8 de janeiro de 2011

O REINO INCONDICIONAL E ETERNO

"Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido." Isa. 35:10

"POSSO IMAGINAR que, quando Cristo disse ao pequeno grupo ao Seu redor: "Vão a todo o mundo e preguem o evangelho", Pedro disse: "Queres realmente dizer que devemos voltar a Jerusalém e pregar o evangelho para aqueles que Te assassinaram?" "Sim", "disse Cristo, "vão, procurem aquele que bateu em Meu rosto, digam-lhe que pode ter um lugar no Meu reino. Sim, Pedro, vá procurar aquele homem que fez a coroa de espinhos e a colocou sobre a Minha cabeça, e diga que tenho uma coroa pronta para ele quando entrar em Meu reino, e não haverá espinhos nela. Procurem aquele homem que tomou uma vara e bateu com ela nos espinhos, enterrando-os em Minha cabeça, e diga-lhe que porei um ceptro em sua mão... se ele aceitar a Minha salvação. Procurem o homem que introduziu a lança em Meu lado e digam-lhe que existe um caminho mais curto do que este para o Meu coração. Digam-lhe que o perdoo livremente, e que pode ser salvo se aceitar a Minha salvação."" – Dwight L. Moody.

Ao estudarmos as promessas divinas de restauração, veja como o diálogo de Moody a respeito de Cristo exemplifica o Deus a quem servimos, o Deus revelado no livro de Amós, o Deus que quer restabelecer todas as coisas... até, se possível, aqueles que O pregaram na cruz.

Deus é paciente e espera que cada um de nós reconheça sua necessidade dEle. Embora estejamos vagando pelo deserto, Ele sempre está disposto a nos trazer novamente à Sua presença. Nossa redenção logo estará terminada. Mas nossa salvação depende de aceitarmos o caminho de Deus. Esta não é uma oportunidade ou escolha a ser considerada com leviandade. É hora de buscar a Deus com seriedade e viver – por toda a eternidade.

O Tabernáculo de David.

"Naquele dia, levantarei a tenda caída de David. Consertarei o que estiver quebrado, e restaurarei as suas ruínas. Eu a reerguerei, para que seja como era no passado" (Amós 9:11, NVI).

Alguém certa vez perguntou ao famoso evangelista Billy Graham se era optimista ou pessimista.

"Sou optimista", ele respondeu. "Já li a última página da Bíblia".

Ele deve ser. E nós também. E não é apenas a última página da Bíblia, que nos deve dar razões para nos regozijar em nosso Deus, confiar em Suas promessas, e ser optimistas quanto ao futuro. Em vários lugares, os dois Testamentos, em poesia e prosa, em cânticos e cartas, apresentam promessas maravilhosas de uma nova existência, uma Terra restabelecida onde todas as coisas se tornam justas, santas e verdadeiras, porque todas as coisas injustas, profanas e infiéis nunca mais vão existir.

1. Examine estes textos e veja os detalhes que cada um dá a respeito do que o futuro reserva para os fiéis de Deus:

Isa. 25:8, I Cor. 15:52-55, II Ped. 3:13, Apoc. 21:4
Apoc. 21:1-7, Apoc. 22:1-5

Amós termina seu livro com estas palavras: "Diz o Senhor, o seu Deus" (Amós 9:15, NVI). A certeza e a autoridade do profeta deriva da Pessoa que o chamou. Quando estamos certos a respeito do Senhor nosso Deus, quando estamos certos de que foi Ele que nos chamou, e quando proclamamos Sua Palavra e ela só, não precisamos temer as consequências.

Pelo fato de que conhecia o seu Deus e se havia rendido completamente à Sua Palavra, Amós proclamou sem vacilação os pecados de Israel e das nações e anunciou o juízo iminente.

Nesta lição, Amós termina seu trabalho com a garantia da graça restauradora de Deus. Graça e amor são sempre as primeiras palavras de Deus a Seu povo. "‘Haverá mãe que possa esquecer seu bebé que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, Eu não Me esquecerei de você!’" (Isa. 49:15, NVI).

As palavras de Amós sobre a restauração sem dúvida se aplicam parcialmente a Israel depois da volta do cativeiro babilónico. Mas devemos estudar sua aplicação em um contexto maior para aprender como Deus planeja restaurar todas as coisas a Si mesmo no fim dos tempos. Devemos considerar quando, o que e como será essa restauração.

I. Restauração – Quando?
"Naquele dia" (Amós 9:11) é a resposta bíblica para a pergunta humana sobre o tempo da restauração efectuada por Deus. Aquele dia é o dia do Senhor – um tempo em que Seu poder vai pôr fim ao pecado e restabelecer a justiça ao seu legítimo lugar no Universo.

Nem todos crêem na restauração da Terra por Deus. Mas Deus disse a Isaías: "Eis que Eu crio Novos Céus e Nova Terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas" (Isa. 65:17). Pedro também predisse que "segundo a Sua promessa, esperamos Novos Céus e Nova Terra, nos quais habita justiça" (II Pedro 3:13). Além disso, ele colocou esta promessa no contexto da Segunda Vinda. E, finalmente, em Apocalipse 21:1-5, João descreveu o Novo Céu e a Nova Terra como parte de actividade redentora de Deus no clímax do tempo do fim.

A remoção "daquele dia" de nossa esperança, de nossa adoração e de nosso estilo de vida só nos leva ao desespero. Mas quando vivemos como se "aquele dia" está para acontecer em breve, nossa vida muda do desespero para a esperança, do vazio para o valor, da resignação para a alegre expectativa. "O dia do Senhor ... virá!" (II Pedro 3:10).

Mas o dia do Senhor não é só um dia de expectativa. Também é um dia que provê o contexto para vivermos aqui e agora. "Aquele dia" é um desafio para hoje. "Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa" (II Pedro 3:11, NVI).

O Evangelho Para aos Gentios.
"Cumpridas estas coisas, voltarei e reedificarei o tabernáculo caído de David; e, levantando-o de suas ruínas, restaurá-lo-ei" (Atos 15:16).

O contexto imediato dos últimos versos de Amós (9:11-15) lida basicamente com as promessas de Deus, registadas em muitos outros lugares da Bíblia hebraica, de que a nação hebraica entraria em cativeiro por causa da desobediência, mas Deus os restauraria à sua terra.

Mas não termina ali. Séculos depois de Amós haver escrito, Atos 15 menciona Tiago citando Amós 9:11. A cena era um concílio da igreja primitiva tratando de um assunto importante na recém-formada igreja cristã.

Leia cuidadosamente Atos 15. Examine o contexto em que Tiago citou Amós. Sobre o que ele está falando? Lendo Amós 9, especialmente os versos 11 e 12, você percebe que eles dizem mais do que o simples retorno dos judeus à sua terra? Como Tiago usa esses versos? Que mensagem ele está dando?

"Depois de muita discussão, Pedro levantou-se e dirigiu-se a eles: "Irmãos, vocês sabem que há muito tempo Deus me escolheu dentre vocês para que os gentios ouvissem de meus lábios a mensagem do evangelho e cressem. Deus, que conhece os corações, demonstrou que os aceitou, dando-lhes o Espírito Santo, como antes nos tinha concedido. Ele não fez distinção alguma entre nós e eles, visto que purificou os seus corações pela fé"" (Atos 15:7-9, NVI).

Amós estava predizendo não apenas a volta dos judeus para a terra, mas a pregação do evangelho aos gentios, um trabalho que começou com a primeira igreja e que culminará na proclamação final "a cada nação, e tribo, e língua e povo" (Apoc. 14:6) – um trabalho em que nós, como igreja, fomos chamados a participar.

O plano ideal de Deus é restaurar todo o mundo, purificá-lo do pecado e recriá-lo ao que planejou originalmente, só que melhor. Mas Ele não vai fazer isso até que todos, de alguma forma, tenham a oportunidade de ouvir as maravilhosas notícias de que seus pecados foram pagos pelo sangue de Jesus Cristo e que pela fé nEle há um lugar à espera para eles nesse mundo recém-restaurado. Que papel nós, como igreja, temos a desempenhar nessa proclamação?

Restauração: O Que é?
O que Deus vai restaurar naquele dia? Vamos olhar além de Israel e de sua volta do cativeiro, que foi apenas um cumprimento parcial da profecia de Amós, e focalizar nosso telescópio no tempo em que Deus vai restaurar todas as coisas.

1. Deus vai vindicar primeiro o Seu caráter. Amós fala da restauração do tabernáculo de Davi (9:11). O reinado de Davi foi a época de ouro de Israel. E foi de ouro só por causa de seu compromisso a Yahweh. Mas Israel deixou de honrar a Deus em tudo o que fazia.

Este pecado, porém, não é só de Israel. É nosso, também, quando nos orgulhamos do que fazemos e de como vivemos, como se Deus não tivesse importância. Mas, "naquele dia", o Universo inteiro vai reconhecer a Deus e quem Ele é (Apoc. 5:11-14). Então, Deus vai remir Seu povo do cativeiro do pecado, destruindo Satanás e suas hostes (Apoc. 20:10-15), e habitando com Seu povo (Apoc. 21:1-4).

2. Deus vai restaurar a vida abundante.
A Terra renovada vai incluir cada aspecto da existência: da física à espiritual, da construção até a moradia, da vocação até a adoração (9:12-15; veja também Isa. 65:17-25). A vida eterna prometida ao povo de Deus vai ser sem interrupção nem degradação. A promessa é feita pelo próprio Deus: "Plantá-los-ei na sua terra, e, dessa terra que lhes dei, já não serão arrancados, diz o Senhor, teu Deus" (Amós 9:15).

O Lavrador Alcança o Ceifeiro.
"Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que o que lavra segue logo ao que ceifa, e o que pisa as uvas, ao que lança a semente; os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se derreterão" (Amós 9:13).

Novamente, embora o contexto imediato seja a idéia de um Israel arrependido, restaurado à sua terra, depois de anos de cativeiro, a mensagem simbólica é sobre a esperança final de toda a humanidade, a grande redenção que Deus preparou para nós por meio de Cristo na cruz (Rom. 8:23; Efés. 1:14; Heb. 9:12).

No verso 13, Amós fala do dia em que o que cultiva a terra vai alcançar o ceifeiro e o que colhe as uvas vai alcançar aquele que planta a semente. Neste cenário, a colheita é tão abundante, tão rica, tão plena e frutífera que não pode ser recolhida antes do próximo ciclo de semeadura. Em outras palavras, a colheita é tão grande que aquele que ara o campo vai alcançar a pessoa que ainda está recolhendo os frutos do cultivo anterior. Naturalmente, apesar de a linguagem ser figurada, a mensagem é que por Cristo nós temos a promessa de algo tão maravilhoso que não podemos nem começar a imaginá-lo. "Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam" (I Cor. 2:9).

Por que a Bíblia usa os judeus voltando do cativeiro como símbolo da redenção no fim dos tempos? Por que a volta dos judeus simboliza, mesmo que palidamente, a libertação final do povo de Deus? Veja também Apocalipse 18:1-4.

A promessa de uma existência inteiramente nova é o alvo de todas as nossas esperanças como seguidores de Cristo. Qualquer coisa menor do que isso é insuficiente. Pense no que Cristo fez na cruz para tornar certa essa promessa da eternidade. Isso só será possível se você, apesar de suas culpas e negligências, mantiver um relacionamento de salvação com Ele.

Restauração: Como?

Amós não nos diz como Deus vai fazer a restauração final. Para ele é suficiente a palavra: "Diz o Senhor, o seu Deus" (9:15, NVI). Para ele é suficiente a garantia divina: "Levantarei"; "restaurarei"; "consertarei"; "trarei de volta"; "plantarei" (9:11-15).

Essa restauração não é o trabalho de mãos humanas. Não é a melhoria gradual da sociedade que os humanistas e os sociólogos defendem. Ao contrário, é resultado da intervenção de Deus nos negócios humanos a fim de esmagar Satanás de uma vez por todas. Seu propósito finalmente é realizado: "O mistério da Sua vontade, segundo o Seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nEle, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do Céu, como as da Terra" (Efés. 1:9 e 10).

Esta última lição destaca a melhor parte de ser cristão – o reencontro de um povo que se perdeu de seu Pai. Finalmente, esse povo pode desfrutar os resultados de seu fiel discípulas e ceifar a colheita final do plano de salvação, juntamente com a misericórdia e a justiça de seu Senhor.

Como testemunhas, o dom da vida eterna deve ser uma das primeiras coisas que mencionamos a um não crente. É muito mais fácil ficar entusiasmado com um plano de viver na feliz eternidade do que com a destruição do mundo moderno. Os dois aspectos são verdadeiros e importantes. Mas vale a pena prestar atenção à apresentação.

3. Esperanças da Eternidade.

"Trarei de volta Israel, o Meu povo exilado, eles reconstruirão as cidades em ruínas e nelas viverão. Plantarão vinhas e beberão do seu vinho; cultivarão pomares e comerão do seu fruto" (Amós 9:14, NVI).

Pense na beleza desses sentimentos, na cena idílica que eles apresentam. Que conclusão incrível para o que foi quase nada além de palavra sobre palavra, linha sobre linha, verso sobre verso, e capítulo sobre capítulo de advertências contra o pecado, a apostasia, a idolatria, a opressão, a perversão e o castigo. Pouca coisa do que estudamos antes permite antever esse fim. Só a intervenção divina pode levar a um final assim, só uma pessoa inspirada pelo Espírito poderia ter ousado predizer um resultado desses. Realmente, entregues a si mesmo, os israelitas teriam desaparecido há muito tempo, juntamente com os edomitas, os moabitas, os jebuseus e outros povos que desapareceram no entulho da História.

Da mesma forma, quando olhamos para o mundo ao redor de nós, existe pouco, se é que existe, que nos daria esperança para o futuro. Só o otimista mais cego, depois do século vinte, poderia ainda ter esperança de algum tipo de utopia feita pelo homem, especialmente quando todas as tentativas anteriores de criar uma utopia resultaram, ao contrário, em nada mais do que sistemas totalitários infernais que nunca estiveram à altura do que prometeram. Na verdade, eles contradisseram seus ideais em quase todos os pontos.

E mesmo que a humanidade construa um mundo melhor, ou até mesmo um mundo bom, os cientistas predizem que um dia o sol vai explodir. Esse acontecimento, naturalmente, deixaria pouca esperança para a humanidade e para qualquer utopia que ela tentasse criar.

Felizmente, a palavra de Deus promete um fim que só um Deus poderoso e amoroso poderia fazer – e Ele certamente o fará, porque já fez outras coisas tão maravilhosas no passado, porque é poderoso, e porque prometeu e selou essa promessa, literalmente, com Seu próprio sangue.

O Reino Incondicional e Eterno.
"Plantei Israel em sua própria terra, para nunca mais ser desarraigado da terra que lhe dei, diz o Senhor, o seu Deus" (Amós 9:15, NVI).

O último verso de Amós faz referência à promessa de restauração depois do cativeiro. E apesar de apresentar uma promessa bonita e cheia de esperança, essa promessa era condicional. Embora os israelitas tenham sido realmente restaurados, séculos mais tarde eles foram arrancados da terra que lhes foi dada. Tudo isso prova que os tipos, os símbolos, representam apenas vagamente a verdade maior que ensinam, pois no Novo Céu e na Nova Terra que Deus cria – certamente, nunca mais seremos removidos do que Deus nos deu.

Leia Daniel 7:14 e 27. O que estes versos dizem sobre a natureza do reino que Deus finalmente restabelecerá?

Não existe qualquer dúvida, graças a Cristo e ao que Ele realizou na cruz, de que Deus estabelecerá Seu reino eterno. Não existe nenhuma condição, nenhum engano, nenhuma pergunta sobre isto: o reino de Deus virá. A morte de Cristo o garante.

A única variável, a única condição na fórmula, somos nós mesmos, nossa vontade, nossas escolhas. Estaremos lá, fazendo parte desse reino incondicional e eterno, ou enfrentaremos a morte igualmente eterna e incondicional?

Todas as outras perguntas parecem não ter qualquer valor diante desta.

A grande notícia é que Jesus, no Calvário, sofreu a morte eterna por nós (Heb. 2:9), para que nós pudéssemos ter parte em Seu reino eterno. O que Ele fez na cruz foi incondicional, universal e auto-suficiente; foi para toda a humanidade, para todos, sem excepção, e isso foi suficiente para cobrir todos os nossos pecados. Ninguém foi esquecido, ninguém foi omitido, ninguém foi deixado para trás, nem mesmo aqueles que O crucificaram. Sua morte cobriu toda a humanidade (Rom. 5:15-19), até – e especialmente – os piores de nós.

O que resta, então, é o fator humano: Como respondemos ao que Deus realizou incondicionalmente por nós? Aceitamos ou rejeitamos este sacrifício? É bastante simples. Pela palavra de Amós, como por meio de todos os profetas de Deus, desde Moisés, a mensagem é a mesma: "Busquem-Me e vivam".

Por Adão, todos enfrentam a destruição inevitável. Por Cristo, o inevitável se torna evitável, pois essa destruição já não é mais certa. Por Adão, o mundo como um todo foi condenado; por Cristo, o mundo como um todo recebeu uma prorrogação, uma segunda oportunidade de evitar a condenação. O que estamos fazendo, como indivíduos, com essa segunda oportunidade é a maior pergunta. Seja qual for a nossa escolha a respeito do que Cristo fez ao mundo como um todo, resta um fato crucial, objectivo e incondicional.

Esse fato que não é alterado, qualquer que seja a nossa resposta: Cristo, como o segundo Adão – por Sua vida perfeita, por Sua morte reconciliadora e Sua ressurreição – pôs o mundo inteiro em uma nova posição diante do Pai. Essa posição oferece a cada pessoa a oportunidade, pela fé, de ser poupado da condenação que o pecado traz e uma oportunidade de viver em Seu reino eterno e incondicional. O que foi que Cristo realizou na cruz para tornar possível essa oportunidade de entrar no Reino? Qual deve ser nossa resposta para que aquilo que Ele fez se torne nosso?

5 de janeiro de 2011

TERÁ FIM O MUNDO TAL COMO HOJE EXISTE?

“O terramoto de 8,8 graus na escala Richter ocorrido no Chile, juntamente com os tremores que se sucederam nos dias seguintes, causou a morte de 799 pessoas. Conforme relatos, 1,5 milhão de casas foram danificadas pelo tremor e mais de 2 milhões – ou 12,5% dos 16 milhões de habitantes do Chile – foram afetados.”
“É assustador o que o que a chuva está fazendo no Rio de Janeiro, especialmente em Niterói. Dias atrás o problema era aqui em São Paulo. Antes foi Santa Catarina. E, assim vamos, de tragédia em tragédia. Com o risco da conformidade e insensibilidade diante de calamidades e atrocidades.”
“As autoridades da cidade de Rockhampton, no nordeste da Austrália, praticamente isolada por causa das inundações, continuam a proceder a evacuações e alertaram a população contra o perigo dos crocodilos e das serpentes, arrastados pela água entram nas aldeias, vilas e cidades.”
1. Que declaração é feita, ao narrar-se a obra da criação, quando foi terminada?
Rª: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom: e foi a tarde e a manhã o dia sexto. Assim os céus, e a Terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a Sua obra, que tinha feito.” Gén. 1:31; 2:1.
2. Que disse Jesus, ao expirar na Cruz?
Rª: “E quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” João 19:30.
3. Que declaração será feita por ocasião do derramamento da última praga?
Rª: “E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do Céu, do trono, dizendo: “Está feito.” Apoc. 16:17.
Nota: Este derramar da ira de Deus é sobre os que rejeitam a misericórdia do Céu. Terá terminado o tempo de graça para os homens, e quando a grande voz bradar; Está feito!, Cristo Se porá a caminho da Terra pela segunda vez.
4. Que será anunciado quando os novos céus e a nova Terra houverem aparecido, e a santa cidade, a Nova Jerusalém, houver descido de Deus e ter-se tornado a metrópole da nova criação?
Rª: “E, o que estava assentado sobre o trono, disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.
E disse-me mais: Está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.” Apoc. 21:5,6.
Nota: “Eis que faço novas todas as coisas.” Temos a palavra gr.”kainós”, “novo”, tem o sentido de contraposição com o que está gasto ou arruinado. É de crer que tudo o que foi feito no planeta Terra no princípio tenha o estigma da maldição, consequentemente todos os elementos serão purificados ou seja voltarão a ter a qualidade inicial.
5. O que não mais haverá na nova Terra?
Rª: “E Deus limpará dos seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” Apoc. 21:4; “E ali nunca mais haverá maldição contra alguém.” Apoc. 22:3.
6. Quais serão então as condições de toda a Terra?
Rª: “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e a nédia ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os guiará.
A vaca e a ursa pastarão juntas, e seus filhos juntos se deitarão; e o leão comerá palha como o boi.
E brincará a criança de peito sobre a toca do áspide, e o já desmamado meterá a sua mão na cova do basilisco.
Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” Isaías 11:6-9.
Nota: O reino do Messias mudará a conduta tanto dos animais como a dos seres humanos. Não haverá mais crueldade nem derramamento de sangue. Os instintos naturais dos animais serão completamente transformados. A lei do reino de Deus será a lei da vida e do amor. Não haverá ali nenhuma forma de morte, enfermidade ou dor. Ali, haverá paz que o mundo desconhece desde que o pecado entrou. A mais bem-aventurada vida que o homem pode conhecer aqui; é desfrutada ao aceitar-se o convite de Cristo (Mat. 11:28). Sim, o ser humano ainda pode encontrar neste mundo uma breve e feliz antecipação da gloriosa paz, da paz, gozo e felicidade que o mundo restaurado oferecerá eternamente.
7. Como fala novamente o profeta a respeito desse tempo?
Rª: “Já descansa, já está sossegada toda a terra! exclamam com júbilo.” Isaías 14:7.
8. Que universal coro de louvor se ouvirá então?

Rª: “E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas acções de graças, e honra, e glória, e poder, para todo o sempre.” Apoc. 5:13.
Conclusão: o coro aumenta e em resposta ao canto de louvor das hostes do céu toda a criação se une em adoração ao Pai e ao Filho. Cristo é o Vencedor, e o carácter de Deus foi vindicado diante de todo o Universo (v.11).
Deseja fazer parte deste coro, o seu coração está cansado das tristezas, dor e morte deste mundo? Chegou a hora, hoje, entregue o seu coração a Jesus. Leia Mateus 11:28-30. A atmosfera de paz inunda o coração e a certeza afirma-se na alma!

4 de janeiro de 2011

COMO IDENTIFICAR A IGREJA VERDADEIRA?

INTRODUÇÃO:
1. Basta olhar ao nosso redor para descobrir que existem muitas igrejas.
2. É bom escutá-las um pouca para descobrir várias idéias que têm em comum.
a) Geralmente encontram-se pessoas muito sinceras em todas as religiões.
b) Geralmente todos eles crêem estar dentro da igreja verdadeira.
c) Quem sabe você e eu, possamos estar em igrejas diferentes, sentimos no esconderijo da nossa consciência: a minha igreja é a verdadeira; todas as demais estão erradas.
3. Diante deste panorama, alguém exclamou uma vez:
"Se tão somente a igreja tivesse carteira/bilhete de  identidade, quantos problemas evitaríamos para identificá-la".
4. Alegre-se! Ela tem! É para o final de nosso tema de hoje vou mostrar-lhes. Vou pedir que leia com atenção, este é um assunto que pode fazer a diferença.
5. Mas primeiro vejamos a igreja do Senhor numa significativa parábola bíblica:

I. A PARÁBOLA SOBRE A IGREJA QUE ESTÁ NOS DOIS TESTAMENTOS.
1. Quando Nosso Senhor Jesus cristo esteve na terra, costumava ensinar por meio de parábolas.

2. Esta parábola sobre a igreja deve ter sido mui to clara para aqueles dias, pois
a) Eram pessoas, em grande parte, do campo.
b) Uns mais, outras menos, mas todos tinham sua vinha.
c) E Jesus utiliza a vinha como figura da igreja.
3. A parábola no Novo Testamento. S. Mateus 21:33.
a) Uma vinha com um cerco.
4. A parábola no Antigo Testamento. Isaías 5:1,2.
a) Uma vinha cercada.
b) A vinha representa os que foram nessa época o povo de Deus. Isaías 5:7.
c) Quer dizer que quando no Novo Testamento o Senhor falou da parábola da vinha, seus ouvintes sabiam de que estava falando.
d) Estava falando da igreja do Senhor.
A igreja é a mesma.
e) Como os hebreus não deram os frutos adequados, foram arrancados.
f) Mas Cristo, o tronco, permanece.
g) O mesmo depois de Sua ascensão:
(1) Os fiéis ficam com Ele.
(2) Os que não forem firmes, serão arrancados.

5. (Em S. João 15, encontramos outros elementos que nos levam a entender que Jesus Cristo é a vida e a essência dessa vinha; é a raiz e o tronco que a sustém. S. João 15:1,5.)

II. O MURO AO REDOR DA VINHA
1. Como vimos, a vinha foi colocada dentro de um cercado. Isaías 5:1,2.

2. Que poderia representar esta cerca?
a) Sendo que a igreja é uma entidade espiritual, a lógica nos diria que tinha que se tratar de algo espiritual que exerceria a função de cerca.
b) Quais são as funções básicas de uma cerca?
Encontrei pelo menos duas:
(1) Marcar o limite entre o terreno do Senhor e o terreno alheio.
(2) Proteção. Ou seja: Um limite de proteção, além do qual não há segurança.
c) Evidentemente teria que se tratar de alguma norma capaz de preservar, de proteger a igreja e de mantê-la dentro do terreno de Deus.

3. Proporei "a priori" o que pode ser a cerca, e imediatamente fundamentá-la-ei biblicamente. Proponho que a cerca protetora colocada por Deus para manter a Sua igreja dentro de Seu terreno, dentro de cujos limites há segurança, além de cujos limites não há segurança, é a Santa Lei de Deus.

a) Porque S. Paulo a chamou de Santa, justa e boa. Rom. 7:12.
b) É uma cerca eminentemente espiritual. Assim ensinou S. Paulo. Romanos 7:14.
c) Quem permanece dentro do terreno determinado pela Santa Lei de Deus tem paz e segurança. Salmos 119:165.
d) Que acontece com quem salta por cima da cerca da Santa Lei de Deus e vive à margem da Lei; fora da cerca da Lei?

(1) Segundo I S. João 3:4, ao saltar por cima da cerca da Santa Lei de Deus, pecamos. O terreno que está fora da cerca da Lei é o do pecado. Esse terreno não é o de Deus, mas de Satanás.
Assim como quem vive à margem da lei civil é um delinqüente, vive em delito, quem vive à margem da Lei de Deus é um pecador e está no terreno que não é de Deus; no terreno de Satanás.
(2) Isso acarreta a morte. Romanos 6:23.
(3) E a destituição da glória de Deus. Romanos 3:23. Ou seja: estão perdidos.

4. Onde pensa você que o Senhor vai guardar a sua igreja?
a) Pagou muito caro par ela. O preço foi Seu próprio sangue.
b) Certamente quer cuidá-la bem.
c) O único lugar natural.
(1) Não é o terreno de Satanás.
(2) É o terreno de Deus: dentro da cerca.

5. Por outro lado, a lógica nos diria que o Senhor quer que a cerca fique firme.
a) Toda tentativa de romper a cerca não vem de Deus.
b) Proviria de um inimigo; de alguém desejoso de estragar e destruir a vinha do Senhor.

III. O ANTICRISTO ABRE BRECHAS NA CERCA DA SANTA LEI DE DEUS
1. Por um lado temos bem definida a posição de Nosso Senhor Jesus Cristo com respeito à Santa Lei. S. Mateus 5:17-19.

2. Por outro, a profecia fala de planos sinistros que executaria o anticristo, representado na profecia de Daniel como o chifre pequeno. Daniel 7:25.
a) Mudar a Lei
b) Romper a cerca

3. Quando lemos os 10 Mandamentos na Santa Bíblia e os comparamos com a realidade católica refletida no resumo dos mandamentos no catecismo, vemos que, lamentavelmente, foram abertos os buracos.
Nota: Comparar com a tradução católica: Êxodo 20:3-17.

a) O 2º Mandamento, que proíbe a adoração reverência às imagens e
b) O 4º Mandamento, que ordena santificar o sábado santo.

4. Os protestantes fizeram arranjos em um, o que tem que ver com a adoração das imagens.
a) E têm razão, porque o mandamento é mandamento. Está bem claro.
b) Foi promulgado para ser cumprido.

5. O problema é que deixaram os buracos do dia do repouso.
a) Fazem-me lembrar a anedota que contava meu cunhado, com relação ao italiano que viajava, anos atrás, em um trem.
Era inverno, a primeira hora da manhã e este amigo tinha a janela aberta. Entrava um frio que congelava, creio que até as ideias! A pobre senhora que dividia o assento com ele, timidamente, sugeriu que ele fechasse a janela, pois ela estava tremendo de frio.
O homem, de forma bruta e mal educada respondeu:  - "Es iguale".
Sempre aparece alguém em defesa dos mais frágeis. Assim que um outro passageiro, que viajava de pé, incomodado e de forma a intimidar, exigiu que a janela fosse fechada.  Mas como o homem do nosso relato insistisse no seu "es iguale" o defensor da senhora foi chamar o guarda, até que o italiano disse:
- "Mas es iguale!"
E enquanto fechava a janela que não tinha vidro, colocou o seu braço para fora.
(1) Tinha razão. Como a janela não tinha vidro, era igual tê-la aberta ou fechada.
a) Sabe? Por momentos parece-me que a cristandade está a passr algo parecido.
(1) Por um lado, os protestantes se preocupam em reparar a cerca da Santa Lei tirando as imagens. E insistem em que tenham que obedecer o preceito de tirar as imagens, pois Deus o ordena e tem razão.
(2) Por outro lado, mantêm  a cerca com uma brecha em relação ao dia de repouso.
(3) E o diabo, que vê tudo isso, embora não seja italiano, sorri enquanto diz:
- "Mas! es iguale!" Mesmo que consertem um, enquanto deixarem o outro quebrado, a igreja vai em direção ao pecado e o pecado introduz-se na igreja.
- Por outras palavras: Já não há limite entre o terreno de Deus e o terreno de Satanás.
- Não importa se está dentro ou fora da igreja, da cerca quebrada, ou em qualquer dos dois casos, é igual.
- Já não há proteção divina.

Em troca, a igreja que está dentro da cerca perfeita vive uma situação muito diferente:
Nota: colocar uma cerca perfeita perto de uma estragada.)
Alguém poderia ir-se de encontro ao pecado.
Nota: desenhar uma flecha saindo de dentro para fora, assinalando a palavra pecado.)
Mas a igreja não. Ela permanece em seu devido lugar.
(1) Bem delimitado seu terreno do de Satanás.
(2) Dentro dos limites da vontade expressa de Deus.

IV. ALGUNS ENTENDEM MAL A MISSÃO DO SENHOR
Creio ser muito importante que em relação com este tema nos defrontemos com a pergunta: Para que veio o Senhor?
1. Para destruir a cerca da Lei?
a) Não! Essa era a obra do anticristo.
b) Não creio que alguém pretendesse realmente que Cristo viesse fazer a obra do anticristo.
2. Tirar-nos da cerca da Lei para que vivamos à margem da Lei?
a) Por favor! Isso é o que fez Satanás com Adão e Eva no Jardim do Éden.
b) Não cremos que Jesus veio fazer a obra do diabo. Ao contrário. Ele veio desfazer as obras do diabo. Iª S. João 3:8.
3. A Santa Bíblia é muito clara: Veio salvar-nos do pecado.
a) Perdoar-nos por graça.
b) Guardar-nos dentro da cerca.
(1) Dentro de qualquer cerca? Se estiver quebrada, estar dentro ou fora "es iguale"
(2) Salva-nos do pecado por graça e guarda-nos dentro da cerca sãos; esse é Seu terreno, o de fora é terreno de Satanás.

c) Assim fez com a mulher encontrada no próprio ato do adultério;
(1) Encontrou-a vivendo às margens da Lei, no pecado, no terreno de Satanás.
(2) Perdoou-a pela graça.
(3) Disse-lhe: "vai e não peques mais", ou seja, não desobedeças mais à lei; não sigas às margens da lei, fora da cerca.
(4) Quer dizer que a perdoou por graça para viver dentro da cerca da Santa Lei.

V. A CARTEIRA DE IDENTIDADE DA IGREJA
1. Toda carteira de identidade tem pelo menos duas características identificadoras importantes:
a) A foto da pessoa
b) Suas impressões digitais.
2. Às vezes há pessoas que são muito parecidas. Inclusive há os que trabalham em dublagem. Mas quando se tomam as impressões digitais descobre-se quem é quem.
a) O rosto pode ser maquiado
b) Mas as marcas dactiloscópicas não se podem maquiar.
3. A carteira de identidade da igreja está em Apocalipse 14:12.
a) A Foto: A Fé em Jesus.
- Muitos se parecem.
- Cantam os mesmos hinos.
- Falam de Jesus
- Mas quando operam (metem a mão) o que acontece?
b) As impressões digitais (as marcas de sua situação): Guardam os mandamentos de Deus.
4. É como se falássemos de uma ponte com dois pilares:
a) A igreja, diríamos, está firmada sobre dois pilares:
(1) A fé em Jesus
(2) Os mandamentos de Deus
b) Uma ponte assentada sobre dois pilares.
(1) Se tirarmos um, o que acontece?
(2) O mesmo acontece com a igreja.
c) Aos judeus faltam-lhes um pilar.
(1) Não têm a fé em Jesus.
(2) Destruíram-se
(3) Não são a igreja
(4) A igreja verdadeira é uma igreja cristã.
d) A católicos e protestantes:
(1) Falta-lhes um pilar
(2) Não guardam a Lei
(3) Desmoronam-se frente a Deus
(4) Não são a igreja
(5) Têm a cerca quebrada
(6) Não há segurança ali.
e) A igreja verdadeira:
(1) É uma igreja cristã (tem a fé em Jesus)
(2) Guarda os Mandamentos de Deus
- A foto mais as impressões digitais.

CONCLUSÃO
1. Todas as igrejas dizem ser a igreja verdadeira, mas as cercas falam.
2. Apelo para entrar e permanecer dentro da cerca da Santa Lei de Deus.

31 de dezembro de 2010

A LEI E O EVANGELHO

A Lei revela a perfeição de carácter requerida, dando assim a conhecer o pecado; é, porém, impotente quanto a conferir o carácter exigido. No Evangelho, a Lei, primeiramente escrita no coração de Cristo, vem a ser a “lei do Espírito de vida em Cristo Jesus,” e transfere-se assim para o coração do crente, no qual Cristo mora pela fé.

A palavra “evangelho” significa boas novas — boas novas da salvação do pecado (ver Mateus 1:21). E a Bíblia define pecado como qualquer violação da lei divina (ver I João 3:4). Assim, o evangelho é a boa nova do plano de Deus que anuncia ao pecador como encontrar a salvação face à lei que este transgrediu.

Portanto, em vez do evangelho ser oposto à lei, a Bíblia coloca-os ambos como complementares e em perfeita comunhão. E a própria existência do evangelho prova que a lei ainda está em vigor, pois qual seria o propósito na pregação das boas novas de salvação se a violação da lei não estivesse em vigor? O ser humano não pode transgredir o que não existe.

Leiamos, no seu contexto:: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei e sim da graça. E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei e sim da graça? De modo nenhum!” (Rom. 6:14 e 15).

Descobrimos imediatamente que, não importa o que mais Paulo deseja que compreendamos desta passagem, ele não quer que pensemos que o reino da graça nos livra da obediência à lei. “E daí?”, diz ele, “havemos de pecar”, isto é, transgredir a lei, “porque não estamos debaixo da lei e sim debaixo da graça? De modo nenhum!”

O versículo seguinte esclarece a seguinte frase “debaixo da lei” com o significado de “sob sua condenação”, e “debaixo da graça” tendo o significado de “vivendo sob o plano que Deus tem oferecido para salvar da escravidão do pecado”, pois Paulo continua: “Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça? ... e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.” Rom. 6: 16-18.

O contraste está entre servos “do pecado” e servos “da obediência para a justiça”. O que é que dá força ao pecado? É a lei, diz Paulo (ver 1ªCor. 15:56). O facto de que a lei existe e pronuncia a pena de morte para a prática do mal é o que confere ao pecado o seu poder sobre aqueles que condescendem com actos ilícitos. A lei não lança a sua forte mão contra o homem que não a viola. A sua força é sentida somente pelo transgressor.

Paulo afirma que o pecado não tem mais domínio sobre nós porque estamos vivendo debaixo, ou aceitamos, o plano divino da graça, que nos dá o poder para quebrar o controlo do pecado. Deste modo, em vez de sermos servos do pecado, nos tornamos servos da “obediência para a justiça”. E o que é a justiça? É o proceder correcto, o justo viver — uma condição do coração oposta à pecaminosidade ou ilegalidade.

Num capítulo subsequente, Paulo diz como a graça do evangelho de Jesus Cristo nos traz justiça, e como essa justiça está directamente relacionada com a lei. Lemos: “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rom. 8:3 e 4).

Paulo lida com o mesmo problema em Gálatas 3:24 e 25: “De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados pela fé. Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio.”

A lei pode mostrar-nos a nossa pecaminosidade e levar-nos a tal convicção do pecado que sejamos conduzidos a Cristo, que pode livrar-nos dos nossos pecados. Quando recebemos a Cristo não mais estamos sob o domínio (a condenação) da lei. Mas não estamos livres da obediência à lei de Deus, porque aceitando a Cristo recebemos o poder dado pelo Espírito Santo para obediência a essa lei, como está explicado na passagem já citada de Romanos 8. De modo que Gálatas 3:24 e 25 não dá nenhum apoio à alegação de que a lei foi abolida.

Quão claro e simples é, portanto, que quando aceitamos o Filho de Deus e a graça que Ele oferece, não viramos as costas à lei. Pelo contrário, descobrimos que a “justiça da lei se cumpre em nós”, Em vez de sermos pecadores, transgressores da lei de Deus, descobrimos que somos obedientes à mesma.

Face a esta verdade incontornável, não há nenhuma dificuldade no texto: “Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.” João 1:17. Embora Moisés servisse a um grande propósito no plano de Deus — porque através dele Deus deu ao mundo a forma escrita do código moral — foi por meio de Cristo que veio a graça divina, sem a qual a lei não pode realmente ser guardada.

A pessoa que aceita a Cristo não entra numa luta para obter justiça pela observância da lei. Em vista da aceitação de Cristo, a justiça do Salvador é-lhe imputada. Diz Paulo: “Mas agora, sem [ou, à parte da] lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem” (Rom. 3:21 e 22).

A “justiça de Deus” pode ser obtida à parte da lei; por isso, Paulo pode afirmar: “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (Rom. 10:4). A todos os que nEle crêem, Cristo leva a um patamar sublime de obter a justiça de Deus e ser obediente no Seu poder. Ou, novamente, podemos compreender a palavra “fim” como significando o objectivo ou propósito [finalidade], mas não fim no sentido de ter terminado. Um estudante quando termina o curso superior alcançou uma finalidade, um propósito, um meio para poder realizar uma profissão. O crente alcança a sua profissão de fé na justiça de Cristo e por esta agrada-se em receber poder para observar a Lei de Deus, do Seu Senhor e Rei.
A Lei é do REI, não de Moisés (falamos dos Dez Mandamentos).

Cristo era o objectivo que a lei tinha em vista; porque o propósito da lei é levar os homens a perceber o seu estado pecaminoso, a sua injustiça, para que possam ir a Cristo em busca da Sua justiça, que é imputada na justificação e comunicada no viver diário, algo claramente ensinado em Gálatas 2:20. Esse uso da palavra “fim” é encontrado em Tiago 5:11 ei Timóteo 1:5. Não pode haver outro entendimento!

A lei e a graça vieram do Céu. Quão felizes somos como cristãos por não termos a obrigação de criar todo um sistema, ou sofismas para rejeitar a Lei do Senhor! Pelo poder da graça de Deus, não mais permanecemos sob a condenação da lei, mas somos nEle erguidos para o elevado plano de completa obediência a esse código divino.

Jamieson, Fausset e Brown, em seu comentário bíblico, fazem esta observação numa nota no final do comentário sobre Romanos 6:

“O princípio fundamental de obediência do evangelho é tão original quanto é divinamente racional; de que ‘somos libertos da lei a fim de guardá-la, e somos trazidos graciosamente sob a servidão da lei a fim de sermos livres’ (versos 14, 15 e 18). Eu não o diria melhor!

não se percebe a razão de uma argumentação feita por aqueles que não aceitam a Lei de Deus. De facto, estão de acordo com todos os mandamentos, menos um, qual é?
Por outro lado, quando a graça nos leva à compreensão de que em Cristo temos um Advogado, um justo Fiador, nos leva a um estado de consciente reconciliação, e amorosa entrega do coração a um Deus que salva, imediatamente sentimos a gloriosa liberdade para sermos santos, e a certeza de que ‘o pecado não terá domínio sobre nós’.

Isso é tão agradável aos nossos gostos e aspirações renovados como sentir que o seu fundamento está firme ‘porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça’. Diga: Amem.

19 de dezembro de 2010

NASCIMENTO, INFÂNCIA E PRIMEIROS ANOS DA VIDA DE CRISTO – II

“Satanás emprenhava-se em dissipar do mundo a luz divina, e pôs em jogo a sua máxima astúcia para destruir o Salvador. Mas Aquele que não dorme nem tosqueneja, velava por Seu amado Filho. Aquele que fizera chover maná do céu para Israel, e alimentara Elias em tempo de fome, providenciou em terra pagã um refúgio para Maria e o menino Jesus. E, mediante as dádivas dos magos de um país gentio, supriu o Senhor os meios para a viagem ao Egipto, e a estadia em terra estranha.” Desejado de Todas as Nações, p. 44
1. Que testemunho deu Simeão ao ver a Criança?
“E pelo Espírito foi ao templo, e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei, Ele então o tomou nos seus braços, e louvou a Deus, e disse: agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra; pois já os meus olhos viram a tua salvação, a qual tu preparaste perante a face de todos os povos;
Luz para alumiar as nações, e para glória do teu povo Israel.” Lucas 2:27-32.
Nota explicativa: “E pelo Espírito foi ao templo,”. Como Simeão era “justo e piedoso” v.25, tinha andado na luz com a qual o céu tinha iluminado o seu caminho até esse momento, e os seus olhos estavam abertos para receber a Luz maior. Quão diferente foi a situação “o sacerdote fez a cerimónia do seu serviço oficial. Tomo a criança nos braços, e ergueu-a perante o altar.” DTN, p.36. o resultado foi que os seus olhos espirituais estavam completamente fechados quando se encontraram face a face com a luz da vida (João 1:7-11). Como não aproveitaram a luz que já tinha sido revelada, não estavam preparados para receber mais luz.
2. Como foi Jesus morar durante algum tempo para o Egipto?
Rª: “E, tendo-se eles retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te e toma o menino e sua mãe e foge para o Egipto e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há-de procurar o menino, para o matar.” Mateus 2:11.
Nota explicativa: Desta forma, por sonho já o anjo tinha aparecido a José (Mat. 1:20)). O Egipto era então uma província Romana, no entanto, a jurisdição não pertencia a Herodes. A fronteira tradicional do Egipto, era a uns 150 quilómetros a sudoeste de Belém. Muitos judeus viviam no Egipto por esta época, e José encontraria abrigo junto de uma comunidade judaica.
3. Depois da morte de Herodes, para onde foi José com a família?
Rª: “E chegou e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno.” Mateus 2:23.
Nota explicativa: O termo “nazareno” pode sugerir vários significados; nazir “separado”; nétser (palavra hebraica), “vara” no contexto de profecias messiânicas (Jer. 23:5; 33:15; Zac. 3:8; 6:12). A palavra nétser também pode ser traduzida por “renovo” ou “rebento”. No entanto, o mais certo é que nazareno tenha a haver com o lugar, a aldeia de Nazaré, já pelo desprezo a que era votada este lugar e que é transferido para Cristo e para os Seus discípulos. Em João 1:46 (cf. João 7:52), vê-se claramente o sentimento popular em relação a Nazaré. O Messias seria “desprezado e rejeitado entre os homens” (Isaías 53:3; cf. Sal. 22.6-8). Jesus teria que aparecer não como um rei honrado, mas como um varão humilde entre os homens. Nem sequer como um belamita, para ter a honra de ser cidadão da cidade de David.
4. Que diz as Escrituras sobre a Sua infância?
Rª: “E o Menino crescia, e Se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele. … E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito.” Lucas 2:40-51.
5. Como aconteceu ter José e Maria terem perdido Jesus, ao voltar de uma festa em Jerusalém, quando Ele tinha doze anos?
Rª: “Pensando, porém, eles, que viria de companhia, pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos; E, como não o encontrassem, voltaram a Jerusalém, em busca dele.” Lucas 2:44,45.
Nota explicativa: Jesus nunca tinha dado aos seus pais uma única razão para que se inquietassem. Pensaram que ele conhecia os planos de regressar com eles e que sabia o momento de partir. Eles pensaram que Ele estava no grupo (nestas viagens iam em grupos). Eles pensaram que estaria, mas de facto houve um descuido. Por descuido não é preciso senão um dia para O perder, uma vez perdido, porém, leva às vezes dias de aflitiva busca, como aconteceu a José e Maria, para encontrá-Lo outra vez.
6. Que fazia Jesus quando eles O tornaram a achar?
Rª: “E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os.” Lucas 2:46.
7. Que impressão causavam as Suas perguntas e respostas nos que O ouviam?
Rª: “E, todos os que o ouviam, admiravam a sua inteligência e respostas.” Lucas 2:47.
Nota explicativa: Estes dirigentes religiosos não conseguiam compreender como é que um menino que, bem sabiam, não tendo aprendido nas escolas dos rabinos (João 7:15), tinha tal capacidade de compreensão das profecias que Jesus evidentemente tinha. Deus tinha sido o seu professor por meio dos preceitos de Maria, e mediante o estudo que o próprio Jesus tinha feito dos profetas.
8. Com que palavras concluem as Escrituras o registo dos primeiros anos da vida de Cristo?
Rª: “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.” Lucas 2:52.
Conclusão: Os primeiros anos da vida de Cristo são um modelo para todas as crianças e jovens. Foi assinada pelo respeito e amor para com a Sua mãe. Era obediente a Seus pais, e bondoso para com todos. Aborrecia o pecado, e fazia ouvidos surdos a toda tentação. Procurava entender a razão das coisas, e assim crescia em conhecimento e sabedoria. Era cheio de simpatia e brando de coração, e sempre pronto a acudir ao oprimido, aflito e sofredor. Se amamos a Cristo, gostaremos de falar a Seu respeito; nossos mais ternos pensamentos serão em torno d´Ele; e, contemplando-O, seremos transformados à Sua imagem.

14 de dezembro de 2010

NASCIMENTO, INFÂNCIA E PRIMEIROS ANOS DA VIDA DE CRISTO - I

“Vindo habitar connosco, Jesus devia revelar Deus tantos aos homens como aos anjos. Ele era a Palavra de Deus – o pensamento de Deus tornado audível. Em sua oração pelos discípulos, diz: “Eu lhes fiz conhecer o Teu nome – “misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade – “para que o amor com que Me tens amado esteja neles, e Eu neles esteja.” Mas não somente a Seus filhos nascidos na Terra era feita essa revelação. O nosso pequenino mundo é o livro de estudo do Universo. O maravilhoso desígnio de graça do Senhor, o mistério do amor que redime, é o tema para que “os anjos desejam bem atentar”, e será o seu estudo através dos séculos sem fim.” Desejado de todas as Nações, p. 13.
1. Onde se encontra a primeira promessa da revelação do Salvador?
“Então o Senhor disse à serpente: … E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente: esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Gén. 3:14,15.
Nota explicativa: “porei inimizade”, aqui o Senhor não se dirige à serpente literal que falou com Eva, mas pronuncia juízo sobre o diabo, a antiga serpente. Este juízo, apresenta-se em linguagem profética e foi sempre compreendido pela igreja cristã como uma predição da vinda do Libertador.
“E porei inimizade entre a tua semente e a sua semente.” Aqui é feita referência à luta milenar entre a semente de Satanás – os seus seguidores – (João 8:44; Actos 13:10; 1ª João 3:10) e a semente da mulher. O Senhor Jesus é chamado a “semente” por antonomasia (contrário) (Apoc. 12:1-5; cf. Gál. 3:16,19); foi Ele que veio “para desfazer as obras do diabo” (Act. 2:4; 1ª João 3:8).
2. Por meio de quem foi prometido a Abraão uma restauração do perdido domínio?
“…te hei de dar a ti, e à tua Semente, para sempre.” Gén. 13:15.
3. Quem era essa semente prometida?
“Não diz às posteridades, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua posteridade, que é Cristo.” Gál. 3:16.
Nota Explicativa: O propósito do pacto de Deus com Abraão foi a vinda do Messias e a salvação aos homens; todas as outras promessas eram acessórias. Havia grandes bênçãos para os israelitas se cooperassem com Deus; mas infelizmente não cumpriram a sua parte; por essa razão perderam o direito a desempenhar a missão como os instrumentos do céu para a salvação do mundo. Apesar de tudo, Deus superou o fracasso deles na vinda do Messias vindo a plenitude dos tempos como um Filho de Abraão.
4. Onde deveria nascer Cristo?
“Perguntou-lhes (Herodes) onde havia de nascer o Cristo. E eles lhe disseram: Em Belém da Judeia.” Mat. 2:4-6; Miquéias 5:2.
5. De quem devia nascer Cristo?
“Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um Filho, e será o Seu nome Emanuel.” Isaías 7:14.
Nota Explicativa: “sinal”, hebreu óth´, sinal, “prenda”, “marca”, “recordação”. No Antigo Testamento um oth não corresponde necessariamente a um milagre. Em essência, como nos casos do arco-íris do pacto (Gén. 9:12), do Sábado (Êxodo 31:13; Ezeq. 20:12,20), o sangue do cordeiro pascal nos pórticos das portas (Êxodo. 12:13). Oth era um memorial visível de uma importância verdadeiramente espiritual.
A “virgem”, ´almah. Se Jesus tivesse nascido de uma mulher que não fosse virgem não era um sinal de Deus.
6. Por ocasião do Nascimento de Jesus, que mensagem trazem anjos e homens?
Ver Lucas 2:10-14.
Nota explicativa: “euaggelizõ”, “proclamar boas novas”, “anunciar boas notícias”. As palavras “Evangelho”, “evangelizar” e “evangelismo” derivam desta raiz. Os que escreveram os relatos da vida de Jesus foram, pois, “evangelistas”. O cristianismo anuncia desde o começo as boas novas, o Evangelho do amor redentor, da salvação.
Ver versículo 12 “servirá de sinal”. Um sinal não é na Escrituras necessariamente algo milagroso. O “sinal” dado aos pastores foi o meio para identificar o menino. O nascimento do menino de Belém seria muito diferente dos que esperavam os pastores de acordo com os altos ideais sobre o Messias.
7. Que profecia de Isaías foi cumprida por ocasião do nascimento de Cristo?
Isaías 9:6-7.
Nota explicativa: Isaías conclui o seu anúncio da futura era de paz com uma notável profecia acerca do grande Príncipe da paz. Neste mundo nunca se tinha conseguido a paz mediante os esforços dos homens. Na sua descrição do futuro Rei desta terra, o qual reinará em justiça e santidade, Isaías emprega o termo que não pode aplicar-se a nenhum reino terreno. Essa pessoa é Cristo. Em nenhuma outra passagem da Bíblia se encontra tão excelso pensamento, a beleza da expressão ou a intensidade do sentimento que se encontram na descrição do Salvador e futuro Rei do mundo. Na verdade, Isaías tinha contemplado em visão o Senhor da glória quando escreveu estas palavras. A mão de Deus estava sobre ele e um anjo guiou a sua pena.
Conclusão: Lucas 2:7
Certa ocasião, um professor de psicologia de uma renomada universidade distribuiu entre os quarenta alunos da sua classe uma folha de papel almaço quadriculado, com a palavra Natal, e pediu o seguinte teste; escrever assim que lessem a palavra todos os objectos e eventos que lhes viessem à mente, relacionados com tão festiva data.
Quando os papéis foram recolhidos, o professor verificou que os alunos tinham preenchido as folhas com as seguintes palavras: árvore, pinheiro, cipreste, sininhos, lantejoulas, bolas, cânticos, avelãs, amêndoas, nozes, passas, tâmaras, figos, castanhas, chocolate, caramelos, Pai Natal, neve, azevinho, brinquedos electrónicos, bolo, pudim, torta, refrigerantes, peru – mas nenhum deles escreveu. “O Nascimento de Jesus”.
Também não havia lugar nas mentes e nos corações daqueles jovens para o terno Infante de Belém…
...continua...

13 de dezembro de 2010

O CÂNTICO AO CORDEIRO DE DEUS

Introdução:
Jesus é o Cordeiro de Deus e por Seu sacrifício, todos os remidos O louvarão.
O Céu vive um clima de música e louvor. Esta é uma das características do Paraíso de Deus. O louvor está sempre presente na ordem do dia.
Embora por toda a eternidade passada, presente e futura, o Céu viva o clima do louvor, haverá um momento especial na história do Universo quando os redimidos vão cantar um cântico de vitória.

Será um hino de louvor ao nosso Deus e ao Cordeiro.
Será o cântico da vitória sobre o pecado, sobre este mundo e sobre Satanás. Será também um cântico de vitória sobre a morte, pois a vida florescerá para os remidos de uma maneira interminável. Começa para os remidos a vida eterna que é conferida aos vencedores. Jesus afirmou: “Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no Paraíso de Deus”. Apocalipse 2:7. “Ao vencedor dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como eu também venci e me sentei com meu pai no seu trono”. Apocalipse 3:21.

Comer da árvore da vida significa viver eternamente com o Senhor e assentar no trono com Ele significa reinar com Jesus para sempre.
Vamos ler sobre o Cântico do Cordeiro no livro de Apocalipse 15:2-4. (Ler o texto).
Se compararmos este texto que retrata o Cântico do Cordeiro, com o que está escrito em Apocalipse 7:9-14, vamos ter uma visão mais ampla dos que estarão no mar de vidro cantando o Cântico do Cordeiro.

I – Cântico dos Vencedores:
Quem vai cantar o Cântico de Moisés e o Cântico do Cordeiro?
Na visão que João teve dos glorificados, ele viu uma grande multidão, tão grande que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Uma representação fiel dos habitantes do Planeta. Uma seleção composta de pessoas de todos os lugares do mundo.

Os redimidos ou remidos, estavam vestidos de vestiduras brancas, símbolo de pureza; e com palmas nas mãos, símbolo de vitória.
João diz também que estavam numa praça semelhante a um mar de vidro, mesclado com fogo. Esta foi a melhor maneira de definir a beleza da praça onde ele viu os redimidos.
João os chama de vencedores. Venceram pelo sangue do Cordeiro e estavam de pé, tinham nas mãos as harpas de Deus.
Estavam de pé porque venceram.
Venceram a besta e sua imagem quer dizer que venceram as provações e perseguições impostas aos filhos de Deus pelos poderes do mal.
No desfecho desta controvérsia, toda a cristandade estará dividida em duas grandes classes - os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal. Se bem que a igreja e o Estado reúnam o seu poder a fim de obrigar a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, a receberem o sinal da besta, o povo de Deus, no entanto, não o receberá. O profeta de Patmos contempla os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número de seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro.

Em Êxodo 15, está o cântico de Moisés. Cântico de louvor a Deus após a passagem pelo Mar Vermelho. É um cântico comemorando a vitória de Deus ao tirar Seu povo do Egipto.
Quando rompeu a manhã, esta revelou às multidões de Israel tudo que restava do seu poderoso adversário: os corpos, vestidos de malha, arremessados à praia. Do mais terrível perigo restara um completo Livramento. Aquela vasta e indefesa multidão - escravos não acostumados à batalha, mulheres, crianças e gado, com o mar diante de si, e os poderosos exércitos do Egipto fazendo pressão na retaguarda - vira seu caminho aberto através das águas e os inimigos submersos no momento do esperado triunfo. Apenas Jeová lhes trouxera livramento, e para Ele volveram os corações com gratidão e fé. Sua emoção encontrou expressão em cânticos de louvor. O Espírito de Deus repousou sobre Moisés, que dirigiu o povo em uma antífona triunfante de acções de graças, a primeira e uma das mais sublimes que pelo homem são conhecidas.

Este cântico e o grande livramento que ele comemora, produziram uma impressão que nunca se dissiparia da memória do povo hebreu. De século em século era repercutido pelos profetas e cantores de Israel, testificando que Jeová é a força e livramento daqueles que nEle confiam.
Aquele cântico não pertence ao povo judeu unicamente. Ele aponta, no futuro, a destruição de todos os adversários da justiça, e a vitória final do Israel de Deus. O profeta de Patmos vê a multidão vestida de branco, dos que "saíram vitoriosos", em pé sobre o "mar de vidro misturado com fogo", tendo as "harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro". Apocalipse 15:2 e 3.

O Cântico do Cordeiro será o cântico dos remidos após vencerem este mundo de pecado, quando estivem do outro lado da eternidade.
O Cântico retrata o poder de um Deus que ama Seus filhos. Fala das admiráveis obras de Deus, o Senhor Todo-Poderoso. Fala de Sua justiça e de Seu reino. E por Sua santidade todos O adorarão.
É um cântico com sabor de liberdade e amor, gratidão e reconhecimento, louvor e adoração.
O desejo de Deus é que você e eu façamos parte daquela multidão que cantará o Cântico do Cordeiro lá no Mar de Vidro.

I I – Jesus é o Cordeiro do Cântico:
João viu a misericórdia, a compaixão e o amor de Deus de mistura com Sua santidade, justiça e poder. Viu encontrarem os pecadores um Pai n´Aquele a quem eles, por pecadores que eram, foram levados a temer. E olhando para além da conclusão do grande conflito, contemplou Sião e também os que saíram vitoriosos, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro. Apocalipse 15:2-3.
O Salvador é apresentado perante João sob os símbolos do “Leão da tribo de Judá”, e de um “Cordeiro, como havendo sido morto”. Apocalipse 5:5-6. Esses símbolos representam a união do omnipotente poder e do amor que se sacrifica. O Leão de Judá, tão terrível para os que rejeitam Sua graça, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis.

Jamais poderá o preço de nossa redenção ser avaliado enquanto os remidos não estiverem com o Redentor ante o trono de Deus. Então, ao irromperem as glórias do lar eterno em nossos arrebatados sentidos, lembrar-nos-emos de que Jesus abandonou tudo isso por nós, que Ele não somente Se tornou um exilado das cortes celestiais, mas enfrentou por nós o risco da derrota e eterna perdição. Então, lançar-Lhe-emos aos pés nossas coroas, erguendo o cântico: “Digno é o Cordeiro que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória e louvor. Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra e glória e o domínio pelos séculos dos séculos”. Apocalipse 5:12-13.

Posto que os pesares, dores e tentações da Terra estejam terminados, e removidas suas causas, sempre terá o povo de Deus um conhecimento distinto, inteligente, do que custou a sua salvação.
A cruz de Cristo será a ciência e cântico dos remidos por toda a eternidade. No Cristo glorificado eles contemplarão o Cristo crucificado. Jamais se olvidará que Aquele cujo poder criou e manteve os inumeráveis mundos através dos vastos domínios do espaço, o Amado de Deus, a Majestade do Céu, Aquele a quem querubins e resplandecentes serafins se deleitavam em adorar - humilhou-Se para levantar o homem decaído; que Ele arrostou a culpa e a ignomínia do pecado e a ocultação da face de Seu Pai, até que as misérias de um mundo perdido Lhe quebrantaram o coração e aniquilaram a vida na cruz do Calvário.
O fato de o Criador de todos os mundos, o Árbitro de todos os destinos, deixar Sua glória e humilhar-Se por amor do homem, despertará eternamente a admiração e a adoração do Universo. Ao olharem as nações dos salvos para o seu Redentor e contemplarem a glória eterna do Pai resplandecendo em Seu semblante; ao verem o Seu trono que é de eternidade em eternidade, e saberem que Seu reino não terá fim, irrompem num hino arrebatador: Digno, digno é o Cordeiro que foi morto, e nos remiu para Deus com Seu mui precioso sangue.

III – O Cordeiro é nosso Resgatador:
O Antigo Testamento fala do resgatador como uma pessoa ligada à família, isto é: um parente. Quando alguém do povo de Deus no Antigo Testamento ficava endividado e suas terras tinham que ser vendidas, de acordo com a lei, a terra e também os familiares podiam ser resgatados por um parente próximo. (Para compreender isto, ler o livro de Rute).
Nosso planeta e nós mesmos, vivíamos uma situação idêntica. A terra e seus moradores foram entregues a Lúcifer com a queda de Adão e Eva.
Alguém deveria nos resgatar e Jesus tornou-se nosso irmão para ser o nosso resgatador.
O Cordeiro é digno de louvor porque como nosso parente chegado Ele abriu os selos, isto é: Ele nos resgatou. Em Apocalipse 5:9 está escrito: Com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação.

Depois de sua expulsão do Éden, a vida de Adão na Terra foi cheia de tristeza. Cada folha a murchar, cada vítima do sacrifício, cada mancha na bela face da natureza, cada mácula na pureza do homem, era uma nova lembrança de seu pecado. Terrível foi a aflição do remorso, ao contemplar a iniquidade que era dominante, e, em resposta às suas advertências, deparar com a acusação que lhe faziam como causa do pecado. Com paciente humildade, suportou durante quase mil anos a pena da transgressão.
Sinceramente se arrependeu de seu pecado, confiando nos méritos do Salvador prometido, e morreu na esperança da ressurreição. O Filho de Deus redimiu a falta e a queda do homem; e agora, pela obra da expiação, Adão é reintegrado em seu primeiro domínio.

Em arrebatamento de alegria, contempla as árvores que já foram o seu deleite - as mesmas árvores cujo fruto ele próprio colhera nos dias de sua inocência e alegria. Vê as videiras que sua própria mão tratara, as mesmas flores que com tanto prazer cuidara. Seu espírito apreende a realidade daquela cena; ele compreende que isso é na verdade o Éden restaurado, mais lindo agora do que quando fora dele banido. O Salvador o leva à árvore da vida, apanha o fruto glorioso e manda-o comer. Olha em redor de si e contempla uma multidão de sua família resgatada, no Paraíso de Deus. Lança então sua brilhante coroa aos pés de Jesus e, caindo a Seu peito, abraça o Redentor. Dedilha a harpa de ouro, e pelas abóbadas do céu ecoa o cântico triunfante: Digno, digno, digno é o Cordeiro que foi morto e reviveu. A família de Adão associa-se ao cântico e lança as suas coroas aos pés do Salvador, inclinando-se perante Ele em adoração.

Esta reunião é testemunhada pelos anjos que choraram quando da queda de Adão e rejubilaram ao ascender Jesus ao Céu, depois de ressurgido, tendo aberto a sepultura a todos os que cressem em Seu nome. Contemplam agora a obra da redenção completa e unem as vozes no cântico de louvor. O próprio Jesus vendo os frutos de seu trabalho, exulta também.
O mistério da cruz explica todos os outros mistérios.
Ver-se-á que Aquele que é infinito em sabedoria não poderia idear plano algum para nos redimir, a não ser o sacrifício de Seu Filho. A compensação desse sacrifício inunda o coração dos remidos de alegria. E majestosa é também a alegria de Deus ao povoar a Terra com seres resgatados, santos, felizes e imortais. O resultado do conflito entre o Salvador e os poderes das trevas é alegria para os remidos, redundando para a glória de Deus por toda a eternidade. E tal é o valor de cada alma que o Pai está satisfeito com o preço pago; e o próprio Cristo, contemplando os frutos de Seu grande sacrifício, exulta e fica satisfeito.

Conclusão:
Nunca em toda a história se viu ou se ouviu algo semelhante. O Universo inteiro rejubilará com o Cântico que será prestado ao Cordeiro.
Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Ele é digno de louvor.
Pela graça de Deus você e eu estaremos lá, louvando a Jesus o Cordeiro de Deus.

7 de dezembro de 2010

QUEM É JESUS?

Quem é Jesus? Por que é importante saber!
Quem é Jesus e por que isso é tão importante? Vivemos numa época de pluralismo religioso e relativismo moral. A filosofia espiritual popular, especialmente após os acontecimentos de 11 de Setembro, é que todos os sistemas de crença religiosa, contanto que sejam sinceros, são iguais. Escolha um para seguir de todo o coração e você vai chegar ao céu. Isso é no que o mundo acredita, mas Jesus ensina o contrário. Portanto, temos que analisar quem Jesus é ao ponderar sobre algumas perguntas que as pessoas frequentemente fazem sobre ele. As respostas são encontradas na Bíblia, a evidência histórica em que as pessoas têm confiado por mais de 2000 anos.
Quem é Jesus? Ele foi 100% homem
De acordo com João 1:14, Jesus se fez carne e habitou entre nós. Por que é que a sua humanidade é tão importante? Em Hebreus 4:15, Jesus foi tentado em todos os sentidos, tal como nós somos. Sendo assim, Jesus pode simpatizar com as nossas fraquezas como seres humanos. O que podemos aprender da maneira em que Jesus lidou com as tentações? De acordo com 1 João 3:5, Jesus veio à terra em forma humana para que pudesse morrer uma morte física e nos livrar de nossos pecados. Como é que todos nós seríamos afectados se não tivéssemos a opção de poder escapar de nossos pecados?

Jesus é a peça mais importante para podermos fazer parte da família de Deus. Quando Ele Se rebaixou ao nosso nível ao se tornar um homem, Ele tornou possível que nos relacionássemos com Deus e que Deus Se relacionasse connosco através d´Ele.
Quem é Jesus? Ele era 100% Deus
Quem é Jesus, e como foi possível que o corpo humano de Cristo fosse por completo a divindade e glória de Deus?

De acordo com João 1:1-3, Jesus existiu desde o início. Desde o início, Jesus estava com Deus, e Jesus era Deus. Aqui, a Bíblia define a natureza inseparável de Jesus e do Deus do Universo. Os seguintes versos fornecem mais provas de que Jesus é 100% Deus:

Destaques do tempo de Cristo na Terra e os seus versículos:
• Milagres: Lucas 7:22
• Testemunhas oculares da Sua vida perfeita: Mateus 16:13-17
• Cumprimento da Profecia: Mateus 13:14, Lucas 24:44
• A própria afirmação /identificação de Jesus: João 10:30-38, Mateus 16:13 -- 17, Marcos 14:61-64
• Afirmações dos seguidores de Cristo: Hebreus 1:8, Colossenses 1:16, João 12:40 (citando Isaías 6:1-10)
• Ressurreição: Lucas 24:39, Marcos 8:31, Actos 17:32
Jesus é a parte mais importante para podermos fazer parte da família de Deus. Quando Ele estabeleceu sua divindade ao ressuscitar da sepultura, Ele tornou possível que tivéssemos perdão do pecado e uma nova relação com Deus.
Quem é Jesus? Ele é o Caminho ao Céu
Quem é Jesus, e por que Ele é o único caminho de salvação?

Em João 14:6, Jesus declara: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." Por que é importante saber que nenhum outro líder religioso jamais fez uma declaração assim? De acordo com Efésios 2:8-9, "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie." Como isso se compara com outras religiões do mundo que são baseadas em "obras" e não em fé em Jesus e sua ressurreição? Se não podemos construir um relacionamento com Deus através de boas obras e rituais repetitivos, o que então devemos fazer? Actos 4:12 deixa bem claro: "E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos."

2 de dezembro de 2010

DEUS REVELA O SEU AMOR - 01

DEUS É AMOR
Jesus Cristo é o tema central dos nossos estudos. A Sua vida e os Seus ensinamentos são a base da nossa fé. Ele identificou-Se amplamente com a família humana ao assumir a nossa natureza e viver como um homem aqui neste mundo. Hoje, apesar de estar no Céu, Ele quer viver no seu coração e transformar a sua vida.

A REVELAÇÃO DO AMOR DE DEUS

1. Pela Natureza - Salmo 19:1
As coisas criadas revelam o infinito poder de Deus e também o Seu amor. A Natureza testifica ao mundo a bondade do Criador e o Seu desejo de fazer felizes as criaturas humanas. Deus é o Criador do Universo. Tudo foi feito por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez. Hebreus 1:1
2. Por meio da Bíblia - Hebreus 1:1
As Escrituras são outro meio pelo qual Deus revela ao homem, de um modo ainda mais claro, o Seu infinito amor e misericórdia.
A Bíblia é a carta de Deus para nós, nela está expressa a vontade do Criador para ser obedecida pelo homem. Tudo o que está escrito nas Sagradas Escrituras é para nosso ensino. Elas têm a norma da via. Praticando os seus ensinamentos alcançaremos a felicidade.
3. Por Jesus - João 1:14
Jesus é a suprema revelação de Deus ao homem. O amorável Salvador era Deus manifestado na carne quando veio do Céu para revelar o Pai. Hebreus 1:2
Cristo, Deus Filho, estava com Deus Pai no princípio e criou todas as coisas. Cristo é divino no mais pleno e absoluto sentido da palavra. Ele é também humano no mesmo sentido, excepto porque não conheceu o pecado.
Iniciamos uma série de estudos da Bíblia que poderão levar a bênção de Deus ao seu coração, luz para o seu caminho, entre e aprofunde - CLICAR.

DEUS REVELA O SEU AMOR - 02

A SANTA BÍBLIA
A Bíblia Sagrada é um tesouro de valor inestimável. Esse tesouro, que está ao alcance de todos, revela-nos o caminho da salvação. Alguns chamam-lhe simplesmente: Bíblia, outros As Sagradas Escrituras, O Livro dos Livros, O Divino Livro ou A Palavra de Deus.

A FONTE DA VERDADE
Não se trata de um livro único, mas de um conjunto de livros reunidos num só volume. A palavra Bíblia significa "Os Livros", a colecção dos livro stidos como sagrados pelos cristãos. A Bíblia contém 66 livros e está dividida em duas grandes partes chamadas: Velho Testamento e Novo Testamento.
Aberta a todas as pessoas, a Bíblia é a segura fonte da verdade. Jesus rogou ao Pai: "Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade." João 17:17.
Homens santos que viveram sob a influência do Espírito Santo, falaram e escreveram mensagens recebidas de Deus. Chamam-se Profetas.
"Sabendo primeiramente isto, escreveu Pedro, que nenhuma profecia da escritura provém de particular elucidação, porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto, homens santos falaram da parte de DEus movidos pelo Espírito Santo." 2ª Pedro 1:20,21.
Deus, portanto, falou muitas vezes ao Seus filhos por meio dos profetas. Estes recebiam as mensagens de Deus e transmitiam-nas ao povo, na sua própria linguagem.
ESTE É UM ASSUNTO QUE NÃO DEVE PERDER: CLICAR

DEUS REVELA O SEU AMOR – 03

A ORAÇÃO
Comummente com Deus através da oração. Deus está pronto a conceder-nos o que necessitamos. Temos o privilégio de livre acesso a Ele para pedir as Suas bênçãos. A Escritura diz: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente junto ao trono da graça a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” Hebreus 4.16.

A RESPIRAÇÃO DA ALMA
Quando procuramos valores espirituais, ficamos a conhecer melhor o Salvador Jesus Cristo, a nossa única esperança. Ele é o amigo certo nas horas incertas e está sempre connosco. É um privilégio poder falar com o Pai que está no Céu e saber que Ele nos ouve! Fazemos isso por meio da oração.
A oração é a respiração da alma e necessitamos dela continuamente. Os que oram a Deus diariamente recebem do Senhor direcção e forças. As suas necessidades são supridas. Desde que subiu ao Céu, Jesus exerce a função de Sumo Sacerdote. Ele é o nosso Mediador, o nosso amigo que intercede por nós junto a Deus, inclusive apresentando ao Pai as nossas petições. O Salvador Jesus Cristo é o nosso socorro bem presente na angústia. Se O buscarmos em oração, Ele está connosco em todas as situações difíceis. A família que ergue diariamente a Deus as suas súplicas, é uma família feliz, pois está sob o favor e a direcção do Céu. A perseverança na oração é uma condição para ela ser atendida. Devemos orar para crescer na fé e na experiência Cristã. A oração é a união ininterrupta da alma com Deus, de maneira que a vida de Deus flui para a nossa vida.
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DEUS REVELA O SEU AMOR - 04

SINAIS
Jesus descortinou o futuro, falando da Sua Segunda Vinda e das condições dominantes imediatamente antes dela. O Seu último sermão aqui na Terra foi dedicado em grande parte a responder a perguntas que os Seus discípulos lhe fizeram: "Diz-nos, quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da Tua vinda e da consumação do século?" Mateus 24:3

A BREVE VOLTA DE JESUS
O Salvador mencionou os sinais que indicarim a aproximação da Sua volta e do fim do mundo. Esses sinais já se cumpriram ou estão a cumprir-se.
A Natureza seria o palco de alguns deles. Disse Jesus: "Haverá sinasi no sol, na lua e nas estrelas: sobre a Terra, angústia entre as nações, pois os poderes do céu serão abalados." Lucas 21:25-26. A profecia do escurecimento do Sol, cumpriu-se em 19 de Maio de 1780, quando uma notável escuridão envolveu a Nova Inglaterra, na América do Norte. Outro sinal ocorrido no mundo físico foi a chamada chuva de estrelas, ou meteoros cadentes, a mais sensacional de todas quantas já se registaram. A predição de Jesus quanto à queda das estrelas cumpriu-se na chuva de meteoros ocorrida a 13 de Novembro de 1833.
Algumas profecias do fim cumprem-se no mundo político e no mundo científico. As nações vivem em instabilidade, por não encontrarem o caminho da paz. A profecia bíblica fala de uma corrida ao armamento das nações nos últimos dias: "Forjai espadas das vossas relhas de arado; diga o fraco: eu sou forte." Joel 3:10.
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1 de dezembro de 2010

DEUS REVELA O SEU AMOR – 05

A SEGUNDA VINDA DE JESUS
Uma das verdades mais solenes das Escrituras é a da Segunda Vinda de Cristo para completar a obra da redenção. O Senhor Jesus prometeu voltar: “Na casa de Meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E se Eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo para que onde Eu estiver, estejais vós também.” João 14:2,3.

O MODO COMO VAI VOLTAR
O cumprimento desta promessa e a vinda do nosso Senhor à Terra pela segunda vez, é a única esperança do homem no seu anseio por resolver os problemas que afligem a humanidade. O mesmo Jesus a quem os discípulos viram subir para o céu, virá outra vez. Isto foi o que os anjos disseram na ascensão do Senhor: “Esse Jesus que dentre vós foi elevado ao céu, assim virá do modo como o vistes subir.” Actos 1:11.
A segunda vinda de Cristo será tão real como a primeira. Ele voltará, mas, não como um frágil bebé, virá como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Jesus voltará com grande poder e glória, acompanhado por uma vasta e inumerável multidão de anjos. A manifestação de Jesus será tão visível como o relâmpago que corte o céu. A Bíblia afirma que a vinda de Jesus será um evento literal.
Outra informação importante é que Ele virá corporalmente. Não será uma manifestação de um poder, de uma energia. É Jesus que virá, e virá de uma forma visível. A Bíblia diz claramente que Jesus será visto por todos: “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o vera, ate quantos o trespassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amem.” Apocalipse 1:7.
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DEUS REVELA O SEU AMOR - 06

O PECADO
Deus não ama o pecado porque o pecado se opõe ao carácter de Deus. Mas este mesmo Deus que odeia o pecado com todas as Suas forças, ama o pecador com todas as Suas forças, ama o pecador com todas as Suas forças. A maior evidência de que Ele ama o pecador é o facto de que Ele entregou o Seu Filho, Jesus Cristo, para ser o Salvador e morrer por todos os pecadores; incluindo-o a si.

A HARMONIA QUEBRADA
A harmonia da Criação depende da perfeita conformidade de todos os seres com a lei do Criador. Deus deu ao homem a capacidade de compreender o que Ele requer, a justiça e a beneficiência da Sua lei; e do homem exige inabalável obediência. Esta harmonia da criação foi quebrada quando Eva duvidou das palavras de Deus e violou uma ordem divina.
Adão compreendeu que Eva trangredira a ordem de Deus, desrepeitara a única proibição que lhes tinha sido imposta como prova da sua fidelidade e amor, isto é, não comer do fruto de certa árvore do paraíso. "O pecado é a transgressão da lei." 1ª João 3:4. O pecado é não cumprir a Lei Moral de Deus. Quando violamos qualquer dos Dez Mandamentos, qualquer ordem divina, pecamos. Quantos pecaram? "Todos pecaram e carecem da glória de Deus." Romanos 3:23. A desobediência de Adão operou nele uma mudança espiritual, fez dele um pecador, um escravo do pecado, e essa condição passou a todos os homens. Todos somos pecadores por natureza.
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