8 de maio de 2010

VIDAS ATIVAS

Deus seja louvado por ter incutido nos vossos corações o desejo sincero de estarem aqui, noite após noite, para ouvir e aprender mais sobre a Sua Santa Palavra. Hoje entramos quase na reta final desta série de estudos, mas ainda temos algo de muito importante a partilhar convosco. Sobretudo, peço-vos que NÃO FALTEM ao próximo, pois iremos terminar esta série de estudos bíblicos com “chave de ouro”, ao descobrirmos juntos qual é o destino final deste CAMINHO para a ESPERANÇA. Até aqui, temos dado ênfase ao CAMINHO – que, creio, já todos descobriram qual é, ou melhor, QUEM É – JESUS CRISTO, que disse d’Ele próprio:

“Eu sou o Caminho, e a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (João 14:6; negrito acrescentado).

Jesus é o CAMINHO para a ESPERANÇA, esperança essa de que iremos falar amanhã.

Bom, não haja dúvidas sobre um ponto: quando nós descobrimos Jesus Cristo como nosso Salvador pessoal (sim, não como Salvador dos outros, mas como nosso Salvador pessoal!), e nos entregamos a Ele pela fé, DE IMEDIATO se inicia em nós uma vida de esperança, porque Ele próprio também é a ESPERANÇA. Mas… amanhã iremos ver mais sobre este magnífico tópico!

Na conferência desta noite iremos analisar, igualmente do ponto de vista bíblico, DOIS IMPORTANTES COMPONENTES da vida cristã: a oração e o serviço ativo em prol dos outros.

VIDA DE ORAÇÃO

Alguém disse:

“A oração é abrir o coração a Deus como a um amigo. Não que seja necessário para que Deus saiba o que somos, mas a fim de nos capacitar a recebê-Lo. A oração não nos traz Deus do alto até nós, mas eleva-nos até Ele.”

Quando Jesus esteve na Terra, Ele ensinou os Seus discípulos a orar, em resposta a um pedido específico expresso por um deles:

“De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos.” (Lucas 11:1).

Jesus instruiu-os a apresentar as suas necessidades diárias diante de Deus, e a lançar sobre Ele todos os Seus cuidados. E a certeza que Ele lhes deu, de que as suas orações seriam ouvidas, é uma certeza também para nós!

Há, no entanto, certas condições para que possamos esperar que Deus oiça e responda às nossas orações:

1) Uma das primeiras condições é que sintamos a nossa necessidade da Sua ajuda. Ele prometeu:

“Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca;” (Isaías 44:3).

Os que sentem fome e sede de justiça, que anseiam por Deus, podem estar certos de que serão satisfeitos:

“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.” (Jeremias 29:13);

“Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á.” (Lucas 11:9-10).

É-nos garantido que Deus é “galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).

Por conseguinte, faz todo o sentido esta promessa:

“Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8:32).

2) Se acariciarmos a maldade no nosso coração, se nos apegarmos a algum pecado conhecido, o Senhor não nos ouvirá; mas a oração do coração penitente e contrito é sempre ouvida, conforme nos indicam claramente os seguintes textos bíblicos:

“O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.” (Provérbios 28:9);

“Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido.” (Salmos 66:18);

“Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários” (Hebreus 10:26-27);

“...ninguém que, ouvindo as palavras desta maldição, se abençoe no seu íntimo, dizendo: Terei paz, ainda que ande na perversidade do meu coração, para acrescentar à sede a bebedice. O SENHOR não lhe quererá perdoar; antes, fumegará a ira do SENHOR e o seu zelo sobre tal homem, e toda maldição escrita neste livro jazerá sobre ele; e o SENHOR lhe apagará o nome de debaixo do céu.” (Deuteronómio 29:19-20);

“Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.” (Salmos 145:18);

“Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido.” (Salmos 34:18).

3) Outro elemento indispensável à oração vitoriosa é a fé:

“De facto, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” (Hebreus 11:6);

Jesus disse aos Seus discípulos:

“Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.” (Marcos 11:24; negrito acrescentado). Cremos nós na Sua Palavra?

4) Contudo, devemos ter em mente que, por sermos falíveis e termos uma visão muito curta e limitada, poderemos vir a pedir coisas que nem nós próprios sabemos muito bem o que são! Foi o que aconteceu, certa vez, com a mãe de Tiago e João (discípulos de Jesus) que Lhe fez o seguinte pedido:

“Então, se chegou a ele a mulher de Zebedeu, com seus filhos, e, adorando-o, pediu-lhe um favor. Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Manda que, no teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua esquerda. Mas Jesus respondeu: Não sabeis o que pedis.” (Mateus 20:20-22; negrito acrescentado).

Sim, connosco pode acontecer o mesmo que aconteceu com esta “mulher de Zebedeu” – pedirmos algo que leve o nosso Senhor a dizer: “Não sabeis o que pedis”!

5) NÃO recebemos certas coisas que pedimos, porque elas poderiam ser mal empregues por nós:

“...pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” (Tiago 4:3).

Somos tão errantes e faltos de vista que às vezes pedimos coisas que não seriam uma bênção para nós. Deus é demasiado sábio para errar e demasiado bom para reter qualquer coisa boa aos que andam retamente.

6) Quando nos aproximamos de Deus para Lhe pedir misericórdia e bênçãos, deveríamos ter um espírito de amor e perdão no nosso próprio coração.

Como podemos orar: “...e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mateus 6:12), e, não obstante, condescendermos com um espírito não perdoador?

SE ESPERAMOS QUE AS NOSSAS PRÓPRIAS ORAÇÕES SEJAM OUVIDAS, DEVEMOS PERDOAR AOS OUTROS DA MESMA MANEIRA E NA MESMA MEDIDA EM QUE ESPERAMOS SER PERDOADOS!

7) A perseverança na oração é uma condição para receber. Devemos orar sempre, se quisermos crescer na fé e na experiência cristã:

“...sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes.” (Romanos 12:12);

“Perseverai na oração, vigiando com ações de graças.” (Colossenses 4:2);

“Orai sem cessar. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (1 Tessalonicenses 5:17-18);

“...sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações.” (1 Pedro 4:7);

“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:6-7).

Devemos orar em família, podemos orar em público, mas acima de tudo NUNCA deveríamos negligenciar a oração secreta, pois é ela que sustenta a nossa vida espiritual. Relativamente a esta oração, Jesus disse:

“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mateus 6:6).

A sós, unicamente entre nós e Deus, podemos abrir inteiramente o nosso coração ao coração do Deus que nos ama como ninguém, e deixar que o Seu Espírito nos envolva com esse Amor vindo do céu. A oração secreta SÓ DEVE SER OUVIDA pelo Deus que ouve as nossas orações! Por isso, Jesus enfatizou que devemos fechar a porta do nosso quarto enquanto oramos ao nosso Pai. Nenhum ouvido curioso deveria ouvir o fardo das nossas petições.

Na oração secreta a mente fica livre das influências do ambiente, livre da agitação. Calma, mas fervorosamente, poderá alcançar Deus. Suave e duradoura será a influência que emana d’Aquele que vê em secreto, cujo ouvido está atento para ouvir a oração brotando do coração. Mediante fé calma e simples, a pessoa entretém comunhão com Deus e reúne para si mesma raios de luz divina para a fortalecer e suster no conflito com satanás. Deus é, para nós, como uma torre de fortaleza à qual nos podemos abrigar! Satanás não pode vencer aquele cujo coração está assim firme em Deus!

Ore no seu quarto e, ao sair para se ocupar do seu trabalho diário, erga frequentemente o seu coração a Deus. Não há tempo ou lugar em que seja inapropriado dirigir uma petição a Deus. Não há nada que possa impedir-nos de mantermos o nosso coração no espírito de oração fervorosa. Entre as multidões da rua, no meio de uma transação comercial, podemos fazer uma oração a Deus e rogar-Lhe a Sua direção divina.


VIDA DE SERVIÇO

Uma vez mais, nesta área como em todas as outras da vida cristã, o nosso exemplo supremo é o do Senhor Jesus. Disse Ele:

“...tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mateus 20:28).

Assim como Jesus veio a este mundo para “servir e dar a sua vida em resgate por muitos”, do mesmo modo aqueles que são participantes da graça de Cristo estarão dispostos a fazer qualquer sacrifício, a fim de que outros por quem Ele morreu possam partilhar da dádiva celestial. Farão tudo o que puderem para tornar o mundo melhor com a sua estadia nele. Este espírito é o resultado certo duma alma verdadeiramente convertida. Logo que uma pessoa vai a Cristo, nasce no seu coração um desejo de tornar conhecido a outros o precioso Amigo que encontrou em Jesus. A verdade não pode ficar fechada no seu coração!

O apóstolo Paulo afirmou:

“Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber.” (Atos 20:35).

A Verdade que conduz à Salvação plena em Jesus Cristo NÃO PODE ficar armazenada somente para nós próprios! Jesus utilizou uma parábola para mostrar que todos aqueles que não fizerem uso do seu dom acabarão por perdê-lo:

“Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu. O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor. Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei. Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei. Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.” (Mateus 25:14-30).

Li certa vez a história de um homem que, ao viajar num dia de inverno através de um campo com muita neve acumulada, ficou entorpecido pelo frio, que quase impercetivelmente lhe roubava as forças. Quando estava quase morto de frio, prestes a desistir da luta pela vida, ouviu os gemidos de um companheiro de viagem, prestes, como ele, a perecer de frio. Despertou-se-lhe a compaixão, no desejo de salvá-lo. Friccionou os membros gelados do infeliz e, depois de considerável esforço, conseguiu pô-lo de pé; mas como este não pudesse manter-se de pé, levou-o em braços compassivos através daqueles mesmos montes de neve que ele julgara jamais poder atravessar sozinho. Só depois de haver levado o seu companheiro de jornada a um lugar de segurança, descobriu que, salvando o seu próximo, salvara-se também a si mesmo. Os seus intensos esforços por salvar outro ativaram-lhe o sangue que estava a enregelar-se nas suas veias, produzindo-lhe um saudável calor até às extremidades do corpo.

Esta história verídica mostra quão real e poderosa esta verdade é: NA MEDIDA EM QUE NOS PREOCUPAMOS EM SALVAR OUTROS, ACABAMOS POR NOS SALVAR A NÓS PRÓPRIOS!

Mas, que ninguém se engane num ponto: quando fazemos aquilo que nos é pedido, cumprimos apenas a nossa obrigação! Não há nenhum mérito nisso, como nos confirma o próprio Senhor Jesus:

“Qual de vós, tendo um servo ocupado na lavoura ou em guardar o gado, lhe dirá quando ele voltar do campo: Vem já e põe-te à mesa? E que, antes, não lhe diga: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois, comerás tu e beberás? Porventura, terá de agradecer ao servo porque este fez o que lhe havia ordenado? Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer.” (Lucas 17:7-10; negritos acrescentados).

O apóstolo Paulo afirmou:

“Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!” (1 Coríntios 9:16; negrito acrescentado).

O grande apóstolo Paulo não apenas sentia que a sua missão de pregar o evangelho a outros era uma “obrigação”, mas sentia igualmente que se o não fizesse ele seria o grande perdedor! Porquê? Porque não se preocupando em levar o evangelho da salvação a outros, ou seja, não participando na sua salvação, seria a própria salvação dele que correria perigo! Pensem no que teria acontecido àquele homem entorpecido pelo frio e a ponto de desistir da sua vida, se não se tivesse preocupado em salvar um companheiro de viagem seu! Sobreviveria ele? Não, de forma alguma!

Paulo tinha, portanto, a plena consciência de que qualquer inversão de marcha no seu percurso espiritual seria sinónimo de perdição, como ele bem o indicou nestas suas palavras:

“...todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma.” (Hebreus 10:38-39; negrito acrescentado).

Jesus também enfatizou ou deixou muito clara esta solene verdade de que aqueles que uma vez se empenharam na “lavoura” do Senhor e que depois a abandonam fá-lo-ão com o risco de perderem a sua própria salvação:

“Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus.” (Lucas 9:62).

GRANDE CONCLUSÃO: A MELHOR GARANTIA QUE PODEMOS TER DE CONSERVAR A SALVAÇÃO QUE O SENHOR TÃO GENEROSAMENTE NOS CONCEDEU É DE TRABALHARMOS ATIVAMENTE EM PROL DA SALVAÇÃO DO NOSSO PRÓXIMO!

Jesus disse:

“Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Apocalipse 3:11).

No entanto, ALGO MUITO IMPORTANTE necessita de ser dito, neste momento:

Trabalhar ativamente em prol da salvação do nosso próximo NÃO SIGNIFICA, contudo, duas coisas: 1ª) Que tenhamos de convencer “à força” quem quer que seja! (Lembram-se de termos falado da Liberdade que o Senhor nos garantiu com a Sua própria morte?); 2ª) Muito menos que tenhamos de “carregar ao colo” quem quer que seja para o caminho da salvação! NÃO SOMOS RESPONSÁVEIS pela responsabilidade de decisão que recai sobre cada pessoa!

A nossa responsabilidade é a de indicar àqueles com quem contactamos a Verdade, o Caminho e a Vida que encontrámos em Jesus Cristo! A decisão que tomarem com base naquilo que lhes testemunhámos pertence a eles! É isso o que claramente ensinam os seguintes textos bíblicos:

“Ainda me disse mais: Filho do homem, mete no coração todas as minhas palavras que te hei de falar e ouve-as com os teus ouvidos. Eia, pois, vai (…) aos filhos do teu povo, e, quer ouçam quer deixem de ouvir, fala com eles, e diz-lhes: Assim diz o SENHOR Deus.” (Ezequiel 3:10-11);

“A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca e lhe darás aviso da minha parte. Se eu disser ao perverso: Ó perverso, certamente, morrerás; e tu não falares, para avisar o perverso do seu caminho, morrerá esse perverso na sua iniquidade, mas o seu sangue eu o demandarei de ti. Mas, se falares ao perverso, para o avisar do seu caminho, para que dele se converta, e ele não se converter do seu caminho, morrerá ele na sua iniquidade, mas tu livraste a tua alma.” (Ezequiel 33:7-9);

“Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faz o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.” (2 Timóteo 4:1-5).

Querido amigo, querida amiga: não quer tomar hoje mesmo esse solene COMPROMISSO com o Senhor, de dedicar diariamente tempo útil para estar com Ele em estudo da Sua Palavra e oração, e também para se dedicar sem reservas ao Seu serviço em prol dos outros?

7 de maio de 2010

NOVOS RUMOS

O tema de hoje é, por assim dizer, uma continuação ou extensão daquilo que vimos ontem. Ontem falámos sobre algo que caracteriza a vida da nova pessoa que está em Cristo. Hoje vamos continuar a falar sobre aquilo que caracteriza a vida do genuíno crente em Jesus Cristo, debruçando-nos sobre UM ASPETO CRUCIAL DA VIDA CRISTÃ: A OBEDIÊNCIA, que levará a pessoa a caminhar literalmente por NOVOS RUMOS na sua vida!

VIDA DE OBEDIÊNCIA

Ontem, a propósito de dizermos que Deus opera na vida do crente em Cristo um “transplante” cardíaco, lemos este versículo:
“Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.” (Ezequiel 36:26).

Mas, sabem o que é que Deus diz logo a seguir? Leiamos:
“Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.” (Ezequiel 36:27).

Por outras palavras: quando Deus opera em nós o milagre da conversão, dando-nos um novo coração, coloca IGUALMENTE em nós o Seu Espírito Santo, capacitando-nos assim a observar todos os Seus estatutos ou juízos, isto é, os Seus mandamentos.

Não poderia ser de outra maneira! Senão vejamos:
Quando “um anjo do Senhor” apareceu “em sonho” a José (provavelmente “o anjo Gabriel”, o mesmo que apareceu depois a Maria – ver: Lucas 1:26-38), anunciando-lhe de QUEM Maria, a sua noiva, tinha engravidado, disse-lhe igualmente:
“Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” (Mateus 1:21; negrito acrescentado).

Quando o apóstolo Pedro testemunhou (referindo-se a judeus e a gentios):
“Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram.” (Atos 5:11; negrito acrescentado), e o apóstolo Paulo afirmou:
“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo - pela graça sois salvos,” (Efésios 2:4-5; negrito acrescentado), a que salvação estavam eles a referir-se, quando disseram “fomos salvos” ou “sois salvos”?

Bom, neste último versículo que lemos, Paulo foi muito claro ao afirmar que SOMOS SALVOS quando, “estando nós mortos em nossos delitos”, recebemos “vida juntamente com Cristo”! Por outras palavras, “fomos salvos” (para utilizar a mesma expressão que Pedro usou) dos nossos pecados ou delitos! Não foi para isso mesmo que Jesus veio a este mundo, segundo o testemunho do anjo que anunciou o Seu nascimento a José e a Maria?

Mas, o que é o pecado? A Bíblia diz-nos claramente o que é o pecado:
“Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.” (1 João 3:4; negrito acrescentado).

Então pergunto-vos, amigos: se somos, por Cristo, SALVOS do pecado, e se o pecado é a transgressão da lei, então o que é que isto poderá significar senão que FOMOS SALVOS DA TRANSGRESSÃO DA LEI?

Por outras palavras, fomos SALVOS dos pecados que tínhamos cometido até ali, pelo perdão que recebemos para os mesmos de Cristo, mas, ao mesmo tempo, CAPACITADOS pelo Espírito Santo para, doravante, andarmos nos Seus estatutos e guardarmos os Seus juízos! Reparem, QUEM É RESPONSÁVEL pela nossa obediência: nós ou Deus? Leiamos novamente o versículo já lido:
“Porei dentro de vós o meu Espírito e [Eu] farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.” (Ezequiel 36:27; negrito acrescentado).

O apóstolo Paulo veiculou a mesma mensagem:
“a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que… andamos… segundo o Espírito.” (Romanos 8:4; negritos acrescentados).

Pensem nisto, amigos: que valor teria a VIDA CRISTÃ, ou que significado teria a expressão “se alguém está em Cristo, é nova criatura” (2 Coríntios 5:17), se continuássemos a fazer as mesmas coisas que fazíamos habitualmente até ao momento da nossa conversão? Faria isso algum sentido? Seríamos verdadeiramente uma “nova criatura”, na plena aceção do termo? É evidente que não!

Quando Jesus perdoou, um dia, os pecados de uma mulher adúltera, e lhe disse:
“vai e não peques mais” (João 8:11; negrito acrescentado), não estaria Cristo a ser terrivelmente injusto para com ela, depois de lhe ter manifestado uma tão grande misericórdia ao tê-la perdoado, se estivesse a colocar diante dela um alvo inatingível?

Não, Cristo não foi injusto para com ela, porque o alvo que Ele colocou diante dela – não peques mais! – é algo que Ele próprio, através do Seu Espírito Santo, a capacitaria a alcançar!

Esse alvo que Cristo colocou diante daquela mulher, É O MESMO que ele coloca diante de cada um dos Seus discípulos:
“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis.” (1 João 2:1; negrito acrescentado).

O amado João prossegue dizendo:
“Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.” (1 João 2:3-6; negrito acrescentado).

O apóstolo João enfatiza ainda:
“Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo. Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão.” (1 João 3:7-10; negritos acrescentados).

É verdade que, depois da nossa conversão, e na prossecução desse IDEAL que Cristo agora nos propõe – NÃO PEQUEIS – podemos cair em pecado, mas acontecendo isso, devemos recorrer de imediato ao nosso Advogado, como nos diz João:
“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2:1; negrito acrescentado).

Todavia, nunca deveríamos perder de vista esse alvo – NÃO PEQUEIS – que, REPITO, é obra do Espírito Santo em nós!

Mas, porque esse alvo SÓ PODE SER ATINGIDO PELO ESPÍRITO, o nosso alvo deveria estar focalizado, acima de tudo, num objetivo: ANDAR NO ESPÍRITO! O apóstolo Paulo enfatizou muito bem esta verdade:
“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.” (Gálatas 5:16; negrito acrescentado).

Quantas vezes, segundo Paulo, satisfaremos os “apelos dos [nossos] instintos” se andarmos “debaixo da direção do Espírito” (versão “O Livro”)? Jamais! Nunca!

Sejamos honestos connosco próprios: se acontecer cairmos em pecado depois de nos termos entregues a Cristo, não significará isso que, em algum momento, deixámos de andar “debaixo da direção do Espírito”? Estará a Bíblia errada ou será que, por vezes, ou muitas vezes, não queremos ADMITIR que deixámos de andar “debaixo da direção do Espírito” e, por isso, caímos novamente em pecado? E por falar em “admitir”: lembram-se do que já vimos sobre a gravidade de encobrirmos as nossas transgressões?

Neste momento coloca-se diante de nós uma QUESTÃO FUNDAMENTAL: se FOMOS SALVOS do pecado, isto é, da transgressão da lei, e se, como disse o apóstolo João agora guardamos os Seus mandamentos, então que mandamentos são esses?

Lembram-se de termos falado daquele “homem de posição” que chegou junto de Jesus e Lhe perguntou: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” (Mateus 19:16)?

Que lhe respondeu Jesus? “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.” (Mateus 19:17), o que significava: Entrega-te a Mim reconhecendo que és um pecador (por isso é que Jesus começou por lhe dizer: “ninguém é bom, senão um, que é Deus” – Lucas 18:19, para que ele reconhecesse que não era bom!), “depois vem e segue-me” (Lucas 18:22) e Eu então te capacitarei a guardares os Meus mandamentos, para entrares “na vida”!

Perante a afirmação de Jesus – “guarda os mandamentos” – “o jovem” (conforme Mateus lhe chamou em 19:22) “lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 19:18-19).

A que mandamentos se referiu Jesus em resposta à pergunta do jovem rico?

A que mandamentos se referiu o apóstolo Tiago, quando escreveu na sua epístola acerca da lei:
“Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça num só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei. Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade.” (Tiago 2:10-12)?

Certamente que, quer Jesus quer Tiago, estavam-se referindo aos mesmos mandamentos, à mesma lei, uma vez que até citam dois mandamentos em comum! Que lei é esta? Pois bem amigos, esta é a lei pela qual havemos “de ser julgados”, como disse o apóstolo Tiago, esta é a lei que é conhecida como “OS DEZ MANDAMENTOS”.

Pergunto-vos então, amigos: se FOMOS SALVOS, pela Graça de Deus e mediante a operação do Seu Espírito em nós, DA TRANSGRESSÃO DA LEI, e se é por essa lei que um dia haveremos de ser julgados, então não consideram como sendo ALGO DA MAIS ALTA IMPORTÂNCIA, ficarmos a conhecer quais são TODOS esses mandamentos, tanto mais que Tiago afirmou igualmente que “qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça num só ponto, se torna culpado de todos”?

Então, para não corrermos o risco de guardarmos “toda a lei”, mas tropeçarmos “num só ponto” e assim nos tornarmos culpados “de todos”, VEJAMOS A TOTALIDADE dos mandamentos que compõem essa Lei, que aparecem na íntegra em Êxodo 20:3-17 e Deuteronómio 5:7-21:
OS DEZ MANDAMENTOS
(de acordo com Êxodo 20:3-17)

1º Mandamento: Não terás outros deuses diante de mim.

2º Mandamento: Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.

3º Mandamento: Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.

4º Mandamento: Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.

5º Mandamento: Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.

6º Mandamento: Não matarás.

7º Mandamento: Não adulterarás.

8º Mandamento: Não furtarás.

9º Mandamento: Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

10º Mandamento: Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.

Já alguma vez tinham tomado conhecimento desta Lei de Deus, na íntegra?

Sim, amigos, estes são os mandamentos que Jesus indicou que o jovem rico teria de guardar se quisesse “entrar na vida [eterna]” e a “lei da liberdade” de que Tiago falou, numa clara referência aos caminhos de liberdade em que andarão todos aqueles que já encontraram a genuína liberdade salvadora em Cristo, tal como Ele próprio disse:
“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:36).

Infelizmente, muitos há, hoje em dia, que dizem que Cristo, com a Sua morte, aboliu esta lei e, por isso, os homens estão livres das suas reivindicações. Nada poderia estar mais longe da verdade, por não ter qualquer fundamento, nem lógico nem bíblico!

Se a lei tivesse sido abolida, então não haveria mais pecado, “porque o pecado é a transgressão da lei.” (1 João 3:4)! É o que o apóstolo Paulo conclui com muita lógica:
“mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.” (Romanos 5:13);
“porque, sem lei, está morto o pecado.” (Romanos 7:8).

Ora, se não houvesse mais lei moral, não haveria mais pecado, como o próprio apóstolo Paulo afirmou! E, se não houvesse mais pecado, para que é que eu necessitaria de um Salvador para me perdoar “pecados” que não existem?!

A morte de Cristo na cruz, longe de abolir a lei, prova que ela é imutável! Se tivesse sido possível mudar a lei, ou pô-la de parte, não teria sido necessário que Cristo morresse para salvar a humanidade da punição do pecado!

Portanto, afirmar que Cristo anulou ou aboliu a Sua lei ao morrer na cruz é um verdadeiro ABSURDO!

Pelo contrário, Cristo afirmou claramente:
“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.” (Mateus 5:17-20).

Esta lei foi tão válida nos tempos do Antigo Testamento, como foi válida nos tempos do Novo Testamento e É VÁLIDA AINDA HOJE, porque esta lei foi escrita pelo “dedo de Deus” (Êxodo 31:18; Deuteronómio 9:10) e Deus NÃO MUDA (negritos acrescentados):
“Porque eu, o SENHOR, não mudo” (Malaquias 3:6);
“Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.” (Hebreus 13:8);
“Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.” (Tiago 1:17).

A lei de Deus, pela sua própria natureza, é imutável. É uma revelação da vontade e do caráter do seu Autor. Deus é amor, e a Sua lei é amor. Os seus dois grandes princípios são amor a Deus e amor ao homem.

“Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Romanos 13:9-10; negritos acrescentados).

Reparem que Paulo diz que a afirmação “amarás o teu próximo como a ti mesmo” é um RESUMO da lei, não um substituto da lei!

Pois, como poderei eu amar genuinamente os meus semelhantes se não honro o meu pai e a minha mãe, se mato, adultero, furto, minto e cobiço os bens ou as pessoas que pertencem ao meu próximo?

Ou, da mesma maneira, como poderei eu amar a Deus genuinamente se adoro a outros deuses que não o Deus verdadeiro, se faço e adoro imagens, se desrespeito o Seu nome profanando-O ou tomando-O em vão, ou se não O honro respeitando o dia de repouso – o Sábado – que Ele próprio instituiu como memorial do Seu poder criador?

Deus, através do Seu profeta Isaías, lamentou-se da infidelidade do Seu povo nestes termos:
“Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos! Então, seria a tua paz como um rio, e a tua justiça, como as ondas do mar.” (Isaías 48:18), e o salmista declarou:

“Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço.” (Salmos 119:165).

Queridos amigos, aqui está outro poderoso “SEGREDO” para se obter genuína paz e felicidade na vida: OBEDIÊNCIA À LEI DIVINA, que, como vimos, só é possível se andarmos NO ESPÍRITO, para que assim os preceitos da lei se cumpram em nós!

Que Deus vos motive a uma vida de obediência à Sua santa lei, para assim virdes a usufruir das grandes e poderosas bênçãos que Deus tem em reserva para cada um de vós!

6 de maio de 2010

UMA NOVA PESSOA

Já tivemos até hoje quatro conferências e, contando com a de hoje, temos mais quatro conferências pela frente! Até aqui demos grande ênfase a tudo aquilo que convém saber, para uma pessoa se entregar confiadamente nos braços de Jesus Cristo. A partir de hoje vamos falar naquilo que a pessoa que JÁ se entregou a Cristo necessita de saber para se manter n’Ele. Sim, porque a Bíblia claramente ensina que a nossa ligação a Cristo não assume, de imediato, um caráter vitalício, mas está dependente da nossa Vontade em permanecermos do lado de Jesus (cá está, uma vez mais, a importante função da Vontade no nosso relacionamento com Cristo, isto porque Ele, lembro-lhe, não força a Sua permanência na nossa vida!):

“O SENHOR está convosco, enquanto vós estais com ele; se o buscardes, ele se deixará achar; porém, se o deixardes, vos deixará.” (2 Crónicas 15:2).

Vejamos, em primeiro lugar, qual é a condição da pessoa que JÁ se entregou de todo o seu coração a Jesus Cristo:

“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Romanos 8:1). Que verdade fabulosa! Isto é o mesmo que dizer que o nosso “registo criminal” ficou totalmente LIMPO!

Mas estar “em Cristo Jesus” para que “já nenhuma condenação” esteja sobre nós – porque os nossos pecados foram obviamente perdoados! – subentende, ainda de acordo com a Bíblia, que nós nos arrependemos dos nossos pecados e os confessamos a Cristo:

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3:19)

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9)

“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” (Provérbios 28:13; negrito acrescentado).

Este último texto indica também ALGO MUITO IMPORTANTE:

“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará”.

O que significará, neste texto bíblico, a palavra “encobrir”? Significará que poderei ter êxito em ocultar algo que fiz, diante de Deus? Vejamos o que a Bíblia tem a dizer sobre isto:

“Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem e veem todos os seus passos. Não há trevas nem sombra assaz profunda, onde se escondam os que praticam a iniquidade.” (Jó 34:21-22);

“Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas.” (Provérbios 5:21);

“E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.” (Hebreus 4:13).

Vêem como a Bíblia se interpreta a ela própria? Por conseguinte, “encobrir” em Provérbios 28:13 NÃO PODE significar algo que eu possa esconder diante de Deus, mas sim algo que eu escondi, não confessando a Deus! Aliás, o texto opõe as palavras “encobre” com “confessa” (“o que encobre… / mas o que… confessa”), o que deixa, de imediato, pressupor que “encobrir” é o oposto de “confessar”, ou seja, não confessar!

Por que razão é que eu estou a dar grande ênfase a este aspeto? Por uma razão muito simples: é porque a Bíblia AFIRMA, de forma muito clara, que aquele que não confessa “as suas transgressões” (nenhumas ou só uma parte delas!) “JAMAIS PROSPERARÁ”!

Querido amigo, querida amiga, ninguém está interessado em não prosperar na vida, pois não? Pois bem, aqui está UM DOS SEGREDOS DE SUCESSO para a vida, que a Bíblia nos apresenta sem quaisquer ambiguidades! Quer ter sucesso na sua vida? Então CONFESSE as suas transgressões!

David, um dos reis mais conhecidos do antigo Israel, testemunhou da sua própria experiência nos seguintes termos:

“Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.” (Salmos 32:3-4). Por outras palavras, David viveu terrivelmente angustiado ENQUANTO encobriu os seus pecados, não os confessando!

Mas, devemos confessar as nossas transgressões… a QUEM? A um sacerdote ou ministro religioso? A um médico? A um psicólogo? A um terapeuta? A um psicanalista? A um amigo ou vizinho?

Leiamos o que finalmente fez David:

“Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.” (Salmos 32:5; negrito acrescentado).

Sabem por que razão a CONFISSÃO A DEUS é a única que tem resultados positivos na nossa vida? O único tipo de confissão que nos leva à prosperidade? Porque ninguém mais, a não ser DEUS, tem o poder de perdoar os pecados que nós confessamos:

“E os escribas e fariseus arrazoavam, dizendo: Quem é este que diz blasfémias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?” (Lucas 5:21; negrito acrescentado). (Embora, no contexto em que esta passagem se insere, “os escribas e fariseus” estivessem errados ao afirmar que Jesus dizia “blasfémias” – diziam isso porque viam Jesus como um mero homem, não reconhecendo n’Ele um Ser divino! – contudo estavam certos ao afirmar que ninguém “pode perdoar pecados, a não ser Deus”)

Pergunto-vos, então, queridos amigos: o que é que nós ganhamos quando vamos “confessar” pecados a alguém que não os pode perdoar? Não ganhamos NADA, e eu atrevo-me a acrescentar que até podemos perder muito, porque corremos o sério risco de expormos a nossa vida a alguém que possa não ser de total confiança!

Mas então o que dizer do seguinte texto bíblico:

“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados.” (Tiago 5:16)?

Os pecados que cometemos secretamente são para serem confessados APENAS a Deus! Pecados que envolvam outras pessoas devem ser confessados IGUALMENTE às pessoas específicas que nós ofendemos!

Como é que podemos estar certos disto? Jesus disse:

“Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe.” (Lucas 17:3-4; negritos acrescentados).

Repararam bem que pecados eu posso e devo perdoar ao meu próximo?

“Se teu irmão pecar contra ti, … perdoa-lhe”. Que pecados são estes? Aqueles que foram cometidos contra mim! É o que Jesus igualmente afirmou na bem conhecida “Oração do Pai Nosso”:

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!” (Mateus 6:9-13; negrito acrescentado).

Por conseguinte, podemos e devemos perdoar pecados “aos nossos devedores”, mas NÃO PODEMOS, NÃO POSSO perdoar pecados a quem não me deve nada, ou a quem deve alguma coisa mas não a mim! Está claro este ponto?

Então agora ponham-se na posição inversa: se eu devo perdoar pecados que são cometidos contra mim, porque a pessoa que os cometeu se arrependeu, então o que devo eu fazer se sou eu o transgressor? Obviamente confessar os meus pecados diante de quem eu ofendi! Este é o tipo de confissão que Deus pede que eu faça junto de seres humanos! Nada mais do que isso.

Ficou então claro este assunto de que, “ESTAR EM CRISTO” subentende que eu me tenha arrependido e confessado os meus pecados a Deus e a quem eu tenha eventualmente ofendido? E que isso é um dos “SEGREDOS” que a Bíblia me indica para eu prosperar na minha vida?

Voltemos então ao assunto principal da nossa reunião desta noite:

Qual é então a condição da pessoa que JÁ se entregou de todo o seu coração a Jesus Cristo?

Recapitulemos o versículo bíblico que já lemos no início:

“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Romanos 8:1). Vejamos agora mais este:

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Coríntios 5:17).

Uma das imagens mais sugestivas que a Bíblia nos apresenta para descrever a condição da NOVA PESSOA, ou melhor, a transformação pela qual ela passou para se tornar numa NOVA PESSOA, é a do “transplante” cardíaco:

“Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.” (Ezequiel 36:26).

Como agirão agora aqueles que se tornaram novas criaturas em Cristo Jesus? Produzirão os chamados frutos do Espírito:

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (Gálatas 5:22-23).

Eles não mais se comportam em conformidade com os seus erros passados e que são apelidados na Bíblia de “obras da carne”, porque são produzidos pela nossa “carne” (natureza pecaminosa):

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, fações, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas…” (Gálatas 5:19-21).

Doravante, pela fé em Cristo, seguirão os seus passos, refletirão o Seu caráter e purificar-se-ão como Ele é puro. As coisas que outrora odiavam agora amam, e as coisas que outrora amavam agora odeiam:

“Então, vos lembrareis dos vossos maus caminhos e dos vossos feitos que não foram bons; tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniquidades e das vossas abominações.” (Ezequiel 36:31);

“Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça. Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é a morte.” (Romanos 6:20-21).

O orgulhoso e arrogante torna-se manso e humilde de coração. O leviano e o altivo tornam-se sérios e discretos. O bêbado torna-se sóbrio, e o devasso puro.

A MAIOR EVIDÊNCIA de que houve um arrependimento genuíno e verdadeiro no coração da pessoa que se entregou a Cristo, é o facto de ter havido uma reforma completa na sua vida! Se restituir o que tinha roubado, confessar os seus pecados, e amar Deus e os seus semelhantes, o pecador pode estar certo de que passou da morte para a vida!

Vejam aquilo que ocorreu na vida de um homem que passou por esta transformação:

“Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade. Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico, procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. Então, correndo adiante, subiu a um sicómoro [árvore] a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa. Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria. Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que ele se hospedara com um homem pecador. Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.” (Lucas 19:1-10).

Repararam no que aconteceu? Quando Zaqueu decidiu restituir o que tinha roubado como publicano (cobrador de impostos), Jesus imediatamente lhe disse: “Hoje houve salvação nesta casa”! Porque houve salvação genuína, essa salvação de imediato SE MANIFESTOU num desejo espontâneo de restituir o que tinha roubado e de, a partir dali, ter uma atitude radicalmente diferente para com os seus semelhantes: até àquele momento roubava-os, a partir de agora queria repartir com eles a metade dos seus bens!

Zaqueu era agora UMA NOVA PESSOA, porque ele permitiu que Jesus entrasse na sua casa e no seu coração! É verdade que foi Jesus quem tomou a iniciativa de querer ir visitá-lo (lembram-se do que dissemos logo na primeira noite – que Deus é QUEM toma a iniciativa de nos procurar?), mas Jesus pôde entrar porque Zaqueu PERMITIU que Jesus entrasse, e quando Jesus entrou, entrou obviamente a salvação, que SE MANIFESTOU em Zaqueu numa transformação radical da sua vida! Esta transformação radical é aquilo que a Bíblia apelida de CONVERSÃO ou NOVO NASCIMENTO!

Queridos amigos, deixem-me agora ser muito claro acerca de algo que pode ocorrer na vida de alguns de vós, assim como ocorreu na vida de muitas pessoas no passado:

Há pessoas que têm verdadeiramente experimentado o amor perdoador de Cristo e que realmente desejam ser filhos de Deus; contudo, verificam que o seu caráter é imperfeito, que a sua vida é cheia de defeitos, e chegam, por isso, ao ponto de duvidarem se o seu coração já foi renovado pelo Espírito Santo. A esses gostaria de dizer muito claramente: não recuem desesperados! Nós precisaremos de, frequentemente, nos prostrarmos e chorarmos aos pés de Jesus, por causa das nossas faltas e erros, mas não devemos ficar desencorajados. Mesmo que sejamos vencidos pelo inimigo, não somos lançados fora, nem abandonados ou rejeitados por Deus. Não!

David, certa vez, foi vergonhosamente derrotado pelo inimigo ao consentir em fazer algo que ele sabia muito bem que não deveria fazer! Na sua oração de arrependimento e confissão, que encontramos no Salmo 51, ele não apenas pediu que Deus o perdoasse – “compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões” (v. 1) – e o limpasse totalmente – “lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado” (v. 2) – mas pediu igualmente que Deus lhe desse um coração puro (ou seja, orou por uma conversão genuína) – “cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável” (v.10).

Mas, facto interessante, logo a seguir a ter pedido um novo coração, David fez uma afirmação deveras significativa! Disse ele:

“Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito.” (Salmos 51:11) – ou seja, David tinha a certeza de que, apesar do seu pecado, Deus não o tinha abandonado, retirando o Seu Espírito dele!

Sabem qual é o ÚNICO PECADO que não é perdoado por Deus? É muito simples conhecer a resposta, pois a Bíblia afirma que “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” (1 João 1:9). Assim sendo, o ÚNICO PECADO que não é perdoado por Deus é aquele que não Lhe é confessado!

Aqueles que aqui estão esta noite e que já conhecem um pouco mais da Bíblia, poderão estar a perguntar-se, neste momento: então, mas o ÚNICO PECADO que não é perdoado por Deus, não é o pecado contra o Espírito Santo, segundo as palavras do próprio Jesus Cristo:

“Por isso, vos declaro: todo o pecado e blasfémia serão perdoados aos homens; mas a blasfémia contra o Espírito não será perdoada.” (Mateus 12:31)?

Sim, eu blasfemo contra o Espírito Santo, que tem a função de me convencer do pecado (Jesus disse, referindo-Se ao Espírito Santo: “convencerá o mundo do pecado” – João 16:8), quando não confesso um pecado, ou não quero admitir que estou mal, recusando assim a convicção que o Espírito quer operar em mim!

Mas se me deixar convencer pelo Espírito de Deus, e se confiar nesta firme promessa:

“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;” (1 João 2:1),

então, de cada vez que eu cair, eu devo ir junto do meu Advogado, confessando-Lhe o meu pecado, para obter d’Ele o perdão, na certeza de que Ele não me abandonou!

Amigos, orem quando caírem, mas sobretudo OREM PARA NÃO CAIR EM TENTAÇÃO! Foi isso que Jesus nos ensinou na Sua oração modelo:

“e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal” (Mateus 6:13).

Vivendo já uma terrível angústia mental e espiritual, momentos antes de ter sido preso e condenado à morte, Jesus ADVERTIU ainda os Seus discípulos, nestes termos:

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26:41).

Sim, amigos, “a [nossa] carne é fraca” e TOTALMENTE IMPOTENTE para vencer as nossas tendências pecaminosas, herdadas e cultivadas, assim como as tentações diabólicas a que estamos sujeitos! Mas, fazendo aquilo que nos é humanamente possível fazer – vigiar – e entregando ao Senhor, pela oração, aquilo que não nos é possível fazer por nós próprios – vencer a tentação, porque Jesus afirmou claramente: “sem mim nada podeis fazer (João 15:5)” – podemos ser vencedores nesta luta titânica contra o pecado!

O apóstolo Paulo declarou confiadamente:

“Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13).

Que Deus vos conceda a alegria da Sua salvação e vos encha de poder e força, na medida direta em que O buscais continuamente, para assim não perderdes essa tão grande salvação que Ele vos concedeu e que JÁ aceitastes!

5 de maio de 2010

ENTREGA TOTAL

Queridos amigos, um abraço a todos! Acreditem-me, está a ser para mim, pessoalmente, uma grande bênção partilhar com todos vós estas maravilhosas mensagens baseadas na Palavra de Deus. Eu sou o primeiro beneficiário, garanto-vos! Sabem por que é que eu tenho a certeza daquilo que acabei de vos dizer? Porque a Bíblia afirma que “mais bem-aventurado é dar que receber” (Atos 20:35). Na lógica da “matemática” divina, quanto mais se dá mais se tem! Na lógica humana isto não faz sentido nenhum, mas é assim que funcionam as coisas com Deus e na vida de todos aqueles que se entregaram a Deus.

Ontem vimos a importância da nossa Vontade, na medida em que, porque ela é TOTALMENTE respeitada pelo nosso Deus Criador, é sobre nós que recai o peso total da responsabilidade no que concerne ao rumo que seguimos. E foi importante termos ontem falado desse assunto, para melhor abordarmos e compreendermos o tema desta noite, que fala da nossa necessidade de fazermos uma ENTREGA TOTAL a Deus.

Se falássemos do assunto que hoje vamos falar sem termos previamente estabelecido o ponto fundamental que vimos ontem, então alguns de vós poderíeis ficar com a impressão de que Deus é um Deus que quer fazer do ser humano um mero autómato. Ora, tal conceito, que infelizmente alguns possuem, é totalmente erróneo! Como vimos ontem claramente, Deus não força a vontade de nenhuma das Suas criaturas! Por conseguinte, Deus só aceita um louvor e um serviço que Lhe sejam dados de forma voluntária e inteligente (lembram-se da história do escravo, que quis servir o seu senhor, de forma voluntária e inteligente, mas só depois de ter compreendido que esse seu senhor queria fazer dele um homem livre?).

Uma mera submissão forçada impediria todo o desenvolvimento real da mente e do caráter. Ora, NÃO É esse o propósito do Criador para connosco! Ele deseja antes que o ser humano, obra-prima do Seu poder criador, atinja o mais elevado grau de desenvolvimento possível. Ele coloca diante de nós a felicidade a que nos quer conduzir mediante a Sua graça. Ele só tem bons planos para nós:

“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” (Jeremias 29:11).

Ou seja, Deus até nos quer dar aquilo que nós próprios desejamos, SÓ QUE, por vezes (ou muitas vezes) não nos dá o fim desejado pelos meios que nós desejávamos!

Alguém, comentando este versículo bíblico que acabámos de ler, disse o seguinte:

“Deus nunca dirige os Seus filhos de maneira diversa daquela por que eles próprios haveriam de preferir ser guiados, se pudessem ver o fim desde o princípio.”

O grande apóstolo Paulo confirma isso mesmo, por outras palavras:

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28).

Repararam bem? Quantas “coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”? TODAS!

É aqui que entra a questão da FÉ OU CONFIANÇA EM DEUS:

Acredito eu verdadeiramente em Deus?
Acredito eu que Ele quer o meu melhor, a minha felicidade?
Acredito eu que Ele é capaz de me conduzir, na Sua omnisciência, para o fim ou objetivo que eu próprio desejo – a felicidade?
Então, se acredito, DEVO ENTREGAR-ME TOTALMENTE A ELE para que seja Ele, na Sua omnisciência, a conduzir-me!

Compreendem então por que faz sentido uma ENTREGA TOTAL a Ele? Sim, faz sentido, na medida em que eu tenho FÉ em Deus, o que é o mesmo que dizer que deposito n’Ele uma CONFIANÇA TOTAL!

Ao nos entregarmos a Deus, devemos necessariamente abandonar tudo aquilo que nos separa d’Ele. Por isso, o Salvador diz:

“Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14:33);

“Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.” (Lucas 9:23).

TUDO QUANTO AFASTAR O NOSSO CORAÇÃO DE DEUS, PRECISA DE SER ABANDONADO!

Querido amigo, querida amiga, já pensou que coisas na sua vida o/a podem afastar de Deus?

Será o amor ao dinheiro? Ou o desejo de se tornar rico? Ou a riqueza que já possui? Certa vez alguém definiu “RIQUEZA” do seguinte modo:

“Aspiração de todos, a realização de poucos e a ruína de muitos.”

A Bíblia é muito mais contundente ao revelar o que acontecerá àqueles que aspiram a serem ricos:

“Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.” (1 Timóteo 6:9-11).

Nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, é-nos relatado que, certa vez, um “homem de posição” aproximou-se de Jesus, aparentemente com o desejo sincero de alcançar a vida eterna. Mas, em poucos minutos, através de um simples teste que Jesus lhe colocou, ficou claro que aquele homem possuía um grande “amor ao dinheiro”. Eis como Lucas nos relatou o encontro desse homem com Jesus:

“Certo homem de posição perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus. Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe. Replicou ele: Tudo isso tenho observado desde a minha juventude. Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa ainda te falta: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me. Mas, ouvindo ele estas palavras, ficou muito triste, porque era riquíssimo.” (Lucas 18:18-23).

Jesus começou por lhe indicar que o caminho para a vida eterna – algo que ele aparentemente tanto desejava – passa pelo caminho da OBEDIÊNCIA à vontade de Deus, revelada nos Seus mandamentos. O homem respondeu a Jesus que guardava “tudo isso” “desde a [sua] juventude”! Jesus então quis mesmo certificar-se de que era verdade aquilo que o homem tinha acabado de afirmar e, para isso, colocou diante dele um verdadeiro teste: “vende tudo o que tens, dá-o aos pobres”! Tornou-se logo evidente que o homem que se vangloriava de observar os mandamentos de Deus, falhava logo no primeiro mandamento, que diz:

“Não terás outros deuses diante de mim.” (Êxodo 20:3).

Sim, o dinheiro, ou melhor, o amor ao dinheiro, eram, para aquele “homem de posição”, um deus que se interpunha entre ele e o verdadeiro Deus, e que o impediu de se ENTREGAR TOTALMENTE a Jesus para ser Seu seguidor (ou discípulo). Marcos conta que:

“Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.” (Marcos 10:22; negrito acrescentado).

Diante da evidente hipocrisia manifestada por aquele “homem de posição” – que dizia que guardava os mandamentos de Deus quando na realidade não os guardava! – Jesus fez o seguinte comentário:

“Então, Jesus, olhando ao redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Os discípulos estranharam estas palavras; mas Jesus insistiu em dizer-lhes: Filhos, quão difícil é {para os que confiam nas riquezas} entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. Eles ficaram sobremodo maravilhados, dizendo entre si: Então, quem pode ser salvo? Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível. Então, Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos. Tornou Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna.” (Marcos 10:23-30).

Aquele “homem de posição” aproximou-se de Jesus perguntando-lhe o que deveria fazer para herdar a vida eterna. Jesus deixou BEM CLARO, não só diante dele como, depois, diante dos Seus discípulos, qual é a:

CONDIÇÃO PARA SE HERDAR A VIDA ETERNA: uma RENÚNCIA TOTAL a tudo aquilo que afastar o nosso coração de uma ENTREGA TOTAL a Ele!

Só assim começaremos por guardar o primeiro mandamento e acabaremos por guardar todos os outros nove igualmente!

Mas, não são só as riquezas ou o amor ao dinheiro que nos podem impedir de nos entregarmos completamente a JESUS CRISTO!

Que dizer da ambição em ganhar fama, honra e posição diante da sociedade? Ou do desejo de viver uma vida egoísta e livre de quaisquer responsabilidades? Ou do desejo de manter um vício acariciado?

Todos esses laços escravizadores precisam de ser quebrados. Não podemos ser metade do Senhor e metade de nós próprios. Não somos, nem nunca seremos filhos de Deus, a menos que o sejamos inteiramente! Compreendem agora melhor por que é que Jesus disse o que disse (revejamos o que já vimos anteriormente):

“Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14:33);

“Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.” (Lucas 9:23)?

Ou, dito de outra forma:

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento.” (Mateus 22:37-38).

Aqueles que sentem o amor transformador de Deus, não perguntam quão pouco podem dar para preencherem os requisitos de Deus; não desejam o padrão mais baixo, mas desejam uma perfeita conformidade com a vontade do seu Redentor. Com resolução enérgica, deixam tudo, como fizeram outrora os discípulos de Jesus – “eis que nós tudo deixamos e te seguimos” – e manifestam um interesse proporcional ao valor do objeto que procuram.

Uma simples profissão de fé em Cristo sem este amor é mera conversa, formalismo insípido e trabalho penoso e ingrato.

Querido amigo, querida amiga, permita-me ser frontal para consigo: sente que é um sacrifício demasiado grande abandonar tudo por Cristo?

Faça a si mesmo esta pergunta: “Que deu Cristo por mim?”

Pois bem, o Filho de Deus deu tudo – vida, amor e sofrimento – pela nossa redenção. E é possível que nós, os objetos indignos de tão grande amor, Lhe neguemos o nosso coração? Mas a que é que nós renunciamos, quando damos tudo? A um coração poluído pelo pecado, para que Jesus o purifique, o limpe com o Seu próprio sangue, e o salve pelo Seu incomparável amor! E ainda assim, homens e mulheres acham difícil dar tudo?! Deveríamos antes ter vergonha de nós próprios!

Deus não nos pede que renunciemos a nada que seja para o nosso interesse reter. Em tudo o que Ele faz, tem em vista o bem-estar dos Seus filhos.

O ser humano, ao não aceitar entregar-se ao seu Salvador e ao agir contrariamente à vontade de Deus, está, na realidade, a fazer a maior injúria a si mesmo! Não se pode encontrar nenhuma alegria verdadeira na vereda proibida por Aquele que conhece o que é melhor e que planeia o bem das Suas criaturas. A vereda da transgressão é a vereda da miséria e da destruição:

“Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.” (2 Timóteo 3:13);

“Mas os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo. Para os perversos, diz o meu Deus, não há paz.” (Isaías 57:20-21).

“Mas os olhos dos perversos desfalecerão, o seu refúgio perecerá; sua esperança será o render do espírito.” (Jó 11:20).

Muitos se perguntam: “Como posso fazer a entrega total de mim mesmo a Deus?”

Deseja sinceramente dar-se a Ele, mas tem consciência e admite que é fraco em força moral, escravo da dúvida e controlado pelos hábitos ou vícios da sua vida de pecado? Sente tristeza por constatar que as suas promessas e resoluções não têm passado disso mesmo e, pior ainda, não consegue controlar os seus pensamentos, os seus impulsos, as suas afeições?

O conhecimento, muitas vezes secreto, das suas promessas e dos seus votos quebrados ou nem sequer iniciados, envergonha-o e sente a sua confiança enfraquecida na sua própria sinceridade de motivos?

Pior do que tudo, sente que, por tudo isso, Deus não o pode aceitar? Deixe-me dizer-lhe claramente e sem inequívocos: você está enganado!

Sim, Deus quer aceitá-lo COMO ESTÁ, com as suas fraquezas, dúvidas, maus hábitos ou vícios, promessas quebradas, pecados cometidos, relacionamentos desfeitos! Sim, meus amigos, o mesmo Cristo que ressuscitou pessoas enquanto esteve aqui nesta Terra, pode e deseja ressuscitar a sua vida da miséria em que se encontra para uma nova vida com sentido, com alegria e felicidade plenas como você nunca viveu até aqui! Tudo depende da sua Vontade em render-se totalmente a Ele!

Meu amigo, minha amiga, você não pode, não consegue mudar o seu coração (que, como já vimos, “é enganoso e desesperadamente corrupto”); não pode provocar nenhuma mudança radical na sua vida, mas PODE, isso sim, escolher entregar-se a Cristo e servi-Lo de todo o seu coração (como aquele escravo, de que falámos ontem). Pode dar a Ele a sua vontade, isto é, o comando da sua vida, e então Ele, qual piloto de barra eficientíssimo, o conduzirá de um mar revoltoso, e por entre rochedos perigosos, à tranquilidade de um porto seguro!

Assim fazendo, toda a sua natureza será colocada sob o controlo do Espírito de Cristo; as suas afeições centralizar-se-ão n’Ele, os seus pensamentos harmonizar-se-ão com Ele. Em suma:

Ele efetuará “em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2:13).

Não se esqueça disto que lhe vou dizer: desejos de bondade e santidade são corretos até certo ponto; mas, se parar por aí, eles não lhe valerão de nada! Muitos que esperaram e desejaram ser cristãos perder-se-ão (como aquele “homem de posição” de que falámos há pouco) porque não chegaram ao ponto de ENTREGAREM a sua vontade a Deus.

Mas, ao entregar a sua vida a Cristo, alia-se com um poder que está acima de todos os governos e autoridades. Receberá poder de cima para se manter firme, e assim, por meio de constante entrega a Deus, ficará habilitado a viver a nova vida, a vida de fé.

Esta noite, querido amigo, querida amiga, eu gostaria de lhe fazer um convite muito especial. É verdade que, nas noites anteriores, eu já lhe dirigi alguns apelos. Mas não me propus convidá-lo a uma DECISÃO que se pudesse exprimir de forma muito visível, porque sabia que poderia ainda não estar totalmente esclarecido sobre os requisitos e condições para uma TOTAL ENTREGA da sua vida a Jesus Cristo, o nosso Salvador.

Creio sinceramente que agora chegámos a um ponto onde aquilo que deveria saber sobre si e sobre Deus ficou devidamente esclarecido! Por isso, agora é o MOMENTO IDEAL para se decidir, não apenas parcialmente, mas de forma TOTAL, Àquele que se entregou igualmente de forma TOTAL por si.

Vou convidá-lo a sair do local onde se encontra e vir aqui à frente! Talvez se perguntará: por que é que eu tenho de ir à frente? Por uma razão muito simples: para se comprometer consigo mesmo nesta decisão e para testemunhar diante de outros que quer entregar-se totalmente nas mãos do seu Criador e Salvador. Por favor, não hesite mais!

4 de maio de 2010

O PODER DA VONTADE

Queridos amigos, quero uma vez mais saudar-vos com grande cordialidade e carinho e alegro-me por estar convosco de novo, para juntos aprendermos mais sobre a vontade de Deus para nós através da Sua Palavra – a Bíblia.
Vamos apenas recapitular brevemente aquilo que vimos nas duas noites anteriores:
O primeiro tema estabelecemos as bases ou fundamentos daquilo que vos queremos comunicar nos temas seguintes e partimos de alguns axiomas fundamentais, a saber, que Deus existe; que, porque Ele existe, Ele revela-Se, revelou-Se através de muitos profetas e especialmente através de Jesus Cristo; que essa revelação contém e é, em si mesma, uma evidência do grande amor de Deus por nós; e que esse Amor atingiu o seu clímax com a morte de Jesus Cristo na cruz. Vimos igualmente algo sobre a História das nossas origens, tal como nos foi revelada pelo próprio Deus através dos Seus profetas e, tomando em conta essas nossas origens, vimos algo MUITO IMPORTANTE: a grande verdade de que Deus tomou e continua a tomar a iniciativa de vir ao nosso encontro para Se revelar mais plenamente a nós e sobretudo para nos SALVAR de uma vida sem sentido e de pecado.
No segunda tema, vimos onde se encontra o segredo para a nossa cura mental: no facto de termos uma ESPERANÇA sólida na qual nos apoiarmos na vida – e essa ESPERANÇA, ou essa “Rocha”, é Cristo – e de mantermos com Ele um companheirismo baseado na CONFIANÇA. Vimos igualmente que é fundamental que reconheçamos aquilo que nós somos efetivamente: pecadores, que necessitamos de RECONHECER isso mesmo, para podermos ser aceites e perdoados por Deus.
Esta noite iremos falar de um outro “ingrediente” ou elemento MUITO IMPORTANTE para o sucesso do nosso relacionamento com Deus: o poder da nossa Vontade. Mas, antes de falarmos da forma como essa Vontade pode e deve ser gerida por nós, é fulcral que compreendamos a forma como Deus lida com a nossa Vontade ou com as nossas decisões.
Deus é um Deus Soberano, porque foi Ele que criou todo o universo e é Ele que o mantém. Foi Ele que nos criou e é Ele que nos mantém igualmente com vida:
“Só tu és SENHOR, tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus te adora.” (Neemias 9:6);
“... pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.” (Atos 17:28).
Por conseguinte, porque Deus é o Criador e o Mantenedor de todo o universo e de nós próprios, não poderia parecer razoável à nossa compreensão que Ele pudesse exercer a Sua autoridade sobre nós com toda a legitimidade que Lhe é devida? Pois bem, certamente que sim!
Mas, fiquem sabendo uma coisa, prezados amigos: se bem que Deus seja um Deus soberano, a Sua soberania NÃO SE IMPÕE à nossa vontade! Ele nunca o fez, não faz, nem nunca o fará!
Este RESPEITO ABSOLUTO que Deus tem para com a nossa Vontade, deixando-nos com a total Liberdade de a exercermos como nos apraz, foi logo manifestado para com os nossos primeiros pais, Adão e Eva. Vejamos o que Deus lhes disse:
“Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Génesis 2:15-17; itálico acrescentado).
Esta “ordem” dada por Deus a Adão e Eva mostra como Deus os tinha feito seres moralmente livres. Afinal de contas, se eles não tivessem a possibilidade de desobedecer, porquê adverti-los? Sim, a desobediência de Adão e Eva, é talvez a maior prova que nós encontramos na Bíblia de que é possível ao ser humano ESCOLHER LIVREMENTE o que fazer, mesmo que seja algo contrário à vontade de Deus!

Raciocinem comigo no seguinte:
1º) Deus teria ou não teria o poder ou a simples capacidade de IMPEDIR Eva, e posteriormente Adão, de desobedecerem a uma “ordem” que Ele lhes tinha dado? Claro que sim! Bastaria enviar um só anjo que se interpusesse entre Eva e a “árvore do conhecimento do bem e do mal”, para que Eva não tocasse sequer em nenhum fruto daquela árvore, e assim Eva ficaria impedida de desobedecer!

2º) Estaria Deus, que a Bíblia descreve como um Ser omnisciente, a acompanhar os movimentos de Eva quando esta se aproximou da “árvore do conhecimento do bem e do mal”? O que é que acham? Certamente que sim!

3º) Sabia Deus quais seriam os resultados inevitáveis, caso Eva desobedecesse à Sua “ordem”? Certamente que sim! A Bíblia afirma que o “Cordeiro” (que é Jesus Cristo, “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” – João 1:29) “foi morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13:8) – uma clara alusão ao facto de que o plano de resgate preparado por Deus, caso o ser humano viesse a cair em transgressão, já estava IDEALIZADO! (Nota: o Cordeiro não foi morto, “desde a fundação do mundo” DE FACTO, mas sim VIRTUALMENTE, ao ser DADA A GARANTIA, nessa altura, de que Ele morreria!).

4º) Quando Deus se apercebeu que Eva corria o risco sério de vir a desobedecer – o que, de facto, veio, infelizmente, a acontecer! – não terá Ele “imaginado” que poderia subtrair-se ao Seu supremo sacrifício de vir a este mundo morrer uma morte atroz, tão-somente IMPEDEDISSE Ele Eva de desobedecer? É muito provável que sim!

Então, amigos, a CONCLUSÃO que se impõe às nossas mentes com uma lógica subjugante é que, quando Deus teve que DECIDIR entre duas opções:
1ª) OU deixar Eva exercer a sua livre vontade e, nesse caso, ter de passar por um sacrifício supremo,
2ª) OU não consentir em passar por um sacrifício supremo e, nesse caso, impedir Eva de pecar, ou melhor, de exercer a sua livre vontade…

Ele ESCOLHEU A PRIMEIRA OPÇÃO!
Para mim, amigos, esta é a DEMONSTRAÇÃO mais vívida, clara e avassaladoramente poderosa de que a LIBERDADE DE ESCOLHA ou o PODER DE EXERCER LIVREMENTE A SUA VONTADE, que Deus concedeu à Humanidade desde o seu início, é tão SAGRADA, tão INVIOLÁVEL, que Deus preferiu dar a Sua vida por nós, de preferência a subtrair esse dom ao ser humano, mesmo DEPOIS da queda deste em pecado! Pasmem-se perante tão grande evidência de RESPEITO pela LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA!

Resumindo: Deus criou, como vimos, a Humanidade, com a possibilidade desta exercer LIVREMENTE a sua Vontade – porque TINHAM, de facto, a possibilidade de desobedecer – mas, para PRESERVAR essa mesma LIBERDADE no ser humano caído, Deus preferiu morrer, a retirar ao ser humano caído em pecado, esse magnífico dom! Eu fico simplesmente sem palavras para adjetivar convenientemente este dom de Deus à Humanidade! Apenas o podemos AFIRMAR, em “alto e bom som”: DEUS RESPEITA A VONTADE DE CADA SER HUMANO! Ponto final, não temos mais nada a dizer, porque simplesmente não conseguimos dizer mais nada!

Apenas poderemos, com base na EVIDÊNCIA de que Deus respeita a liberdade de consciência de cada ser humano que vive à face deste planeta, nos perguntarmos: se Deus que é Deus, respeita assim a Vontade de cada indivíduo, quem somos nós, seres humanos, para não respeitar a liberdade de decisão do nosso próximo? Saibam, contudo, uma coisa: todos aqueles que, “em nome de Deus” querem impor uma religião, uma doutrina, um dogma ou uma simples ideia a alguém, NÃO SÃO representantes do Deus Verdadeiro, porque o Deus verdadeiro, como vimos, RESPEITA A DECISÃO de cada uma das Suas criaturas! Diz a Bíblia:
“Ora o Senhor é o Espírito; e onde há o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” (2 Coríntios 3:17; negrito acrescentado).

Querido amigo, querida amiga, quero agora fazer-lhe uma pergunta muito sincera e muito direta à sua mente e coração: como se sente ao saber que Deus o/a respeita de uma forma tão sagrada? Não sente que, um envolvimento seu com esse Deus fica assim EXCLUSIVAMENTE dependente de si? Ele procura-o/a, isso é verdade, como vimos logo na primeira noite, mas a DECISÃO final que resultará ou não, num companheirismo com Ele, DEPENDE DE SI! De mais ninguém! Nem de Deus! Mas de si, APENAS, porque Deus QUER TER um relacionamento consigo, mas isso só se efetivará se você CONSENTIR! Ele próprio disse:
“Eis aí estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, [então] entrarei em sua casa, e cearei com ele, e ele comigo.” (Apocalipse 3:20; negritos e sublinhados acrescentados). Deus SÓ entra no nosso coração SE nós CONSENTIRMOS em abrir-Lhe a porta do mesmo!

Certa vez, o Salvador pronunciou as seguintes palavras sobre a cidade de Jerusalém:
“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes! (Lucas 13:34; negrito acrescentado).

Que cena! O Soberano de todo o universo, Aquele que tem o poder de manter todas as coisas em movimento e com vida, LIMITADO pelo poder de escolha das Suas criaturas! Porque “vós não o quisestes”, Jesus nada pôde fazer para beneficiar os “filhos” daquela cidade que NÃO QUISERAM aceitar Cristo como o seu melhor Amigo e Salvador! Jesus, mais tarde, limitou-se apenas a chorar sobre aquela cidade por prever a desgraça que se abateria sobre ela em virtude de O terem rejeitado:
“Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou e dizia: Ah! Se conheceras por ti mesma, ainda hoje, o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos. Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão o cerco; e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação.” (Lucas 19:41-44).

Meu amigo, minha amiga, pense novamente no seguinte: não sente ser uma HONRA, para si, poder ter como seu ajudador, Alguém que, não só o/a ama tanto como tem um profundo respeito por si? Aliás, é porque Ele o/a ama que o/a respeita! O verdadeiro amor é RESPEITADOR do outro. Já imaginou relacionar-se com alguém que afirma amá-lo ou amá-la e, contudo, não o/a respeita? Que tipo de “amor” é esse? A Bíblia afirma sobre o verdadeiro e genuíno amor, o seguinte:
“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13:4-7). Amigos, este é o tipo de Amor que Deus tem por si e por mim!

Este Amor genuíno e verdadeiro só existe:
– no coração de Deus – porque “Deus é amor” (1 João 4:8 e 16);
– e no coração daquele em quem Deus habita, porque está escrito que “o amor de Deus é derramado no nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5:5).

Não quer ser objeto desse Amor tão genuíno e puro, que só existe no coração d’Aquele que o/a respeita como nenhuma outra pessoa o faz? Para isso, só tem que EXERCER o poder que reside na sua VONTADE e DECIDIR aceitar que Cristo entre no seu coração para poder TRANSFORMAR por completo a sua vida!

Deixem-me ilustrar, através de uma história real, como um verdadeiro amor que leva ao respeito da liberdade do outro, pode verdadeiramente ENTERNECER corações a uma entrega sem reservas àquele que tanta consideração manifesta por nós:
Passou-se o seguinte, num mercado de escravos, no tempo da escravatura: o processo de licitação sobre um determinado escravo estava para começar quando este, inesperadamente, do alto do estrado de onde o leiloeiro dirigia aquele leilão de escravos, começou a gritar, a plenos pulmões: “eu não vou ser escravo de ninguém”! Indiferentes à sua reivindicação, o leiloeiro e a multidão ali reunida começaram com o “jogo” das diferentes propostas de preço. O dito escravo, a cada nova licitação mais alta, repetia o seu “slogan” de que não iria trabalhar como escravo para ninguém! O escravo era, aos olhos de muitos dos que ali estavam presentes, uma boa “mercadoria”, uma boa aposta, porque era belo e bem musculado, de modo que as várias licitações tornaram-se muito renhidas, tanto mais que cada um almejava poder adquirir aquele escravo para lhe poder dar uma boa lição de submissão! De repente, alguém apresenta um preço que ultrapassa, e de longe, todos os preços apresentados até ali. Era um preço muito elevado para se pagar por um escravo! Acabaram-se os concorrentes – ninguém mais estava na disposição de competir com aquele elevadíssimo preço! O indivíduo que fez essa licitação foi convidado a subir àquele estrado para efetuar o pagamento e poder levar o seu escravo consigo. E ele veio. Depois de ter pago a quantia que ele próprio tinha sugerido dar por aquele escravo, este, fixando os olhos no seu comprador, disse-lhe frontalmente, e num tom bem exaltado: “Não vou ser seu escravo! Nunca trabalharei para si!”. Com uma calma desconcertante, o senhor que tinha acabado de pagar uma quantia avultada por aquele escravo, diz-lhe: “Eu também não quero que tu trabalhes para mim e que sejas meu escravo! Eu paguei este valor para que tu possas ser livre. Podes ir-te embora porque és, a partir de agora, um homem livre!” Por momentos aquele escravo ficou sem palavras, sem saber se aquilo que ele tinha acabado de ouvir seria mesmo verdade ou não! Perante a sua indecisão e silêncio, o “seu senhor” disse-lhe: “Já te disse, és um homem livre! Podes-te ir embora”! Neste momento, o escravo prostrou-se de joelhos diante daquele seu comprador e disse-lhe, com lágrimas nos olhos: “Meu senhor, quero servi-lo para o resto da minha vida!”.

O que é que provocou, naquele escravo, uma mudança tão radical de atitude? Não preciso de perguntar isto a nenhum de vós, porque sei que todos vós conheceis a resposta: o amor daquele homem por aquele escravo, que se manifestou, de forma bem tangível, num respeito tão grande pela sua liberdade, que não se importou de pagar um preço bem alto para assegurar uma vida livre àquele escravo!
Meus amigos, isto é apenas um pálido exemplo daquilo que Jesus Cristo fez por nós! Disse o apóstolo Paulo:
“Porque fostes comprados por preço.” “Por preço fostes comprados; não vos torneis escravos de homens.” (1 Coríntios 6:20; 7:23).
Que “preço” foi esse pelo qual fomos comprados? Nada mais, nada menos do que a vida do próprio Senhor Jesus!
Amigos, somos livres de ESCOLHER se aceitamos que Deus tome conta da nossa vida ou não, mas uma coisa vos garanto: SÓ HÁ VERDADEIRA, PLENA E TOTAL LIBERDADE, NA PRESENÇA E NA COMPANHIA DAQUELE QUE RESPEITA A NOSSA LIBERDADE COMO NENHUM OUTRO O FAZ!
Jesus disse: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:36).
O apóstolo Paulo certamente que sentia essa liberdade que tinha em Cristo quando escreveu (negritos acrescentados):
“E isto por causa dos falsos irmãos que se entremeteram com o fim de espreitar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus e reduzir-nos à escravidão;” (Gálatas 2:4);
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.” (Gálatas 5:1);
“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.” (Gálatas 5:13).

O apóstolo Pedro tinha o mesmo sentimento de liberdade, e, seguramente por isso, achava que todos os cristãos eram pessoas livres:
“Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus.” (1 Pedro 2:15-16; negrito acrescentado).
Eis a sua opção, amigo/a:
- usar a sua Vontade para permanecer longe d’Aquele que o criou livre e deu a Sua vida para garantir a sua total liberdade; OU:
- utilizar o poder da sua Vontade para escolher livremente fazer uma ALIANÇA com Aquele que lhe poderá dar uma LIBERDADE ETERNA!

Qual acha, realmente, que é a melhor opção?

Deus disse:
“Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; (…) Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade” (Deuteronómio 30:15, 19-20; negritos acrescentados).
Deus faz-nos uma PROPOSTA! É a nós que compete DECIDIR, como já vimos, qual a opção que QUEREMOS aceitar!
Contudo, porque a decisão que fazemos não deixa Deus indiferente (lembram-se de como Ele chorou sobre a cidade de Jerusalém, quando os habitantes daquela cidade optaram pela pior escolha?), e porque Ele nos ama com um amor infinito, Ele permite-Se SUGERIR que escolhamos aquela que é, de longe, a melhor opção: “escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”!

Qual será o melhor momento para tomar esta decisão: hoje ou mais tarde?
Deus responde-nos a esta pergunta, através da Sua Palavra! Mais, quando se trata de algo MUITO IMPORTANTE para nós, a mesma indicação é dada duas ou três vezes:
1) Jesus, muitas vezes, ao querer enfatizar algo, dizia (duas vezes): “Em verdade, em verdade vos digo (ou te digo)” (esta expressão aparece 25 vezes no evangelho de João);
2) No livro de Jó, lemos o seguinte: “Eis que tudo isto é obra de Deus, duas e três vezes para com o homem, para reconduzir da cova a sua alma e o alumiar com a luz dos viventes.” (Jó 33:29-30).
Pois bem, por três vezes, na epístola aos Hebreus, aparece esta indicação da parte de Deus “para com o homem, para reconduzir a sua alma e o alumiar com a luz dos viventes”:
“Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hebreus 3:7-8);
“Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hebreus 3:15);
“Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.” (Hebreus 4:7).
Não pode haver dúvidas: para Deus, o melhor momento do homem fazer a sua escolha por Jesus e pela vida eterna é HOJE!

E não se esqueça que:
“A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida.” (Provérbios 13:12).