6 de julho de 2011

Unidade no Corpo de Cristo

A Igreja é um corpo com muitos membros, chamados de nação, tribo, língua e povo. Em Cristo somos uma nova criação; distinções de raça, cultura e nacionalidade, diferenças entre altos e baixos, ricos e pobres, homens e mulheres não devem ser motivo de dissensões entre nós. Todos somos iguais em Cristo, o qual por um só Espírito nos uniu numa comunhão com Ele e uns com os outros; devemos servir e ser servidos sem parcialidade ou restrição. Mediante a revelação de Jesus Cristo nas Escrituras partilhamos a mesma fé e esperança e estendemos um só testemunho para todos. Esta unidade encontra sua fonte na unidade do Deus triúno, que nos adoptou como Seus filhos.
Razões Bíblicas: Sal. 133:1; I Cor. 12:12-14; Atos 17:26 e 27; II Cor. 5:16 e 17; Gál. 3:27-29; Col. 3:10-15; Efés. 4:1-6; S. João 17:20-23; S. Tiago 2:2-9; I S. João 5:1

O Remanescente e a Sua Missão

A Igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado para fora a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. Esta proclamação é simbolizada pelos três anjos do Apocalipse 14; coincide com a obra do julgamento no Céu e resulta numa obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a ter uma parte pessoal nesse testemunho mundial.
Razões Bíblicas: S. Mar. 16:15; S. Mat. 28:18-20; 24:14; II Cor. 5:10; Apoc. 12:17; 14:6-12; 18:1-4; Efés. 5:22-27; Apoc. 21:1-14)

A Nova Terra

Na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria e aprendizado eternos, em Sua presença. Pois aqui o próprio Deus habitará com o Seu povo e o sofrimento e a morte terão passado. O grande conflito estará terminado e não mais existirá pecado. Todas as coisas, animadas e inanimadas, declaram que Deus é amor; e Ele reinará para todo o sempre. Amém.
Razões Bíblicas: II S. Ped. 3:13; Gén. 17:1-8; Isa. 35; 65:17-25; S. Mat. 5:5; Apoc. 21:1-7; 22:1-5; 11:15

O Milénio e o Fim do Pecado

O milénio é o reinado de mil anos de Cristo e de Seus santos, no Céu, entre a primeira e a segunda ressurreições. Durante esse tempo serão julgados os ímpios mortos; a Terra estará completamente desolada, sem habitantes humanos com vida, mas ocupada por Satanás e seus anjos. No fim desse período, Cristo com Seus santos e a Cidade Santa descerão do Céu à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas o fogo de Deus os consumirá e purificará a Terra. O universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores.
Razões Bíblicas: Apoc. 20; Zac. 14:1-4; Jer. 4:23-26; I Cor. 6; II S. Ped. 2:4; Ezeq. 28:18; II Tess. 1:7-9; Apoc. 19:17, 18 e 21

Morte e Ressurreição

O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, os justos ressuscitados e os justos vivos serão glorificados e arrebatados para o encontro de seu Senhor. A segunda ressurreição, a ressurreição dos ímpios ocorrerá 1000 anos mais tarde.
Razões Bíblicas: I Tim. 6:15 e 16; Rom. 6;23; I Cor. 15:51-54; Ecles. 9:5 e 6; Sal. 146:4; I Tess. 4:13-17; Rom. 8:35-39; S. João 5:28 e 29; Apoc. 20:1-10; S. João 5:24

A Segunda Vinda de Cristo

A segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja, o grande ponto culminante do evangelho. A vinda do Salvador será literal, pessoal, visível e universal. Quando Ele voltar, os justos falecidos serão ressuscitados e, juntamente com os justos que estiverem vivos, serão glorificados e levados para o Céu, mas os ímpios irão morrer. O cumprimento quase completo da maioria dos aspectos da profecia, bem como a condição atual do mundo, indicam que a vinda de Cristo é iminente. O tempo exato desse acontecimento não foi revelado e somos, portanto, exortados a estar preparados em todo o tempo.
Razões Bíblicas: Tito 2:13; S. João 14:1-3; Atos 1:9- 11; I Tess. 4:16 e 17; I Cor. 15:51-54; II Tess. 2:8; S. Mat 24; S. Mar. 13; S. Luc. 21; II Tim. 3:1- 5; Joel 3:9-16; Heb. 9:28

O Ministério de Cristo no Santuário Celestial

Há um santuário no Céu, o verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis aos crente os benefícios de Seu sacrifício expiatório, oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grande Sumo-sacerdote e começou Seu ministério intercessório por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim do período profético dos 2300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. É uma obra de juízo investigativo, a qual faz parte da eliminação final de todo o pecado, prefigurada pela purificação do antigo santuário hebraico no Dia da Expiação. Nesse serviço típico, o santuário era purificado com o sangue do sacrifício de animais vivos, mas as coisas celestiais são purificadas com o perfeito sacrifício do sangue de Jesus. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos dorme em Cristo, sendo, portanto, nEle, considerado digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesto quem, dentro os vivos permanecem em Cristo, guardando os mandamentos e a fé de Jesus, estando, portanto, nEle, preparado para a trasladação ao Seu reino eterno. Esse julgamento vindica a justiça de Deus em salvar os que crêem em Jesus. Declara que os que permanecem leais a Deus receberão o reino. A terminação do ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do Segundo Advento.
Razões Bíblicas: Heb. 1:3; 8:1-5; 9:11-28; Dan. 7:9-27; 8:13 e 14; 9:24- 27; Núm. 14:34; Ezeq. 4:6; Mal. 3:1; Lev. 16; Apoc. 14:12; 20:12; 22:12

Matrimónio e a Família

O casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado por Jesus como união vitalícia entre um homem e uma mulher, em amoroso companheirismo. Para o cristão, o compromisso matrimonial é com Deus bem como com o cônjuge, e só deve ser assumido entre parceiros que partilham da mesma fé. Mútuo amor, honra, respeito e responsabilidade constituem a estrutura dessa relação, a qual deve refletir o amor, a santidade, a intimidade e a constância da relação entre Cristo e Sua Igreja. No tocante ao divórcio, Jesus ensinou que a pessoa que se divorcia do cônjuge, a não ser por causa de fornicação, e casar-se com outro, comete adultério. Conquanto algumas relações de família fiquem aquém do ideal, os consortes que se dedicam inteiramente um ao outro, em Cristo, podem alcançar amorosa unidade por meio da orientação do Espírito e a instrução da Igreja. Deus abençoa a família e tenciona que seus membros ajudem um ao outro a alcançar completa maturidade. Os pais devem educar os seus filhos a amar o Senhor e a obedecer-Lhe. Por seu exemplo e suas palavras, que Cristo é um disciplinador amoroso, sempre terno e solícito, desejando que eles se tornem membros de Seu corpo, a família de Deus. Crescente intimidade familiar é um dos característicos da mensagem final do evangelho
Razões Bíblicas: Gén. 2:18-25; Deut. 6:5-9; S. João 2:1-11; Efés. 5:21-33; S. Mat. 5:31 e 32; 19:3-9; Prov. 22:6; Efés. 6:1-4; Mal. 4:5 e 6; S. Mar. 10:11 e 12; S. Luc. 16:18; I Cor 7:10 e 11

5 de julho de 2011

O SERVO VIGILANTE

Ao cantar o hino “Guarda, Vê se Muito Falta (HA, n° 135), vem-nos à mente a imagem de uma sentinela sobre os muros de uma antiga cidade, respondendo às perguntas de um transeunte. Este pergunta: “Guarda, vê se muito falta para o dia alvorecer. Vai a noite ainda alta, ou já vem o amanhecer?”
Ao olhar para o horizonte e ver os primeiros indícios da aurora, o guarda responde: “Viajor, ó sim, desperta ao romper do arrebol! Fica em pé e põe-te alerta, eia, pois, que surge o sol!” Nos tempos antigos, os guardas tinham a obrigação de vigiar a cidade e assegurar a proteção do povo. Por isso, estavam atentos a qualquer movimento estranho nas circunvizinhanças. Certa vez, uma sentinela avisou o rei David que alguns mensageiros estavam a chegar (2Sm 18:24-27).
Neemias colocou guardas para vigiar a cidade “de dia e de noite” (Neem 4:9). Na sentença profética de Isaías, o guarda informou a chegada da manhã e da noite (Is 21:11,12). Portanto, a palavra “vigilância” caracteriza a função das sentinelas.
Parábola - “Vigiai”. Essa foi a ordem que Cristo repetiu aos Seus discípulos e, por extensão, à Sua igreja (Mt 24:42; 25:13; 26:41; Mc 13:33,35; Lc 21:36). Essa mesma advertência é vista nas Suas parábolas. Mas, nesta oportunidade, gostaríamos de destacar a parábola do servo vigilante, registada em Lucas 12:35-40.
Nessa ilustração, Jesus usa o exemplo de servos que aguardam o seu senhor chegar das festas de casamento (v. 36), exemplificando a atitude de espera e preparação da parte dos Seus seguidores em relação à Sua segunda vinda. No verso 35, Jesus realsa as características da Sua igreja expectante, a começar pelas palavras cingir e acender: “Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias.”
O ato de cingir o corpo devia-se às longas e folgadas vestes usadas pelos servos, as quais dificultavam a

PORQUE DEMORA JESUS A VOLTAR?

Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se" (II Pedro 3:8-9)

Quando o cristão passa por sofrimentos intensos, às vezes questiona-se: “Por que Jesus ainda não veio?” Uma das respostas é: por causa da misericórdia e paciência do Senhor com aqueles que ainda vão aceitar a salvação, conforme lemos acima.

Há algum tempo o jornal suíço Tages Anzeiger publicou a manchete: “Quando Jesus se Atrasa Demais”. O texto dizia:

“...milhares de pessoas continuam amedrontados pelas visões da Chamada da Meia-Noite sobre os tempos finais. Norbert Lieth, sucessor de Wim Malgo, expressa a sua fixação pelo futuro de uma maneira mais branda que o seu antecessor, mas reafirma a proximidade do fim do mundo e ganha os crédulos pregando o medo do Juízo Final iminente...”

Conforme essas afirmações, estaríamos incutindo medo nas pessoas e ganhando adeptos com a ameaça de

4 de julho de 2011

ELEMENTOS DA ORAÇÃO E COMO OBTER RESPOSTAS

1. O nosso amorável Senhor nos convida a buscá-Lo.
“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11:13).
Ó tu que escutas a oração, a ti virão todos os homens, (Salmos 65:2)
porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco. (Marcos 11:23-24)
2. Assegure-se de que sua vida está rendida à vontade de Deus. Esteja disposto a deixar tudo o que não está em harmonia com Sua vontade.
E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos

3 de julho de 2011

BILLY GRAHAM E OS DEZ MANDAMENTOS

“A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos” (Salmos 19:7-8) Billy Graham e os 10 mandamentos – Veja o vídeo Billy Graham responde no website de seu ministério:
“Será que Deus ainda espera que guardemos os Dez Mandamentos? Eles não perderam a validade, uma vez que foram dados há milhares de anos atrás e o mundo é tão diferente hoje?
Os Dez Mandamentos são tão válidos hoje como quando Deus os deu a Moisés há mais de 3000 anos. Jesus disse, ‘Eu afirmo a vocês que isto é verdade: enquanto o céu e a terra durarem, nada será tirado da Lei – nem a menor letra, nem qualquer acento. E assim será até o fim de todas as coisas.’ (Mateus 5:18).
Sim, é verdade que vivemos num mundo muito diferente. Mas se isso significa alguma coisa, precisamos ainda mais dos Dez Mandamentos hoje, pois vivemos num momento de grande confusão moral e espiritual. Como podemos saber o que é certo ou errado? Existem apenas duas maneiras: Fazer tudo por nós mesmos ou depender de Deus para nos mostrar. Mas Deus sabe o que é melhor para nós, e quando rejeitamos Sua vontade para nós, acabamos no caos moral e espiritual.
Você já analisou com cuidado e honestamente os Dez Mandamentos? (Pode encontrá-los em Êxodo 20:1-17). Quando o fizer, poderá surpreender-se pela concisão, mas também pelo quanto eles cobrem. Não somos todos beneficiados quando as pessoas não se matam umas às outras, não roubam, não desonram seus votos matrimoniais? É claro! Mas a questão que enfrentamos não é apenas saber se você vai ou não seguir os Dez Mandamentos. A verdadeira questão é que lugar Deus ocupa em sua vida. Já se colocou à margem dEle, por assim dizer? Por quê? Em vez disso, coloque Deus no centro da sua vida por se comprometer com Cristo.”
Fonte: Billy Graham’s Site
Obs.: (Prof. Azenilto de Brito): Ao citar estas palavras do famoso pregador, a reação que encontro às vezes é de crentes que buscam denegrir a imagem deste grande pregador, afirmam que ele foi um

2 de julho de 2011

GUARDARÃO OS SALVOS O SÁBADO, NA ETERNIDADE?

1. O sábado será guardado no futuro, no reino de Deus, na Terra Renovada? A resposta do Criador é positiva e clara! Ele mesmo afirma, com Suas próprias palavras, de uma maneira que não pode deixar dúvidas:
Rª: "Porque como os céus novos, e a terra nova, que hei-de fazer, estarão diante de minha face, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que todos os meses, à lua nova e todas as semanas, aos sábados, virá toda a humanidade a adorar na Minha presença, diz o Senhor" (Isaías 66:22 e 23).

Nota: Quando a vida foi criada neste nosso mundo nenhum ser humano pôde testemunhar a obra da criação. O homem foi criado no sexto dia daquela semana

SINAIS DO FIM

"Quando, porém vier o Filho do Homem, porventura achará fé na Terra?" (Lucas 18:8). Estas foram as palavras com que Jesus procurou manifestar a condição moral da Terra por ocasião de Sua volta a ela. Qual será, pois, a consequência deste tão grande afastamento dos princípios morais e da profunda degeneração do género humano verificada em nossos dias?
Em duas ocasiões especiais Deus manifestou o Seu horror ao pecado. A degradação moral do homem e a corrupção desenfreada tiveram, nessas duas ocasiões, a justa retribuição por parte do Senhor.

Da primeira vez o mundo foi destruído pelo dilúvio e da segunda vez duas cidades ímpias foram totalmente consumidas pelo fogo vindo do céu. Não foi, pois, sem razão, que Jesus mencionou estas duas ocasiões ao retratar as condições vividas pelo mundo, nos dias que antecedem a Sua volta, sendo este um dos mais expressivos sinais que precedem este acontecimento.

Eis as palavras do Salvador: "E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem. Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. Como também da mesma maneira acon teceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam: mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu, fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem Se há-de manifestar" (Lucas 17:26-30).

Ora, como eram os dias que precederam o dilúvio? Diz a Palavra de Deus: "E viu o Senhor que a maldade

TODAS AS VERDADES RESTAURADAS

A promessa do Senhor é de que antes que venha o último dia, o grande e terrível dia da retribuição, em que todas as coisas serão destruídas, todas as verdades do Evangelho Eterno serão restauradas. E o dia desta restauração já é chegado.
O poder do Espírito Santo constrangerá as consciências a verem o propósito e o alcance do sacrifício de Jesus e o facto de que a Sua Lei O engrandeceu, como está escrito, a este respeito: O Senhor Se agradava d´Ele por amor de Sua justiça; engrandeceu-O pela Lei e O fez glorioso (Isaías 42:21).
A Seu respeito, também, o Registo Sagrado manifesta a Sua consideração à Lei eterna: Então disse: eis aqui venho; no rolo do livro está escrito de Mim. Deleito- Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua Lei está dentro do Meu coração (Salmo 40:7-8).

1 de julho de 2011

COMO DEIXAR DE FALAR DA VIDA ALHEIA

Se para deixar o vício de fumar, cinco dias de intensivo curso às vezes são suficientes, para romper com o vício da maledicência muitos dias mais seriam necessários, tanto é este vício mais insidioso e maligno que aquele. Verdadeiramente, maledicência é vício, mais víciante que o alcoolismo e o tabagismo. Pelo menos, parece muito mais fácil vencer o álcool e o fumo que vencer a tendência mórbida e diabólica de criticar a vida alheia! Exagero? De maneira alguma!
Tenho visto ébrios sem conta tornarem-se sóbrios e fumadores inveterados, aos magotes, romperem as algemas que os escravizavam; porém, quanto estamos informados são pouquíssimos os faladores contumazes que triunfam sobre a nauseante maledicência. Não exageramos ao dizer que apenas um de vinte mil alcança completa vitória. Pensando nesses sofredores infelizes que vegetam à sombra de quase todas as igrejas e que no íntimo anseiam pela libertação, e pensando nos imensos prejuízos que os tais têm causado a si mesmos, à obra de Deus, e a todos quantos têm a desdita de comungar com eles os mesmos horizontes, foi que senti-me inspirado a organizar este curso, que, modéstia à parte, é a última palavra sobre o assunto, posto ser intensivo, prático, de fácil compreensão e sobretudo, apoiado nas advertências divinas, que não deixam dúvida quanto ao destino daqueles que se alimentam do pecado do povo de Deus.
Como todo o post, porém, este também precisa ser seguido à risca para que os resultados sejam satisfatórios.
Não é fácil abandonar um hábito que já faz parte do caráter! Não é fácil cortar de vez o veneno, que através dos anos foi adicionado ao sangue do toxicómano. Não é fácil domar uma língua desenfreada, qual viveu sempre à solta, sem nunca ter sentido o efeito salutar de merecidas férias!
É possível recuperar o mais empedernido viciado, mas, quanto ao falador venal. . . que se estriba na sua santidade farisaica, para do alto de suas pretensões viver de dedo em riste, acusando e criticando todo a gente. . . a esperança de recuperação é mínima. Como, porém, cremos em milagres e como tudo é possível para aquele que crê, vamos fazer a tentativa!
Se não conseguirmos libertar de todo os casos graves e crónicos, temos a certeza de que muitos que ainda não ultrapassaram os limites da misericórdia divina beneficiarão com este tema.
O desabrochar da tendência para ver o lado bom das coisas e das pessoas bem como uma diminuição considerável de palavras más, de resmungos e observações maldosas, eis alguns dos resultados imediatos que poderão afinal conduzir o viciado para fora do submundo asqueroso, em que vive aquele que espalha contenda entre os irmãos! Vamos pois, com ânimo, coragem e fé, aproveitar este oportunidade, para romper de vez com este hábito pernicioso que tanta infelicidade tem trazido às familias e ao povo de Deus.
Aí vem o irmão X do seu longo giro para se desincumbir da tarefa que lhe confiamos. Vejamos como foi aceite o curso pelo nosso povo.
— Então, irmão X, como foram as matrículas?
— Pastor a coisa não foi muito fácil! Falar, toda gente fala mas ninguém quer ser classificado como falador. Matricular-se num curso desta natureza é confessar publicamente que tal pessoa se encontra contaminada pelo mal. Daí o senhor pode calcular o enorme trabalho que tive para conseguir alunos. Todavia depois que os mais corajosos se inscreveram, o povo perdeu o medo! Aqui estão os resultados! Veja estas fichas!
— Hum, irmão X, é mais gente do que eu calculei! E. . . estes, também se matricularam?
— Pastor, capriche! Vai a milhares o número dos seus alunos e há muita gente boa matriculada. Não sei como o senhor se arranjará para libertar toda essa gente em apenas cinco dias! O senhor não acha que o tempo é escasso?
— Irmão X, quem gastou anos e anos usando a língua para maldizer e criticar a não ser que se converta, jamais se libertará desse pecado! Eu, com este singelo curso viso apenas despertar do sono esses falsos cristãos, que a nossa frente são almas generosas, mas, a distância, por detrás, são canibais implacáveis, que destroem e matam sem piedade! Se com todo meu esforço conseguir arrancar um só que seja deste lamaçal, considero-me bastante recompensado e a Igreja será enormemente beneficiada.
— Pastor, eu não tinha idéia da gravidade deste pecado. Sempre pensei que criticar e falar mal da vida alheia fosse coisa sem importância, um passatempo