23 de fevereiro de 2013

A Pureza de Coração – 1


1.      Que disse Cristo quanto aos puros de coração?
Rª: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.” Mateus 5:8.
2.      Que declarou Ele ser violação do sétimo mandamento?
Rª: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Mateus 5:27,28.

3.      Que exortação fez Paulo a Timóteo?

Rª: “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro.” 1ª Tim. 5:22.

4.      Para quem são puras todas as coisas?

Rª: “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.” Tito 1:15.

5.      Que nobre exemplo deu José, quando tentado ao pecado?

Rª: “Como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus.” Gén. 39:9.

6.      Contra que é advertido o povo de Deus?

Rª: “Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos; nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, ações de graças.” Efésios 5:3,4.

7.      Que inexorável lei é estabelecida nas Escrituras?
Rª:  “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.” Gálatas 6:7,8.

Nota: “A virtude, dos teus olhos põe diante; impossível que do mal bem se levante.” Thomson.

8.      Como devemos cuidar da nossa linguagem?

Rª: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. “Efésios 4:29.

9.      Que texto escrituristico mostra que a impureza foi um dos principais pecados que produziram o dilúvio?

Rª: “E ACONTECEU que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram… E disse o SENHOR: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR. Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus. E gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé.

A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência.” Génesis 6:1-11.

Nota: ver o carácter dos habitantes de Sodoma (Gén. 13.3).

10.  O que Jesus Cristo que seria a condição do mundo por ocasião do Seu segundo advento?

Rª: “E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem… Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló …assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar.” Lucas 17: 26-30.

11.  Quais são os pensamentos apropriados para ocupar a mente?

Rª: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Filipenses 4:8.


José Carlos Costa, pastor

O Crente e a Saúde – 2


1.      Que desejou para Gaio o apóstolo João?
Rª: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma.” III João 2.
2.      Que prometeu Deus ao Seu povo na antiguidade?
Rª: “E servireis ao SENHOR vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades.” Êxodo 23:25.
3.      Sob que condições foi prometido o livramento de doenças?
Rª: “E disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o SENHOR que te sara.” Êxodo 15:26.
4.      Que diz o salmista que o Senhor faz por Seu povo?
Rª: “Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades.” Salmo 103:3.
5.      Em que consistia grande parte do ministério de Cristo?
Rª: “O (Jesus) qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo.” Atos 10:38, “E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?” Lucas 13:16.
Nota: estas e tantas outras passagens bíblicas revelam que a doença não tem causa em Deus. Jesus foi O curador. A causa da doença e do mal é o diabo.
6.      Por que deve ser conservada a saúde do corpo?
Rª: “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” 1ª Coríntios 6:20.
7.      Que é dito ser o corpo do crente?
Rª: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” 1ª Coríntios 6:19.
8.      Que fará Deus aos que contaminarem esse templo?
Rª: “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.” 1ª Coríntios 3:17.
9.      Criou Deus o homem para ter uma alimentação não-vegetariana?
Rª: “E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.” Génesis 1:29.
10.  Porque restringiu Deus a alimentação dos hebreus?
Rª: “Porque és povo santo ao SENHOR teu Deus; e o SENHOR te escolheu, de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe seres o seu próprio povo.
(Lv 11:1-23) Nenhuma coisa abominável comereis.” Deuteronómio 14:2,3.
Nota: Tanto o corpo como a mente são afectados pelo que comemos.
11.  Que elevado propósito deve controlar os nossos hábitos de vida?
Rª: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” 1ª Coríntios 10:31.
A considerar: “Se os homens fossem hoje em dia simples nos seus hábitos, vivendo em harmonia com as leis da Natureza, como faziam Adão e Eva no princípio, haveria abundante provisão para as necessidades da família humana. Haveria menos necessidades imaginárias, e mais oportunidades de trabalhar em harmonia com os desígnios de Deus. Mas o egoísmo e a condescendência com os gostos naturais têm trazido pecado e miséria ao mundo, por excesso de um lado e carência de outro.” Desejado de Todas as Nações, p. 350, E.G.White – Publicadora Atlântico – Portugal.

 
José Carlos Costa, pastor

Temperança Cristã - 3

1.      De que assunto tratou s. Paulo perante Félix?

Rª: “E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro.”

Atos 24:25.

Nota: Temperança significa virtude que modera os apetites e as paixões, ou, noutras palavras, domínio próprio.

2.      De que é fruto a temperança?

Rª: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei.” Gálatas 5:22,23.

Nota: “A temperança põe lenha no fogo, alimento na despensa, farinha na barrica, dinheiro na bolsa, créditos no país contentamento no lar, abrigo nas costas e vigor no corpo.” Benjamin Franklin.

3.      Qual é segundo o apóstolo S. Pedro, o lugar da temperança, no crescimento e experiência do Cristão?

Rª: “E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, e à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade.” 2ª Pedro 1:5-7.

Nota: a temperança é posta aqui em sua devida ordem. O conhecimento, ou a ciência, é um requisito para a temperança e esta para a paciência. Dificílimo é para o intemperante ser paciente.

4.      Que é dito de quem luta para alcançar a vitória?

Rª: “E todo aquele que luta, de tudo se abstém.” 1ª Coríntios 9:25.

5.      Que diz S. Paulo ter ele feito ao empenhar-se na corrida cristã?

Rª: “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” 1ª Coríntios 9:27.

6.      Para que devemos comer e beber?

Rª: “Bem-aventurada tu, ó terra, quando seu rei é filho dos nobres, e os seus príncipes comem a tempo, para se fortalecerem, e não para bebedice.” Eclesiastes 10:17.

7.      Qual foi a atitude de Daniel fiel servo de Deus?

Rª: “E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar.” Daniel 1:8 (ver Daniel 1:12,15, 18-20).

8.      Que admoestação é feita quanto a induzir outros à intemperança?

Rª: “Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro? Tu, que lhe chegas o teu odre, e o embebedas.” Hebreus 2:15.

9.      Que espécie de professos cristãos se deve evitar?

Rª: “Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão.” 1ª Coríntios 5:11.

10.  Por que perfeição de carácter orou o apóstolo Paulo?

Rª: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo.” 1ª Tessalonicenses 5:23.

Nota: Para exemplos bíblicos notáveis de abstinência, ver a mulher de Manué, mãe de Sansão (Juízes 13:4 e 12-14; Ana, mãe de Samuel (1ª Samuel 1:15); os rebitas (Jeremias 35:1-10), e João Batista (Lucas 1:13-15).

José Carlos Costa, pastor

22 de fevereiro de 2013

Os Males da Intemperança - 4


1.      Que diz a Escritura a respeito do vinho?
Rª: “O VINHO é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio.” Provérbios 20:1
Nota: Todas as bebidas intoxicantes são enganadoras. Parecem dar forças, mas causam, na verdade, enfraquecimento; parecem criar calor, mas na realidade diminuem em geral a temperatura; parecem comunicar vitalidade, mas o fato é que destroem a vida; parecem promover a felicidade, mas causam o maior infortúnio e miséria. À intemperança pode atribuir-se a maior parte das tristezas do mundo.
 
2.      Qual é um dos maus resultados da intemperança?
Rª: “Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne.   Porque o beberrão e o comilão acabarão na pobreza.” Provérbios 23:20,21.
 
3.      Que outros maus efeitos trazem a intemperança?
Rª: “A luxúria, e o vinho, e o mosto tiram o coração (a inteligência).” Oseias 4:11  “Mas também estes erram por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham … andam errados na visão e tropeçam no juízo.” Isaías 28:7
Nota: Um dos mais subtis efeitos do álcool “é produzir forte sede de mais bebida idêntica, ao mesmo tempo que enfraquece a vontade que lhe poderia resistir.” – Alcohol, de Dr. Williame, pág. 48.
 
4.      Entre que pecados e acha classificada a bebedice?
Rª: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas.” Gálatas 5:19-21.
 
5.      Quais são os sofrimentos que acompanham a intemperança?
Rª: “Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado.” Provérbios 23:29 e 30.
 
6.      Que acontece afinal com quem bebe?
Rª: “Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo, e se escoa suavemente. No seu fim morderá como a cobra e como o basilisco picará.” Provérbios 23:31 e 32.
Nota: O álcool tende a destruir as mais elevadas espécies de células, as que têm a ver directamente com os processos vitais, principalmente as delicadas células do cérebro, substituindo-as por inútil e nocivo tecido de ligação, ou o que é comumente conhecido por tecido de cicatriz. Estatísticas dignas de confiança demonstram que o abstémio, tem vantagem de, pelo menos, vinte e um por cento sobre o bebedor moderado.
“Os descendentes de alcoólicos mostram desequilíbrios da mais profunda espécie, como sejam deformidades, nevroses, que podem tornar-se os mais sérios tipos de coréia, convulsões infantis, epilepsia ou idiotice.” – Alcohol, p. 44.
 
7.      Que se pode dizer quanto ao uso do fumo?
Notas: “Com excepção do mortal ácido prússico, o fumo é o mais subtil veneno conhecido pelos químicos.” M. Ofrila, presidente da Academia Médica de Paris.
“…fumo em nossa escolas e colégios é destrutivo, estiolando o corpo e a mente.” Dr. Williard Parker
“O uso de cigarros afeta o sistema nervoso, enfraquece a força de vontade e destrói a capacidade para resistir à tentação; e por isto o ser humano facilmente se torna presa fácil dos hábitos que, não somente destroem a mente e a alma, mas o levam irresistivelmente à violação das leis.” Jorge Torrance, Instituto de Correção do Estado de Ilinois.
 
8.      Onde começa muitas vezes a intemperança?
Nota: A intemperança começa muitas vezes no lar. Muitas pessoas que não pensariam em servir há sua mesa vinho ou outro tipo de bebidas alcoólicas, abarrotam-na de comidas que lhes despertam a sede de bebida forte; usam chá  e café, nocivos condimentos, pesadas pastelarias e alimentos excessivamente temperados, e coisas semelhantes.
 
9.      Que não herdarão os consumidores de bebidas alcoólicas, juntamente com outros ímpios?
Rª: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” 1ª Coríntios 6:9,10.
 
José Carlos Costa, pastor

21 de fevereiro de 2013

A Maldição do Mundo -5

1.      Que advertência contra a intemperança fez Cristo, com especial aplicação aos nossos tempos?
Rª: “E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.” Lucas 21:34.

2.      Qual, disse Cristo, seria a condição do mundo exactamente antes da Sua segunda vinda?

Rª: “E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem … comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca.” Mateus 24:37,38.

3.      Tem aumentado o consumo da bebida no mundo?

Nota: Tem aumentado de maneira assustadora, como todos podem observar. Nos Estados Unidos, duplicou o consumo per copita, em trinta anos, de 1880 para 1910. E é muito provável que dai por diante o aumento fosse mais rápido ainda.

4.      Qual a relação entre álcool e suicídios?

Rª: Vários estudos sobre relação entre álcool e suicídio apontam para uma influência do álcool nos comportamentos e na ideação suicida, a diversos níveis. Se por um lado existe uma relação directa entre o consumo de álcool e a prevalência das taxas de suicídio pode-se concluir também que a presença do álcool potencializa a probabilidade da ocorrência de comportamentos relacionados com o suicídio.

Comprova também que este potencializar de comportamentos suicidas acontece não apenas no âmbito da população em geral, mas também em grupos específicos como os idosos, os adolescentes, ou em grupos com determinadas perturbações mentais.

 Também a relação entre as características presentes em situações de intoxicação por álcool (como a impulsividade, hostilidade e a agressividade) e o suicídio foi estudada e considerada estatisticamente significativa. Através dos estudos de Christoffersen & Soothill, 2003, o consumo de álcool, por parte dos pais, durante os anos de formação dos filhos potencializa comportamentos suicidas dos filhos.

5.      Quais as consequências do álcool na descendência do alcoólico?

Rª: Em geral, o alcoolismo parental é associado à variedade de resultados negativos para as crianças e os adolescentes. Os resultados de alguns estudos demonstram que filhos de alcoólicos exibem elevadas taxas de psicopatologias, sendo que esses são aproximadamente quatro a seis vezes mais prováveis, do que a população geral, de desenvolver problemas com abuso de álcool(12-14). Além disso, ansiedade, depressão e desordem de comportamento externalizados e internalizados são mais comuns em filhos de alcoolistas do que em filhos de não-alcoólicos.

6.      Qual é a relação entre álcool e crime?

Rª: A incidência de violência doméstica tem sido considerada maior em abusadores de substâncias psicoativas na maioria das sociedades e culturas, estando presente nos diferentes grupos econômicos. Um estudo transversal de violência doméstica, no qual foram entrevistadas 384 mulheres casadas, de diferentes classes sociais, em uma cidade do México, encontrou uma prevalência de 42% de violência sexual, 40% de violência física e 38% de violência emocional. A pesquisa evidenciou que antecedentes de violência e uso de álcool ou outras drogas em algum membro da família são fatores observados consistentemente nas três dimensões exploradas.

7.      O que dizem os textos sagrados?

7.1   “Ai dos que se levantam pela manhã, e seguem a bebedice; e continuam até à noite, até que o vinho os esquente!” Isaías 5:11

7.2   “E harpas e alaúdes, tamboris e gaitas, e vinho há nos seus banquetes; e não olham para a obra do SENHOR, nem consideram as obras das suas mãos.” Isaías 5:12

7.3   “E falou o SENHOR a Arão, dizendo: Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações.” Levíticos 10:8,9.

7.4   “Com canções não beberão vinho; a bebida forte será amarga para os que a beberem.” Isaías 24:9.

7.5    “ Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes o desejar bebida forte.” Provérbios 31:4.

7.6   “AI da coroa de soberba dos bêbados de Efraim, cujo glorioso ornamento é como a flor que cai, que está sobre a cabeça do fértil vale dos vencidos do vinho.” Isaías 28:1.

7.7   “O que ama os prazeres padecerá necessidade; o que ama o vinho e o azeite nunca enriquecerá.” Provérbios 21:17.

7.8   “Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro! Ai de ti, que adiciona à bebida o teu furor, e o embebedas para ver a sua nudez!” Habacuque 2:15.

7.9   “O VINHO é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio.” Provérbios 20:1.

7.10                 “Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos?” Provérbios 23:29.

7.11                 “Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado.” Provérbios 23:30.

7.12                 “Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.” Provérbios 23:31.

7.13                 “No fim, picará como a cobra, e como o basilisco morderá.” Provérbios 23:32.

7.14                 “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” 1ª Coríntios 6:19,20.

7.15                 “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” 1ª Coríntios 10:31.

 

José Carlos Costa, pastor

20 de fevereiro de 2013

A Reforma da Temperança - 6

1.      Qual foi o alimento original provido para o homem?

Rª: “E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.” Génesis 1:29.

Nota: Noutras palavras, verduras, cereais, frutas e frutos oleaginosos.

 
2.      Que outro alimento foi, depois do dilúvio, indicado como permissível?

Rª: “Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado como a erva verde.” Génesis 9:3.

Nota: Vê-se daí que o alimento cárneo não estava incluído no regime original alimentício provido para o homem, mas, em virtude das condições diversas ocasionadas pela queda e o dilúvio, o seu uso foi permitido.


3.      Quando Deus escolheu Israel como o Seu povo, que espécies de carnes foram excluídas do regime alimentar?

Nota: As chamadas imundas. Ver Levítico 11 e Deuteronómio 14.

 
4.      Que alimento especial proveu Deus para ao Seu povo durante os quarenta anos da peregrinação ao deserto?

Rª: “Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus.” “E comeram os filhos de Israel maná quarenta anos, até que entraram em terra habitada.” Êxodo 16:6 e 35.


5.      Que prometeu Deus, ao mesmo tempo, fazer por eles?

      Rª: E Eu tirarei do meio de ti as enfermidades.” Êxodo 23:28.


6.      Que testemunho dá o salmista quanto às condições físicas desse povo?

Rª: “Entre as suas tribos não houve um só enfermo.” Salmo 105:37.

Nota: Quando eles se queixaram do trato de Deus para com eles, e cobiçaram a comida do Egito, Deus lhes deu o que desejavam, mas “fez definhar as suas almas.” Ver Números 11; Salmo 106:13-15; 1ª Coríntios 10:6. Como muito hoje, eles não estavam contentes com um regime simples ainda que são e nutritivo.


7.      Onde, acima de tudo, deve começar a verdadeira forma da temperança?

No lar

A menos que o pai e a mãe observem temperança, não podem esperar que o seus filhos o façam.


8.      Que classes de homens, especialmente, devem ser de todo temperantes?

Rª: “Se o exemplo do fiéis.” 1ª Timóteo 4:12.

Nota: Dentre todos os homens do mundo, os pastores e os médicos devem levar a vida estritamente temperante. O bem-estar da sociedade requer isso deles,  pois a sua influência está continuamente falando pró ou contra a reforma moral e o melhoramento da sociedade. Por preceito e por exemplo, podem fazer muito no sentido de operar a tão necessária reforma.

 
9.      Acaso o fato de o comércio de bebidas levar grandes lucros para os cofres do governo, justifica que os homens o autorizem?

Rª: “Ai daquele que edifica a cidade com sangue, e que funda a cidade com iniquidade!” Habacuque 2:12.


Conclusão: Em todos os caminhos e relações da vida, seja no lar seja na profissão médica, seja no púlpito, seja na assembleia legislativa, devem os homens estar no lado da temperança. Permitir o tráfico de bebidas, é legalizá-lo e promove-lo. Ele não pode existir nem medrar sem o patrocínio de cada geração que surge, a grande número da qual ele há de fatalmente arruinar o corpo, a alma e o espírito. Que o Estado, portanto, receba dinheiro de tal fonte, é altamente repreensível. Tal costume tem sido com justiça comparado a um pai que pesque tubarões servindo-se dos próprios filhos como isca.

José Carlos Costa, pastor

11 de fevereiro de 2013

1. NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM

O primeiro mandamento é muito surpreendente. Nós poderíamos pensar que ele devesse rezar assim: "Crerás em um Deus." Seria uma prescrição abolindo o ateísmo.

Mas não existe tal lei. Deus definiu a questão na criação do homem. Ninguém ensina um bebé a ter fome e sede; é a natureza quem faz isto. Entretanto, ensinamos os nossos filhos quais são os elementos adequados para saciarem a fome e a sede.
A crença e a adoração são instintivas no ser humano. Não há uma só passagem bíblica que tenha sido escrita com a finalidade de provar a existência de Deus. O homem foi criado incompleto em si mesmo, e não se sente perfeitamente bem, enquanto não satisfaz esta fome profunda – o anseio da sua alma. O perigo aqui está no fato de que ele pode perverter este instinto de adoração, e criar para si um deus falso.
Santo Agostinho disse: "Minha alma está desassossegada, e sempre estará, enquanto não encontrar descanso em ti, ó Deus." Nenhum ídolo realmente preenche este vazio da alma, mas nós podemos passar a vida toda buscando satisfação num falso objeto de adoração. E são muitos os que agem assim. A primeira lei de Deus para a nossa vida é: "Não terás outros deuses diante de mim."
Em Vicksburg, no estado do Mississipi, um engenheiro mostrou um braço do rio que estava quase seco. Explicou que antes o rio passava por ali, mas o seu curso fora desviado para um outro canal previamente construído. A corrente não podia ser detida, mas pôde ser desviada. Dá-se o mesmo com a nossa adoração a Deus. Sem um objeto de adoração o homem é incompleto, pois o profundo anelo da sua alma precisa ser satisfeito.
Contudo, ele pode afastar-se do verdadeiro Deus, e criar para si uma falsa deidade. Tem havido povos que adoram o sol, uma estrela, ou até uma montanha. Em alguns países, adora-se uma vaca, um rio ou outros seres inanimados. Geralmente, consideramos estes povos como sendo muito primitivos. No entanto, eles não são muito mais primitivos do que milhares de pessoas que vivem nesta terra civilizada que chamamos de América ou Europa. Deus disse: "Não terás outros deuses diante de mim", e nós temos sido achados culpados de transgredir esta lei da vida.

2. NÃO FARÁS PARA TI IMAGENS DE ESCULTURA


O SEGUNDO MANDAMENTO DE DEUS é: "Não farás para ti imagens de escultura." Este é um mandamento que não afeta a maioria das pessoas. Entretanto a Bíblia fala mais dele do que de qualquer outro.
Os homens primitivos achavam difícil entender um Deus que não viam, e por isso criaram expedientes para auxiliar sua imaginação e dar mais realidade ao seu momento de culto. Isto em si não é errado. Ouvi falar de um certo homem que orava diante de uma cadeira vazia. Ele imaginava Deus assentado naquela cadeira e aquilo tornava a sua oração mais real.
Tenho vários exemplares da Bíblia na minha biblioteca. Utilizo-os para estudo e meditação, mas mesmo que nunca os abrisse, ainda seriam de grande valor para mim. Basta-me vê-los ali, para pensar em Deus. Está claro que é possível adorar-se ao Senhor em qualquer lugar, mas é muito mais fácil cultuá-lo num templo. Não é somente pelo lugar, mas também pelo programa de culto. A música e o sermão são de grande valia na adoração.
O perigo está em que é muito fácil adorar o meio em vez do objetivo. A Bíblia, a igreja, os hinos, os pastores e todos os símbolos e recursos visuais utilizados no culto são sacros apenas porque nos conduzem a Deus. O sentimento denominacionalista, por exemplo, pode bem ser uma violação deste mandamento.
Eu sou adventista, mas seria crente do mesmo jeito se fosse batista ou presbiteriano ou de qualquer outra denominação, que, como Pedro, diz ao Senhor: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." Mais nocivos do que estes símbolos auxiliares do culto são certas imagens que criamos. Sabemos que Deus "criou... o homem à sua imagem". (Gén. 1:27), mas é muito difícil viver à altura deste plano. É tão difícil, que a maioria das pessoas vivem bem aquém dele. Por isso, em vez de procurarmos ser semelhantes a Deus, tentamos criar um deus semelhante a nós. E bem mais fácil tornar Deus parecido conosco, do que nos fazermos iguais a Ele.
Deus ordena que não pequemos. Todavia, existem algumas coisas que desejamos fazer, não importando se são certas ou erradas. Por isso, criamos um Deus que não se preocupa muito com o que fazemos. Pensamos no Deus do céu azul, das montanhas majestosas, das flores belas, mas ignoramos o Senhor que disse: "Vós me roubais... nos dízimos e nas ofertas" (Mal. 3:8); ou o que disse: "Aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gál. 6:7). Alguém já observou que Jesus não foi crucificado por ter dito: ''Considerai como crescem os lírios do campo", mas, sim, porque disse: "Vejam como roubam os ladrões!"
É bem mais fácil reduzir Deus às proporções que nos são mais convenientes, do que nos arrependermos dos nossos pecados, modificarmos o nosso modo de viver e nos tornarmos santos.
Quando Horace Bushnell estava na faculdade, considerava-se ateu. Certo dia pareceu-lhe ouvir uma voz que indagava: " Já que não acreditas em Deus, em que crês?" Ele respondeu: "Creio que existe uma diferença entre o certo e o errado." "Você está vivendo de acordo com os padrões que considera mais elevados?" perguntou-lhe ainda a voz. "Não", respondeu ele, "mas vou viver." E naquele dia, ele resolveu ter um padrão moral de vida que fosse o mais elevado possível.
Anos mais tarde, após ter servido como pastor de uma igreja durante 47 anos, ele afirmou: "A pessoa que conheço melhor – melhor que qualquer membro de minha igreja – é Jesus Cristo." Depois que passara a ajustar a sua vida às suas crenças, em vez de procurar adaptar as crenças à sua vida, ele chegou ao conhecimento de Deus.
O próprio processo de pensar exige a criação de quadros ou imagens mentais. Se pensarmos numa maçã, logo veremos uma na nossa imaginação. Pensando numa determinada pessoa, o seu rosto aparecerá na tela de nossa mente. Quando pensamos em Deus, fazemos uma representação mental dele. O perigo está no fato de que esta imagem pode não ser a certa, e isto é muito temerário. Nós nos tornamos iguais à imagem divina por nós criada, e se ela não for correta, o produto final será defeituoso. Por isso, a Bíblia contém mais advertências acerca deste segundo mandamento, "não farás para ti imagens de escultura", do que de qualquer um dos outros nove.
O homem vê características de Deus em várias das suas criações: nas montanhas, a Sua majestade; nos mares, a Sua grandeza; nas flores, a Sua beleza; nos Seus santos, a Sua justiça. Tudo isso, porém, é insuficiente para nos mostrar Deus. Como Filipe, o nosso coração clama: "Mostra-nos o Pai, e isso nos basta." Jesus replicou: "Quem Me vê a Mim, vê o Pai." (João 14:8, 9.) A única imagem perfeita de Deus que nós temos é Cristo, e isto nos basta.

3. NÃO TOMARÁS O NOME DO SENHOR TEU DEUS EM VÃO

 

A TERCEIRA LEI DIVINA para a nossa vida é: "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão." (Êxo. 20:7).
A primeira lei determina que Deus esteja em primeiro lugar; a segunda, que se tenha a imagem correta dele; a terceira, que se pense nele da maneira correta. Cada pessoa é o que ela pensa.
O poeta americano Hawthorne conta a história de um menino de nome Ernest, que gostava de contemplar um imenso rosto de pedra na encosta de uma montanha. A face tinha uma expressão de grande força, bondade e honradez, que fazia vibrar o coração do garoto. Havia uma lenda que dizia que, no futuro, surgiria naquele lugar um homem que se pareceria muito com o rosto de pedra. Durante a sua infância, e mesmo depois de adulto, Ernest frequentemente fitava aquela figura, aguardando o aparecimento do homem que seria semelhante à imagem.
Certo dia, quando o povo da localidade estava a conversar a respeito da lenda, alguém de repente exclamou: "Olhem! Vejam só! Ernest é o homem que se parece com o grande rosto de pedra!" Era verdade. Ele se tornara na imagem que ocupava os seus pensamentos.
Os desejos secretos do nosso coração, mais cedo ou mais tarde, transparecem na nossa fisionomia.
Certa vez, alguém queria apresentar determinada pessoa ao presidente Lincoln.
"Não quero vê-lo", disse o presidente.
E o amigo protestou: "Mas o senhor nem o conhece." Ao que Lincoln respondeu: "Não gosto da sua fisionomia."
"Ninguém é responsável pela aparência do seu rosto", disse o outro.
"Todo adulto é responsável pelas suas feições", insistiu o presidente.
E ele tinha razão. Ele próprio era um exemplo disso. Embora os seus traços fossem grosseiros, qualquer um podia ver no seu rosto evidências da simpatia e honestidade que fizeram dele o maior americano de todos os tempos.
Alguns psicólogos já provaram, através de estudos cuidadosos, que os pensamentos de cada pessoa transparecem no seu semblante. Já notei que os casais mais idosos que vivem harmoniosamente, começam a  parecer-se um com o outro. Por causa da união, das experiências em comum, da identificação de pensamento, eles acabam por parecer-se um com o outro.
Ralph Waldo Emerson, um dos principais filósofos americanos, disse: "O homem é aquilo em que ele pensa constantemente." E ele não foi o primeiro a declarar isto, pois Marco Aurélio, o maior pensador da Roma antiga, disse: "A nossa vida é aquilo que os nossos pensamentos a tornam." Antes dele, porém, os sábios da Bíblia diziam: "Porque, como imagina em sua alma, assim ele é." (Prov. 23:7.)
Certo técnico desportivo estava muito preocupado, porque um dos seus comandados era um atleta de grande potencial, mas não estava a ter um rendimento à altura. Resolveu então ter uma conversa com o rapaz no seu quarto. Quando ali entrou, viu vários quadros com figuras imorais e lascivas. Realmente, era impossível ele conseguir uma boa performance nos desportos, depois de entulhar a mente com obscenidades.
O terceiro mandamento ordena que alimentemos a nossa mente com conceitos elevados àcerca de Deus, que nos inspirem e nos levem a reverenciá-lÓ. O apóstolo Paulo  diz: "Tudo o que é verdadeiro... respeitável... justo... puro... amável... tudo o que é de boa fama seja isso que ocupe o vosso pensamento." (Fil. 4:8.) Estes elementos são atributos divinos. Pensar em Deus edifica, nos eleva, e nos torna mais semelhantes a Ele.
Existem três modos de profanarmos o nome de Deus:
1) Primeiro: Através da nossa linguagem. Nós temos hoje várias manias, mas a mais comum é a mania de praguejar. É impressionante como a linguagem atual está crivada de abusos. Eu gostaria de poder ler muitos dos romances modernos, mas não o faço porque trazem uma linguagem baixa e irreverente, e não desejo que isso ocupe o meu pensamento.
A palavra diabo, por exemplo, tem sido usada e abusada. Diz-se: "Foi uma correria dos diabos!", etc.

4. LEMBRA-TE DO DIA DE SÁBADO PARA O SANTIFICAR

TODOS ESTES MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS são de importância vital. Todavia, na ocasião em que o Senhor os deu a Moisés, alongou-se mais a respeito deste quarto mandamento que dos outros. Empregou apenas duas palavras para proibir o homicídio, mas fez uso de 97, em nossa versão, para dizer: "Lembra-te do dia de sábado para o santificar."

Logo de início, Ele nos concita a nos lembrarmos do dia do Senhor. Cientificamente falando, ninguém se esquece de nada. Cada pensamento que nos ocorre fica registado para sempre na nossa mente. Entretanto, na prática, nós podemos esquecer muitas coisas. Esquecemos os  nomes e as datas; negligenciamos as nossas responsabi1idades, e nos descuramos até mesmo de Deus.
De algumas coisas nos esquecemos propositadamente, por nos serem desagradáveis. De outras, nos esquecemos porque a mente está voltada para outros assuntos. É o caso da guarda do dia do Senhor. Deus disse que o homem precisa santificar este dia da semana. Deixar de fazê-lo resulta em sofrimento para ele.
Por que Deus concedeu esse descanso ao homem?
1) Em 1º lugar: Como recompensa pelo seu trabalho. Quem trabalha merece descansar. Quando ignoramos este dom de Deus estamos lesando a nós mesmos.
 No seu livro East River (Rio Oriental), cita as palavras de um velho judeu, com referência ao dia do Senhor. Creio ser este o melhor comentário que conheço sobre a guarda do dia do Senhor. Ele disse:
"O homem que trabalha não pelo pão de cada dia, mas para acumular riquezas, é um escravo. Foi por isso que Deus estabeleceu o dia do descanso. Pois pela sua observância sentimos que somos diferentes dos animais de carga, que existem apenas para comer e trabalhar. Somos homens. O foco do homem é esse dia; não o trabalho em si, mas o descanso que ele recebe como prémio pelo seu labor. O que ocasionou verdadeiramente a libertação dos judeus do cativeiro do Egito, foi justamente o fato de reverenciarem o dia do descanso dedicado a Deus. Foi por meio desta prática que eles proclamaram a sua condição de homens 1ivres."
2) Em 2º lugar: Deus nos proporciona um dia de descanso porque todos precisamos refazer as nossas energias. Assim como uma pilha elétrica se descarrega e precisa ser recarregada, assim também nós nos desgastamos fisicamente.
Gerald Kennedy conta a história de dois grupos de pioneiros americanos que partiram do leste, atravessando as planícies centrais dos Estados Unidos, e dirigiram-se para a Califórnia. Um deles era guiado por um homem temente a Deus; o outro, por um incrédulo. O primeiro parava todos os sábados para descansar e cultuar ao Senhor. O outro, ansioso demais para chegar ao ouro da Califórnia, não perdia tempo com paragens. Viajava sem parar, todos os dias. Entretanto, sucedeu um fato notável: o grupo que observava o dia do descanso chegou ao seu destino antes do outro.
Já é fato comprovado no nosso próprio país, que se trabalha mais em seis dias, ou mesmo em cinco, do que em sete. Uma pessoa fisicamente exausta é totalmente improdutiva. Do mesmo modo precisamos revitalizar a alma.
Um grupo de exploradores americanos foi para a África. Naquele continente contrataram alguns

5. HONRA A TEU PAI E A TUA MÃE


DEUS NOS DEU ESTES DEZ MANDAMENTOS como norma de vida. Os quatro primeiros dizem respeito ao nosso relacionamento com Ele. Os cinco últimos falam do nosso relacionamento com outras pessoas. O quinto tem sido chamado o adorno central da lei divina. "Honra o teu pai e a tua mãe" envolve tanto nosso relacionamento com o Senhor, como com nossos semelhantes.
Quando Deus criou os homens, criou também uma certa estrutura para reger a sua vida em comum. Primeiro, um homem e uma mulher se unem em matrimónio, e depois dessa união surgem filhos. Os pais se relacionam com os filhos através do amor, cuidados e disciplina, e, de certo modo, eles constituem o primeiro deus que a criança conhece. Do mesmo modo que ela aprende a amar e respeitar a seus pais, assim também irá amar e respeitar a Deus.
Os pais também representam a maior influência social na vida da criança. É no lar que ela adquire as primeiras noções de respeito à personalidade e aos direitos dos outros, e aprende a obedecer as leis que são formuladas para benefício da comunidade. Geralmente, é dentro de casa que a criança aprende a ter respeito pelas autoridades e pela democracia (quando aprende). Portanto, desse relacionamento entre pais e filhos no lar depende quase toda a estrutura da civilização.
É verdade que este relacionamento sofre muitas variações. Primeiro, quando bebé, o filho é carregado. Depois, aprende a caminhar seguro pela mão da mãe. Mais tarde, consegue andar sozinho. Até à idade de 10 anos, ele pensa que os pais sabem tudo. Com 16, já não está tão certo disso. Com 19, ele crê que já ultrapassou os pais em conhecimentos, e aos 22, sente-se completamente acima deles. Aos 30, entretanto, lembra-se de que os pais tinham razão acerca de muitas coisas, e, aos 40, a opinião dele é de que eram quase perfeitos. Geralmente, esta é a sequência normal do processo.
Quando examino este mandamento de Deus que ordena que honremos nossos pais, vejo três inferências:
(1) Os pais devem ser dignos de honra.
Uma senhora levou o filhinho ao parque zoológico. Naturalmente, o pequenino fazia muitas perguntas sobre cada animal que via. E quando passou por uma jaula onde se viam alguns animais pequenos, ele indagou. "Qual é o nome daqueles bichos?" A mãe respondeu que era gato-do-mato. Mas ele continuou: "Por que é que eles são gatos-do-mato?" Nós sabemos a resposta. "Porque os pais deles eram gatos-do-mato" Geralmente, os filhos revelam o que os pais são, pois a coisa mais natural que eles podem fazer para honrar os pais é viverem de acordo com os princípios deles.

6. NÃO MATARÁS



DEUS NOS CRIOU PARA VIVERMOS lado a lado com outros, e esse modo de viver exige uma regulamentação adequada. Sem leis para nos orientarmos, seria impossível vivermos em grupo. É como uma rodovia onde vários carros podem circular em segurança se obedecerem a leis tais como: observar a mão de direção, não ultrapassar sem visibilidade, manter sempre uma velocidade razoável, etc. A não observância destas leis tornaria a estrada um lugar perigoso, e em vez de ser útil ao homem, ela seria instrumento de morte e destruição. A nossa vida pode ser boa ou não. Depende apenas de observarmos as leis que nos são propostas.
Deus estabeleceu leis para regerem o nosso relacionamento com o próximo. Uma delas diz: "Não matarás." (Êxo. 20:13.)
 Em primeiro lugar, esta lei aplica-se a nós mesmos. Nós não somos os autores da nossa vida e, assim sendo, não nos é lícito destruí-la. O próprio fato de estarmos vivos traz em si a obrigação de vivermos e preservarmos esta dádiva de Deus.
A questão do suicídio está sempre a ser levantada e nós noticiários. Não há dúvidas de que tal ação é uma violação da lei divina. Agora, quanto ao modo como Deus age com aqueles que desobedecem esta lei, de bom grado eu deixo para Ele, pois não sei qual é, na eternidade, a consequência de tal gesto extremo. Deus reservou para si tal julgamento e, naturalmente, Ele pesa as circunstâncias que cercam o ato e as condições mentais da pessoa.
Além do suicídio, esta norma proíbe o homicídio. Qualquer pessoa normal e sadia aceita a ideia de que não devemos pegar numa arma e atirar em nós mesmos nem em qualquer outra pessoa.
Mas esta lei diz respeito também à observação das regras de higiene e saúde, cuja violação pode causar a morte, ainda que por etapas. Este mandamento proíbe expormos, a nós e a outros, a certos perigos, tais como velocidade excessiva nas estradas, precárias condições de trabalho, habitação inadequada, brincadeiras perigosas, etc.
Também nos é vetada a exposição de nós mesmos ou de outros a riscos morais ou espirituais desnecessários. Se matarmos a fé ou os ideais de uma pessoa, estaremos cometendo uma forma de assassinato.
Comentando a  respeito de um homem que saltara do alto de um edifício, um velho faxineiro que o

10 de fevereiro de 2013

7. NÃO ADULTERARÁS

QUANDO UM PASTOR TEM QUE DISCORRER sobre o sétimo mandamento, "Não adulterarás", precisa usar de muito tato e reverência para que as suas palavras de reprovação não se tornem como o farol de Paros, que algumas vezes conduzia à destruição os barcos aos quais devia indicar o caminho da salvação.
Este pecado deve ser discutido o mínimo possível, mas, já que Deus lhe confere certo grau de seriedade ao colocá-lo junto de "Não matarás", e uma grande parte da nossa sociedade tende a considerar o adultério apenas como uma inofensiva falha moral e não uma violação da lei de Deus, precisamos estar sempre atentos de que Deus realmente disse. "Não adulterarás."
Certo professor de teologia disse à sua classe o seguinte: "Cerca de 50% da miséria humana é causada pela desobediência a este mandamento." Esta afirmação parece um pouco exagerada – 50%. Os alunos não a aceitaram, mas um deles, Morris Wee, depois de alguns anos de ministério, disse que descobrira que o seu mestre tinha razão.
Passe algumas horas no gabinete pastoral de uma igreja central de uma cidade grande. Ouça as palestras telefónicas, leia a correspondência, converse com aqueles que procuram pessoalmente o pastor. Você também se convencerá de que a declaração daquele professor estava correta.
Desejo propor aqui três questões as quais tentarei também responder. O que é adultério? Por que é errado? O que devem fazer as pessoas que violaram este mandamento?
O adultério é a violação do voto de fidelidade conjugal. Qualquer atividade sexual extraconjugal é adultério. Jesus vai um pouco além e diz que abrigar a lascívia no coração, mesmo que ela não frutifique num ato, equivale a cometer adultério (Mat. 5:27, 28). Sei que algumas vezes um