O tema central da epístola aos romanos é a pecaminosidade generalizada da humanidade e a abrangência universal da graça de Deus, sendo esta o único meio pelo qual os pecadores obtêm o perdão e são restaurados à perfeição e a santidade. A graça é obtida unicamente pela fé em Jesus Cristo, que morreu, ressuscitou e vive eternamente para restabelecer o pecador arrependido aos propósitos originais instituídos na criação(a).1
Quando Paulo escreveu esta carta, em sua mente sobrevinha os problemas que surgiram em seus conflitos com os judaizantes. Contudo, ele centralizou sua mensagem no plano de Deus para combater o pecado. Os principais versos desta carta são Romanos 1:16-17, sendo os demais uma dissertação sobre eles. Ao longo de seu discurso, Paulo demonstra que tanto judeus quanto os gentios pecaram e continuam afastados de Deus (Romanos 3:23-24). Ele declara que não há desculpa para este afastamento, pois todos sem exceção tiveram a oportunidade de conhecer a Deus e os Seus propósitos em algum momento de suas vidas (Romanos 1:18-21).
Assim, todos estariam com devida justiça sob a condenação da morte eterna se não fosse a graça de Deus, pois não existe ninguém capaz de se libertar por si mesmo de sua condição pecaminosa; ninguém possui a vontade natural de obedecer a Deus (Romanos 8:5-9 cf. Gênesis 6:5-6, Romanos 7:15-18). Paulo destaca ainda que as tentativas legalistas de seguir a lei resulta em fracasso, além de evidenciar arrogância ao buscar "justiça própria" sem o reconhecimento da debilidade e necessidade de um Salvador, Jesus Cristo (Romanos 9:30-33 cf. Isaías 8:14).
Tudo que se pede do pecador é que exerça a fé que o ajudará a obter o perdão de seu passado pecaminoso, que o habilite a receber ajuda divina para desenvolver uma vida de retidão. A carta aos romanos responde a pergunta dos séculos: "Como poderia o homem justificar-se diante de Deus?" (Jó 9:2 BJ). Ninguém pode julgar-se justo caso não se justifique com o Criador (Isaías 1:18; Isaías 43:25-26). E Paulo apresenta a maneira como Deus guia o homem na justificação através de Cristo, e enfatiza a relação harmoniosa entre Sua lei e a graça (Romanos 5:1-2; Romanos 2:13 cf. Romanos 6:15).
Restringiremos-nos, no entanto, a analisar alguns versos dessa carta dentro do contexto em que eles estão inseridos, diferentemente daqueles que os avaliam de forma isolada com o objetivo de manter crenças pessoais que não correspondem aos ensinos das Escrituras Sagradas, como por exemplo, acreditar que lei de Deus foi anulada por Sua graça.
Romanos 7:6
A expressão "libertados da lei" refere-se a absolvição da penalidade pela transgressão da própria lei.2 Este mesmo ensino é encontrado em Romanos 6:14-15(b). Em ambos os casos, declara-se que o pecador arrependido que abandonou a sua conduta pecaminosa ("aquilo que antes o prendia"), e buscou a Cristo para interceder por ele, não está sujeito a condenação por ter transgredido a lei de Deus (Romanos 7:5), pois a graça concedeu-lhe o perdão (cf. Ezequiel 33:12-16; Miquéias 7:18-20; Hebreus 8:10-12). Entretanto, se o pecador beneficiado retornar a transgredir a lei, ela novamente mostrará o pecado cometido e o condenará. A lei exercerá o seu direito de cobrar justiça. O pecador estará mais uma vez cativo "àquilo que antes o prendia", o seu pecado, e consequentemente sujeito a devida punição, a morte eterna. Ele novamente terá que recorrer a graça de Deus e ao auxílio do Espírito Santo caso deseje se livrar dessa situação (Romanos 6:22-23).
Romanos capítulo 7 descreve a luta contra as tendências maléficas que habita a mente humana, e a experiência da pessoa regenerada pelo Espírito Santo; uma batalha incessante entre a velha e a nova natureza (Romanos 7:15-25; II Coríntios 5:17). Muitos reconhecem a condição pecaminosa em que estão envolvidos, todavia, escolhem não passar pelo processo de conversão e mantêm a vida de pecados. Os próprios versos desse capítulo esclarecem a atuação da lei e as consequências de transgredi-la:
A lei é espiritual (verso 14), mas o homem envolvido em seus pecados não se considera subordinado à ela. O homem transgride a lei porque sua natureza é carnal, e a situação se agrava quando ele ignora as orientações do Espírito Santo:
Enquanto Deus diz: 'Não matarás', 'não adulterarás'; 'não dirás falso testemunho'; 'lembra-te do dia de sábado, para o santificar'; 'não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão'; e etc. (Êxodo 20:3-17), o homem carnal seduzido por seus desejos pecaminosos infringe os mandamentos da lei. Porém, quando submetesse a orientação do Espírito Santo, ele deixa de transgredi-la. Ele abandona a sua antiga vida de pecado e volve-se com os propósitos de Deus. Assim, estará livre da condenação da lei ("libertado da lei").
"Paulo frisou especialmente os profundos reclamos da lei de Deus. Mostrou como ela alcança os íntimos segredos da natureza moral do homem, derramando um dilúvio de luz sobre aquilo que tem estado oculto à vista e ao conhecimento dos seres humanos. (...) A lei esquadrinha seus pensamentos, motivos e propósitos. As perigosas paixões que permanecem ocultas à vista dos homens: a inveja, o ódio, o sensualismo, a ambição, as propostas perversas nos profundos recessos do coração, ainda não executadas por falta de oportunidade, tudo isso a lei de Deus condena."4
Romanos 9:30-33
Confiante em mérito próprio, o povo de Israel buscava seguir a lei, mas não teve sucesso em cumpri-la. A razão desse fracasso é que a justiça baseada na lei exige uma observância perfeita de seus preceitos e a natureza do pecador não possui capacidade para isso. Portanto, os judeus não atingiram os propósitos da lei porque depuseram em si mesmos a capacidade para satisfazer a sua exigência (Romanos 10:1-3). Pretendiam ser justos confiando em suas obras, agiam apenas por formalidade. "Aquele que procura tornar-se santo por suas próprias obras, guardando a lei, tenta o impossível. O erro oposto e não menos perigoso é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da lei de Deus."5 (Romanos 3:19-20). Embora a justiça seja obtida pela fé, ela não anula a lei de Deus:
"Fé e obras" sempre estiveram juntas complementando-se (Tiago 2:22). Todo pecador que tenta justificar-se meramente por obras, tropeçará, cairá e se ofenderá (I Pedro 2:1-8). Cristo veio para trazer a Sua justiça aos que a aceitassem pela fé. Os que a procuravam de outra forma escandalizaram-se com Cristo e Sua mensagem (Mateus 15:12-14 cf. Isaías 8:14-16). Os israelitas estavam tão apegados no conceito deturpado de que a justiça podia ser obtida unicamente por obras, que abertamente se opuseram contra Jesus e finalmente O assassinaram (João 6:41-66; Marcos 11:15-18).
A culpa não era da "Pedra" (Jesus Cristo), mas da atitude daqueles que interpretaram erroneamente as Escrituras, isso os conduziu a rejeitarem os ensinos de Jesus (Isaías 53:1-3). Cristo crucificado era um tropeço para os judeus e loucura para os gentios, mas era poder e sabedoria de Deus para os que O aceitavam (I Coríntios 1:22-25). Jesus é Pedra de tropeço para os soberbos e desobedientes, contudo, Pedra preciosa para os que guardam os mandamentos de Deus baseados na fé (Apocalipse 14:12 cf. I João 2:1-7, I João 5:1-4).
"Paulo sempre exaltou a lei divina. Ele havia mostrado que não há poder na lei para salvar os homens da penalidade da desobediência; que os pecadores precisam arrepender-se de seus pecados, e humilhar-se perante Deus. Precisam também exercer fé no sangue de Cristo como o único meio de perdão. Mediante arrependimento e fé podiam ficar livres da condenação do pecado, e pela graça de Cristo ser capacitados daí por diante a render obediência à lei de Deus."6
Somente pela fé em Jesus pode o homem atingir verdadeiramente as exigências que a lei de Deus requer. Os judeus exaltavam a lei e não exerciam a fé em Cristo, e hoje, inversamente, a maioria dos cristãos dizem que exercem fé em Cristo enquanto anulam de suas vidas essa mesma lei praticada e ensinada por Ele.7 E nos "bastidores" está Satanás, aplaudindo judeus e gentios que aceitam seus enganos e diretamente lhe auxilia a promover a separação entre "fé e obras", "graça e lei" (Apocalipse 12:17).
Romanos 10:4
A palavra "fim" utilizada neste verso provém do substantivo grego "telos", e apresenta o significado de: propósito, objetivo, finalidade, meta. Em Romanos 10:4, ela não é empregada no sentido de: "cessar", "terminar" ou "abolir". A aplicação de "telos" indicando desígnio ou intenção é observada também em I Pedro 1:9:
Obviamente que a salvação não anula a fé. Pedro demonstra que a fé tem a finalidade (objetivo, intuito) de alcançar a salvação, assim como Paulo ensina que a lei tem a finalidade de nos conduzir a Cristo para que possamos obter o perdão dos pecados, isto é, obter a graça através da fé (cf. Gálatas 3:24). Paulo não declara que a lei findou, pois ele mesmo disse que a fé em Cristo e a confiança em Sua graça não invalidam a lei (Romanos 3:31; Romanos 6:14-15). Eis outros versos que utilizam a palavra "fim" (telos) com o sentido de propósito, intenção, objetivo:
"A lei de Deus é o espelho que apresenta um reflexo completo do homem como ele é, lhe expõe a imagem correta. Alguns darão meia volta e esquecerão esse quadro, ao passo que outros empregarão nomes injuriosos contra a lei, como se isso curasse seus defeitos de caráter. Outros ainda que condenados pela lei se arrependerão de suas transgressões e, pela fé nos méritos de Cristo, aperfeiçoarão o caráter cristão."8
"Não admira que os transgressores da lei de Deus no tempo presente se afastem dela o máximo possível, pois ela os condena. Os que afirmam que os Dez Mandamentos foram abolidos na crucifixão de Cristo encontram-se num engano análogo ao dos judeus. O ponto de vista de que a lei de Deus é rigorosa e insuportável constitui um desacato Àquele que governa o universo de acordo com os Seus santos preceitos. Há um véu(c) sobre o coração dos que sustentam esse ponto de vista ao lerem tanto o Antigo como o Novo Testamentos. O castigo pela menor transgressão dessa lei é a morte, e se não fosse Cristo, o Advogado do pecador, ele seria aplicado sumariamente a todo ofensor. A justiça e a misericórdia se acham mescladas. Cristo e a lei permanecem lado a lado. A lei condena o transgressor e Cristo intercede pelo pecador."9
Romanos 14:5
Este verso é usado de maneira indevida com intuito de alegar que não existe importância na guarda sabática descrita no quarto mandamento (Êxodo 20:8-11; Gênesis 2:1-3 cf. Hebreus 4:9-10); que não há necessidade de reservar o sétimo dia da semana exclusivamente para os desígnios de Deus (Isaías 56:2; Isaías 58:13-14 cf. Atos 16:13).
Paulo quando mencionou que existem pessoas que não se importam com dias especiais, ele não estava dizendo que esses dias eram descartáveis, mas incentivando que cada um examinasse cuidadosamente suas concepções a esse respeito. O tema de Romanos capítulo 14 é o auxílio ao próximo sem promover julgamentos ou condenações por suas crenças. Paulo exemplifica esse assunto citando questões que envolvem datas importantes e opções alimentares e, ao final, faz a seguinte recomendação: "Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova." (Romanos 14:22 NVI).
Além disso, ele não estava se referindo ao sábado, mas aos dias de celebração(d) e de jejum(e). Estes dias causavam dúvidas e até mesmo desavenças. Os cristãos judeus possuíam dias festivos e de consagração na qual um cristão gentio poderia optar em participar, assim como o próprio judeu tinha essa liberdade. E as recomendações quanto a isso foram que cada cristão avaliasse por si mesmo o valor desses dias e, evitasse o desprezo e as críticas pelas decisões dos demais. Diferentemente, o sábado do quarto mandamento não é optativo ou sugestivo, assim como não são os demais preceitos do Decálogo.
Cada cristão é responsável por si próprio perante Deus (Romanos 14:10-12). O que Ele espera é que cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente daquilo que acredita e segue, pois prestará contas por suas convicções (Eclesiastes 12:13-14; Hebreus 4:12-13). O cristão é orientado a proceder cuidadosamente de acordo com a luz que recebeu e entendeu, pois a sua fé deve está firmemente alicerçada em santa convicção (I Tessalonicenses 1:5).
Entre os seguidores de Cristo nada deve ser feito pela força ou imposição. Sempre deve prevalecer um espírito de amor e tolerância compreensiva. Os que são mais fortes na fé devem suportar as fraquezas dos mais fracos (Romanos 15:1-2), seguindo o exemplo de Cristo que levou as fraquezas e debilidades de todos (cf. Isaías 53:4-6). Não há lugar para a crítica que emana de justiça própria e cujo ponto de vista e prática pareçam serem superiores a de outros.
Vídeos relacionados: A Lei e a Graça; Cremos na Graça
a. Acesse: Perdão e Salvação
b. Acesse: A Graça e a Lei de Deus
c. Referindo-se a II Coríntios 3:14-18. Acesse: Os Ministérios da Lei de Deus.
d. Acesse: Sábados Semanais e Anuais (em: "Sombra das coisas que haviam de vir").
e. Na Didaquê 8:1, documento apócrifo do século II, tem-se a seguinte advertência: "Vosso jejum não seja feito em comum com os hipócritas, porque eles jejuam no segundo e no quinto dia da semana; mas vocês jejuais no quarto dia e no dia da preparação [sexta-feira]." Sabe-se que o jejum era praticado nas segundas e quintas-feiras pelos judeus, especialmente nas sete semanas que decorriam entre a Páscoa e Pentecostes, e nos dois meses que separavam o fim da "festa do Tabernáculo" do início da "festa da Dedicação" (Levítico capítulo 23:33-36; João 10:22). Alguns cristãos jejuavam nas quartas e sextas-feiras para não serem confundidos com os judeus que jejuavam nas segundas e nas quintas-feiras. Fonte: CBASD, vol. 5, p. 826.
1. Isaías capítulo 53; Romanos 5:1-2; I João 2:1-4; II Coríntios 7:10 cf. Salmos 32:1-5.
2. Romanos 6:22-23; I Coríntios 15:56; Tiago 1:15 cf. I João 3:4, Romanos 5:13, Romanos 7:7.
3. João 14:25-26 cf. Isaías 30:21; Hebreus 10:16-17; I João 5:1-5.
4. WHITE, E. G. Atos dos Apóstolos, São Paulo: CPB, sec. IV, cap. 39, p. 424.
5. WHITE, E. G. Caminho a Cristo, São Paulo: CPB, cap. 7, p. 60.
6. WHITE, E. G. Atos dos Apóstolos, São Paulo: CPB, sec. IV, cap. 37, p. 393.
7. Mateus 5-17-20; Mateus 19:16-19; Lucas 16:17; João 14:21.
8. WHITE, E. G. Fé e Obras, São Paulo: CPB, cap. 2, p. 31.
9. Ellen Gould White, Signs of the Times, august, 25 of 1887. In: Este Dia com Deus, São Paulo: CPB, p. 244; (Meditações Matinais, 1980).
Continuação. |
14 de junho de 2013
A Lei de Deus aos Romanos
12 de junho de 2013
É o Espírito Santo uma Pessoa?
O que a Bíblia diz a respeito do Espírito Santo como pessoa? Não seria o Espírito Santo uma força ativa de Deus no mundo? Ou até mesmo uma personificação do próprio Deus? O que as escrituras realmente ensinam sobre o Espírito Santo?
Não há como se relacionar corretamente com o Espírito Santo nem entender sua obra ou conhecer o maravilhoso trabalho que realiza em nossas almas sem primeiro conhecê-lo como pessoa.
A. Importância da Doutrina da Pessoalidade do Espírito Santo
Em primeiro lugar, a doutrina da pessoalidade do Espírito Santo é da mais alta importância para a adoração. Se o Espírito Santo é uma pessoa, e uma pessoa divina – como de fato é –, e nós não o conhecemos como tal, pensando que é apenas uma força ou uma influência impessoal (como acontece muito), então estamos roubando de uma pessoa divina a adoração que lhe é devida, o amor que lhe é devido, e a fé, a confiança, a entrega e a obediência que lhe são devidas.
Em segundo lugar, a doutrina da pessoalidade do Espírito Santo é da mais alta importância do ponto de vista prático. Se você pensa no Espírito Santo como uma mera influência ou força, então estará sempre perguntando: “Como posso apossar-me do Espírito Santo para poder usá-lo?” Ou: “Como posso conseguir mais do Espírito Santo?”
Mas se você o vê tal como a Bíblia o apresenta – uma pessoa de divina majestade e glória –, seu pensamento será: “Como o Espírito Santo poderá apossar-se de mim e usar-me?” “Como pode o Espírito Santo usufruir mais de mim?”
Se você vê o Espírito Santo como uma influência ou força a ser obtida e da qual se deve tirar proveito, no momento em que achar que já o recebeu, fatalmente se tornará orgulhoso, andará com altivez, como se fizesse parte de alguma elite cristã. Mas se, ao contrário, você vê o Espírito Santo segundo o conceito bíblico, como uma pessoa divina de infinita majestade que vem habitar em nossos corações, apossando-se de nós e nos usando segundo a sua vontade e não segundo a nossa – o resultado será a renúncia de si mesmo, o humilhar-se e a abnegação.
Não conheço nenhum pensamento que tenha mais poder para nos levar à humildade e à despretensão do que essa grande verdade bíblica, que nos apresenta o Espírito Santo como uma pessoa divina que vem habitar em nossos corações e tomar posse de nossas vidas para usá-las conforme aprouver à sua infinita sabedoria.
Em terceiro lugar, a doutrina da pessoalidade do Espírito Santo é da mais alta importância no que concerne à nossa experiência pessoal. Milhares, dezenas de milhares de cristãos, homens e mulheres, podem testemunhar da completa transformação de vida e de serviço a Deus que experimentaram depois que passaram a conhecer o Espírito Santo como uma pessoa.
B. Provas da Pessoalidade do Espírito Santo
Uma das provas da pessoalidade do Espírito Santo é que todas as marcas distintivas que caracterizam as pessoas são atribuídas a ele na Bíblia. Quais são essas marcas distintivas? Conhecimento, sentimento e vontade. Qualquer ser que conhece, sente e tem vontade é uma pessoa.
Quando se afirma que o Espírito Santo é uma pessoa, pode-se entender que se está querendo dizer que ele tem mãos e pés, olhos e ouvidos, nariz e boca. Não é nada disso. Essas não são, de forma alguma, marcas de pessoalidade; são evidências de substância corporal.
Qualquer ser que conheça, pense, sinta e exerça uma vontade é uma pessoa, quer tenha corpo, quer não tenha. Tanto eu como você, caso nossa vida aqui na Terra acabe antes da volta do Senhor, deixaremos de ter corpo, temporariamente; estaremos “ausentes do corpo” e habitando com o Senhor (2 Co 5.8). Entretanto, ainda assim seremos pessoas, mesmo sem corpo.
- “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus” (1 Co 2.11). Aqui se revela como o conhecimento é atribuído ao Espírito Santo. Ele não é uma mera iluminação que vem à nossa mente, pela qual somos capacitados a conhecer a verdade que de outra forma não descobriríamos. O Espírito Santo é uma pessoa que conhece as coisas de Deus e nos revela o que ele próprio conhece.
- “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as como lhe apraz, a cada um, individualmente” (1 Co 12.11). Este verso mostra que o Espírito Santo não é meramente um poder divino – que podemos captar e usar de acordo com a nossa vontade –, mas sim uma pessoa divina. É ele que se apossa de nós e nos usa segundo sua vontade.
Era o Verbo Divino?
Philip B. Harner, no seu artigo “Substantivos Predicativos Anartros Qualificativos: Marcos 15:39 e João 1:1”, publicado no Journal of Biblical Literature, Vol. 92, Filadélfia, EUA, 1973, na p. 85, disse que cláusulas tais como a de João 1:1, “com um predicativo anartro precedendo o verbo, têm primariamente sentido qualificativo. Indicam que o logos tem a natureza de theos. Não há nenhuma base para se considerar o predicativo theos como determinativo.” Harner concluiu na p. 87 de seu artigo: “Em João 1:1, eu acho que a força qualificativa do predicativo se destaca tanto, que o substantivo não pode ser considerado como determinativo.” – Tradução do Novo Mundo com Referências, pp. 1519
Apesar das suas limitações e usos historicamente indevidos da Regra de Colwell, tal conceituação foi apenas ampliada 40 anos mais tarde com a publicação do artigo Qualitative Anarthrous Predicate Nouns: Mark 15.39 and John 1.1 por Phillip Harner.
Provavelmente em função das limitações da Regra de Colwell, Harner propõe demonstrar que, diferente do que se pensa sobre a Regra de Colwell (ou se fala sobre), Predicados Nominativos Anartros são fundamentalmente qualitativos, e não definidos. Observe como ele expõe tal razão:
Esse estudo irá sugerir que substantivos predicado anartros antecedendo o verbo provavelmente funcionam primariamente para expressar a natureza ou caráter do sujeito, e que sua significância qualitativa é provavelmente mais importante que a questão se o substantivo predicado deve ser considerado definido ou indefinido[1].
Harner inicia a sua pesquisa por estabelecer dois fatos gramaticalmente aceites e indubitáveis no grego koinê do Novo Testamento sobre construções em que o predicado é antecedido por um verbo de ligação:
- Um predicado é anartro em Grego quando indica a categoria ou classe a que determinado sujeito é parte;
- Um predicado é articulado quando é intercambiável com o sujeito, dado o contexto[2].
Contudo, Harner propõe observar ocasiões em que a ordem do verso não é como a usual forma encontrada nos casos régidos pelas regras acima assinaladas. O Seu interesse é observar se a Regra de Colwell, tal como definida é verdadeira em dois casos específicos Marcos 15.39 e João 1.1. Segundo o que Harner pode entender da Regra de Colwell, esses dois versos devem ser traduzido definidamente.
Para realizar a sua análise Harner procura demonstrar como cada um dos autores dos evangelhos de Marcos e João usam sentenças com verbos de ligação. Segundo Harner, Marcos é familiar com o modo usual de se transcrever uma frase, isto é, verbo de ligação seguido de predicado anartro, pois o utiliza 19 vezes[3]. Sobre o assunto, Harner atesta:
De acordo com a regra geral é de se esperar que esses substantivos sejam indefinidos, e na maioria delas pode-se julgar ser esse o caso (…) Em alguns casos o substantivo não é indefinido, mas nesses casos existe alguma razão por que o substantivos tem uma referência específica mesmo apesar de serem anartros[4].
Outro fato que chama a atenção de Harner é que Marcos também usa ooutro modo usual de expressão de uma frase, ou seja, quando o verbo é seguido pelo predicado acompanhado artigo. Segundo Harner, Marcos utiliza esse tipo de construção 20 vezes[5]. Sobre esses casos, Harner atesta:
A regra geral para substantivos predicados indicaria que esses predicados deveriam ser definido, e em todas as ocasiões verifica-se que esse é o caso. A força do artigo é evidente e o substantivo predicado sempre se refere a uma pessoa específica ou grupo, coisas ou idéias[6].
Considerando que Marcos é tão cauteloso e cuidadoso na sua forma de escrever e atribuir o artigo, Harner passa a auto questionar-se, por que razão ele iria utilizar uma outra forma de escrita, trazendo o substantivo predicado sem artigo antes do verbo. Segundo Harner, Marcos faz isso oito vezes[7]. Para compreender com mais clareza a razão pela qual Marcos utiliza esse tipo de construção gramatical, Harner passa a observar cada uma das ocorrências destacadas para verificar, não apenas se se trata de substantivos predicados definidos ou indefinidos, mas para verificar se existe uma força qualitativa nesses verso.
Na sua análise Harner percebeu que nem sempre a força primária dessas construções era definida, como parecia supor a Regra de Colwell. Em todos os casos examinados, Harner demonstra haver uma proeminência do sentido qualitativo (Mc.2.28; 3.35; 11.32; 12.35). Ele também demonstra que em alguns casos a força indefinida é a mais apropriada (Mc.6.49; 17.70), embora pudessem ser também qualitativa.
É interessante notar que na sua análise, alguns desses versos podem ter ênfases compartilhadas, como Mc.11.32, que pode ser tanto qualitativo quanto indefinido, ou Mc.12.35, que pode ser tanto qualitativo, definido como indefinido, dependendo do aspecto do contexto que se tem por paralelo. Harner também demonstra que em alguns casos o sentido definido é descartado (Mc.6.49; 11.32; 14.70), do mesmo modo que em outras ocasiões, o indefinido é descartado (Mc.2.28).
O caso visto com mais detalhes e atenção é o caso de Mc.15.39, em que Harner demonstra que os três usos (Q, D e I) são gramaticalmente possíveis e contextualmente aceitáveis, embora encontre problemas com o uso definido e indefinido. Sobre esse caso, Harner conclui:
Ao mesmo tempo isso deixa aberta a possibilidade de que Marcos estava pensando em Jesus nesse ponto em Jesus como um filho de Deus no sentido Helênico, ou em O Filho de Deus no sentido especificamente cristão, ou até mesmo nos dois. De todo modo, a tradução Filho de Deus[8] iria refletir as várias sombras de significado que poderia estar presente na ordem das palavras de Marcos[9].
Com essa análise em mente, Harner passa a considerar os mesmos fatos no quarto evangelho, e nota
11 de junho de 2013
Os 10 Mandamentos de Deus
Os dez mandamentos são claros, aquele que não os cumprir, estará em pecado, qual é a relação entre a lei e o pecado? A Bíblia diz em 1 João 3:4 “Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia.”
A Bíblia diz em Tiago 2:10-11 “Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos. Porque o mesmo que disse: Não adulterarás, também disse: Não matarás. Ora, se não cometes adultério, mas és homicida, te hás tornado transgressor da lei.”
A lei de Deus contém dez mandamentos. A Bíblia diz em Êxodo 20:1-1
“Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
- 1 – Não terás outros deuses diante de mim.
2 – Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos. - 3 – Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.
4 – Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou. - 5 – Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
- 6 – Não matarás.
- 7 – Não adulterarás.
- 8 – Não furtarás.
- 9 – Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
- 10 – Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.
Este estudo foi tirado na íntegra de uma igreja evangélica de forma aleatória. Todas ensinam o
9 de junho de 2013
A Unidade dos Crentes na Fé e no Amor
1.
Que relação mantém entre Si o Pai e o Filho?
Rª: “Eu e o Pai somos um.” João 10:30.
2.
Em que consiste essa unidade?
Rª: “Não busco a Minha vontade, mas a vontade do Pai
que Me enviou.” João 5:30.
Nota: Essa unidade, portanto, consiste em terem ambos
o mesmo pensamento, vontade e propósito.
3.
Que pediu Cristo em oração ao Pai, em favor dos Seus
discípulos?
Rª: “Para que sejam um, como Nós somos um.” João
17:22. Ver os vs. 11, 23.
4.
Por que queria Cristo que existisse entre os Seus
seguidores essa união, ou unidade?
Rª: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em
mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu
me enviaste.” João 17:21
5.
Por meio de que, disse Cristo, todos os homens
conheceriam os Seus discípulos?
Rª: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se
vos amardes uns aos outros.” João 13:35
Nota: Deus uniu os crentes em
igreja a fim de que um possa fortalecer o outro nos empenhos bons e retos. A
igreja terrestre seria em realidade um símbolo da celestial se os seus membros
fossem um no pensamento e na fé. Os que não são movidos pelo Espírito Santo é
que prejudicam o plano divino, promovendo divisão e fortalecendo as forças das
trevas. Os que são santificados pelo sangue de Cristo não prejudicarão a causa
de Deus, nem promoverão divisão na igreja. Havendo desunião entre os crentes, o
mundo tira a conclusão de que não podem ser o povo de Deus porque estão agindo
um contra o outro. Se os crentes estiverem unidos a Cristo, estarão unidos
entre si.
6.
“Como mostrou Paulo o seu cuidado a esse respeito?
Rª: Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor
Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós
dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.”
1ª Cor. 1:10
7.
Qual era um dos principais factores de divisão na
igreja primitiva?
Rª: “Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho. E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.” Atos 20:29,30
Rª: “Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho. E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.” Atos 20:29,30
8.
Que já operava na igreja ao tempo de S. Paulo?
Rª: “Porque já o mistério da injustiça opera; somente
há um que agora resiste até que do meio seja tirado.” 2ª Tess. 2:7
9.
Antes que Cristo possa vir, que disse Paulo iria
acontecer?
Rª: Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não
será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o
filho da perdição. O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama
Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus,
querendo parecer Deus.” 2ª Tess. 2:3,4.
Nota: O enorme sistema de erro agora sustentado pela
igreja papal é resultante da apostasia aqui mencionada. Diz Wylie na sua
História do Protestantismo, vol. 3, p. 25: “Roma manifestamente foi a
cismática; foi ela que abandonou o que uma vez fora a fé comum da cristandade,
deixando com essa sua decisão a todos quantos permaneceram nos velhos moldes o
indispensavelmente válido título da igreja verdadeira.”
10. Juntos,
que formam os crentes em Cristo?
“Ora vós sois o corpo de Cristo, e Seus membros em
particular.” 1ª Cor. 12:27
11. Sendo
membros do corpo de Cristo, de que mais nos tornamos membros?
Rª: “Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em
Cristo, mas individualmente
somos membros uns dos outros.” Rom. 12:5
12. Quando
o Senhor vier, qual será o brado uníssono do povo de Deus?
Rª: “E naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso
Deus, a quem aguardávamos, e ele nos salvará; este é o SENHOR, a quem
aguardávamos; na sua salvação gozaremos e nos alegraremos.” Isaías 25:9.
Decisão –
Rogo, pois, ao Senhor que me chamou a andar na VERDADE, a fazê-lo com humildade
e mansidão, longanimidade atendendo a cada um dos chamados por Deus com amor e
com isso procurar a unidade do Espirito.
José Carlos Costa,
pastor
7 de junho de 2013
Mansidão e Humildade Cristã
“O progresso na vida cristã é caracterizado por maior
humildade, em resultado do aumento de conhecimento. Todo aquele que é unido a
Cristo se afastará de toda a iniquidade. Digo-vos, no temor de Deus, que me foi
mostrado que muitos de vós perderão a vida eterna porque estais erguendo vossas
esperanças do Céu sobre um alicerce falso. Deus vos está deixando aos cuidados
próprios,…” (1) "para te humilhar, para te provar, para saber o que estava
no teu coração". Deut. 8:2.
1.
Que promessa é feita aos mansos?
Rª: “Bem-aventurados os mansos, porque eles
herdarão a terra.” Mat. 5:5
Nota: Manso – “Brando de génio, sossegado,
plácido e sereno.” Dicionário Prático ilustrado, Jaime de Séguier.
2.
Que disse Cristo a respeito do Seu próprio caráter?
Rª: “Tomai sobre
vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e
encontrareis descanso para as vossas almas.” Mat. 11:29
3. Que
é dito do caráter de Moisés?
Rª: “E era o
homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra.”
Núm. 12:3
4. A
quem prometeu Deus guiar rectamente?
Rª: “Guiará os
mansos em justiça e aos mansos ensinará o seu caminho.” Sal. 25:9
5.
De que é fruto a mansidão?
Rª: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade,
bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei.” Gál.
5:22,23
6.
Que diz Cristo aos que se exaltam?
Rª: “Porquanto qualquer que a si mesmo se
exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.”
Lucas 14:11
Nota: O espírito de exaltação própria é de
Satanás. Ver Is. 14:12-14; Ezeq. 28:17. Cristo Se humilhou, Se rebaixou, e Se
tornou obediente mesmo até à morte sobre a cruz. Ver Fil.2:5-8.
7.
Por que meio ilustrou Jesus a verdadeira humildade?
Rª: “E Jesus, chamando um menino, o pôs no
meio deles, e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos
fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino
4 de junho de 2013
A Lei e o Evangelho A
“A lei e o evangelho, revelados
na Palavra, devem ser pregados ao povo; pois a lei e o evangelho combinados,
convencerão do pecado. A lei de Deus, conquanto condene o pecado, aponta o
evangelho, revelando a Jesus Cristo, em quem "habita corporalmente toda a
plenitude da divindade". Col. 2:9. O esplendor do evangelho reflete a sua
luz sobre a era judaica, dando sentido a toda a dispensação judaica de tipos e
sombras. Assim, tanto a lei quanto o evangelho, estão amalgamados.” Evangelismo
(E.G.White) 231.
1. Qual
é um dos usos da Lei?
Rª: “Por isso
nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei
vem o conhecimento do pecado.” Rom. 3:20
2. Tornando
assim conhecido o pecado, e a consequente necessidade de um Salvador, que parte
desempenha a Lei?
Rª: “De maneira
que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé
fôssemos justificados.” Gál. 3:24
3. Que
declara ser o Evangelho?
Rª: “Porque não
me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de
todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” Rom. 1: 16.
4. Qual
é a significação do nome aplicado pelo anjo ao Salvador antes do Seu
nascimento?
Rª: “E dará à
luz um filho e chamarás o Seu nome Jesus; porque Ele salvará o Seu povo dos
seus pecados.” Mat. 1:21.
5. Em
que há poder para salvar do pecado revelado?
Rª: “Mas nós
pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para
os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes
pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.” 1ª Cor. 1:23,24.
6. Que
foi predito a respeito da atitude de Cristo para com a lei de Deus?
Rª: “Então
disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito. Deleito-me em
fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.”
Salmo 7,8.
7. Qual
é a primeira promessa do novo concerto?
Rª: “Porque esta
é a aliança que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor;
Porei as minhas leis no seu entendimento, E em seu coração as escreverei; E eu
lhes serei por Deus, E eles me serão por povo.” Heb. 8:10
8. Qual
é a relação de Cristo para com o novo concerto?
Rª: “Mas agora
alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma
3 de junho de 2013
A Lei e o Evangelho B
1. Que
tirou Cristo da Lei?
Rª: “No dia
seguinte João (Batista) viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o
Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João 1:29
2. Que
aboliu Cristo?
Rª: “E que é
manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a
morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho.” 2ª Tim. 1:10
3. Que
mudança se opera por meio do evangelho?
Rª: “Mas todos
nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos
transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do
Senhor.” 2ª Cor. 3:16
Nota: Pretende-se, às vezes, que Cristo tenha mudado, abolido ou
tirado a lei, e posto em seu lugar o evangelho; mas isso mostra a falsa
compreensão da obra verdadeira de Cristo. O crente é transformado pela
contemplação da glória revelada no evangelho (2ª Cor. 4:4; João 1:14); a morte
foi abolida pela morte de Cristo; e o pecado foi tirado por Aquele que levou
sobre Si todo pecado; mas a lei de Deus ainda permanece inalterada como o
próprio fundamento do Seu trono.
4. Que
interpretação espiritual deu Cristo ao sexto mandamento da Lei de Deus?
Rª: “Ouvistes
que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será sujeito a
julgamento. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar
contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca,
será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, estará sujeito à Geena
de fogo.” Mat. 5:21,22.
5. Como
interpretou Jesus o sétimo mandamento?
Rª: “Ouvistes
que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que
qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu
adultério com ela.” Mat. 5:27,28.
6.
De que profecia era este ensino o cumprimento?
Rª: “O SENHOR se agradava dele por amor da sua justiça; engrandeceu-o pela lei, e o fez glorioso.” Isaías 42:21
Rª: “O SENHOR se agradava dele por amor da sua justiça; engrandeceu-o pela lei, e o fez glorioso.” Isaías 42:21
Nota: Cristo não somente deu interpretação
espiritual à lei, e observou-a Ele próprio de acordo com essa interpretação,
mas morrendo na cruz para pagar a penalidade das transgressões da lei, mostrou
a sua santidade e natureza imutável. Dessa maneira, sobretudo, engrandeceu a
lei, e mostrou-lhe a natureza, imperecível e de grande alcance.
7.
Em que promessa foi o evangelho pregado a Abraão?
Rª: “Ora, tendo a Escritura previsto que
Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a
Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti.” Gálatas 3:8
8.
Em que base foi Abraão tido como justo?
Rª: “Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão
em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.” Gálatas 3:8
9.
Que texto elimina toda a esperança de justificação
pelas obras?
Rª: “Por isso nenhuma carne será
justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento
do pecado.” Rom. 3:20
10. De
que maneira são justificados os que crêem em Jesus?
Rª: “Sendo justificados gratuitamente pela
sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.” Romanos 3:24
11. Depois
de se ter operado esta obra da graça, premir-se-á que o crente continue em
pecado?
Rª: “QUE diremos pois? Permaneceremos no
pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o
pecado, como viveremos ainda nele?” Romanos 6:1,2.
Nota: Mesmo nos dias de Abraão, foi, como agora, pregado o
mesmo evangelho de justificação pela fé, ao passo que a lei revelou o pecado, e
testemunhou a justiça obtida pela fé, tal como ocorre desde a cruz. Disto se
evidencia que a relação entre a lei e o evangelho tem sido sempre a mesma.
12. Qual
foi a atitude pessoal de Cristo para com a Lei?
Rª: “Não cuideis que vim destruir
a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.” Mat. 5:17 “Se guardardes
os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho
guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.” João 15:10.
13. Que
texto mostra que o povo remanescente de Deus terá justa concepção da devida
relação entre a lei e o evangelho?
Rª: “Aqui está a paciência dos santos; aqui
estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Apocalipse 14:12.
Nota final: “Regozijai-vos em Deus. Cristo é luz, e n´Ele
não há trevas. Olhai para a luz. Acostumai-vos a contar os louvores de Deus.” Review
and Herald, 7 de abril de 1904. Então “a norma da lei de Deus será exaltada. O
Espírito do Onipotente está movendo o coração dos homens, e os que respondem a
esta influência tornam-se testemunhas de Deus e Sua verdade.” Atos dos
Apóstolos, p. 54 (E.G.White)
José Carlos Costa,
pastor
1 de junho de 2013
Eterno Memorial Divino
"Deus tem um memorial
de Seu poder criador para que O discernissem nas obras de Suas mãos. O
sábado convida-nos a contemplar, nas obras criadas, a glória do
Criador. Por desejar Jesus que assim fizéssemos, foi que envolveu as Suas
preciosas lições com a beleza das coisas naturais. Mais do que em qualquer
outro dia, devemos, no santo dia de descanso, estudar as mensagens que Deus
para nós escreveu na natureza.” Conselhos sobre Saúde, p. 165.
1.
Que deve permanecer através de todas as gerações?
Rª: “O teu nome, ó SENHOR, dura perpetuamente, e a tua memória, ó SENHOR, de geração em geração.” Sal. 135:13
Rª: “O teu nome, ó SENHOR, dura perpetuamente, e a tua memória, ó SENHOR, de geração em geração.” Sal. 135:13
Nota: Memória: “Monumento comemorativo de
pessoa célebre ou de sucesso notável.” Dicionário Prático Ilustrado, de Jaime
de Seguier.
2.
Que ilustração disso nos é dada na Bíblia?
Rª: “Assim estas pedras serão para sempre
por memorial
aos filhos de Israel.” Josué 4:7.
3.
Que deviam essas pedras comemorar?
Rª: “E falou aos filhos de Israel, dizendo:
Quando no futuro vossos filhos perguntarem a seus pais, dizendo: Que
significam estas pedras? Fareis saber a vossos filhos, dizendo: Israel passou
em seco este Jordão.” Josué 4:21,22.
Nota: Essas pedras deviam ser um memorial
perene, ou lembrança, da passagem de Israel a seco através do Jordão.
4.
Que outro memorial foi instituído para comemorar outra
assinalada providência em favor de Israel?
Rª: “E este dia vos será por memória, e
celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por
estatuto perpétuo.” Êxodo 12:14.
Nota:
Esse dia de páscoa era uma memória periódica, a ser observada no décimo quarto
dia do primeiro mês de cada ano, dia em que os israelitas foram libertados do
cativeiro do Egito, e a sua celebração devia ser de sete dias, durante os quais
se comeriam pães asmos, em comemoração daquele acontecimento. Ver Êxodo 13:3-9.
5.
É o propósito divino que a Sua grande obra da criação
dos céus e da Terra seja lembrada?
Rª: “Grandes são as obras do SENHOR,
procuradas por todos os que nelas tomam prazer. A sua obra tem glória e
majestade, e a sua justiça permanece para sempre. Fez com que as suas
maravilhas fossem lembradas; piedoso e misericordioso é o SENHOR.” Sal.
111:2-4.
6.
Que ordenou Deus aos homens para observarem em memória
desse grande dia?
Rª: “Lembra-te do dia do sábado, para o
santificar. … Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar
e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o
dia do sábado, e o santificou.” Êxodo 20:8-11.
7.
De que deveria esse memorial ser um sinal?
Rª: “E santificai os meus sábados, e
servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR vosso
Deus.” Ezequiel 20:20.
8.
Por quanto tempo deveria o sábado ser um sinal do
verdadeiro Deus?
Rª: “Entre mim e os filhos de Israel será
um sinal para sempre; porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, e ao
sétimo dia descansou, e restaurou-se.” Êxodo 31:17.
Nota: É manifesto que o objectivo do sábado
era conservar a memória de Deus como Criador, e caso fosse fielmente observado
desde o princípio, não haveria agora um único pagão ou idólatra em toda a face
da Terra.
9.
De que coisa, além da criação, deveria Israel se
lembrar quando observasse o sábado?
Rª: “Porque te lembrarás que foste servo na
terra do Egito, e que o SENHOR teu Deus te tirou dali com mão forte e braço
estendido; por isso o SENHOR teu Deus te ordenou que guardasses o dia de
sábado.” Êxodo 5:15.
Nota: Existe neste texto profunda
significação, não aparente para os que não estão familiarizados com os fatos.
No Egito, em virtude da opressão e do ambiente idólatra, a observância do
sábado tronara-se não somente esquecida, mas de todo impossível. A lembrança do
cativeiro e opressão no Egito devia ser um incentivo adicional para a
observância do sábado na terra da liberdade. O sábado, portanto, além de ser
uma memória da criação, devia ser-lhes uma memória do libertamento do
cativeiro, e do grande poder divino manifestado então. E como o Egito constitui
o símbolo de todo aquele que permanece sob a escravidão do pecado, assim deve o
sábado ser observado por toda a alma salva, como memória do libertamento dessa
escravidão pelo grandioso poder de Deus, por Jesus Cristo.
10. De
que mais diz Deus dever o sábado ser um sinal ou lembrança ao Seu povo?
Rª: “E também lhes dei os meus sábados,
para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o
SENHOR que os santifica.” Ezeq. 20:12
Nota: A santificação é uma obra de redenção
– tornar santos os pecadores, ou seres não santificados. Como para a obra da
criação mesma, isso requer poder criador (ver Sal. 51:10; João 3:3 e 6;
Efésios). E como o sábado é o sinal apropriado ou memória do divino poder
criador, onde quer que se manifeste, quer na criação ou no libertamento do
cativeiro do pecado, deve ele ser guardado como sinal da obra de santificação.
Esta deve ser uma grande razão para que os santos o observem através de toda a
eternidade. Ele lhes fará lembrar não
somente a sua própria criação e a do Universo, como também a sua redenção.
11. Por
meio de quem temos santificação?
Rª: “Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o
qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e
redenção.” 1ª Cor. 1:30.
Nota: assim, sendo o sábado um sinal ou
memória de santificação, e como Jesus Cristo é Aquele por meio de quem se
realiza a obra de santificação, o sábado é um sinal ou memória do que Cristo é
para o crente. Por meio do sábado, pois, pretende Deus que o crente e Cristo
devam estar intimamente ligados.
12. Que
declaração dos remidos mostra que eles se lembrarão do divino poder criador?
Rª: “Digno és, Senhor, de receber glória, e
honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e
foram criadas.” Apoc. 4:11.
13. De
quanto em quanto tempo se ajuntarão eles para adorar o Senhor?
Rª: “Porque, como os novos céus, e a nova
terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o SENHOR, assim
também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que desde uma lua
nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar
perante mim, diz o SENHOR.” Isaías 66:22,23.
Nota conclusiva: O sábado, que é a memória do divino poder
criador, nunca deixará de existir. Quando este pecaminoso estado de coisas der
lugar à nova Terra sem pecado, permanecerá o fato sobre que se baseia a
instituição do sábado; e aqueles a quem for dado viver na nova Terra,
comemorarão ainda o divino poder criador, ao mesmo tempo que entoarão o cântico
de Moisés e do Cordeiro. Apocalipse 15:3 (cf. Apoc. 22:1,2).
José Carlos Costa,
pastor
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