12 de setembro de 2010

A ORIGEM DO PECADO

O assunto de hoje é muito interessante. Antes de continuar convido a fazermos uma oração: “Pai do Céu obrigado por tudo o que temos e vamos aprender. Espírito Santo abre a nossa mente à compreensão das coisas santas. Senhor Jesus por favor cobre-nos com a Tua maravilhosa graça, amem.”

Os nossos primeiros textos encontram-se em Génesis 3:1-6
1 Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
2 Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,
3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
4 Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.
5 Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.
6 Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.

Qual foi o primeiro teste que Adão e Eva enfrentaram? O que mostrava se eles confiavam o suficiente em Deus para Lhe obedecer. Deus disse-lhes no capítulo 2:16,17 que podiam comer de todos os frutos do jardim menos deste. Deu-lhes tudo o que precisavam para viverem e serem felizes. Tinham todas as provas do Seu amor. Agora a questão era: iriam eles confiar n´Ele o suficiente para Lhe obedecer?

Continua a ser este mesmo teste que todas as pessoas têm enfrentado desde Adão e Eva. A nossa vida diária demonstra ao universo como é que responderemos a esta questão acerca de confiar em Deus.

Vamos ver as coisas como elas são. O diabo não gosta que as pessoas confiem e obedeçam a Deus. Pense nas tentações que o diabo nos coloca e verá que é sempre uma tentação para desobedecer a Deus. Se perguntássemos a Deus o que é que o diabo está a fazer agora para destruir a nossa alma, Ele responderia apenas com uma frase: “O diabo procura que vocês não confiem em mim e me desobedeçam.”

Porque é que o diabo trabalha com tanto afinco para nos levar a desobedecer?
Romanos 6:16 “Não sabeis que daquele a quem vos apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis, seja do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?”
Ele quer que sejamos seus servos.

Romanos 6:23 “O salário do pecado é a morte.” Ele quer que morramos.
Aqueles que vencem o diabo devem entender esta verdade. Caso contrário não saberão como fazer um esforço empenhado para vencer. Vamos ver quem é que o diabo ataca nos últimos dias.
Apocalipse 12:17 “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus.”
O diabo ataca especialmente os obedientes. Ele quer afugentá-los da sua lealdade a deus.

O que será preciso para permanecer fiel a Deus quando o diabo nos pressiona?
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6 de setembro de 2010

O BAPTISMO CRISTÃO

O baptismo é uma ordenança evangélica em comemoração da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. No baptismo é dado um testemunho público de que o baptizado foi crucificado com Cristo, com Ele sepultado, e ressurgiu para andar em novidade de vida. Só um meio de baptismo pode representar devidamente esses factos da vida, e esse é a imersão – o modo seguido por Cristo e pela Igreja Primitiva.
1. Qual é a ordenança no contexto da Bíblia que se acha ligada à aceitação do Evangelho?
Rª: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for baptizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” Marcos 16:15,16.
2. Que relação fez o Apóstolo Pedro entre o Pentecostes e o baptismo?
Rª: “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.” Actos 2:38
Nota: “Arrependei-vos” – grego metanoéõ, “pensar de uma forma diferente”, ou seja, “mudar a forma de pensar”, “mudar de propósito”. Compreende muito mais do que a confissão do pecado. Do ponto de teológico, a palavra não só implica em mudança de ideias, mas também uma nova direcção na vontade, modificação de propósitos e atitudes. O baptismo tem subjacente a ideia de arrependimento de se ter vivido sem Deus respeitar a vontade de Deus.
3. Que se segue imediatamente ao reconhecimento que se ofendeu Cristo e que é reconhecido como Salvador?
Rª: “Responderam eles: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.
Tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes as feridas; e logo foi baptizado, ele e todos os seus.” Actos 16:31,33.
Nota: “Crê no Senhor Jesus” – As circunstancias não permitiam uma profunda explicação teológica. O carcereiro atemorizado necessitava de instruções concretas para chegar à salvação. A sua situação pode comparar-se aquela do ladrão na cruz (Luc. 23:39-43). Os prisioneiros cristãos ocuparam-se da urgente necessidade do carcereiro. Resumiram os ensinamentos numa fórmula simples para que ele pudesse compreender mais facilmente. Esta fórmula não representava o ensinamento cristão; no entanto, nesse momento quiseram inculcar no suplicante a verdade que a salvação depende de crença pessoal na obra e vida redentora de Jesus Cristo.
4. Qual é o único meio de lavar os pecados?
Rª: “E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogénito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados.” Apocalipse 1:5 (cf. Mat. 28:19; Gál. 3:27; Rom. 6:3).
Nota: “pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados” – “libertou”, grego lúõ, “soltou”. Ser soltos dos pecados, é ser liberto do castigo e do poder do pecado (ver João 3:16; Rom. 6:16-18,21-22). “pelo seu sangue”, ou por seu sangue, quer dizer pela morte de Cristo na cruz. Foi um sacrifício vicário (Is. 53:4-6).
5. Como descreve a Bíblia o baptismo?
Rª: “Fomos, pois, sepultados com ele pelo baptismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos.” Rom. 6:4,5,8.
Nota: “Fomos, pois, sepultados com ele pelo baptismo na morte”. O termo “sepultados” do grego suntháptomai, “ser sepultado junto com”. A comparação que é feito pelo Apóstolo Paulo “sepultados” e “baptismo”, demonstra que os primeiros cristãos baptizavam por imersão. Se Paulo estivesse a referir-se a uma outra forma de baptismo que veio a popularizar-se nos séculos posteriores, a analogia usada nestes versículos teria sido inútil e sem sentido.
6. Como foi o baptismo de Jesus?
Rª: 13 Então veio Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele.
14 Mas João o impedia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?
15 Jesus, porém, lhe respondeu: Consente agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele consentiu.
16 Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele;
17 e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. (Mateus 3:)
7. Depois que o crente se uniu a Cristo na semelhança da Sua morte e ressurreição, que deve o crente fazer?
Rª: “Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.” Col. 3.1.
Nota: O Apóstolo Paulo evidencia os privilégios que o crente tem em pertencer ao Salvador; é inútil recorrer a uma religião legalista e rotineira, cheia de praticas e rituais que contrastam com o cristianismo confiante e feliz. O impulso da vontade vitalizado pelo poder de Jesus, deve ser dirigido para as coisas celestiais. Os propósitos e os esforços do homem, já não se centram no mundo, focam-se nas realidades celestes que por antecipação se vivem aqui e agora.
Conclusão:
A verdade presente conduz para a frente e para o alto, agrupando os necessitados, os oprimidos, os sofredores, e os destituídos. Todos os que vierem devem ser levados ao aprisco. Em sua vida deve ocorrer uma reforma que os tornará membros da família real, filhos do celeste Rei. Ao ouvirem a mensagem da verdade, homens e mulheres são levados a aceitar o sábado e unir-se à igreja pelo baptismo. Devem eles levar o sinal de Deus por observarem o sábado da criação. Devem saber por experiência própria que a obediência aos mandamentos de Deus significa vida eterna.

4 de setembro de 2010

O SIGNIFICADO DO SÁBADO

Sábado é um dos temas mais relevantes e significativos das Escrituras. Como “um santuário no tempo”, ele lembre e enaltece a acção criadora e redentora de Deus. mas, lamentavelmente, a observância desta instituição foi sendo ofuscada pela aceitação de ensinos não bíblicos. No período intertestamentário, os mestres do judaísmo revestiram o Sábado de uma forte ênfase legalística. Por sua vez, o cristianismo pós apostólico não mediu esforços para se distanciar desta instituição divina, buscando, por todos os meios possíveis, transferir a santidade do Sábado para o Domingo (cf. Dan. 7:25). Um golpe ainda mais profundo foi dado pelo evolucionismo moderno, propondo que tanto o Sábado como o próprio Criador do Sábado não passam de entidades mitológicas.
Significativos esforços vêm sendo feitos para revitalizar a observância do Domingo no mundo contemporâneo. Por exemplo, o Papa João Paulo II publicou, em 1998, a sua Carta Apostólica “Dies Domini”, apelando ao clero e aos fiéis da Igreja Católica para enaltecerem mais intencionalmente a santificação do Domingo. Em 2005, foi estabelecida nos Estados Unidos a “Comissão dos Dez Mandamentos”, formada por influentes líderes religiosos judaicos e cristãos. Desde o dia 7 de Maio de 2006, o primeiro “Domingo” de Maio de cada ano tem sido comemorado naquele país como o Dia dos Dez Mandamentos. Em ambos os casos, o Domingo é visto como substituo do Sábado.
Sem dúvida, o tempo é mais do que oportuno para uma compreensão mais acurada da natureza e do significado do Sábado bíblico. Daí a pertinência deste artigo que considera o Sábado na Criação, na Redenção e no tempo do fim.
1. Na Criação.
A origem do Sábado está directamente relacionada com a obra de Deus como Criador de todas as coisas. A semana da Criação atingiu o seu clímax quando Deus descansou no sétimo dia, além de o abençoar, e santificar (Gén. 2:2,3).
Este triplo acto divino representou a instituição do Sábado para os seres humanos (Mar. 2:27). Karl Barth sugere que “a clara inferência é que a Criação, e supremamente o homem, descansou com Deus no sétimo dia e participou da Sua liberdade, descanso e alegria, mesmo não tendo ainda realizado nenhum trabalho que tivesse de cessar. E a sua liberdade, descanso e alegria no Sábado podiam apenas observar a obra de Deus e não a sua própria”.
De acordo com o quarto mandamento do Decálogo, o Sábado deve ser observado “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de Sábado e o santificou” (Êx. 20:11). Na epístola aos Hebreus, o descanso divino “no sétimo dia” da semana da Criação é mantido como modelo para os cristãos (ver Heb. 4:4-11). Portanto, a alegação papal de que “o preceito do Sábado…na primeira Aliança” é simplesmente insustentável. O próprio mandamento divino define que “o sétimo dia é o Sábado do Senhor, teu Deus” (Êx. 20:10).
Embora os mestres do judaísmo revestissem o Sábado de um formalismo legatístico antibíblico, a verdadeira observância do Sábado é o Maio antídoto contra o legalismo.
Comentando o primeiro Sábado na existência de Adão e Eva, Sakae Kubo menciona que “eles descansaram, não por causa de algo que tinham feito, mas porque Deus tinha finalizado a Sua obra. Não podiam aprestar qualquer coisa que eles tivessem feito. Tudo o que podiam fazer era ver o que Deus tinha feito por eles. Consequentemente, eles aproximaram-se do Sábado de mãos vazias de qualquer mérito humano”.
Observando o Sábado, somos levados a reconhecer Deus como o nosso Criador, a nós mesmos como as Suas criaturas; e a deixar de lado os nosos “próprios interesses” (Isa. 58:13) para confiar nas obras de Deus. Ellen White declara: “Se o Sábado tivesse sido guardado universalmente, os pensamentos e afectos dos homens teriam sido dirigidos ao Criador como objecto de reverência e culto, e nunca terá havido um idólatra, um ateu, ou um infiel. A guarda do Sábado é um sinal de lealdade para com o verdadeiro Deus, `Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas´”.
2. Na Redenção.
A entrada do pecado no mundo gerou uma realidade antagónica aos ideais divinos. Deus, porém, estabeleceu um plano destinado a reverter essa realidade. O Sábado, que já era um símbolo da Sua obra criadora Deus, tornou-se também um símbolo da Sua obra redentora. Este significado adicional do Sábado é evidente em pelo menos três importantes momentos da história da salvação. O primeiro deles foi a dádiva do maná durante seis dias da semana e o milagre da sua preservação durante o Sábado (Êx. 16:22-24). Nesse incidente, o alimento era provido e preservado pela actuação divina, sem méritos humanos.
Outro importante momento foi a própria enunciação da Lei no Sinai (ver Êxodo 19 e 20), que ocorreu num “contexto de graça”, precedido pela eleição de Israel (Deut. 6:6-8). Libertação da escravidão egípcia. Em Êxodo 20, o Decálogo é introduzido pela declaração da graça salvadora de Deus. “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, da casa da servidão” (v.2). Em Deuteronómio 5, a mesma graça salvadora é incorporada ao próprio mandamento do Sábado: “porque te lembrarás que foste servo na terra do Egipto e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de Sábado” (v. 15).
Qualquer tentativa de inserir o Decálogo e o Sábado numa moldura legalista é desonesta para com o texto bíblico. Gerhard von Rad esclarece que “é impossível, pois, considerar os mandamentos do Deuteronómio como uma “lei”, no sentido teológico, que leve Israel a merecer a salvação pela observação global das exigências divinas. Os mandamentos do Deuteronómio são antes uma grande explicação do mandamento do amor por Javé e de apego exclusivo a Ele (Deut. 6:4). Esse amor é a resposta de Israel ao amor divino que lhe foi testemunhado”.
O terceiro importante momento que associa o Sábado com a obra de redenção é o supremo evento da paixão de Cristo. Durante o Seu ministério terrestre, Jesus não apenas frequentava a sinagoga no Sábado (Luc. 4:16), mas também procurava restaurar a verdadeira observância do Sábado como expressão da graça redentora de Deus, afirmando ser”lícito, nos sábados, fazer o bem” (Mat. 12:12). Esse processo atingiu o seu clímax quando Ele descansou na sepultura no fim da semana da paixão. Assim como no princípio Ele tinha repousado “no Sábado após a Sua obra de criação”, Ele descansou outra vez no Sábado “da obra de redenção”. Seguindo o Seu exemplo, também os discípulos, “no Sábado, descansaram, segundo o mandamento” (Luc. 23:56).
Um dos argumentos mais usados para justificar a observância do Domingo é que a ressurreição de Cristo no “primeiro dia da semana” (Mat. 28:1; Mar. 16:1,2; Luc. 24:1; João 20:1) transformou esse dia num substituto do Sábado bíblico do sétimo dia. Mas a observância do Domingo não possui nenhuma base bíblica, e desrespeita a obra criadora e redentora de Deus, da qual apenas o Sábado é um símbolo.
A alegação de que a Bíblia favorece o princípio da observância de um dia em sete, independente de qual seja esse dia, está baseada numa releitura equivocada das Escrituras. Como já mencionado, o mandamento do Sábado estabelece especificamente que “o sétimo dia é o Sábado do Senhor, teu Deus” (Êx. 20:10). Portanto, o conflito ente o Sábado e o Domingo é, em última instância, uma disputa entre a autoridade de Deus e as pretensões humanas.
3. No tempo do fim.
O livro do profeta Daniel descreve um poder apóstata que desrespeitaria a autoridade do Altíssimo, deitando “por terra a verdade” e cuidando “em mudar os tempos e a lei” (Dan. 7:25; 8:12). Cristo referiu-Se à actuação desse poder como ainda futura, nos Seus dias (Mat. 24:15). Em contraste, Daniel 8:13,14 declara que, no fim das 2300 tardes e manhãs, surgiria um movimento de restauração da verdade. Nesse processo, seria de fundamental importância a proclamação da primeira mensagem angélica de Apocalipse 14: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (vs. 6,7).
O conteúdo desta mensagem angélica enaltece Deus como Criador (Aquele que fez”) e Redentor (“evangelho eterno”). A expressão “fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apoc. 14:7) é extraída do quarto mandamento do Decálogo, onde é dito que “fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx. 20:11; cf. Sal. 146:6).
De acordo com com Jon Paulien, a “atenção ao mandamento do Sábado é, portanto, a resposta que Deus busca dos Seus fiéis seguidores”. O povo remanescente de Deus é descrito na terceira mensagem angélica como aqueles que “guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apoc. 14:12).
Identificando “os mandamentos de Deus” com o Decálogo (Êx. 20:3-17), Simon J. Kistemarker afirma que “a Lei de Deus perdura ao longo das eras; não necessita de ser emendada; é relevante para todas as culturas; e jamais será repudiada”. Evidentemente, a restauração da verdade no tempo do fim envolve também a restauração do quarto mandamento, que ordena a observância do “Sábado do Senhor, teu Deus” (Êx. 20:10). À semelhança do antigo Israel, o povo de Deus ainda hoje necessita de ser “reparador de brechas e restaurador de veredas” com respeito à observância do Sábado (Isa. 58:12-14).
Em Hebreus 4:4-11, o descanso de Deus no sétimo dia da Criação (Gén. 2:2,3; cf. Êx. 20:8-11) é mantido como modelo para os cristãos. Um estudo detido desse “repouso” (grego sabbatismós), no qual o “povo de Deus” deve entrar (v.9), revela ser o descanso da justificação pela fé, do qual o Sábado é um sinal. E o apelo de Hebreus 4:11 é: “Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, seguindo o mesmo exemplo de desobediência.”
Conclusão – O Sábado é uma instituição divina estabelecida para os seres humanos no fim da semana da Criação. Transportando os séculos, ele chega até nós como um santuário no tempo, revelando e mostrando Deus como nosso Criador e Redentor. A despeito de todas as tentativas de revesti-lo com uma roupagem legalística, o Sábado bíblico enfatiza sempre as graciosas obras de Deus, e nãos os méritos humanos. Observando-o em conformidade com os mandamentos divinos, reconhecemos que os caminhos de Deus, embora nem sempre sejam os mais fáceis, são sempre melhores do que os nossos próprios caminhos. Sem dúvida, “o Sábado é um elo de ouro que liga Deus ao Seu povo”.
Deus espera que, nestes últimos dias da história humana, cada Adventista do Sétimo Dia não apenas creia no Sábado bíblico e o observe, mas também o proclame ao maior número possível de pessoas. Em Isaías 58:13 e 14, a promessa divina a todos os observadores do Sábado é: “Se desviares o pé de profanar o Sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; se chamares ao Sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacob, teu pai, porque a boca do Senhor o disse.”
Dr. Alberto R. Timm

31 de agosto de 2010

RECONCILIADOS COM DEUS

É bem verdade a declaração: ´A tristeza do arrependimento é seguida pela alegria da reconciliação.´
Vamos colocar a primeira pergunta sobre este tão importante tema da reconciliação com Deus.
1. Que suplicante mensagem nos tem Deus enviado por intermédio dos Seus mensageiros?
Rª: “De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus.” 2ª Cor. 5:20.
Nota: “reconcilieis”. Deus é o autor da reconciliação; os homens são os que a recebem. O ser humano não tem poder para se reconciliar com Deus, lamentar os seus pecados e praticar certas cerimónias por ele estabelecidas. Recebe a reconciliação pelo toque do Espírito Santo e arrependendo-se dos seus pecados, isto se manifesta na aceitação da misericórdia divina, (ver 2ª Cor. 5:18).
2. Que foi necessário a fim de se efectuar esta reconciliação?
Rª: “E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus.” Colossenses 1:20 (cf. Rom. 5:11; Efés. 2:16).
3. Em que profecia foi predita a obra da reconciliação?
Rª: “Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade” (Noutras versões: “fazer reconciliação pela iniquidade”). Dan. 9:24
Nota: “para fazer cessar a transgressão”. Toda esta expressão pode significar “para fazer oferta pela transgressão” ou “pecado”, neste caso pode dar-se a seguinte interpretação: quando Cristo, no Calvário, se tornou o sacrifício ou o “Cordeiro de Deus” (João 1:29) para O qual apontavam todos os sacrifícios efectuados no santuário, deixou de ser necessário que o pecador trouxesse a sua oferta pelo pecado. Jesus expiou (heb. Kafar, “fazer expiação”), o sentido é o de “cobrir”, cf. Ex. 30:10; Lev. 4:20; etc.). Mediante o sacrifício vicário, Cristo consumou a reconciliou para todos os que aceitam o sacrifício.
4. Reconciliando assim o mundo consigo mesmo, que atitude tomou Deus para com o homem?
Rª: “Pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação.” 2ª Cor. 5:19 (cf. Is. 53:6; 2ª Cor. 5:21)
5. Aonde levou Cristo esses pecados?
Rª: “Levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.” 1ª Pedro 2:24
6. Qual é o grande desígnio de Cristo na Sua obra de reconciliação?
Rª: “A vós também, que outrora éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis,” Col. 1:21,22.
Conclusão: “vos reconciliou”. Cristo, por assim dizer, tomou pela mão os crentes de Colossos (todos os crentes), e os apresenta ao Pai não como a servos ou inimigos, mas sim, como amigos (João 15:14-16). A cruz do Calvário anulou a hostilidade entre o pecador e Deus. Mudou a tendência e o pensamento do pecador e os transformou à semelhança de Cristo.
Se ainda não fez esta reconciliação não demore, Jesus está de braços abertos para si, reconcilie-se com Deus e viva.

20 de agosto de 2010

O ANJO DO SENHOR

UMA importante informação das Escrituras acerca da Divindade de Cristo e da Sua identificação como Jeová nos é dada no facto de encontrarmos uma distinção entre Jeová e o Anjo de Jeová, Que se apresenta como Um em essência, PORÉM DISTINTO DELE.
São manifestações teofânicas, nas quais Deus assume forma de um anjo ou de um homem, com títulos divinos, aceitando adoração.

Ora é "anjo", ora "Anjo de Jeová", ou "varão", "Anjo da Presença", "servo", mas que Se confunde com o próprio Deus. Não vamos citar todas as ocorrências bíblicas, porque são muitas, mas apenas algumas delas para ilustrar:

a) A aparição a Agar
Gén. 16.7, 9, 10, 11 e 13.

Vemos que "Anjo de Jeová" é mencionada 4 vezes; no verso 11 chama-se "Jeová", e no verso 13 é "Jeová que lhe falava", e finalmente a mesma entidade é DEUS. Não se tratava de um anjo qualquer, pois a linguagem e os atributos não são de um mero anjo.

b) Gén. 22:11 e 12: "(...) bradou-lhe da céu o ANJO DE JEOVÁ: Abraão! Abraão!" A seguir o ANJO Se chama a Si mesmo Deus, ao dizer: "Agora sei que temes a DEUS e não ME negaste o teu filho.”

c) Gén. 48:15 e 16: "(Jacob) abençoou a José, dizendo: o DEUS diante de quem andaram meus pais Abraão e Isaque (...) o ANJO que me tem livrado do mal ABENÇOE estes mancebos".

Nota: O "Deus de Abraão, Isaque e Jacob" é JEOVA. Prova: Êxo. 3:15.
d) Êxo. 3:2, 4, 6, 14: "Apareceu-lhe o ANJO DE JEOVÁ numa chama de fogo, no meio de uma sarça. (...) Vendo JEOVÁ que ele [Moisés] se voltou (...) Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacob. (...) Assim dirás aos filhos de Israel: "o EU SOU enviou-Me a vós". E em todo a capítulo 4, chama-se JEOVÁ o anjo.

e) Juízes 6:12, 14, 16, 21, 22 e 23: "Então lhe apareceu o ANJO DE JEOVÁ e lhe disse. ( ..) Virou-se para ele JEOVÁ e disse (...) Tornou-lhe JEOVÁ: 'Certamente serei contigo'. (...) (...) e o ANJO DE JEOVÁ desapareceu-lhe dos olhos. (...) vi a ANJO DE JEOVÁ face a face. (...) Disse-lhe JEOVÁ (...) Não morrerás".
f) Em Atos 7:38, o ANJO foi quem, no monte Sinai, deu a Moisés Os oráculos divinos contidos na Lei.

Diz L. Boettner:
"À luz do Novo Testamento, este Anjo de Jeová que apareceu nos tempos do Velho Testamento, que falou como Jeová, exercia o Seu poder, recebia adoração e tinha autoridade para perdoar pecados não podia ser senão o Senhor Jesus Cristo, que:
1. Veio do Pai. S. João 16:18.
2. Fala por Ele. S. João 3:34; 14:24.
3. Exerce o Seu poder. S. Mat. 28:18.
4. Perdoa pecados. S. Mat. 9:2.
5. Recebe adoração. S. Mat. 14:33; S. João 9:38.

Se o Anjo não fosse Cristo, então a pergunta: "quem será este Personagem misterioso, 'o Anjo', não teria resposta".
Este Anjo de Jeová não era outro senão o Filho de Deus, único Mediador entre Deus e os homens! ITimóteo 2:5

18 de agosto de 2010

SINAIS DA SEGUNDA VINDA

1. Texto principal: Mateus 24:3.
2. Textos de apoio: Está chegado o tempo dum reavivamento no Cristianismo. Esse tempo é agora! Não acontecerá porém sem que uma boa parte do povo, viva intercedendo uns pelos outros, e proclamando com zelo os Sinais da Vinda de Jesus e do fim do mundo:
2.1 Quais seria os sinais que antecederiam a volta do Senhor ?: Mateus 24:29.
2.2 Os profetas do Antigo Testamento, já testificavam que estes sinais apresentados por Cristo, viriam como “trombetas de Deus” anunciando o fim: Joel 2:30,31; Joel 3:15; Isaias 13:10; Amos 8:9.
* Quando se escureceu o Sol ?: Dia 19 de Maio de 1780.
“O Dia 19 de Maio de 1780, foi um dia incompreensivelmente escuro. Acederam-se as luzes nas casas. Os pássaros deixaram de cantar e desapareceram. As aves retiraram-se para os seus poleiros. Todos acreditavam que havia chegado o dia do juízo. A Câmara de Conceitua teve que suspender a sessão em Hartford, impossibilitada de tratar dos respectivos assuntos.” President Dwight, em Connecticut Historical Collections.
“ O dia escuro da América do Norte foi um dos mais extraordinários fenómenos da Natureza, que será sempre lido com interesse, mas a Ciência é incapaz de explicar.” Herschel, um dos maiores Astrónomos inglês.
“ Que o dia escuro de 19 de Maio de 1780 não foi o resultado de um eclipse, é fácil de estabelecer pela posição que respectivamente ocuparam nessa ocasião o Sol, a Lua e a Terra. ... O eclipse do Sol só é possível mediante a interposição da Lua entre o Sol e a Terra. A 19 de Maio de 1780 a posição da Lua em relação à Terra era justamente oposta à do Sol, o que tornava absolutamente impossível um eclipse desse astro. De resto, a escuridão motivada por mero eclipse não teria sido tão densa nem poderia ter a duração que teve aquele fenómeno.” O Rei Vindouro, p. 124.
* Quando é que a Lua deixou de dar a sua luz ?: Noite 20 de Maio de 1780.
“ A escuridão da noite seguinte - a seguir ao escurecimento do Sol -foi como se todos os corpos luminosos do universo tivessem sido envolvidos em sombras impenetráveis, ou apagados da existência, dir-se- ia que as trevas não pudessem ser mais completas. Uma folha de papel branco, segurada a poucos centímetros dos olhos, era tão invisível como o mais negro veludo.” Carta do Dr. Samuel Teney, Dezembro de 1785, citada em Collections of Mass. Historical Society, Vol. I, 1792.
* Quando ocorreu a queda das Estrelas ?: Dia 13 de Novembro de 1833.
Eis o que escreveu o Prof. Denison Olmsted, da Universidade de Yale, Astronomo e Meteorologista.
“Os que tiveram a felicidade de testemunhar a exibição de estrelas cadentes na madrugada de 13 de Novembro de 1833, viram provavelmente a maior demonstração de fogos celestes que já houve desde a criação do mundo, ou pelo menos nos anais das paginas da Historia. ... A extensão da chuva foi tal que cobriu parte considerável da superfície terrestre.”
Frederico A. Douglas, no seu livro My Bondage and my Freedom, diz: “ Presenciei em pessoa essa cena deslumbrante, e fiquei possuído de pânico. Os ares pareciam fervilhar de mensageiros divinos a descerem à Terra.”

3. Outras profecias, hoje cumpridas:
3.1 A imoralidade e a falta de respeito pelo Sagrado: 2° Tim. 3:1-5.
3.2 O aumento da Ciência: Daniel 12:4.
3.3 A multiplicação de religiões, segundo interesses particulares e não para fazer a vontade de Deus: Mat. 24:5.
3.4 Aumento da violência: Mat. 24:6,7.
3.5 A multiplicação dos divórcios: Mat. 24:38.
Pensamento: Que somos aconselhados a fazer ?: Lucas 21:28.
Agora temos de enfrentar um mundo de trevas, quase inteiramente dado à idolatria. Mas está chegando o dia em que será travada a batalha e ganha a vitória. A vontade de Deus deve ser feita na terra como o é nos céus.

A ACEITAÇÃO DA PARTE DE DEUS

1. Será que temos méritos pessoais que nos permitam ir a Deus? Não! Todos somos pecadores. Há no entanto Um intermediário. Quem é?
Rª: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais... em Cristo; como também nos elegeu nele... para o louvor da glória da Sua graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado.” Efésios 1:3-6
Nota: Ao lermos este texto bíblico percebemos que Jesus é o meio para ir ao Pai. O próprio Cristo disse: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida, ninguém vem ao Pai senão por MIM.” (João 14:6). Agora vamos dar realce às palavras do apóstolo Paulo: “nos elegeu nele”. Estas palavras têm sido usadas em diferentes ocasiões como uma evidência a favor da doutrina de que alguns são eleitos para a salvação e outros para a perdição, sem que nada possam fazer para alterar o resultado final.
É verdade que esta citação bíblica se refere à predestinação ou designação de alguns para serem adotados como filhos de Deus; mas nada diz sobre os eleitos para perdição. Também diz “nos” aos eleitos, ou seja, os cristãos que pela fé aceitam o Senhor Jesus Cristo; quando se traçou o plano de salvação antes da fundação do mundo, decidiu-se que os que aceitassem as condições deste plano, cujo Autor é Deus. O desejo de Deus era e continua a ser que todos sejam salvos (1ª Tim. 2:4; 2ª Ped. 3:9).
2. Então que grande bênção resulta da aceitação de Jesus Cristo como nosso Único Intermediário e Filho de Deus?
Rª: “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram. Jesus, na verdade, operou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” João 20:29-31
“Estas coisas vos escrevo, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna.” 1ª João 5:13.
Nota: A base primária de toda a fé é a nossa aceitação da Palavra de Deus – os ensinos que o próprio Deus inspirou. Receber e crer isto é o primeiro elemento para a salvação – o primeiro sinal de aceitação. A sintaxe grega (1ª João 5:13) coloca a frase “a vós que credes” no sentido da convicção plena.
3. O que terá levado o apóstolo João a dar o seu testemunho sobre o amor e desígnio de Deus ao o Seu Filho?
Rª: “Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê, mentiroso o fez; porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu.” 1ª João 5:10.
Nota: “Quem crê”. Ou seja, o que crê continuamente, o que tem uma convicção transitória e vacilante não pode exigir o cumprimento desta promessa. Mais adiante diz “quem a Deus não crê”, seria de esperar que João dissesse: “O que não crê no Filho de Deus”, mas o apóstolo vai ao fundo da questão, ele sabe que o não aceitar o testemunho do Pai acerca do Seu Filho equivale a não acreditar, não confiar no próprio Pai. É tratar Deus como se fosse um mentiroso. Isto é muito grave!
Nota 2: Deixe-me ir mais longe, não se devem confundir fé e sentimento. A fé, compete-nos a nós exercer, na Palavra de Deus, apesar dos nossos sentimentos, e muitas vezes mesmo em oposição a esses sentimentos. Muitos deixam de aceitar o perdão e a certeza da aceitação do Céu, porque não tomam a Deus a sério e fazem o mesmo à Sua Palavra, deixam-se levar pelas suas disposições inconstantes e sentimentos varáveis. A fé precede sempre os jubilosos sentimentos que são o resultado natural da certeza do perdão e da aceitação. Esta ordem nunca se inverte.
4. A pergunta que está no seu coração deve ser a seguinte. Então como ter uma fé firme?
Rª: “Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus.” Romanos 10:17.
Nota: Que linda resposta que nos é dada pela Bíblia! “ouvir” e ler acrescento eu. Ouvir o que a Palavra de Deus diz acerca de Cristo, esta é a origem da verdadeira fé. A fé genuína não é uma confiança cega que se deve ter quando falta a evidência adequada. Fé é a nossa convicção nas coisas que não se podem ver (Hebreus 11:1), e esta convicção deve estar fundada no conhecimento, num conhecimento baseado na Palavra de Deus, na mensagem que se refere a Jesus Cristo. Como meio para desenvolver a fé transformadora e permanente, não há substituto ao estudo regular e fervoroso da Sagrada Escritura.
5. Então, quando podemos encontrar aceitação da parte de Deus mediante Jesus Cristo?
Rª: “ (porque diz: No tempo aceitável te escutei e no dia da salvação te socorri; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação)” 2ª Coríntios 6:2.
6. A Quem pois, devemos tributar glória e honra?
Rª: “E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogénito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados, e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém” Apocalipse 1:5,6.
7. Que linda é a promessa e segurança que encontram os crentes?
Rª: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” Filipenses 4:7
Conclusão: O pessimista diz: “Se eu tentar, posso falhar.” O optimista diz: “Se eu tentar, posso vencer.” Seja um otimista, seja um/a vencedor/a em Cristo. Amem!

16 de agosto de 2010

A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

“A justificação é aquilo que Deus faz por nós, enquanto a santificação é quase exclusivamente aquilo que Deus faz em nós.” John Macky
“Justiça sem concomitante e genuíno amor a Deus e ao próximo em breve degenera em puro farisaísmo.” Rev. J. Vance Havner
1. Qual é, da parte de Deus, a base da justificação?
Rª: “Para que, sendo justificados pela sua graça, fôssemos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.” Tito 3:7
Nota: “Para que”. Como resultado do “lavar regenerador” (v.5), ser “justificados” ou tendo sido “justificados”, dependendo, naturalmente, da entrega do ser humano à vontade de Deus. Só Deus regenera os que justificou. Ele não força a vontade de ninguém (Rom. 3:24), é-se “herdeiro”, enquanto se mantiver a posição de filho de Deus, possui-se o gozo de partilhar com Cristo a recompensa de redimidos. Mas ao negar-se essa condição de filho de Deus e negar-se os princípios do Pai, deixa-se de ser “herdeiro” dessa herança eterna.
2. Qual é o único meio através do qual o pecador pode ser justificado, ou tornado justo?
Rª: “Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, mas sim, pela fé em Cristo Jesus, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada.” Gálatas 2:16.
Nota: “Justificado” ou “reconhecido como justo (Rom. 3:20,28; 4:8,25). “As obras da lei”. Não se refere tanto ao observar das leis rituais ou cerimoniais, tal como era o conceito judaico que o homem podia salvar-se observando minuciosamente (2ª Cor. 3:3-9) “a lei”, que constava de preceitos morais, cerimoniais e civis. Paulo aos Gálatas ocupa-se dos códigos morais e cerimoniais, é evidente que o civil não entra directamente no problema que Paulo aqui trata. Os erros dos judeus consistiam: a) considerar que a salvação podia conseguir-se mediante esforços individuais, por meio do cumprimento dos ritos e em virtude de uma vida meritória, na qual um excedente de boas obras poderia pagar o preço das más obras; b) acrescentar à lei dada por Deus uma grande quantidade de requisitos humanos comummente chamados “tradições” (Marcos 7:3). Paulo sem dúvida teve tudo isto em conta quando escreveu. O apóstolo saliente a “fé em Jesus Cristo”. A justificação recebe-se como um dom de Deus por meio de Cristo (João 3:16). As obras não tem nada que ver com esta transacção, pois, repetimos, é um dom da parte de Deus tornado possível por meio de Jesus Cristo. Para que o homem o receba deve exercer completa fé e confiança em Deus que pode e está disposto a justificar o pecador. A fé é o meio pelo qual o ser humano recebe justificação.
3. Que exemplo positivo torna claro o sentido dessa doutrina?
Rª: “Então o levou para fora, e disse: Olha agora para o céu, e conta as estrelas, se as podes contar; e acrescentou-lhe: Assim será a tua descendência. E creu Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça.” Génesis 15:5,6.
4. Como é definida a justiça assim alcançada?
Rª: “E seja achado nele, não tendo como minha justiça a que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé.” Filipenses 3:9.
5. Sobre que base é garantida a justificação?
Rª: “Também não é assim o dom como a ofensa, que veio por um só que pecou; porque o juízo veio, na verdade, de uma só ofensa para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação.” Romanos 5:16.
6. Sob que condição é a fé imputada como justiça?
Rª: “Porém ao que não trabalha, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é contada como justiça.” Romanos 4:5
Nota: “ao que não trabalha”, quer dizer, a pessoa que não tenta comprar a justificação por meio de obras. Isto no entanto, não nega a necessidade das boas obras (3:28). O que S. Paulo realça novamente é a verdade fundamental de que o ser humano não é justificado por obras, mas unicamente por fé que o torna participante da vida e da justificação de Deus, e deste modo se gera no coração e se inspira as boas obras. Faz boas obras não para se salvar, as boas obras são o resultado do relacionamento com Jesus e consequentemente de estar justificado.
7. Que declaração testemunha da fé de Abraão em Deus?
Rª: “E sem se enfraquecer na fé, considerou o seu próprio corpo já amortecido (pois tinha quase cem anos), e o amortecimento do ventre de Sara; contudo, à vista da promessa de Deus, não vacilou por incredulidade, antes foi fortalecido na fé, dando glória a Deus.” Romanos 4:20,21.
8. Como podemos receber essa mesma justiça imputada?
Rª: “Pelo que também isso lhe foi imputado como justiça. Ora, não é só por causa dele que está escrito que lhe foi imputado; mas também por causa de nós a quem há de ser imputado, a nós os que cremos naquele que dos mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor.” Romanos 4:22-24.
Nota: A fé do cristão não deve ser diferente da fé exercida por Abraão. A nossa vida deve revelar claramente se desfrutamos da experiência e da confiança no Deus eterno. A fé não é só um feito histórico das Escrituras, mas uma aplicação pratica à vida do cristão. S. Paulo tem o cuidado de dizer “a nós os que cremos”, o que significa, aqueles a quem a fé será contada como justiça, independentemente do tempo e das circunstâncias.
9. Por que deve a fé que justifica apegar-se tanto à morte como à ressurreição de Cristo?
Rª: “O qual foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitado para a nossa justificação.” Romanos 4:25 (cf. 1ª Cor. 15:17).
Nota: A ressurreição de Cristo, a prometida Semente (Gál. 3:16), era necessária a fim de cumprir para com Abraão a promessa de uma incontável semente; e portanto a fé de Abraão na promessa de Deus, que incluía a ressurreição, lhe foi imputada como justiça. A sua fé apegou-se àquilo que tornou possível a justiça imputada (cf. Heb. 11:17-19).
10. Que grande permuta se operou em nosso favor por Cristo?
Rª: “Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” 2ª Cor. 5:21.
Nota: Disse Lutero: “Aprendei a conhecer a Cristo, e ele crucificado. Aprendei a cantar um novo cântico – a desesperar de vossas próprias obras, e a clamar a Ele: Senhor Jesus, Tu és a minha justiça, e eu o Teu pecado. Tomaste sobre Ti o que era meu, e deste-me o que Te pertencia; o que não era Te tornaste, a fim de que me pudesse tornar aquilo que eu não era.” – História da Reforma, de d´Aubigné, vol. 2, cap. 8.

10 de agosto de 2010

A JUSTIÇA E A PAZ SE BEIJARAM (Salmo 85:10)

Um dos conceitos mais originais dos Antigo Testamento é o de tsedek, que traduzimos por “justiça” na falta de um termo melhor. Em hebraico, trata-se de uma noção essencialmente relacional que engloba, ao mesmo tempo, a justiça e a misericórdia. A noção de tsedek lança os fundamentos das relações humanas e dá harmonia à existência. A justiça é o critério de qualquer relação justa entre o homem e Deus, e entre o homem e tudo o que o rodeia.
O ser humano vive dentro de uma complexa trama de relações. Pertence a uma família, a um povo, a um grupo político, a uma comunidade religiosa, aos quais está ligado por numerosos laços afectivos, económicos e sociais. Tudo o que contribui positiva e harmoniosamente para estas relações correctas é “justo”. A “justiça de Deus” não designa a Sua capacidade de julgar o transgressor, mas a Sua vontade de paz e harmonia para com os homens, a Sua fidelidade aos Seus compromissos em todas as circunstâncias.
1. Deste modo o que é garantido ao crente em Cristo?
Rª: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigénito, para que todo aquele que n´Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16.
2. O que é revelado no Evangelho?
Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé. Romanos 1:17
3. Que trouxe Cristo à luz pelo Evangelho?
“...Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo Evangelho.” 2ª Timóteo 1:10.
Nota: “Salvador” (gr. sõter), “libertador”, “salvador”, nome empregue pelos antigos para referir-se aos seus deuses, governantes e generais; mas só Jesus proporcionou genuína libertação a um mundo preso pelas cadeias de hábitos pecaminosos. Quando Jesus ressuscitou, manifestou-se um poder maior do que o poder da “morte”. Cristo oferece este mesmo poder ou justiça a todos os que aceitam o plano da salvação. Não se deve pois, temer a “morte”. A “vida” conquistada por Cristo representa a máxima esperança para um mundo que considerava a morte como um mistério tenebroso.
4. Que se declara dos mandamentos de Deus?
“Celebre a minha língua a tua palavra, pois todos os teus mandamentos são justos.” Salmo 119:172.
Nota: A Bíblia associa este conceito de justiça à observância da Lei, tanto nos seus aspectos civis como nos religiosos, mas nem sempre os distingue. Se Deus é o único justo, a justiça pertence-Lhe e ninguém melhor do que Ele pode ensiná-la ao homem: “O juízo é de Deus; porém a causa que vos for difícil, fareis vir a mim, e eu a ouvirei.” Deut. 1:17.
“Justos”, os mandamentos de Deus não só são justos, mas são a essência da justiça. A Lei “é santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Rom. 7:12). Esta lei é uma transcrição do carácter santo e justo de Deus. Deveríamos moldar a vida de acordo com as suas instruções e não segundo as nossas emoções.
5. Que declarou Jesus serem os mandamentos de Deus?
Rª: “E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que eu falo, falo-o exactamente como o Pai me ordenou.” João 12:50.
Nota: A ordem do Pai era que os homens cressem em Cristo como O enviado ao mundo. Só assim poderiam ser salvos (Actos 4:12). Numa declaração paralela, João afirmou: “Ora, o seu mandamento é este, que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou.” (1ª João 3:23). Os judeus acreditavam que receberiam a salvação porque se esforçavam no estudo e na observância da Torah. Muitos deles depositavam a sua esperança de vida eterna no facto de serem descendentes de Abraão. Jesus adverte que só os que O aceitarem como o Filho de Deus e como o Salvador do mundo, seriam salvos. “ A vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste.” (João 17:3).
* João 12:50 é uma declaração clara: A vida e a justiça são assim mostradas como sendo inseparáveis.
6. Que declara Jeremias acerca de Cristo?
Rª: “Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este é o nome de que será chamado: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA.” Jeremias 23:6
7. Que salientou Moisés como sendo a base da justiça?“E será para nós justiça quando tivermos cuidado de fazer todos estes mandamentos perante o Senhor nosso Deus, como nos tem ordenado.” Deut. 6:25.
8. Que indicou Jesus como sendo essencial à vida eterna?
“E Ele disse-lhe: Por que Me chamas bom? Não há bom senão um só que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.” Mateus 19:17
Nota: A justiça de Deus, que é obtida pela fé em Cristo, traz consigo a vida de Deus, inseparavelmente ligada à justiça; e a vida de Deus, que é comunicada ao homem como um dom mediante a fé em Cristo, é uma vida de justiça – a justiça de Cristo de obrar o que é recto.
Salmo 85:10, pode ser traduzido “a justiça e a paz”, bem como “a misericórdia e a verdade.” O precioso exemplo de paralelismo em sinónimo exposto neste versículo une em cada frase os dois atributos principais do carácter de Deus (cf. Sal. 25:10; 72:3). Nestas figuras resume-se todo o plano da salvação.
“...o homem achava-se em posição diversa da de Satanás. Lúcifer pecara, no Céu, em face da glória divina. A ele, como a nenhum outro ser criado, se revelou o amor de Deus. Compreendendo o carácter do Senhor, conhecendo-Lhe a bondade, preferiu Satanás seguir a sua própria vontade independente e egoísta. Essa escolha foi decisiva. Nada mais havia que Deus pudesse fazer para o salvar. O homem, porém, foi enganado; obscureceu-se-lhe o espírito pelo sofisma de Satanás. ...
Por meio de Jesus, foi a misericórdia divina manifesta aos homens; a misericórdia, no entanto, não pôs de parte a justiça. A lei revela os atributos do carácter de Deus, e nem um jota ou til da mesma se podia mudar, para ir ao encontro do homem no seu estado caído. Deus não mudou a Sua lei, mas sacrificou-Se a Si mesmo em Cristo, para a redenção do homem. ´Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo.” (2ª Cor. 5:19). Desejado de Todas as Nações, p. 568

4 de agosto de 2010

CRISTO: TESTEMUNHO HISTÓRICO

“Existiu, por este tempo, Jesus, homem sábio, se é lícito chamá-lo homem, porque fazia obras maravilhosas e foi mestre de tais homens que receberam com prazer a verdade. Atraiu a Si, não só muitos judeus, como também inúmeros gentios. Ele era o Cristo. E quando Pilatos, por sugestão dos principais dos homens dentre nós, o condenou à cruz, aqueles que primeiro o haviam amado, não o abandonaram; porque voltou a aparecer-lhes vivo, ao terceiro dia, como os profetas divinos o haviam predito, além de mil outras coisas maravilhosas acerca d´Ele. E assim a tribo dos cristãos, assim chamados por ele, não está extinta até ao dia de hoje.” Flávio Josepho, historiador judeu; 37-100. A.D.

3 de agosto de 2010

A CONSAGRAÇÃO

“Ele sabe que os mensageiros que acha por bem enviar, são homens fracos e falíveis; mas a todos que se dedicam inteiramente ao Seu serviço, promete auxílio divino. Seu próprio exemplo é uma garantia de que a diligente e perseverante súplica a Deus em fé - fé que leva a uma inteira confiança n´Ele e consagração sem reserva a Sua obra - será eficaz em trazer aos homens o auxílio do Espírito Santo na batalha contra o pecado.” Atos Apóstolos, p. 56
Amós, um dos profetas menores, insistia em afirmar que era apenas um leigo. Pertencia a uma família humilde e, apesar de não ter sido educado para a função de profeta – ou, como ele mesmo esclareceu, “não sou profeta, nem discípulos de profeta, mas, simplesmente um pastor de ovelhas e colhedor de sicómoros” – foi chamado por Deus para profetizar ao povo de Israel.
Do mesmo modo, se um crente fiel, perseverante, abnegado e seguro conhecedor das doutrinas bíblicas sente em seu coração o incoercível desejo de proclamar as boas-novas, a “universidade” torna-se de somenos importância.
1. Que oferta ordenou o rei Ezequias que se fizesse quando ele estabeleceu o culto no templo?
Rª: “E Ezequias ordenou que se oferecesse o holocausto sobre o altar; e quando começou o holocausto, começou também o canto do Senhor, ao som das trombetas e dos instrumentos de Davi, rei de Israel.” 2ª Crónicas 29:27.
2. Depois de ter unido o povo neste serviço, como interpretou Ezequias o seu significado?
Rª: “Então Ezequias disse: Agora que vos consagrastes ao Senhor chegai-vos e trazei sacrifícios e ofertas em ação de graças a casa do Senhor. E a congregação trouxe sacrifícios e ofertas em ação de graças, e todos os que estavam dispostos de coração trouxeram holocaustos.” 2ª Crónicas 29:31.
Nota: O holocausto (oferta queimada noutras versões) da manhã e da tarde, ou contínuo sacrifício (Êxodo 29:42) simbolizava a diária consagração do povo ao Senhor.
Ao lermos os primeiros versos deste capítulo, ficamos impressionados, as portas do templo estavam fechadas e em ruínas, sujo. Ezequias faz um apelo que a consagração do templo deveria corresponder à consagração do coração. Quando o coração é consagrado tudo o mais o é.
3. Como é essa consagração exigida a todo o cristão?
Rª: “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Romanos 12:1
Nota: Paulo em primeiro lugar exorta os cristãos a consagrarem (o templo) o seu corpo a Deus, e depois insta a apresentar todas as faculdades intelectuais e espirituais (v.2). a verdadeira santificação é a consagração de todo o ser: “espírito, alma e corpo” (1ª Tes. 5:23), o harmonioso desenvolvimento da faculdades físicas, mentais e espirituais, até que a imagem de Deus – tal como foi criado o homem – seja perfeitamente restaurada (Col. 3:10).
A condição da mente e da alma dependem em grande medida da condição do corpo. Por isso, é essencial que as faculdades físicas sejam conservadas em boa saúde e vigorosas. O adorador cristão apresenta-se vivo, com todas as suas energias e faculdades consagradas ao serviço de Deus.
4. O que é o contínuo sacrifício de louvor?
Rª: “Por ele, pois, ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.” (ver 1ª Ped. 2:5).
5. Quem deu o exemplo de completa consagração?
Rª: “E qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo; assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.” Mateus 20:27,28.
6. Que posição tomou Jesus entre os Seus irmãos?
Rª: “Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus.” Filipenses 2:5.
Nota: “haja...sentimento” ou seja, “este pensar” ou “assim pensai”, nos versos 1-4 o apóstolo apresenta a necessidade da unidade e da humildade abnegada; agora indica como se satisfazer essa necessidade. O pensamento de Paulo vai mais longe ao acrescentar “Cristo Jesus”, normalmente no NT., usa Jesus Cristo, mas com frequência o apóstolo esta fórmula. Ao fazê-lo possivelmente quer destacar o elemento divino (Cristo) antes do elemento humano (Jesus) na natureza divino-humana do Salvador. Para Paulo toda a vida espiritual se centra em Cristo, e quando deseja inculcar lições de humildade e unidade o melhor método que encontra é a actuação do Mestre, como exemplo supremo das virtudes que deseja que os Filipenses possuam.
7. A que somos exortados?
Rª: “Porque fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo.”
Nota: O nosso tempo, forças e meios pertencem a Deus, e devem ser dedicados a Seu serviço, “ou não sabeis...que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço.” 1ª Coríntios 6:19,20
“Eis que como os olhos dos servos, atentam para as mãos dos seus senhores, e os olhos das servas para as mãos de sua senhora, assim os nossos olhos atentam para o Senhor nosso Deus.” Salmo 123:2
Deseja consagrar-se? Este é o momento. Incline-se diante do Senhor e rogo-lhe que limpe a sua vida e o fortaleça a uma vida consagrada. Amem.

28 de julho de 2010

A ELEIÇÃO BÍBLICA (PREDESTINAÇÃO)

Mas os que... estão se entregando a Jesus... podem ouvir a voz que pronunciará a bênção: "Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo." Mat. 25:34. Esta é a predestinação divina. ... Foi preparada para toda pessoa que queira obedecer a Deus e trabalhar de acordo com os planos de Cristo, porque quando receberem o tesouro da recompensa celestial, participarão da alegria do Senhor, uma vez que sua alegria se achava repleta da alegria de Cristo, que consistia em ganhar pessoas para o Salvador. Manuscrito 43, 1894.
1. A que nos admoesta o apóstolo Pedro?
Rª: “Portanto, irmãos, procurai mais diligentemente fazer firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis.” 2ª Pedro 1:10.
Nota: Claramente o apóstolo Pedro entendia a posição central de Cristo para efectuar a salvação do homem; mas desejava que os crentes compreendessem a sua responsabilidade pessoal em cooperar com o poder divino. Por isso insta “procurai” (Gr. spoudázo), esforçar-se, colocar todo o empenho. O apóstolo não diz que aquele que segue o seu conselho nunca cairá em pecado, mas que não cairá da vocação e eleição de Deus. Certamente pessoas simples e sem poder, mas triunfadores em Cristo sobre o pecado; não cairemos completamente da graça e não perderemos a salvação providência, sempre que cumpramos as condições a que o apóstolo se refere (cf. 1ª João 3:6-9).
2. Que advertência de Cristo ensina a mesma verdade?
Rª: “Venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.”
Nota: Foram preparadas coroas para cada um dos que foram afinal redimidos. Toda a alma é um candidato na corrida para alcançar a vida eterna, e assim, uma coroa. Fé em Jesus, e perseverança até ao fim, eis que a tornará garantida.
3. Sob que condição é prometida a coroa da vida?
Rª: “Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” Apoc. 2:10.
Nota: Neste texto o que nos interessa é a última parte “Sê fiel”, a flexão do verbo traduz “continua a ser fiel”. Esmirna demonstrou que era uma igreja fiel. “até à morte” ou na sentença de morte.
Damos uma curta explicação sobre a citação: “uma tribulação de dez dias”. Este período de dez dias entra no contexto do princípio dia por ano (Dan. 7:25), como um período de dez anos literais, o qual se entende como o período de dez anos da terrível e cruel perseguição de 303-313 d.C. Diocleciano e o seu sucessor Galério, dirigiram durante esta década uma tremenda perseguição com o intuito de aniquilar o cristianismo. Acreditavam, tal como os seus antecessores Decio e Valeriano, que o cristianismo tinha crescido tanto em poder e popularidade no império, que a menos que fosse rapidamente exterminado, o modo tradicional de vida romana deixaria de existir e o próprio império se desintegraria. Por esta razão foi lançada uma politica com o propósito de exterminar a Igreja.
4. Desde quando foram eleitos e qual deveria de ser o seu caráter?
Rª: “como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;” Efésios 1:4
5. Para que predestinou Deus aqueles que atingem essa norma de caráter?
Rª: “e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,” Efésios 1:5.
6. Quantos deseja Deus que se salvem?
Rª: “o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” 1ª Timóteo 2:4
7. Que texto é citado para provar que Deus é arbitrário no trato com os homens?
Rª: “Portanto, tem misericórdia de quem quer, e a quem quer endurece.” Romanos 9:18
Nota: Leia o verso 15. Estas palavras foram dirigidas a Moisés quando pediu para ver a glória de Deus (Ex. 33:19). Não se trata da salvação pessoal, mas do direito de Deus em conceder certos favores a quem Lhe agrada. O facto de Deus não nos revele a Sua glória ao ponto que revelou a Moisés, não é uma evidência de ser injusto. “Deus é demasiado bom para negar um bem aos que andam em integridade.” (CS. 96; cf. Sal. 84:11).
O verbo “endurece” (Romanos 9:18, sklérúno), aparece outras vezes no N.T., (Act. 19:9; Heb. 3:18,13, 4:7). Este endurecimento do coração do Faraó por vezes é descrito no livro do Êxodo como se fosse o próprio Faraó que endureceu o coração (Ex. 8:15,32; etc.), e outras vezes como se fosse Deus a produzir tal endurecimento (Ex. 4:21; 7:3; etc.). Na Bíblia com frequência Deus é apresentado como produzindo o que não impediu (ver 2ª Crón. 18:18). Paulo escolhe aqui esta segunda forma porque era mais adequada para o propósito e contexto. O endurecimento do coração de um homem é o resultado da sua rebelião contra a revelação divina. Paulo já anteriormente apresentou a forma pela qual Deus permite que um homem sofra as consequências inevitáveis da sua obstinada desobediência (Romanos 1:24, 26, 28).
8. Vejamos um outro texto em que Deus mostra com quem quer ser misericordioso, e com quem faz o contrário?“Para com o benigno te mostras benigno, e para com o homem perfeito te mostras perfeito. Para com o puro te mostras puro, e para com o perverso te mostras contrário.” Salmo 18:25,26 (cf. Is. 55:7).
Nota: Deus quer que todos os homens se salvem. Ele predestinou os caracteres que habilitarão os homens a se salvar, mas não força ninguém a receber a Cristo, possuir esse caráter e ser salvo. Essa é uma questão de escolha individual. Por Suas poderosas obras e juízos no Egito, Deus endureceu o coração de Faraó. Êxodo 7:3, 13 e 22. mas as mesmas manifestações abrandaram o coração de outros. A diferença estava nos corações, e na maneira por que eram recebidos a mensagem e os actos de Deus, não no próprio Deus. o mesmo Sol que derrete a cera, endurece o barro. Êxodo 8:32 diz que Faraó endureceu o próprio coração.
Outros textos:
Josué 24:15; João 7:17; Atos 16:31; Apoc. 22:17
Conclusão: Apocalipse 3:5

20 de julho de 2010

A SANTIFICAÇÃO SEGUNDO A BÍBLIA

“O cristão é chamado a viver uma vida de santidade, de inocência, de pureza e de continuada consagração a Deus.” J.E.Davies
“Havendo operado a convicção do pecado, e apresentado perante a mente a norma de justiça, o Espírito Santo afasta as afeições das coisas da Terra, e enche a alma com o desejo de santidade. "Ele vos guiará em toda a verdade", declarou o Salvador. João 16:13. Se os homens se dispuserem a ser moldados, haverá a santificação de todo o ser. O Espírito tomará as coisas de Deus e lhas gravará na alma. Por Seu poder o caminho da vida se tornará tão claro que ninguém o errará.” Atos dos Apóstolos, p.53
1. Que inspirada súplica estabelece a norma da vida cristã?
Rª: “E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” 1ª Tess. 5:23.
Nota: “o vosso espírito, e alma e corpo”. Paulo não apresenta nesta passagem um estudo da natureza do homem, mas sim, assegura aos convertidos que nenhuma área da vida ficará sem receber a influencia e o poder santificador de Deus. a Bíblia parece falar de uma divisão do homem em duas partes corpo e alma, ou corpo e espírito (ver: Mat. 10:28; Rom. 8:10; 1ª Cor. 5:3; 7:34). Estas ideias combinam-se nesta passagem para dar ênfase que nenhuma parte do ser humano deve ser excluída da influencia da santificação.
a) Por “espírito” (pnéuma, Luc. 8:55) se pode entender o elemento superior da inteligência e pensamento com que está dotado o homem e com o qual Deus pode comunicar (Rom. 8:16).
b) Por “alma” (psujé, Mat. 10:28) se entende a parte da natureza do homem que exprime os instintos, as emoções e desejos.
c) O significado do “corpo” (soma) é evidente: é a estrutura corporal – carne, sangue e ossos – que é rígido ou por natureza superiora ou inferior. Quando a mente é santificada não se abusa do corpo, pelo contrário. O corpo é o instrumento adequando por meio do qual o cristão activo pode servir a seu Senhor. A santificação que não inclui o corpo não é santificação (1ª Cor. 6:19,20).
2. Quão necessária é a santificação?
Rª: “Segui a paz com todos, e a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor.” Heb. 12:14.
3. Qual é a vontade de Deus?
Rª: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação.” 1ª Tess. 4:3.
Nota: Seja qual for a vontade de Deus a nosso respeito, pode-se realizar em nossa vida, caso a nossa vontade esteja em harmonia com a Sua. É, portanto, de muita importância e animador saber que a nossa santificação se encontra incluída na vontade de Deus.
A justificação efectua-se imediatamente, quando o pecador arrependido aceita o perdão de Deus; mas a santificação é a uma obra contínua da graça (Rom. 12:1-2). “Não é obra de um momento, uma hora, ou um dia, mas de toda uma vida.” Atos dos Apóstolos, p. 447 (Espanhol).
4. Que atitude deve a pessoa manter para com a verdade no caminho da santificação?
Rª: “Mas nós devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos, amados do Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a santificação do espírito e a fé na verdade.” 2ª Tess. 2:13.
Nota: “porque Deus vos escolheu”, a evidência que Deus não elegeu arbitrariamente, revela-se nas palavras que se seguem (vs. 14-17). A eleição depende da santificação dos escolhidos. O plano da salvação tem origem “desde o princípio” (cf. 1ª João 1:1; 2:13).
5. Que instrução revela que a santificação é uma obra progressiva?
Rª: “Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade.” 2ª Ped. 3:18 (cf. 2ª Ped. 1:5-7).
6. Que afirmação do Apóstolo Paulo acerca da sua própria vida cristã, concorda com esta progressão na vida de santificação?
Rª: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo pelo prémio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus.” Filip. 3:13,14.
7. Para alcançar tal objectivo o que devemos ter em vista?
Rª: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.” 1ª Cor. 10:31.
Nota: “comer e beber”. Aos homens foi dada a faculdade de eleger, mas o cristão exerce sempre essa liberdade de forma a receber a aprovação de Deus. “ou façais outra coisa”, ou seja, todas as acções e planos de vida. Os cristãos não estão na liberdade de seguir os impulsos do coração natural. São chamados a harmonizar-se com a revelada vontade de Deus, nos pensamentos, palavras e actos (Col. 3:17; 1ª Ped. 4:11). A religião de Cristo tem que ver com todos os assuntos do ser humano, trate-se do físico, do mental ou do espiritual. A redenção que Cristo proporciona é completa e aplica-se a todo o ser humano.
8. Que classe de pessoas se excluem do reino de Deus?
Rª: “Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.” Efés. 5:5; “Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se trespassaram a si mesmos com muitas dores.” 1ª Cor. 6:9,10.
Conclusão: A santificação é o termo empregue para definir a obra de Deus, o Espírito Santo, sobre o carácter dos que são justificados. Somos justificados a fim de ser santificados, e somos santificados a fim, de ser glorificados. “Aos que justificou a estes também glorificou.” Rom. 8:30. A graça de Deus é dada para nos tornar santos, e preparar-nos assim para a presença de Deus na eternidade; pois sem “a santificação,...ninguém verá o Senhor.” Hebreus 12:14.

13 de julho de 2010

A IMPORTANCIA DA SÃ DOUTRINA

“Muitos não têm conhecimento, nem sabem como devem ser a fim de viverem à vista do Senhor sem um sumo-sacerdote no santuário, durante o tempo de angústia. Os que hão de receber o selo do Deus vivo, e ser protegidos, no tempo de angústia, devem reflectir completamente a imagem de Jesus.” P. Escritos, p. 70
1. Há alguma diferença no que a pessoa crê, contando que seja sincera?
Rª: Mas nós devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos, amados do Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, em santificação do espírito e a fé na verdade.” 2ª Tes. 2:13.
Nota: A doutrina afecta a vida. A verdade leva à vida e a Deus; o erro, à morte e à destruição. Ninguém pensaria em dizer que não importa a que deus a pessoa adora, contanto que seja sincera, da mesma maneira que ninguém cuidaria em dizer que não altera o que a pessoa como ou beba, contando que goste daquilo que ingerir; ou que caminho ela trilhe, contanto que pense estar na estrada certa. A sinceridade é uma virtude, mas não é a prova da veracidade da doutrina. Deus quer que conheçamos a verdade, e tomou providências a fim de sabermos o que é a verdade.
2. Julgava Josué não haver diferença a que Deus servisse Israel?
Rª: “Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; deitai fora os deuses a que serviram os vossos pais dalém do Rio, e no Egipto, e servi ao Senhor. Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” Josué 24:15,16.
Nota: é de salientar que a ordem de servir ao Senhor não elimina a possibilidade de escolher. Todo e qualquer serviço que não seja voluntário é inútil. Deus coloca perante os homens a vida e a morte e insta a escolherem a vida, mas não interfere quando decidem o contrário, nem os protege das consequências naturais. “Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”, ou seja “longe de mim” servir a deuses que não falam, não sentem, não amam!
3. Como determinar a veracidade de qualquer doutrina?
Rª: “Examinai tudo; retende o bem.” 1ª Tes. 5:21.
“À Lei e ao Testemunho: se eles não falarem segundo esta Palavra, é porque não têm iluminação.” Isaías 8:20.
Nota: A Bíblia é a prova de toda a doutrina. Seja o que for que não se harmonizar e ajustar com ela não deve ser aceite. “Não há senão uma norma do eternamente direito e do eternamente errado, e esta é a Bíblia.” T. De Talmage.
4. Porque razão se deve conhecer bem a doutrina pura?
Rª: “Para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo o vento de doutrina.” Efésios 4:14 (cf. Heb. 13:9).
Nota: Chamar uma doutrina vento de doutrina não faz com que ela seja isso. “Vento de doutrina” é aquela que não é apoiada pela Palavra de Deus.
5. Que solene advertência faz Paulo a Timóteo?
Rª: “1 Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua vinda e pelo seu reino;
2 prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino.
3 Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos,
4 e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas.” (2ª Timóteo 4:1-4).
Nota: Depois de exortar o seu jovem colaborador Timóteo a pregar com ousadia a “Palavra” ou seja a Palavra de Deus (cf. 2:15; 2:9). Paulo faz aqui referência ao método de Cristo e que constitui o modelo para todo o cristão. A verdade e não perder tempo discutindo falsas teorias ou refutando-as. Paulo nos versos 3,4 a referir que “virá tempo em que não suportarão a sã doutrina…desviarão os ouvidos da verdade…” as pessoas tornar-se-iam superficiais, devido à “concupiscência”, ou seja, querem ouvir interpretações caprichosas que satisfaçam a curiosidade e os desejos pessoais. Sentem desejo da religião, mas só aceitam o que não interfira com a rotina das suas vidas. Muitos apostatarão porque não “suportam a sã doutrina”, elegem o seu próprio destino. Ninguém se perde porque Deus o tenha decretado, mas porque decidiram ser infiéis e exigem uma doutrina que se ajuste ao seu modo de vida. Não estão disposto a reajustar a sua vida à Verdade.
6. Quais são os verdadeiros discípulos de Jesus?
Rª: “Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (cf. João 17:17).
7. Que espécie de culto vem em resultado do falso ensino?
Rª: “Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem.” Mateus 15:9
“O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração é abominável.” Prov. 28:9
Conclusão: O facto de desviar os ouvidos da Lei de Deus não significa que não tenha vontade ou desejo de orar, este texto (Prov. 28:9), sugere que esta pessoa não é descuidada em termos religiosos, mas não permite que a Lei divina dirija a sua vida. São muitos os que estão dispostos a servir a Deus mas desejam fazê-lo segundo a sua própria forma como Caim. Alguns aceitam uma parte da Lei de Deus como norma de vida, no entanto sustém que uma parte foi completamente abolida. Muito poucos aceitam toda a Lei moral de Deus como uma expressão autorizada da vontade Divina para o seu povo.
“...até a oração é abominável.” O pecado coloca uma barreira entre Deus e o pecador (Isaías 59:1,2). Os que actuam contra a sua própria consciência e os que afirmam que a observância do “espírito da lei”os torna melhores que os que, mediante o poder interior do Espírito Santo, observam tanto a letra como o espírito da lei, fariam bem em considerar esta passagem.
É verdade que Deus passará por alto os que não tiveram oportunidade de conhecer a Sua Lei (Actos 17:30; Rom. 5:13), mas não passará por alto os que deliberadamente a quebraram. Se Deus aceitasse isto, estaria a aprovar a rebelião.
Deus nos abençoe a dar importância à sã doutrina por Cristo Jesus nosso Senhor, Amem.

5 de julho de 2010

A VERDADE PRESENTE

Bem disse Charles C.Cotton: “O maior inimigo da verdade é o tempo; a sua grande inimiga é o preconceito; e a sua constante companheira é a humildade.”
1. O que é a verdade?
Rª. “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.” João 17:17
Nota: Gr. hagiázõ, “considerar santo”, “apartar para fins sagrados”. Os discípulos deviam ser consagrados para cumprir a tarefa que lhes seria confiada por Cristo. A santidade é um dos atributos de Deus (1ª Ped. 1:16). Portanto, desejar ser apartado para fins sagrados, é desejar entrar no plano de Deus, não só ser salvo ma meio pelo qual Deus salvará outros.
A verdade. Há uma definição da verdade (8:32). A Palavra de Deus é declarada a “verdade”. As Escrituras revelam o carácter de Deus e de Jesus Cristo. Estas verdades da Palavra de Deus são incorporadas no nosso viver fazendo parte da nossa vida.
2. A que conhecimento quer Deus cheguem todos os homens?
Rª. “O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” 1ª Timóteo 2:4
3. Como deve a verdade ser acariciada?
Rª. “Compra a verdade, e não a vendas; sim, a sabedoria, a disciplina, e o entendimento.” Provérbios 23:23
Nota: “compra a verdade”. A verdade é um tesouro que se deve adquirir sem olhar ao preço, e dela nunca devemos desistir. A necessidade de ver claramente a aplicação dos princípios da verdade inscritos na vida, exige estudo e atenção diligente, bem como uma boa disposição para reconhecer os erros. Quanto mais se aproxima uma pessoa do Salvador e mais estuda a Palavra de Deus, tanto melhor compreende a verdadeira natureza das coisas. Se o egoísmo se introduz no coração de imediato os olhos ficam nublados para as realidades espirituais; o fim é o obter vantagens temporais; vende-se a verdade; e o que a vende, fica em perigo. Permite-se um espírito de auto-desculpa e de comiseração; o momento chega quando se perde a compreensão do valor da verdade; e a consequência é a perdição. Poucos se dão conta do perigo em mentir-se a si próprio (entrar na permissividade) e o baixo preço com que vendem a verdade e consequentemente se perde a vida eterna.
4. Reconhece a Bíblia o que se pode chamar a “verdade presente”?
Rª. “Pelo que estarei sempre pronto para vos lembrar estas coisas, ainda que as saibais, e estejais confirmados na verdade presente.” 2ª Pedro 1:12
Nota: ou “a verdade que está presente (em vós); quer dizer, a verdade que foi ensinada aos leitores de Pedro. A ”verdade” (alêtheia) refere-se a todo o conjunto de ensinamentos cristãos nos quais os crentes tinham sido ensinados e que conheciam (João 8:32).
Tais verdades são aplicáveis em todas as eras; e são portanto presente verdade para toda a geração; outras são de carácter especial, e aplicam-se unicamente a uma geração. Não são, no entanto, de modo nenhum menos importantes por esse motivo; pois da sua aceitação ou rejeição depende para as pessoas dessa época o salvarem-se ou perderem-se. Desta espécie era a mensagem de Noé, de um dilúvio por vir. Para a geração a quem foi pregada, aquela mensagem era verdade presente; para as gerações posteriores, ela tem sido verdade passada, e não uma mensagem actual, probante. Semelhantemente, houvesse a mensagem do primeiro advento de João Baptista, de que o Messias estava às portas, sido proclamada uma geração antes ou depois do tempo de João, e não teria sido aplicável – não teria sido verdade presente. O povo da geração anterior não teria vivido para ver-lhe o cumprimento, e para os que vivessem depois teria sido fora de lugar. Não é assim com as verdades gerais; como o amor, a fé, a esperança, o arrependimento, a obediência, a justiça e a misericórdia. Estas são sempre oportunas, e de carácter salvador. As presentes verdades no entanto; incluem sempre todas essas, sendo assim de carácter salvador, e de importância vital.
5. Verdades presentes.
Textos: Génesis 6:13,14; Hebreus 11:7; 1ª Pedro 3:20; Jonas 3:3-4; João 1:6,7,23.
• Que disse Cristo dos que rejeitaram a mensagem de João: “E todo o povo que o ouviu, e até os publicanos, reconheceram a justiça de Deus, recebendo o batismo de João. Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus quando a si mesmos, não sendo batizados por ele.” Lucas 7:29,30.
Nota: Isto é, honraram a Deus por esse acto (v.29), que mostrava fé na verdade divina para aquele tempo.
6. O povo escolhido de Deus recebeu a Cristo, quando Este veio ao mundo?
Rª. “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” João 1:11 (João 9:29).
7. Deverá haver uma mensagem especial para os últimos dias?
Rª. “Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem. Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o senhor pôs sobre os seus serviçais, para a tempo dar-lhes o sustento? Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar assim fazendo.” Mateus 24:44-46
Nota: Nos últimos dias sairá uma mensagem que será “sustento a seu tempo” para o povo. Ela deve ser a advertência quanto à próxima vinda do Senhor, e a preparação necessária para com Ele se encontrar. A vinda de Cristo em glória tem sido a esperança dos fiéis de todos os séculos.
Lutero declarou: “Estou persuadido de que o dia do juízo não tardará nem trezentos anos. Deus não há de, não pode sofrer por muito mais tempo este mundo ímpio. Aproxima-se o grande dia em que será subvertido o reino das abominações.”
8. Qual será o tema principal da finam mensagem evangélica?
Rª. “Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição. Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.” Apocalipse 14:7-10
9. Como são descritos os que aceitam essa mensagem?
Rª. “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Apocalipse 14:12.
10. Com que zelo deve essa obra levada avante?
Rª. “Respondeu o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e obriga-os a entrar, para que a minha casa se encha.” Lucas 14:23
Conclusão: Esta obra está a ser no presente executada. Em toda a parte do mundo ouve-se o som dessa mensagem final, e o povo está a ser instado a aceitá-la, e a preparar-se para a vinda e o reino de Cristo.
Quer fazer parte deste povo? Tome a sua decisão e comece como Noé a construir sobre a Verdade Presente.