18 de novembro de 2011

ESTUDO DO 1º CAPÍTULO AOS HEBREUS

Se entrevistássemos o escritor da carta aos Hebreus, e perguntássemos: Quem é Jesus? A resposta estaria nos versículos dois a quatro ( Hb 1:2 -4). Se pedíssemos que o escritor apresentasse argumentos em favor das suas alegações acerca de Jesus, elas estariam expostas nos versículo seis a quatorze ( Hb 1:6 -14).

A abordagem que faremos à carta aos Hebreus será realizada levando em conta o texto e o seu contexto. Não ficaremos presos à divisão feita em capítulos e versículos, antes analisaremos o contexto, e depois, comentaremos alguns aspectos do texto.
Esta abordagem será necessária para estabelecermos um novo parâmetro de análise como subsídio ao comentário bíblico, diferente do que estávamos fazendo com as outras cartas.
Esta maneira de analisar uma carta é uma ferramenta poderosíssima na interpretação de textos, o que auxiliará em muito o estudo dos nossos leitores quando da leitura de outras cartas bíblicas.
A linha de raciocínio do escritor da carta aos Hebreus ficará grafada na cor vermelha, um recurso para tornar fácil visualizar as diferenças entre texto e contexto. A idéia principal do autor da carta aos Hebreus sempre estará colorida de vermelho, e as outras cores, quando utilizadas, evidenciará outros aspectos pertinentes ao texto e o contexto.
Estou grato a Deus pela vida daqueles que puderem ter acesso a esta abordagem.
Hebreus – Capítulo 1

1 Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,
A idéia principal que estrutura a carta é desenvolvida em uma única linha de raciocínio. Esta linha de raciocínio tem início no primeiro versículo da carta aos Hebreus. A idéia geral que dá estrutura a carta será nomeada de texto.
Durante o desenvolvimento do texto surgirão outras idéias, que podemos nomear subtextos, e que possuem um contexto próprio, porém, são utilizados para complementar ou ilustrar a idéia desenvolvida no decorrer da carta.
A idéia principal geralmente não depende dos subtextos para ser compreendida. Observe:
O versículo um deste capítulo dá início ao texto da carta, porém, só é possível determinar o seu contexto quando da leitura do versículo um do capítulo dois. Só a leitura do capítulo não concede os elementos necessários para se determinar qual o contexto da carta.
Do capítulo um só é possível extrair declarações acerca da pessoa de Jesus. Tais declarações são completas em si mesmas, porém não lançam luz ao contexto da carta.
Só é possível determinar o contexto da carta quando da leitura do capítulo dois, versículo um.
Destaquemos os personagens que compõe a estrutura do versículo um da carta aos hebreus:
"Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho"

Deus – o escritor da carta aos Hebreus fala de Deus, Aquele que se deu a conhecer a Moisés como o 'Eu Sou' “E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós” ( Ex 3:14 );
Pais – Refere-se ao povo de Deus que foi escolhido em Abraão; Ou seja, pais, neste versículo, representam a árvore genealógica do povo de Israel, que teve início com o patriarca Abraão. ‘Pais’ é uma referência a todo o povo de Israel;
Profetas – Eram homens e mulheres escolhidos por Deus dentre os pais para levar mensagens ao povo de Israel;
Nós – referem-se aos cristãos, aqueles que ouviram a palavra de Cristo e o aceitaram como Senhor e Salvador. Observe que o escritor da carta se inclui na narrativa através do pronome na primeira pessoa do plural;
Filho – O escritor fala de Cristo, o Filho de Deus “Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas numa roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?” ( Pv 30:4 ).

Os registos do Antigo Testamento, de Gênesis à Malaquias apresentam a fala de Deus a um povo contradizente “Mas para Israel diz: Todo o dia estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente” ( Rm 10:21 ). Deus falou muitas vezes e socorreu outras tantas o povo de Israel, porém, eles eram um povo contradizente, de dura cerviz.
O cuidado de Deus não se restringiu só em falar por diversas vezes. Ele falou diversas vezes e de muitas maneiras, ou seja, através dos profetas, reis, juízes, salmistas, etc.
Os últimos dias referem-se ao ministério de Cristo, a sua morte, ressurreição e a igreja, o corpo de Cristo.

Obs: Os versículo coloridos de vermelho constituem o texto principal da carta, e os versículos em Azul, constituem subtextos.

2 Filho - A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. 3 O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas; 4 Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.
O escritor deixa o enredo da carta e passa a falar da pessoa de Cristo. Ele abre um parêntese na escrita da carta para explicar quem é Jesus aos cristãos Hebreus.
Se entrevistássemos o escritor da carta aos Hebreus, e perguntássemos: Quem é Jesus? A resposta estaria nos versículos dois a quatro ( Hb 1:2 -4). Se pedíssemos que o escritor apresentasse argumentos em favor das suas alegações acerca de Jesus, elas estariam expostas nos versículo seis a quatorze ( Hb 1:6 -14).
Este é um recurso que na língua portuguesa denominamos aposto explicativo.
O escritor apresenta nove declarações sobre a pessoa de Jesus. Cada declaração não dependente da declaração seguinte para dar consistência a idéia.
Sobre a pessoa de Jesus o escritor da carta aos Hebreus faz as seguintes declarações:
Herdeiro de tudo – “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” ( Rm 8:17 ) – Jesus, como Filho de Deus é herdeiro de todas as coisas;
Fez o mundo – “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele” ( Cl 1:16 ) – Tudo foi criado por Jesus, o Filho amado;
Resplendor da glória de Deus – “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo” ( Tt 2:13 ) – Jesus é o resplendor da glória de Deus;
Expressa imagem de Deus – “O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” ( Cl 1:15 ); “...para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” ( 2Co 4:4 ) – Jesus, o verbo de Deus;
Sustenta todas as coisas – “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” ( Cl 1:17 ) - Todas as coisas subsistem por Cristo;
Purificou os cristãos dos seus pecados – “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados” ( Cl 1:14 ) – Livrou aqueles que creram de todos os pecados;
Assentou-se a destra de Deus – “O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências” ( 1Pe 3:22 ) – Demonstra o poder de Cristo após a ressurreição;
É mais excelente que os anjos – “Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro” ( Ef 1:21 ) – Em todos os tempos o nome de Cristo é sobresselente;
Herdou um nome excelente – “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” ( Is 9:6 ) – Jesus é o nome sobre todos os nomes.
Observe que todos os outros apóstolos comungam da mesma opinião que o escritor da carta aos Hebreus.
Após fazer este breve comentário acerca da pessoa de Cristo, o escritor passa a demonstrar de onde ele tirou as considerações acima.
A base para a crença dos cristãos está nos escritos do Novo Testamento. Para os apóstolos e/ou para o escritor da carta aos Hebreus as bases para as suas afirmações acerca da pessoa de Cristo estão contidas no Antigo Testamento.
Através do vínculo que os escritores do Novo Testamento faz com o Antigo Testamento podemos perceber, de maneira clara, que o Deus do Antigo Testamento é o mesmo Deus do Novo Testamento. Que o Antigo Testamento é divinamente inspirado por Deus, e seus livros contêm as bases do Novo Testamento. Este não subsiste sem aquele!
A Bíblia é um composto de livros em torno de uma idéia única: Deus revelando-se à humanidade!
A mesma estrutura do texto que temos na carta aos Hebreus encontramo-lo na Carta de Paulo aos Colossenses, quando o apóstolo escreve acerca de Cristo. Observe: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; O qual é imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por

COMPREENDER OS “ SÁBADOS” DE COLOSSENSES 2:16

Diz o texto: Colossenses 2:16: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida ou bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados”.
1a. - Porque o apóstolo Paulo não iria contradizer em nada a lei divina que reconhecia como válida e vigente ao exaltá-la como santa, justa, boa, espiritual, prazenteira, digna de ser mantida em mente, segundo também o salmista dissera: “a lei do Senhor é perfeita, e restaura a alma” (Romanos 3:31; 7:12, 14, 22, 25; Salmo 19:7). E além de exaltar a lei divina, Paulo recomendava sua fiel observância e sua utilização de forma legítima
(Efé. 6:1-3; 1 Cor. 7:19; 1 Tim. 1:8).
2a. - Porque Paulo sabia que “o sábado foi feito por causa do homem” (Mar. 2:27), para o benefício físico e espiritual do homem desde a criação (Gén. 2:2, 3; Êxo. 20:8-11), e que, sendo “homem” aplicava-se a ele também. O Apóstolo nunca teria intenção de querer desfazer algo que Deus estabeleceu e sabia não ter autoridade para tanto.
3a. - Porque qualquer noção de “fim do sábado” implicaria em tê-lo como mandamento cerimonial, mas as leis cerimoniais foram instituídas APÓS o ingresso do pecado, exatamente como uma forma de compensá-lo e propiciar expiação mediante seu simbolismo, apontando ao “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29). O sábado não é cerimonial porque foi estabelecido ANTES da Queda (Gén. 2:2, 3). Aliás, as duas únicas instituições que ainda persistem no mundo desde antes do ingresso do pecado são o sábado e o matrimônio, ambos igualmente estabelecidos para o homem (ver Mar. 2:27 e Mat. 19:5).
4a. - Porque Paulo mesmo demonstra fidelidade à observância do sábado. Ele ia às sinagogas pregar aos
sábados, e quando não encontrou sinagoga em Filipos, dirigiu-se a um local junto a um rio para orar. Noutra ocasião ficou um ano e meio em Corinto, e pregava regularmente aos sábados, sem nunca se lembrar de dizer a seus ouvintes que doravante observassem outro dia (Atos 13:14, 15, 42-44; 16:13; 18:4-11). Se ele não fosse respeitador do princípio do sábado não poderia ter autoridade moral de declarar em sua defesa quando sob “graves” acusações pelos judeus: “Nenhum pecado cometi contra a lei dos judeus, nem contra o templo. . .” (Atos 25:8).
5a. - Porque é quase certo que Paulo mesmo escreveu Hebreus (ou ditou a carta a um escrivão cristão), dirigindo-a especialmente aos cristãos hebreus. Ele trata do sentido das leis cerimoniais nos capítulos 7 a 10 e não inclui o sábado como algo cerimonial, antes, dá ao sábado um tratamento muito especial nos capítulos 3 e 4. Hebreus foi escrito pelo ano 64 AD e Paulo ilustra o repouso espiritual que Israel poderia ter alcançado ilustrando-o com o princípio do sábado, não com o domingo, o que seria de se esperar se nessa época os

16 de novembro de 2011

A Ressurreição de Moisés

1: As Escrituras declaram que Moisés morreu e foi enterrado pessoalmente por Deus:Deu 34:5-6: Assim Moisés, servo do Senhor, morreu ali na terra de Moabe, conforme o dito do Senhor, que o sepultou no vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura.

2: As Escrituras falam de que houve uma batalha pelo corpo ou cadáver de Moisés:
(Judas 1:9) – Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo (cadáver) de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda.

3: Moisés desce do Reino de Deus, ao lado de Elias (que havia sido levado vivo aos Céus) para conversar com Jesus:
(Marcos 9:2-7) - E seis dias depois Jesus tomou consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os levou sós, em particular, a um alto monte; e transfigurou-se diante deles; E as suas vestes tornaram-se resplandecentes, extremamente brancas como a neve, tais como nenhum lavadeiro sobre a terra os poderia branquear. E apareceu-lhes Elias, com Moisés, e falavam com Jesus. E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Mestre, é bom que estejamos aqui; e façamos três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias. Pois não sabia o que dizia, porque estavam assombrados. E desceu uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu filho amado; a ele ouvi.
As escrituras declaram o assunto que os três conversaram:
(Lucas 9:30-32) – E eis que estavam falando com ele dois homens, que eram Moisés e Elias, os quais apareceram com glória, e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém.
Juntando as Evidências:
Ponto 1: Elias pôde descer do Céu para conversar com Jesus porque ele havia sido levado vivo aos Céus. (ver II Reis 2:11-12).
Ponto 2: Moisés foi ressuscitado dos mortos, após Miguel ter disputado seu corpo com Satanás, senão nunca teria aparecido para conversar com Jesus.
O cristianismo pressupõe vida após a ressurreição. Sem passar pela ressurreição não há vida. A grande maioria das pessoas apenas será ressuscitada na segunda vinda:
(I Tessalonicenses 4:16) – Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
Para entender melhor este artigo leia A Ressurreição dos Mortos, Partes 1, 2, 3 e 4.
Veja também: Como Pedro sabia que eram Moisés e Elias que desceram para conversar com Jesus?
Como Pedro sabia que eram Moisés e Elias que conversavam com Jesus?
Em Mateus 17, no monte da transfiguração, como Pedro sabia que se tratava de Moises e Elias junto com Jesus?

RESPOSTA:A Passagem bíblica diz:
(Mateus 17:1-6) – SEIS dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte, e transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias. E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o. E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo.

Quando precisamos interpretar uma passagem bíblica, em primeiro lugar devemos encontrar na própria Bíblia outras referências à mesma passagem. Quando lemos apenas Mateus, não entendemos a pergunta que Pedro fez. Pedro queria construir uma tenda para Elias e Moisés? Isso não era algo sem sentido que estava sendo dito naquele momento? O evangelho de Marcos confirma este fato:

(Marcos 9:5-6) – E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Mestre, é bom que estejamos aqui; e façamos três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias. Pois não sabia o que dizia, porque estavam assombrados.

Como vemos o discípulo falou bobagem. Estava assombrado e acabou falando o que não devia.

O Livro de Lucas dá a entender como os discípulos souberam que era Elias e Moisés:

(Lucas 9:30-32) – E eis que estavam falando com ele dois homens, que eram Moisés e Elias, os quais apareceram com glória, e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém. E Pedro e os que estavam com ele estavam carregados de sono; e, quando despertaram, viram a sua glória e aqueles dois homens que estavam com ele.

Pedro, João e Tiago escutaram o que Moisés e Elias falavam. E certamente escutaram Cristo falando algo para eles. Como os três conversavam os nomes provavelmente foram citados durante o diálogo.
PARA ENTENDER O EPISÓDIO DO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO
Analisando o Suposto Aparecimento do Espírito de Moisés no Monte
Alegam os dualistas que na cena da transfiguração (registrada em Mateus 17: 1-8) que era "o espírito" de Moisés que lá aparecera e não seu corpo glorificado, como sustentamos. A Biblia não diz que era o espírito de Moisés que lá se achava. Isto é uma conclusão gratuita. Dizem os evangelhos gue Moisés e Elias lá apareceram ao lado do Mestre, em pessoa, glorificados como o seremos algum dia se permanecermos fiéis até ao fim. Dizer que o texto alude a espírito é ir "além do que está escrito." Consideremos o seguinte:

15 de novembro de 2011

UMA MENSAGEM ESPECIAL PARA OS NOSSOS DIAS

Ramon Umashankar nasceu em Brahmin, na Índia. Os anciãos da aldeia ensinaram-lhe desde pequeno que ele era um deus e para provar a sua divindade deveria praticar ioga e a meditação. Quando se tornou adolescente, Ramon começou a duvidar de ser realmente possível encontrar a Deus através dos vários ídolos que eles adoravam nos templos hindus.
Ramon começou a examinar a Bíblia e as afirmações de Cristo. Ele sentia um profundo respeito por Jesus e a Sua humildade. Ramon ficou impressionado por Jesus afirmar ser o único Filho de Deus. Ele percebeu que muitos cristãos aparentavam uma paz que ele não fora capaz de alcançar com anos de meditação. Ainda assim, Ramon estava determinado a encontrar a verdade dentro da sua própria religião, o hinduísmo.
Certo dia, ele assistiu a um filme sobre a vida de Cristo. Pela primeira vez percebeu que Jesus tinha experimentado sofrimento e medo como ser humano. Antes, ele pensava que Jesus tivesse usado de alguma maneira os Seus poderes sobrenaturais para escapar à dor da crucifixão. Agora, ele não podia explicar a cruz. Ele se perguntava: Como foi possível que Jesus passasse por tamanha provação em favor de homens pecadores?
À medida que Ramon continuava a meditar sobre a morte de Cristo, ficava incrivelmente maravilhado por tal demonstração de amor. Então, ele decidiu desistir do seu tão desejado estatuto na sociedade e entregar a sua vida a Jesus, o Salvador. Em comparação com o sacrifício de amor de Cristo, disse Ramon, “tudo o mais perde o seu valor”.
Esse jovem descobriu a verdade central do cristianismo: Jesus, o Salvador do mundo.
1. QUAL É A RELIGIÃO QUE SALVA?
Jesus é o único caminho para a salvação.
“Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos”. Atos 4:12.
A Bíblia claramente afirma que estamos perdidos no pecado. Assim, estamos sujeitos à pena do pecado: a morte (Romanos 6:23). Todos pecaram (Romanos 3:23), por isso, todos estão sujeitos à morte. Jesus é o Único – não há nenhum outro – que posse resgatar-nos da condenação do pecado.
“Todo aquele que olhar para o Filho e n´Ele crer tenha a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia”. João 6:40
Há apenas uma religião verdadeira:
“Há um só Senhor, UMA SÓ FÉ, um só batismo”. Efésios 4:5
2. SERÁ QUE DEUS TEM UMA MENSAGEM ESPECIAL PARA OS CRITÃOS DOS ÚLTIMOS DIAS?
Sim. Essa mensagem está dividida em três partes e aparece em Apocalipse 14:6-16. A proclamação dessas mensagens dadas por três anjos culmina com a segunda vinda de Cristo (versos 14-16).
(1) A MENSAGEM DO PRIMEIRO ANJO
“Então vi outro anjo, que voava pelo céu e tinha na mão o evangelho eterno para proclamar aos que habitam na terra, a toda nação, tribo, língua e povo. Ele disse em alta voz: ‘Temam a Deus e glorifiquem-no, pois chegou a hora do seu juízo. Adorem aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas’”. Apocalipse 14:6, 7.

14 de novembro de 2011

AS SETE COISAS QUE DEUS ABORRECE

“Estas seis coisas aborrece o Senhor, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, a língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente, e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal, e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãosProvérbios 6.16.
- "olhos altivos"- a exaltação própria impede a pessoa de confessar os seus pecados e de se humilhar diante de Deus. Persistindo nesta situação, não pode haver salvação. O altivo está excluído das portas da vida tão certamente como se Deus o odiasse (sentimento que Deus não tem, Deus não odeia, porém, não suporta o pecado), (cf. Job 21:22; Sal. 18:27).
- "língua mentirosa" - O nosso Deus é Deus da verdade. As mentiras não fazem parte do Seu caráter. A mentira de Satanás arrastou uma multidão de anjos. As mesmas mentiras transformaram o mundo num campo de batalha.
- "mãos que derramam sangue" - As mãos assassinas, o coração que transborda maldade e os pés ligeiros para fazer o mal são as formas mais activas de atacar o inocente (ver Gén. 6:5; Is. 59:7).
Deus odeia toda a maldade que gera a morte, mas detesta a maledicência. Ele execra a calúnia porque nasce no coração de lacaios, de medíocres, que só desopilam o baço quando arranham a reputação de alguém. O caluniador crava suas unhas na vida das pessoas que admira, e não nota a rejeição que provoca no coração de Deus.
- "testemunho falso" - o faslo testemunho é um mentiroso que apresenta acusações sem fundamento. Estas são as mentiras proíbidas pelo nono mandamento (Êx. 20:16). Emprega-se no perjúrio para proteger

11 de novembro de 2011

A VERDADEIRA RELIGIÃO

O Cristianismo é um princípio de vida de origem divina. Ele é, num sentido geral, a continuação do que conhecemos como Judaísmo, isto é, a síntese dos ensinamentos ministrados aos hebreus, enviados através dos patriarcas e profetas. A única diferença é o cerimonial típico dos sacrifícios, praticados pelos judeus e que tiveram cumprimento no sacrifício de Jesus, para o qual aqueles sacrifícios apontavam. Vindo o verdadeiro sacrifício do qual aqueles eram sombra, não se faziam mais necessários aqueles ritos simbólicos, como os holocaustos,festas cerimoniais e a circuncisão, entre outros.

O Cristianismo sintetiza os ensinamentos de Jesus Cristo, de amor a Deus e ao próximo. Pelo Seu sacrifício, a humanidade seria restabelecida, novamente, a ligação com Deus, rompida pelo pecado, no Éden. Este é o verdadeiro sentido da palavra “religião”. Ela significa “religação”. Portanto, a verdadeira religião não é uma instituição ou denominação religiosa, mas uma pessoa: Jesus Cristo. Ele é a verdadeira religião e o único caminho por meio do qual o homem pode ser restabelecido à comunhão e ao favor do Pai.

Este caminho foi claramente definido por Jesus, ao dirigir-se a Natanael, um dos Seus discípulos, no início do Seu ministério em favor dos homens. Disse Ele, referindo-se a Si próprio: “Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho de Deus”(S. João 1:51). Esta mística ligação com o céu já havia anteriormente sido manifestada através da Palavra de Deus, muitos séculos antes, quando Jacó, fugindo da ira de seu irmão Esaú, teve um sonho da parte de Deus: “E sonhou: e eis uma escada era posta na Terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela” (Génesis 28:12).

9 de novembro de 2011

PALAVRAS MENTIROSAS (9º Mandamento)

Êxodo 20:16 “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.”
Perguntas e Textos para Debate (Textos e alguns comentários)

1- “29 Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. 30 E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção. 31 Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfémia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós,32 Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” Efésios 4:29-32.
Nota: “…palavra torpe,” (v29-32) ou “corrompida”, “podre” ou seja, palavras escarnecedoras, anedotas e cantos obscenos, bem como, conversação frívola e indecente, estas devem estar ausentes da vida do cristão. Na verdade são elas que indicam que não se produziu o processo da regeneração.
Na verdade, não é suficiente que o cristão se abstenha da linguagem imprópria; as suas palavras devem ser construtivas e úteis. Jesus admoestou contra o uso das palavras ociosas (Mat. 12:36), ou palavras sem um bom propósito.
“Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos perdoando-vos…” (v.32) “benignos”, “gentis”, “bondosos”. A simples amabilidade ou gentileza é uma das características que mais profundo falam a favor do cristão; é um fruto do Espírito (Gál. 5:22). A benignidade é o oposto da malícia de Efésios 4:31. A conversão transforma a malícia em benignidade mediante uma alquimia espiritual.

2- “6 Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. 7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” Filipenses 4:6-7
Nota: “Não estejais inquietos…”, “estar ansiosos” (cf. Mat. 6:25). A vida, naturalmente, pode levar-nos a preocupações desesperadoras e estas o serão cada vez mais tanto quanto as façamos depender de nós. É possível afundarmo-nos nessa ansiedade e ficarmos encurralados. O apóstolo Pedro (1ª Ped. 5:7)aconselha “lançando toda a ansiedade sobre Ele”, esta prática só é possível na proximidade da nossa vida com a Sua vida. Então “a paz de Deus” (v7), ou “paz que Ele nos confere”. O que não é a mesma coisa que ter “paz com Deus” (Rom. 5:1), a paz que Deus confere resulta de ter paz com Deus ou seja a salvação. Podemos ter a salvação e sofrer as pressões da vida, razão pela qual Paulo nos exorta em Filipenses 4:6-7.

3- Filipenses 4:6 “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um.”
Nota: O viver e o falar do cristão são duas linhas paralelas – carris do combóio.

144 mil e Purificação de Animais para Alimento

8 de novembro de 2011

Desculpas Para Justificar a Não Obediência a Um dos Mandamentos

Numa análise crítica elogiosa do livro do Dr. Samuele Bacchiocchi, Divine Rest for a Restless Humanity Divino[Descanso Para Uma Humanidade Intranqüila] a tradicional revista evangélica americana Christianity Today menciona que o mandamento do sábado é o "mais negligenciado" na sociedade moderna. E as desculpas com que se busca justificar tal negligência são várias, mas alistamos 10 das mais "clássicas", porém não menos "esfarrapadas".
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1a. - A lei foi inteiramente abolida, restando-nos agora apenas os mandamentos de amor a Deus e ao próximo; não mais o velho código de leis veterotestamentário, mas regras esparsas aqui e acolá pelo Novo Testamento; nada de codificação legal à base do “faça isso” ou “não faça aquilo”.
Ponderações e perguntas para reflexão: Os princípios de amor a Deus e ao próximo são só do Novo Testamento? Que tal examinar Levítico 19:18 de Deuteronômio 6:5? Jesus mesmo declarou: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (João 14:15). Também no Novo Testamento temos inúmeras regras de “faça isso” e “não faça aquilo”. Os autores do Novo Testamento não dizem simplesmente: “Contemplem a Cristo e isso é tudo quanto precisam fazer. Não se preocupem com regras nenhumas, de fazer isto ou não fazer aquilo”.
O contemplar a Cristo deve motivar o crente e buscar saber como melhor servi-Lo, e quantas instruções específicas se acham nas páginas neotestamentárias a respeito do que fazer e não fazer. Eis alguns exemplos tomados ao acaso: “compartilhai as necessidades dos santos”; “praticai a hospitalidade”; “não sejais sábios aos vossos próprios olhos”; “apresentai os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”; “lançai fora o velho fermento”; “não vos associeis com os impuros”; “fugi da impureza”; “se alguém tem fome, coma em casa, a fim de não vos reunirdes para juízo”; “não havendo intérprete, fique calado na igreja”; “tornai-vos à sobriedade”; “orai sem cessar”.
2a. - Devemos ser santos ao Senhor todos os dias, não somente no dia de sábado.
Ponderações e perguntas para reflexão: Acaso o conceito de santidade diária EXCLUI a necessidade de manter-se esse dia de repouso? Uma vez que Cristo disse ter sido o sábado estabelecido “por causa do homem” (Marcos 2:27), isso se aplica a todos os povos, em todas as épocas.
O dever de ser santos ao Senhor sempre NÃO É NENHUMA NOVIDADE, coisa só da “dispensação cristã”, como alguns imaginam. Basta ler a ordem divina em Êxo. 19:6—“sereis nação santa”. E em Deut. 5:32 e 33 é ordenado ao povo de Israel: “Cuidareis em fazerdes como vos mandou o Senhor vosso Deus: não vos desviareis, nem para a direita, nem para a esquerda. Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor vosso Deus, para que vivais, bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir.” No capítulo seguinte lemos ainda: “Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te” (Deut. 6:6, 7). Assim, na “dispensação cristã” é reiterado, não “inaugurado” esse princípio de sermos SEMPRE santos ao Senhor: “Sede, vós, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:48). Simples de entender e perceber, não tão simples de praticar, não é mesmo?
3a. - Guardar o sábado “judaico” seria posicionar-se “debaixo da lei”, mas nós agora estamos é “debaixo da graça".

7 de novembro de 2011

ESTUDO DO CAPÍTULO 4 DA ESPÍSTOLA AOS FILIPENSES

1. Introdução (v.1). A conjunção “portanto” (hōste) liga o capítulo 4 ao texto precedente (cap.3) e o conclui. Os temas anteriores, como por exemplo, “a cidade celeste”, “a vinda do Senhor” e a “transformação dos nossos corpos corruptíveis” (3.19-21) são os fundamentos da firmeza cristã nos grandes vendavais da vida. “Portanto”, diz Paulo, “estai assim firmes no Senhor”. O verbo stēkete é uma ordem bíblica (imperativo), e deve ser uma condição permanente (aoristo).

Todavia, a segurança do crente não está fundamentada na “incerteza das riquezas” (1 Tm 6.17), e muito menos na “falibilidade dos projetos humanos” (Tg 4.13-17), mas “no Senhor” (en Kyriō). É firmados na Rocha Eterna que temos completa segurança salvífica. Esta afabilíssima admoestação é entrecortada com expressões afetuosas que recordam a bondade dos cristãos filipenses: “irmãos amados e saudosos”, “alegria e coroa”.

2. Exortação à unidade teológica (vv.2,3). Nesta seção, Paulo exorta duas possíveis diaconisas da igreja em Filipos: Evódia e Síntique. O verbo “exortar” ou “instar” (parakalō) é usado duas vezes e atribuído a cada personagem. Com isto Paulo demonstra o quanto é imparcial nesta querela. Saulo insta para que elas “sintam o mesmo no Senhor”. Vejo aqui um jogo de palavras, uma vez que o significado do nome Evódia (viagem próspera) se relaciona ao de Síntique (afortunada). Embora o texto bíblico não apresente o motivo pelo qual as duas cristãs estavam em desacordo, acredito que a causa era teológica.

O verbo phroneō , “pensar”, é usado frequentemente com o sentido de “formar uma opinião” ou “emitir um juízo”, como em At 28.22 e 1 Co 13.11; e o uso do dativo “no Senhor” (en Kyriō), reflete que este assunto não estava relacionado a brigas insignificantes, mas, antes, a um assunto relacionado à mensagem do evangelho dentro da igreja.

6 de novembro de 2011

TERÁ SIDO ANULADA A LEI DOS ANIMAIS LIMPOS E IMUNDOS

Marcos 7:19 – “Porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E assim considerou ele puros todos os alimentos.”
O objetivo deste trabalho é esclarecer certas afirmações bíblicas, que por serem mal interpretadas, são usadas em defesa de ensinamentos não sancionados pelas Escrituras Sagradas.
Para uma boa compreensão deste assunto três princípios hermeneuticos devem ser relembrados:
1º) A Bíblia deve ser seu próprio intérprete.
2º) O contexto quase sempre ajuda a explicar o texto.
3º) Colocar os fatos narrados em sua moldura histórica.
Para chegarmos ao exacto sentido do que Cristo quis dizer com a frase:
“Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa contaminar;” e a declaração de Marcos – “e assim considerou ele puros todos os alimentos”, precisamos analisar outras passagens bíblicas, que nos esclarecerão sobre o exato significado destas afirmativas. As duas mais significativas seriam:
a) A experiência de Pedro em Atos 10;
b) Os esclarecimentos paulinos em Romanos 14.
Estaria Cristo com esta declaração anulando ensinamentos do Velho Testamento? A classificação dos animais em limpos e imundos agora deixaria de existir?
Peçamos a Deus que nos esclareça a mente, para entendermos com clareza os sábios ensinamentos da Sua Palavra.
Comentários Gerais
I. A Experiência de Pedro com Cornélio.
Lucas relata a experiência com uma pessoa de posição social, da cidade de Cesaréia, chamada Cornélio. São salientados os predicados do seu caráter: piedosa e temente a Deus com toda a sua casa, dava muitas esmolas aos necessitados e de contínuo orava a Deus. Apesar destes atributos, ele necessitava da orientação divina, para melhor compreender o Seu plano. Foi esta a razão que ao estar orando um anjo lhe indicou que devia chamar a Pedro para lhe dar nova orientação.
Cristo, conhecendo que Pedro não estava preparado (preconceito) para este mister, deu-lhe a visão do terraço, na hora sexta (para nós ao meio-dia). Sendo a hora da refeição ele estava com fome e ao estar esta sendo preparada, ele viu o céu aberto, do qual descia algo como um grande lençol, repleto de animais próprios e impróprios para a alimentação. Neste ínterim, ele ouve aquelas tradicionais palavras: “Levanta-te, Pedro; mata e come” (Actos 10:13). Mas ele replicou com decisão e firmeza: “De modo nenhum, Senhor, porque jamais comi coisa alguma comum e imunda.” (10:14). A voz replica: “Ao que Deus purificou não consideres comum.” (10:15).
O relato sem levar em consideração o contexto, e a interpretação através do conjunto das Escrituras, pode significar que não há alimentos imundos, já que Deus a todos purificou, porém, todos sabemos, que através desta visão, Deus queria ensinar a Pedro a não fazer distinção entre pessoas. Terminada a visão, Pedro entra em reflexão sobre o exacto significado da vidão, aproximam-se os mensageiros de Cornélio com o inusitado convite pana que fosse a sua casa. Iluminado pelo Espírito Santo ele compreendeu por fim o significado da visão.