou não cumpri-la. Deus, porém, só revela a Sua vontade aqueles que estão decididos a segui-la "venha o que vier".
O homem quer sempre a resposta para todos os seus "E se...?". Mas Deus diz: "Confia em mim." Isto significa que Deus guarda sempre o que tem de melhor para os que deixam que seja Ele a fazer a escolha. "Põe a tua vida nas mãos do Senhor, confia nele e ele te ajudará.” (Salmos 37:5).
O Salvador declara: "Todos vós sois irmãos." Todos estão expostos à tentação e sujeitos ao erro. Em nenhum ser finito podemos confiar quanto à direção. A Rocha da fé é a presença viva de Cristo na igreja. Nela pode confiar o mais débil, e os que mais fortes se julgam se demonstrarão os mais fracos, a não ser que façam de Cristo Sua eficiência. "Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço." Jer. 17:5. O Senhor "é a Rocha, cuja obra é perfeita". Deut. 32:4. "Bem-aventurados todos aqueles que n´Ele confiam." Sal. 2:12.
CONTINUA

Receber o Espírito Santo

6 – Espera em Deus e deixa que o Espírito Santo exerça controle e dê força para viver a vida cristã.
Cada dia pode ser uma emocionante aventura para o cristão. Para que isso aconteça, no entanto, tens que estar sob o controlo do Espírito Santo. É triste que muitos cristãos se satisfaçam com o facto de se terem tomado cristãos e não pensem em prosseguir o seu caminho para uma vida vitoriosa, andando no Espírito (isto é, vivendo sob o controlo do Espírito).
O Espírito Santo não é uma coisa ou uma força, não é um fantasma – uma forma etérea e sombria. Não é um sentimento místico, estranho, indefinido; também não é uma presença cósmica, impessoal e fria.
O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade Divina: Pai, Filho e Espírito Santo. É uma Pessoa real com personalidade e sentimentos. Podemos desobedecer-lhe, pode ser magoado, amado, honrado, adorado. Pode comunicar connosco. Tem inteligência, vontade e emoções infinitas. Possui toda a natureza divina de Deus, é em todos os aspectos, igual a Deus Pai e a Deus Filho. E está pronto a assumir o controlo sobre a tua vida se tu deixares.
 
Para que veio o Espírito Santo?
Antes de Jesus deixar a Terra, depois da Sua ressurreição, reuniu os seus discípulos e disse-lhes que quando voltasse para o Céu lhes enviaria o Espírito Santo.
O Espírito Santo haveria de habitar em cada cristão! Na verdade, o mesmo poder que fez Cristo ressuscitar de entre os mortos poderia passar a controlar a vida de cada cristão.
A actuação do Espírito Santo na vida dos cristãos assume muitas formas diferentes.
Para começar, Ele convence-nos do nosso pecado. Quando controla as nossas vidas, um dos efeitos que isso provoca é a purificação.
Também tira as dúvidas – aquelas interrogações incómodas sobre a nossa salvação. Convence-nos de que somos realmente filhos de Deus – tal como a Bíblia o diz.
O Espírito Santo torna real a presença de Jesus em nós. Quando Jesus esteve na terra, passou muito tempo com os Seus discípulos. Ensinou-os e respondeu ás suas perguntas. Foi o amigo mais íntimo que eles tiveram. Não é por acaso que, quando Jesus os deixou, eles ficaram tão tristes. Foi a eles que Jesus disse: "E eu hei-de pedir ao Pai que vos envie um outro para vos ajudar, o Espírito de verdade, que há-de viver para sempre convosco." (Bíblia, João 14: 16,17). Ele veio, como Jesus prometera, e tem estado, desde então, com os discípulos de Jesus, tornando Jesus tão real para o cristão como se Ele ainda estivesse aqui na terra.
“A eficiência do Espírito Santo é que torna eficaz o ministério da palavra. Quando Cristo fala por intermédio do crente, o Espírito Santo prepara o coração dos ouvintes para receber a palavra. O Espírito Santo não é um servo, mas um poder que rege. Ele faz com que a verdade resplandeça no espírito, e fala através de todo discurso em que o crente se entrega à operação divina. É o Espírito que envolve a alma numa santa atmosfera, e fala ao impenitente mediante palavras de advertência, indicando-lhe Aquele que tira o pecado do mundo.” Obreiros Evangélicos, p. 155
Mas o Espírito Santo faz muitas outras coisas:
Ele ensina-nos. Ele ajuda-nos quando não sabemos como orar – orando Ele, na verdade, através de nós. "Da mesma maneira, também o Espírito nos ajuda a nós que somos fracos. Com efeito nós não sabemos orar como convém, mas o próprio Espírito pede a Deus por nós com gemidos que não se podem explicar." (Bíblia, Romanos 8:26).
Ele dá-nos poder – poder sobrenatural. Jesus prometeu aos Seus discípulos: "Porém, receberão o poder do Espírito Santo que descerá sobre vocês..." (Bíblia, Actos 1:8).
Poder para quê? Bem, para muitas coisas, mas em especial, para serem testemunhas de Jesus. Controlados pelo Espírito Santo, aqueles discípulos deixaram de ser um bando de homens derrotados, covardes e sem líder e transformaram-se num exército corajoso de guerreiros espirituais que desafiou e derrotou as forças infernais que escravizavam o mundo.
Talvez a coisa mais maravilhosa que o Espírito Santo faz é produzir em nós a vida de Jesus. Quando permitimos que O Espírito Santo controle a nossa vida, Jesus, em todo o Seu carácter e personalidade, tem plena liberdade para viver em nós. Ele passará a viver e a amar através de nós. E começamos a ver e a sentir na nossa vida aquilo a que a Bíblia chama "fruto do Espírito", ou seja: amor, alegria, paz, paciência, bondade, benignidade, fidelidade, mansidão e auto-domínio.
Isto não vai acontecer da noite para o dia, da mesma maneira que nenhuma árvore dá frutos de um dia para o outro. Dia a dia, porém, vais ver a tua vida começar a mudar ao assumir o carácter de Jesus. E isso é sensacional.
Cheio do Espírito Santo
No momento exacto em que nascemos de novo, o Espírito Santo fixa residência na nossa vida. Isto não significa, contudo, que se tenha ficado logo "cheio" do Espírito Santo. Estar cheio do Espírito Santo significa ser controlado e dotado de capacidades por Ele. Significa que passamos a depender do poder de Deus para transformar a nossa vida, em vez de sermos nós a fazê-lo. Só recebemos esse poder quando cedemos ao Espírito Santo os direitos sobre a nossa vida e permite que Ele a controle.
Não é possível viver a vida cristã pela própria força, com base na Autodeterminação e na Autodisciplina. Só Jesus foi capaz de viver uma vida perfeita. Somente na medida em que Ele vive em nós, através do Seu Espírito, seremos capazes de viver vitoriosamente.
Como ser um canal do Espírito Santo?
Da mesma maneira em que uma barragem vai buscar a sua força, aos milhares de toneladas de pressão exercida pela água, que vão movimentar as enormes turbinas, gerando electricidade. Assim o Espírito Santo se movimenta por meio das turbinas espirituais de cada cristão, gerando um poder e força inacreditáveis.
Estar cheio do Espírito Santo pressupõe uma completa rendição, uma submissão total, e sem reservas, da vontade própria a vontade de Deus. Não se trata de um acontecimento isolado – é um processo contínuo. O apóstolo Paulo escreveu aos seus amigos da cidade de Éfeso e ordenou-lhes: “Deixem-se mas é encher do Espírito de Deus." (Bíblia, Efésios 5:18).
Mas porque precisamos nós de ser continuamente cheios com o Espírito?
Quando entristecemos o Espírito Santo, devido a desobediência, a acções ou palavras impróprias… etc. Ele afasta-se e com isso o seu poder através de nós é prejudicado.
Quando isso acontece, devemos nos arrepender, pedir perdão a Deus e entregar, novamente, ao Seu Espírito o controlo da nossa vida.
O recém-nascido respira pela primeira vez logo que sai do ventre da mãe, mas se não continuar a respirar depois disso, morrerá. Da mesma maneira a “Respiração espiritual” significa expirar qualquer coisa que O entristeça, que O impeça de agir em nós, e inalar o poder do Espírito Santo.
Temos que exalar as impurezas do pecado na nossa vida, a isto chama-se confissão, admitir perante Deus que pecámos, agindo de forma contrária a Palavra; admitindo isso diante Dele. Depois agradecer, imediatamente, o perdão que é concedido por Jesus Cristo.
É possível que, até agora o Espírito Santo tenha sido apenas um "hóspede" na tua vida (lembra-te de que Ele veio habitar em ti no momento em que te tornaste cristão). Mas Ele quer ser mais que um simples hóspede, quer ser o Dono da tua vida, quer que lhe dês livre acesso à biblioteca da tua mente, á sala de jantar dos teus apetites, a sala de estar dos teus relacionamentos e ao salão de jogos da tua vida social. Ele quer ainda ser convidado a entrar naqueles pequenos quartos nos quais te escondias para praticar actos errados.
Em resumo, Ele quer controlar totalmente a tua vida. Isto parece ser uma entrega muito importante. E é! Porém, em troca de Lhe entregares a tua vida, o Espírito Santo dar-te-á a força sobrenatural para vencer o pecado, com uma vida plena, com significado, e com as extraordinárias características do próprio Senhor Jesus – amor, alegria, paz, paciência e bondade.
 
Tal como a tua salvação, este enchimento com o Espírito Santo é uma dádiva de Deus, não podes conquistar qualquer destas dádivas por mérito próprio. Ambas se recebem pela fé numa entrega completa da sua vontade a Deus.
 
Queres ficar cheio do Espírito Santo? Não é preciso ir procurá-lo ou esperar por Ele. Ele já habita em ti e está a espera que permitas que Ele assuma o controlo da sua vida.
Se é isso que realmente desejas, do fundo do coração, diz simplesmente a Deus que estás pronto a ser cheio do Espírito Santo, aceita pela fé o Seu poder e agradece-lhe. Toda a força de Deus será tua quando passares a viver a tua vida controlada pelo Espírito Santo.
7 – Reunir-se com outros Cristãos para crescer, amadurecer no Espírito Santo.
Uma das formas mais práticas que Deus tem para nos ajudar a crescer espiritualmente é através do nosso relacionamento com outros cristãos. Isso significa passar tempo com outros que crêem como nós, conhecê-los, orar e louvar a Deus juntamente com eles, enfim, conviver com outras pessoas que amam Jesus Cristo.
Numa fogueira, vários pedaços de madeira juntos a arder produzem bastante calor durante bastante tempo. No entanto, se for retirado um deles, esse pedaço de madeira, sozinho, apaga-se.
Os cristãos têm que estar juntos ou o fogo do entusiasmo poderá apagar-se.
"E não faltemos as nossas reuniões. Alguns têm por hábito faltar. Pelo contrário, animem-se uns aos outros cada vez mais..." (Bíblia, Hebreus 10:25).
O melhor local para encontrar essa amizade com outros cristãos é numa igreja da área de residência. Nessa igreja é possível receber o ensino são da Palavra de Deus e experimentar a alegria de O adorar.
Ao procurar a igreja, é necessário a resposta a algumas perguntas como meio de avaliar qual a igreja que mais lhe convém:
- Qual a posição da igreja em relação à Palavra de Deus? Afirma que a Bíblia foi inspirada por Deus? Isso é ensinado aos membros dessa igreja?
- Qual a posição da igreja em relação a Jesus Cristo? Reconhece-o como Filho de Deus, Deus Homem, sem pecado, que morreu na cruz pelos nossos pecados e ressuscitou de entre os mortos?
- Qual a posição da igreja em relação a Deus Pai? Reconhece-o como Deus amoroso e misericordioso, mas também como Pai justo e severo que merece o nosso temor, adoração e louvor?
- Qual a posição da igreja em relação ao Espírito Santo? Reconhece-o como uma Pessoa Divina, e não como uma mera força ou influência espiritual?
- Como é o relacionamento entre os cristãos? São pessoas bondosas, cuja vida atrai a atenção e o respeito da comunidade?
 
Pede a Deus ajuda para encontrar uma boa igreja, na qual possas ter a comunhão necessária e oferecer a Deus o louvor que Ele merece.
CRESCER. Tal como acontece com as crianças, talvez tenhamos algum receio de crescer, mas quando o crescimento realmente se dá, ficamos contentes. O crescimento como cristão traz glória a Deus e permite que Ele nos abençoe com a Sua Presença - e essa Presença traz bênçãos.

20 de março de 2013

Pode a Ressurreição de Jesus ter sido uma Alucinação dos Discípulos?

 
Há pessoas que ainda pensam ver um Elvis gordo e de cabelo grisalho a jogar dardos no café ao lado. E depois existem os que pensam ter passado a noite anterior com extraterrestres, na nave-mãe, estando à mercê de testes indescritíveis. Por vezes, algumas pessoas conseguem “ver” as coisas da forma que querem que elas sejam, coisas que não estão mesmo lá. É por isso que alguns alegam que os discípulos estariam tão fora de si e consternados após a crucificação que o desejo de verem Jesus vivo causou uma alucinação em larga escala, um efeito em massa. Plausível?
Ao psicólogo Gary Collins, ex-presidente da Associação Americana de Conselheiros Cristãos, foi colocada a questão da possibilidade das alucinações estarem por trás da radical alteração de comportamento dos discípulos. Collins comentou: “Alucinações são ocorrências individualizadas. Pela sua própria natureza, uma alucinação só pode ser observada por uma pessoa de cada vez. Certamente não é algo a ser visto por grupos de pessoas.”. - Gary Collins quoted in Strobel, 238.
A alucinação não é sequer uma possibilidade remota, de acordo com o psicólogo Thomas J. Thorburn. “É absolutamente inconcebível que… quinhentas pessoas, em pleno poder das suas capacidades mentais… pudessem experimentar todos os tipos de impressões sensoriais—visuais, auditivas e tácteis—e que todas essas… experiências se devessem inteiramente a… uma alucinação.” Thomas James Thorburn, The Resurrection Narratives and Modern Criticism (London: Kegan Paul, Trench, Trubner & Co., Ltd., 1910.), 158, 159.
Além do mais, na psicologia das alucinações, a pessoa precisaria de estar num estado mental em que quisesse ver o outro de tal forma que a sua mente a projetasse. Dois dos principais líderes da Igreja primitiva, Tiago e Paulo, encontraram ambos um Jesus ressuscitado, sem nenhuma expectativa ou esperança de satisfação. Pelo contrário, o apóstolo Paulo liderava as primeiras perseguições aos Cristãos, e a sua conversão continua inexplicável, excetuando o seu testemunho de que Jesus lhe apareceu, ressuscitado dos mortos.
Da mentira à lenda
Alguns céticos, pouco convencidos, atribuem a ressurreição a uma lenda que teria começado com uma ou mais pessoas mentindo ou pensando que viram Jesus ressuscitado. Com o passar do tempo, a lenda teria se expandido e recebido adornos à medida que crescia. Segundo essa teoria, a ressurreição de Jesus está no mesmo nível da távola redonda do Rei Artur, da incapacidade do pequeno George Washington de mentir e da promessa de que a Segurança Social será dissolvida quando já não precisarmos dela.
Existem, no entanto, três grandes problemas com essa teoria.
 1. As lendas raramente se desenvolvem enquanto várias testemunhas oculares se encontram vivas para refutá-las. Um historiador da Roma e Grécia antigas, A. N. Sherwin-White, argumentou que as notícias da ressurreição se espalharam demasiado cedo e depressa para que fosse uma lenda. - Sherwin-White, Roman Society, 190.
 2. As lendas desenvolvem-se por tradição oral e não surgem em documentos históricos contemporâneos que podem ser verificados. Ainda assim, os Evangelhos foram escritos no espaço de tempo de três décadas após a ressurreição. - Habermas and Licona, 85.
 3. A teoria da lenda não justifica adequadamente o fato de o túmulo se encontrar vazio ou da historicamente comprovada convicção dos apóstolos de que Jesus estava vivo. - Habermas and Licona, 87.
“O milagre que Cristo estava prestes a realizar, em ressuscitar a Lázaro dos mortos, representaria a ressurreição de todos os justos mortos. Por Suas palavras e obras, declarou-Se o Autor da ressurreição. Aquele que estava, Ele próprio, prestes a morrer na cruz, retinha as chaves da morte, vencedor do sepulcro, e afirmou Seu direito e poder de dar vida eterna.” Desejado de Todas as Nações, p. 530
Que diz a Bíblia?
Como procuraram os principais dos sacerdotes e os fariseus impedir o cumprimento das palavras de Cristo acerca da Sua ressurreição?
Rª: Mateus 27: 62  E no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos,
63  Dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias ressuscitarei.
64  Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dentre os mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro.
65  E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai-o como entenderdes.
66  E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra.
Seria possível ser Cristo detido pela morte?
Rª: Atos 2:23 e 24 - A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela.
Quem, diz o apóstolo, viu a Cristo depois da ressurreição?
Rª: 1ª Coríntios 15:5-8 “E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze.
Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos. E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo.”
 
Que grande verdade se segue então?
Rª: “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.” 1ª Coríntios 15:22
 
Já aceitou o Crucificado e Ressuscitado como seu Salvador pessoal?

José Carlos Costa, pastor

19 de março de 2013

A Providência Divina - A


Gén 45.5 “… não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face.”
Depois de o Senhor criar os céus e a terra (Gén 1.1), Ele não deixou o mundo à sua própria sorte. Pelo contrário, Ele continua interessado na vida dos seus, cuidando da sua criação. Deus não é como um hábil relojeiro que formou o mundo, deu-lhe corda e deixa acabar essa corda lentamente até o fim. Pelo contrário, Ele é o Pai amoroso que cuida daquilo que criou. O constante cuidado de Deus por seu povo é chamado, na linguagem doutrinal, a providência divina.
Há pelo menos, três aspectos da providência divina:
1. Preservação
Deus, pelo seu poder, preserva o mundo que Ele criou. A confissão de Davi fica clara: “A tua justiça é como as grandes montanhas; os teus juízos são um grande abismo; SENHOR, tu conservas os homens e os animais” (Sl 36.6). O poder preservador de Deus manifesta-se através do seu filho Jesus Cristo, conforme Paulo declara em Cl 1.17: Cristo “é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele”. Pelo poder de Cristo, até mesmo as minúsculas partículas da vida mantêm-se coesas.
2. Provisão
Deus não somente preserva o mundo que Ele criou, como também provê as necessidades das suas criaturas. Quando Deus criou o mundo, criou também as estações (Gén 1.14) e proveu alimento aos seres humanos e aos animais (Gén 1.29,30). Depois de o Dilúvio destruir a terra, Deus renovou a promessa da provisão, com estas palavras: “Enquanto a terra durar, sementeira e sega, frio e calor, e verão e inverno. e dia e noite não cessarão” (8.22). Vários dos salmos dão testemunho da bondade de Deus em suprir o necessário a todas as suas criaturas (Sl 104; 145). O mesmo Deus revelou a Jó o seu poder de criar e de sustentar (Jó 38 – 41), e Jesus asseverou em termos bem claros que Deus cuida das aves do céu e dos lírios do campo (Mt 6.26-30; 10.29). Seu cuidado abrange, não somente as necessidades físicas da humanidade, como também as espirituais (João 3.16-17). A Bíblia revela que Deus manifesta amor e cuidados especiais pelo seu próprio povo, tendo cada um dos seus em alta estima (Sl 91). Paulo escreve de modo inequívoco aos crentes de Filipos: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória por Cristo Jesus” (Fp 4.19). De conformidade com o apóstolo João, Deus quer que seu povo tenha saúde, e que tudo lhe vá bem (3 Jo).
 
3. Governo
Deus, além de preservar sua criação e prover-lhe o necessário, também governa o mundo. Deus, como Soberano que é, dirige, os eventos da história, que acontecem segundo sua vontade permissiva e seu cuidado. Em certas ocasiões, Ele intervém diretamente segundo o seu propósito redentor. Mesmo assim, até Deus consumar a história, Ele tem limitado seu poder e governo supremo neste mundo. As Escrituras declaram que Satanás é “o deus deste século” [mundo] (2 Co 4.4) e exerce acentuado controle sobre a presente era maligna (1 Jo 5.19; Lc 13.16; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14). Noutras palavras, o mundo, hoje, não está submisso ao poder regente de Deus, mas em rebelião contra Ele e escravizado por Satanás. Note porém, que essa autolimitação da parte de Deus é apenas temporária; na ocasião que Ele já determinou na sua sabedoria, Ele aniquilará Satanás e todas as hostes do mal (Ap 19 – 20).
 
A Providência Divina e o Sofrimento Humano
A revelação bíblica demonstra que a providência de Deus não é uma doutrina abstrata, mas que diz respeito à vida diária num mundo mau e decaído.
1. Toda a pessoa experimenta o sofrimento em certas ocasiões da vida e daí surge a inevitável pergunta “Por quê?” (Jób 7.14-21; Sal 10.1; 22.1; 74.11,12; Jer 14.8,9,19). Essas experiências alvitram o problema do mal e do seu lugar nos assuntos de Deus.
2. Deus permite que os seres humanos experimentem as consequências do pecado que penetrou no mundo através da queda de Adão e Eva, José, por exemplo, sofreu muito por causa da inveja e da crueldade dos seus irmãos. Foi vendido como escravo pelos seus irmãos e continuou como escravo de Potifar, no Egito (37;39). Vivia no Egito uma vida temente a Deus, quando foi injustamente acusado de imoralidade, lançado no cárcere (39) e mantido ali por mais de dois anos (40.1 – 41.14). Deus pode permitir o sofrimento em decorrência das más ações do próximo, embora Ele possa soberanamente controlar tais ações, de tal maneira que seja cumprida a sua vontade. Segundo o testemunho de José, Deus estava agindo através dos delitos dos seus irmãos, para a preservação da vida (45.5; 50.20).
 
3. Não somente sofremos as consequências dos pecados dos outros, como também sofremos as consequências dos nossos próprios atos pecaminosos. Por exemplo: o pecado da imoralidade e do adultério, frequentemente resulta no fracasso do casamento e da família do culpado. O pecado da ira desenfreada contra outra pessoa pode levar à agressão física, com ferimentos graves ou até mesmo o homicídio de uma das partes envolvidas, ou de ambas. O pecado da cobiça pode levar ao fruto ou desfalque e daí a prisão e cumprimento de pena.
4. O sofrimento também ocorre no mundo porque Satanás, o deus deste mundo, tem permissão para executar a sua obra de cegar mentes dos incrédulos e de controlar vidas (2 Co 4.4; Ef 2.1-3). O NT está repleto de exemplos de pessoas que passaram por sofrimento por causa dos demónios que as atormentavam com aflição mental (Mc 5.1-14) ou com enfermidades físicas (Mt 9.32,33; 12.22; Mc 9.14-22; Lc 13.11,16).
Dizer que Deus permite o sofrimento não significa que Deus origina o mal que ocorre neste mundo, nem que Ele pessoalmente determina todos os infortúnios da vida, Deus nunca é o instigador do mal ou da impiedade (Tg 1.13). Todavia, Ele, às vezes, o permite, o dirige e o impera soberanamente sobre o mal a fim de cumprir a sua vontade, levar a efeito seu propósito redentor e fazer com que todas as coisas contribuam para o bem daqueles que lhe são fiéis (Mt 2.13; Rm 8.28).
CONTINUA

18 de março de 2013

Compreenda o que diz a Bíblia sobre o Sono da Morte


Qual é a condição do homem na morte?...
Em realidade, estas questões relacionadas com o estado do homem na morte têm suscitado um grande ponto de interrogação na mente de muitas pessoas. . . Mas também a Bíblia responde claramente a estas indagações da mente humana.
I – A EXPERIÊNCIA DE LÁZARO
A – O Contexto Histórico
a)  São João 11 apresenta a descrição do maior milagre que Cristo operou durante o Seu ministério terrestre – a ressurreição de Lázaro.
b)  Betânia era uma pequena aldeia que distava cerca de 3 quilómetros de Jerusalém, no outro lado do monte das Oliveiras, no caminho que ia de Jerusalém a Jericó.
c)  Certa ocasião Jesus recebeu a notícia de que o Seu amigo Lázaro de Betânia estava enfermo; porém Ele "ainda Se demorou dois dias no lugar onde estava" (v. 6).
d)  E foi neste contexto que Cristo esclareceu a natureza do estado do homem na morte: 11  Assim falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono.
12  Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.
13  Mas Jesus dizia isto da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono.
14  Então Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto;- João 11:11 e 14
B – O Sono da Morte
a)  Cristo declarou que a morte é como um sono.
b)  As principais características de quem dorme são: